Arquivo do dia: 26/12/2010

Deu no Diário de S.Paulo:ataque racista a enredo da Acadêmicos do Tucuruvi sobre nordestinos

Em matéria assinada pela jornalista Jussara Soares, o jornal Diário de São Paulo, na edição deste domingo, traz a manchete “Polícia investiga ataque racista a enredo sobre nordestinos em SP” .

Segundo o jornal, a idéia da Escola de Samba era somente prestar uma homenagem ao povo nordestino no Carnaval 2011. Mas o enredo “Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo: A capital do Nordeste” acabou despertando a ira de algumas pessoas. Tanto que a escola recebeu e-mails atacando não apenas a agremiação, mas também o povo nordestino.

“Vocês deveriam ser proibidos de desfilar numa avenida da minha cidade um enredo nojento e racista desses”, diz um trecho do primeiro e-mail enviado no dia 13 de dezembro. No dia seguinte, com um outro endereço eletrônico, o mesmo conteúdo voltou a ser enviado.

A diretoria da escola afirmou que já havia recebido e-mails similares, mas eles vinham sendo ignorados. “Nós apagávamos, mas é um racismo e vamos levar isso adiante. Mais do que atacar a escola estão sendo preconceituosos com o povo nordestino”, diz o diretor jurídico da escola, Carlos Eduardo Malachim.

No dia 17, a escola fez um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). A polícia abriu inquérito para investigar o caso. Além disso, será pedida a quebra de sigilo de dados, para que seja identificado o IP dos computadores que enviaram as mensagens à agremiação. Isso porque os e-mails são anônimos e utilizam servidores gratuitos. “Por isso acreditamos que seja a mesma pessoa. Não vão conseguir abalar a escola”, diz Malachim.

No mesma data em que foi feito o boletim de ocorrência, a escola recebeu um nova mensagem, encaminhada pela página de contatos do site. Dessa vez, o e-mail foi assinado por um “Paulistano com orgulho”.

“São Paulo não é a capital do NE p… nenhuma. Nós paulistas e paulistanos iremos nos mobilizar e vocês não vao (sic) desfilar com essa b… de samba enredo que desrespeita o estado que carrega esse lixo de país nas costas”, contém o e-mail.

O presidente da escola, Hussein Abdol El Selam, o seo Jamil, afirma que o enredo quer mostrar a importância de São Paulo para os nordestinos e vice-versa. “Todo mundo sabe que São Paulo é a capital do Nordeste. Muitos nordestinos devem muito a São Paulo, como São Paulo deve muito a eles também”, enfatiza.

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Amazônia:Programa de tv transforma vida da Comunidade São Tomé

Criada na década de 80, a Comunidade São Tomé, no Amazonas se tornou famosa em todo o Brasil após ter sido totalmente reformada no programa da TV Globo, Caldeirão do Huck, apresentado pelo animador Luciano Huck. Distante 3 horas de barco da capital amazonense, a comunidade possui uma pousada( a Pousada Jacaré ) e tem na pesca e no artesanato a sua principal fonte de renda.  Agora, a aposta é no ecoturismo, pois a pousada foi ampliada e os moradores, divididos em 15 famílias, terão apoio do Senac para capacitar a mão de obra local.

Um barco de pesca e passeio equipado com bar, redes, banheiro e churrasqueira foi doado à comunidade

Um barco de pesca e passeio equipado com bar, redes, banheiro e churrasqueira foi doado à comunidade e servirá também para o ecoturismo foto: L. Carvalho

Veja mais fotos da pousada

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"Zé, nós subimos juntos aquela rampa. Vamos descer juntos!"

foto : R.Stuckert/PR
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“Zé, nós subimos juntos aquela rampa. Vamos descer juntos!”

foto : R.Stuckert/PR
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Polêmica à vista : "Governador eleito Confúcio Moura, deixe que eu responda por você para as mulheres dos PMs"

Por Nelson Townes*, do NoticiaRo.com

Não sou porta-voz do governador eleito de Rondônia Confúcio Moura, não quero ser aliás, nem votei nele, mas sou cidadão do Estado que o elegeu. Por isso, como membro do povo que ele vai governar, peço permissão ao futuro mandatário do Estado para responder em seu nome à ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia) que quer esclarecimentos sobre uma frase de Confúcio de querer ter ao seu lado “preto, pobre e puta, para ajudar a controlar a fúria da polícia.”

