Arquivo do dia: 06/01/2011

Yarsagumba, o Viagra dos Himalaias

O fungo yarsagumba, que se encontra nos Himalaias a uma altitude superior a 3500 metros, é conhecido pelas suas características afrodisíacas, sendo apontado como um equivalente ao Viagra.  Agora, está a gerar disputa devido ao seu potencial económico.  Desde há vários séculos, o yarsagumba é valorizado pela cultura chinesa. Além das qualidades afrodisíacas, no Oriente acredita-se que o fungo também tem potencial para aumentar a vida e curar doenças.  As farmacêuticas americanas já descobriram o valor do fungo e começaram a investigar o seu uso no tratamento do câncer.  No entanto, é difícil chegar ao yarsagumba devido à resistência da população.  Em 2006, 36 homens da região foram presos e acusados de matar sete homens que tentaram levar yarsagumba. Atualmente, um quilo deste fungo pode atingir os €7500, cerca de R$ 17.000,00 .

O nome “yarsagumba” significa literalmente “plantas de verão e insetos de inverno(dong cong xia cao) em tibetano. Na Índia é usualmente conhecido como ‘Kira Jhar’ , ou planta-inseto. Antes da temporada de chuvas começar os esporos do fungo “cordyceps” se põe sobre as cabeças das lagartas , que vivem no subterrâneo. O fungo (Cordyceps sinesis ) se prolifera tanto no corpo das lagartas , que cresce para fora através de sua cabeça e drena toda a energia do inseto que, finalmente, morre. (Daí a lenda metade-lagarta, metade-cogumelo)

Existem vários tipos de plantas medicinais famosas encontradas no Nepal, Butão, Índia e Tibete, mas a popularidade de yarsagumba é simplesmente avassaladora. Nos últimos anos, o comércio de yarsagumba está a aumentar pela sua popularidade também para combater qualquer doença, seja dor de cabeça, dor de dente ou qualquer outra – yarsagumba é o remédio. E não só isso, também e principalmente porque se acredita ser uma cura para a impotência sexual – um Viagra Himalaio .

Todos os anos, durante maio e junho, milhares de moradores de áreas remotas arriscam suas próprias vidas em altas montanhas para recolher yarsagumba. O yarsagumba é colhido quando aumenta a temperatura e a neve está começando a derreter. Estima-se que um morador pode ganhar até US $ 35 por dia, coletando yarsagumba, o que está muito além do salário mensal de muitas famílias do Nepal. Dolpa – um remoto distrito no oeste do Nepal com altos vales íngremes e o clima seco é uma das áreas mais importante para a recolha de yarsagumba. Quase 50% da oferta anual de yarsagumba vem de Dolpa sozinho. Aqui, não só os adultos, mas os frequentadores da escola também tiram férias não-oficiais em busca da corrida do ouro.

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Efêmeras Divagações

Por quê a gente ainda fala em “discar” um número se os telefones não tem mais “disco” ?

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Fantástico : mais de 1 milhão de filhotes de tartaruga soltos na natureza, na fronteira de Rondônia com a Bolívia

11 anos a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale) vem trabalhando na região do Vale do rio Guaporé, na fronteira de Rondônia com a Bolívia, no noroeste do Brasil com o projeto de preservação de tartarugas e de outros animais que se utilizam das praias dos rios para procriação. Essa ação, além de transformar a vida dos moradores locais, tem sido exemplo de perseverança e luta em favor da preservação ambiental. Hoje, com 26 sócios e 12 funcionários envolvidos na causa ambiental do Vale do Guaporé, a Ecovale conta com a parceria de órgãos estaduais e municipais como: Emater, Idaron, Sedam, Seduc, Prefeitura de São Francisco do Guaporé e, de patrocinadores como NOMA do Brasil/SA e o Centro Universitário de Maringá (Cesumar). Esse trabalho também é realizado em outras comunidades, como a região de Extrema de Rondônia, na divisa com o estado do Acre, onde a Emater busca garantir a conservação e preservação das espécies de quelônios da Amazônia, em especial os Tracajás, Pitiú e Iaçás.  O presidente da Ecovale, José Soares Neto, o Zeca Lula, disse que a instituição vem alcançando excelentes resultados em devolução de animais à fauna do Vale do Guaporé. A taxa alcançada de sobrevivência é uma das maiores neste tipo de repovoamento. O maior resultado da perseverança dos parceiros na ação de proteção ambiental foi retratado no dia 9 de dezembro. Somente nesse dia nasceram 483 mil tartarugas da Amazônia. O fato aconteceu à margem esquerda do Rio Guaporé, do lado Boliviano, em um local denominado de Praia da Tartaruguinha. Lá a Ecovale conta ainda com a parceria da Força Naval Boliviana.  Segundo Zeca Lula, as portas estarão sempre abertas para todas as pessoas sensíveis à prática de preservação ambiental. Em 2010 foram devolvidos à natureza, além dos 853.000 filhotes de tartaruga da Amazônia,200.000 filhotes de tracajá, 190.000 gaivotas, 1.200 camaleões, 88 filhotes de “teteu” e 286 filhotes de “lulu”, num total de 1.243.959 animais devolvidos à natureza.

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NR: Conheço pessoalmente o trabalho do Zeca Lula naquelas paragens do poente do Brasil. No Vale do Guaporé, apesar da beleza cênica, tudo é mais difícil, porque tudo é mais longe. Esta é uma notícia que deve encantar o mundo, atropelado por desastres, bobagens midiáticas,  violência e ameaças à natureza e à vida selvagem. Que o trabalho da Ecovale inspire outras Associações semelhantes , em nome do meio-ambiente e de todos nós.

Beto Bertagna

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