Eu esclareço, como cidadão, o que o governador deseja. Qualquer rondoniense sabe o que o doutor Confúcio quer: menos violência e arbitrariedade policial nas ruas de Porto Velho, menos covardia contra as classes mais indefesas da população, menos preconceito racial, social e até por orientação sexual.

Menos preconceito sobretudo contra menores de idade. Nós estamos criminalizando, com apoio de uma parcela irresponsável da mídia, nossos adolescentes, fazendo-os pagar pela ação de uma minoria (desamparada e sem futuro.)

Senhoras dos PMs, o governador eleito quis dizer que quer mais coragem de seus maridos contra os bandidos de verdade. O COE, por exemplo, é muito bom para aparecer na TV “estourando” pequenas “, bocas de fumo”, prendendo traficantes com pequenas quantidades de drogas, perseguindo“travestis”, mas nunca se viu um dos verdadeiros chefes do crime organizado preso ou investigado (até mesmo pelo Judiciário).

O que se vê diariamente são mortes de jovens – alguns em confrontos com a Polícia – sem melhores detalhes.

E se sabe que os barões do crime estão encastelados nos mais altos patamares da escala social. Oficial e civil. No próprio Executivo, no Judiciário e no Legislativo. A droga permeia a sociedade de Rondônia.

Mas, seus chefes são intocáveis. Você sabe disso, Confúcio Moura. Alguns nomes são falados nas esquinas, mas as provas as Polícias nunca encontram.

Só vão presos mesmo, para mostrar serviço, só mesmo os pobres, os que andam nas ruas escuras chegando tarde do trabalho ou da escola em casa – e são os suspeitos de sempre quando alguém é assaltado. Assim como qualquer adolescente que não esteja na “elite” dos barzinhos da moda (bebendo na cara dos PMs, mesmo sendo menores de 18 anos, para depois dirigir), e esteja numa bicicleta comum, também é virtual bandido.

Quando há algum assalto, o caso é perdido; diz-se até hoje que é preciso que haja um cadáver para a polícia atender a um chamado. E se a vítima insistir numa “diligência” em busca do suspeito este surgirá no primeiro transeunte pardo e pobre que estiver passando (a pé) pela rua.

O governador eleito tem razão: a ação das Polícias Civil e Militar é sempre contra pobre, puta e preto (falta incluir adolescentes ou jovens adultos). São a maioria da população carcerária.

A Polícia Militar é por índole violenta e é treinada para ver no civil um inimigo em potencial. Desde que não esteja num carro do ano, não seja branco e não tenha olhos e cabelos claros.

O povo brasileiro – não só em Rondônia – tem medo e não respeito, da Polícia. Aproxime-se de um policial para perguntar o nome de uma rua. Geralmente, o primeiro gesto do PM é levar a mão na direção da arma.

Quanto à associação das mulheres dos policiais, elas têm o direito constitucional de se associarem no que quiserem. Mas, já pensaram essas senhoras em se unir para trocar receitas de bolos, arte culinária, experiência com educação dos filhos pequenos?

De resto, que autoridade essas mulheres julgam ter para interpelar um governador, ou seja quem for, sobre uma análise sobre a disciplina e profissionalismo de seus maridos? Se fosse para reclamar contra maus salários,treinamento cruel etc. Mas, para rebater fatos que estão fora de seu alcance – ou então desmentir o que todos sabem?

É evidente que mais uma vez os PMs estão se escondendo sob a saia das suas mulheres, mães, tias, para interpelar um superior sem correr o risco da punição por indisciplina.

Esses maridos ou familiares dessas madames deveriam interpelar os superiores através de seus próprios sindicatos ou outros órgãos de classe. Na falta destes, pelo Judiciário.

A história da Polícia Militar do Brasil, fruto da Ditadura, é de horror e de crimes brutais. Há episódios de heroísmo que confirmam a regra, mas temos muito mais a lamentar do que festejar e não é sem motivo que se pensa em fundir as duas Polícias, Civil e Militar, numa só.

Os relatos de horror e de violência contra o povo –sempre contra o povo pobre, vítima também de outra instituição elitista, o Judiciciário – se alongariam nesta página e ficam para uma próxima ampliação deste site.

O que a ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia) precisa manter na mente é que ninguém esquece os atos de vandalismo contra o patrimônio público (esvaziar pneus de viaturas é um deles) e a perturbação e alarme social que causaram na última greve de seus maridos que se fingiam de “reféns das mulheres” dentro dos quartéis, enquanto elas “faziam piquetes” para “impedi-los” de saírem às ruas dominadas pelos bandidos estimulados pela greve (e ,há evidências, pelos grevistas.)

Ainda em seu nome, governador eleito, e sem sua autorização ou procuração, este repórter esclarece a essas senhoras que o senhor quis dizer que não se pode mais tolerar violência policial em Rondônia, é que a melhor coisa que a mulher de um PM pode fazer é, além das atividades profissionais que tiver, ter tempo para pilotar fogão, trocar fralda de nenê, cuidar dos filhos e manter a casa em ordem.

À propósito, o emblema da ASSFAPOM, com símbolos semelhantes a de brasões do serviço público policial e do judiciário, não parece lícito. Se querem colocar instrumentos de ação das mulheres dos PMs ue tal uma frigideira, uma panela, um garfo e, talvez, uma escumadeira?

Mulher de praça é apenas uma dona de casa, como qualquer outra. De outra forma, mulher de general de brigada seria brigadeira – para não confundir com o doce que tem patente militar.

Mas, quanto à sigla, a da associação das caras metades dos miliciianos é irretocável: ASSFAPOM. O nome sugere algo como assado de forno? Nesse, caso, cuidado para não deixar queimar a comida.

* Jornalista premiado 4 vezes com o Prêmio Sinjor

PARA ENTENDER O CASO:

Veja abaixo o trecho do Blog do Confúcio , em que ele diz ” Quero pobre, preto e puta me ajudando a controlar a fúria da polícia.”

Eu quero as ONGs perto de mim. Quero mais OSCIPS organizadas em todos os setores. Quero um terceiro setor forte. Quero as igrejas me ajudando no encaminhamento dos jovens e no combate a violência. Quero índios no meu governo. Já convidei uma índia de Extrema para ficar perto de mim. Quero suruís, cintalargas, Urus e outros mais. Quero preso gerenciando presídio  no modelo APAC. Quero pobre, preto e puta me ajudando a controlar a fúria da polícia. Quero os homossexuais que apanham e são presos injustamente me denunciando as arbitrariedades. Quero também as associações de moradores bem organizadas. Com seus documentos ajustados. Que debatam nos seus bairros e pratiquem a teoria da organização. As cooperativas da mesma forma, e estarei a disposição para ajudar na capacitação de seus membros. Quero cooperativa que coopere com o desenvolvimento. Associação que indique caminho para o Governo. Quero prefeito fazendo a sua parte.

E leia abaixo a  nota da Assfapom(Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia), exigindo explicações do Governador eleito, que já foi Sargento da Polícia Militar do Estado de Goiás :

A ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia) vem a público solicitar esclarecimento sobre a recente frase divulgada pelo governador eleito do estado de Rondônia, Confúcio Moura, através de seu blog oficial em que afirmou que gostaria de ter ao seu lado “preto, pobre e puta, para ajudar a controlar a fúria da polícia”.

Os policiais militares do Estado de Rondônia jamais se utilizaram da fúria na prática de seu oficio, e que sempre preza pelo equilíbrio e entendimento com a sociedade, sendo que utiliza de uso moderado de força em situações em precisa defender a ordem e o Estado democrático de direito.

Lembramos que os praças estão e estiveram ao lado do governador eleito Confúcio Moura e aguarda ansiosamente o inicio de seus trabalhos a frente do Estado, e que no período de campanha o então candidato Confúcio Moura, afirmou que seria o governador dos policiais militares, pois ele vivenciou e sentiu na pele o trabalho de um praça, quando foi Sargento da Polícia Militar do Estado de Goiás.

Entendemos que existem policiais militares que ultrapassam dos limites dos seus deveres constitucionais, porém essa não é uma prática comum a categoria.

Os praças da Polícia Militar de Rondônia estão sempre incumbidos no dever de proteger a sociedade e pede que o governador eleito esclareça a classe e a sociedade o que ele quis dizer com a frase publicada em seu blog.

ASSFAPOM

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Polêmica à vista : “Governador eleito Confúcio Moura, deixe que eu responda por você para as mulheres dos PMs”

Por Nelson Townes*, do NoticiaRo.com

Não sou porta-voz do governador eleito de Rondônia Confúcio Moura, não quero ser aliás, nem votei nele, mas sou cidadão do Estado que o elegeu. Por isso, como membro do povo que ele vai governar, peço permissão ao futuro mandatário do Estado para responder em seu nome à ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia) que quer esclarecimentos sobre uma frase de Confúcio de querer ter ao seu lado “preto, pobre e puta, para ajudar a controlar a fúria da polícia.”

Eu esclareço, como cidadão, o que o governador deseja. Qualquer rondoniense sabe o que o doutor Confúcio quer: menos violência e arbitrariedade policial nas ruas de Porto Velho, menos covardia contra as classes mais indefesas da população, menos preconceito racial, social e até por orientação sexual.

Menos preconceito sobretudo contra menores de idade. Nós estamos criminalizando, com apoio de uma parcela irresponsável da mídia, nossos adolescentes, fazendo-os pagar pela ação de uma minoria (desamparada e sem futuro.)

Senhoras dos PMs, o governador eleito quis dizer que quer mais coragem de seus maridos contra os bandidos de verdade. O COE, por exemplo, é muito bom para aparecer na TV “estourando” pequenas “, bocas de fumo”, prendendo traficantes com pequenas quantidades de drogas, perseguindo“travestis”, mas nunca se viu um dos verdadeiros chefes do crime organizado preso ou investigado (até mesmo pelo Judiciário).

O que se vê diariamente são mortes de jovens – alguns em confrontos com a Polícia – sem melhores detalhes.

E se sabe que os barões do crime estão encastelados nos mais altos patamares da escala social. Oficial e civil. No próprio Executivo, no Judiciário e no Legislativo. A droga permeia a sociedade de Rondônia.

Mas, seus chefes são intocáveis. Você sabe disso, Confúcio Moura. Alguns nomes são falados nas esquinas, mas as provas as Polícias nunca encontram.

Só vão presos mesmo, para mostrar serviço, só mesmo os pobres, os que andam nas ruas escuras chegando tarde do trabalho ou da escola em casa – e são os suspeitos de sempre quando alguém é assaltado. Assim como qualquer adolescente que não esteja na “elite” dos barzinhos da moda (bebendo na cara dos PMs, mesmo sendo menores de 18 anos, para depois dirigir), e esteja numa bicicleta comum, também é virtual bandido.

Quando há algum assalto, o caso é perdido; diz-se até hoje que é preciso que haja um cadáver para a polícia atender a um chamado. E se a vítima insistir numa “diligência” em busca do suspeito este surgirá no primeiro transeunte pardo e pobre que estiver passando (a pé) pela rua.

O governador eleito tem razão: a ação das Polícias Civil e Militar é sempre contra pobre, puta e preto (falta incluir adolescentes ou jovens adultos). São a maioria da população carcerária.

A Polícia Militar é por índole violenta e é treinada para ver no civil um inimigo em potencial. Desde que não esteja num carro do ano, não seja branco e não tenha olhos e cabelos claros.

O povo brasileiro – não só em Rondônia – tem medo e não respeito, da Polícia. Aproxime-se de um policial para perguntar o nome de uma rua. Geralmente, o primeiro gesto do PM é levar a mão na direção da arma.

Quanto à associação das mulheres dos policiais, elas têm o direito constitucional de se associarem no que quiserem. Mas, já pensaram essas senhoras em se unir para trocar receitas de bolos, arte culinária, experiência com educação dos filhos pequenos?

De resto, que autoridade essas mulheres julgam ter para interpelar um governador, ou seja quem for, sobre uma análise sobre a disciplina e profissionalismo de seus maridos? Se fosse para reclamar contra maus salários,treinamento cruel etc. Mas, para rebater fatos que estão fora de seu alcance – ou então desmentir o que todos sabem?

É evidente que mais uma vez os PMs estão se escondendo sob a saia das suas mulheres, mães, tias, para interpelar um superior sem correr o risco da punição por indisciplina.

Esses maridos ou familiares dessas madames deveriam interpelar os superiores através de seus próprios sindicatos ou outros órgãos de classe. Na falta destes, pelo Judiciário.

A história da Polícia Militar do Brasil, fruto da Ditadura, é de horror e de crimes brutais. Há episódios de heroísmo que confirmam a regra, mas temos muito mais a lamentar do que festejar e não é sem motivo que se pensa em fundir as duas Polícias, Civil e Militar, numa só.

Os relatos de horror e de violência contra o povo –sempre contra o povo pobre, vítima também de outra instituição elitista, o Judiciciário – se alongariam nesta página e ficam para uma próxima ampliação deste site.

O que a ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia) precisa manter na mente é que ninguém esquece os atos de vandalismo contra o patrimônio público (esvaziar pneus de viaturas é um deles) e a perturbação e alarme social que causaram na última greve de seus maridos que se fingiam de “reféns das mulheres” dentro dos quartéis, enquanto elas “faziam piquetes” para “impedi-los” de saírem às ruas dominadas pelos bandidos estimulados pela greve (e ,há evidências, pelos grevistas.)

Ainda em seu nome, governador eleito, e sem sua autorização ou procuração, este repórter esclarece a essas senhoras que o senhor quis dizer que não se pode mais tolerar violência policial em Rondônia, é que a melhor coisa que a mulher de um PM pode fazer é, além das atividades profissionais que tiver, ter tempo para pilotar fogão, trocar fralda de nenê, cuidar dos filhos e manter a casa em ordem.

À propósito, o emblema da ASSFAPOM, com símbolos semelhantes a de brasões do serviço público policial e do judiciário, não parece lícito. Se querem colocar instrumentos de ação das mulheres dos PMs ue tal uma frigideira, uma panela, um garfo e, talvez, uma escumadeira?

Mulher de praça é apenas uma dona de casa, como qualquer outra. De outra forma, mulher de general de brigada seria brigadeira – para não confundir com o doce que tem patente militar.

Mas, quanto à sigla, a da associação das caras metades dos miliciianos é irretocável: ASSFAPOM. O nome sugere algo como assado de forno? Nesse, caso, cuidado para não deixar queimar a comida.

* Jornalista premiado 4 vezes com o Prêmio Sinjor

PARA ENTENDER O CASO:

Veja abaixo o trecho do Blog do Confúcio , em que ele diz ” Quero pobre, preto e puta me ajudando a controlar a fúria da polícia.”

Eu quero as ONGs perto de mim. Quero mais OSCIPS organizadas em todos os setores. Quero um terceiro setor forte. Quero as igrejas me ajudando no encaminhamento dos jovens e no combate a violência. Quero índios no meu governo. Já convidei uma índia de Extrema para ficar perto de mim. Quero suruís, cintalargas, Urus e outros mais. Quero preso gerenciando presídio  no modelo APAC. Quero pobre, preto e puta me ajudando a controlar a fúria da polícia. Quero os homossexuais que apanham e são presos injustamente me denunciando as arbitrariedades. Quero também as associações de moradores bem organizadas. Com seus documentos ajustados. Que debatam nos seus bairros e pratiquem a teoria da organização. As cooperativas da mesma forma, e estarei a disposição para ajudar na capacitação de seus membros. Quero cooperativa que coopere com o desenvolvimento. Associação que indique caminho para o Governo. Quero prefeito fazendo a sua parte.

E leia abaixo a  nota da Assfapom(Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia), exigindo explicações do Governador eleito, que já foi Sargento da Polícia Militar do Estado de Goiás :

A ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia) vem a público solicitar esclarecimento sobre a recente frase divulgada pelo governador eleito do estado de Rondônia, Confúcio Moura, através de seu blog oficial em que afirmou que gostaria de ter ao seu lado “preto, pobre e puta, para ajudar a controlar a fúria da polícia”.

Os policiais militares do Estado de Rondônia jamais se utilizaram da fúria na prática de seu oficio, e que sempre preza pelo equilíbrio e entendimento com a sociedade, sendo que utiliza de uso moderado de força em situações em precisa defender a ordem e o Estado democrático de direito.

Lembramos que os praças estão e estiveram ao lado do governador eleito Confúcio Moura e aguarda ansiosamente o inicio de seus trabalhos a frente do Estado, e que no período de campanha o então candidato Confúcio Moura, afirmou que seria o governador dos policiais militares, pois ele vivenciou e sentiu na pele o trabalho de um praça, quando foi Sargento da Polícia Militar do Estado de Goiás.

Entendemos que existem policiais militares que ultrapassam dos limites dos seus deveres constitucionais, porém essa não é uma prática comum a categoria.

Os praças da Polícia Militar de Rondônia estão sempre incumbidos no dever de proteger a sociedade e pede que o governador eleito esclareça a classe e a sociedade o que ele quis dizer com a frase publicada em seu blog.

ASSFAPOM

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Porto Velho/RO : Curso de Fotografia Ronaldo Nina em janeiro/2011

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Uma ocasião estupenda (via Outros Cadernos de Saramago)

Não são só as pequenas livrarias que estão a chegar ao seu fim, é todo o pequeno comércio. O que se quer? Que as pessoas se solidarizem com o pequeno comércio? Não, as pessoas procuram os seus interesses e encontram tudo no centro comercial, compram no centro comercial. Há uma coisa que não se diz, é que no centro comercial não é preciso falar, ao contrário das lojas, uma pessoa pega no que precisa, paga e vai-se embora. Temos de assumir que há coisas que já não são necessárias, e o mundo não se pode transformar num museu. O problema não está tanto na existência do centro comercial; está tudo no deslocamento do poder. As multinacionais é que mandam e os centros comerciais são pontos de implantação de um sistema económico, o nosso. O problema que se coloca é: que tipo de vida queremos? O único lugar público seguro que existe é o centro comercial, como antes era o parque, a rua, a praça. Não tenho saudade de outro tempo, mas temos de nos referir ao passado para entendermos o presente. O centro comercial é a nova catedral e a nova universidade: ocupa o espaço de formação da mentalidade humana. Os centros comerciais são um símbolo. Não tenho nada contra eles, o que estou é contra uma forma de ser, de um espírito quase autista de consumidores obcecados pela posse de coisas. É aterradora a quantidade de coisas inúteis que se fabricam e se vendem. E o Natal é uma ocasião estupenda para comprovar isso.

“José Saramago: ‘La globalización es el nuevo totalitarismo”,Época, Madrid, 21 de Janeiro de 2001
In José Saramago nas Suas Palavras via Outros Cadernos de Saramago

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