Arquivo do dia: 19/12/2010

A visita mística a Inri Cristo (via Cineasta 81)

Um grande mistério ronda o auto-intitulado “messias” brasileiro. Ele se dá ao luxo de assumir tal “cargo” sob a justificativa de que veio a terra sem livre arbítrio com o objetivo de prolongar o legado de Jesus Cristo, mesmo que apenas repetindo as palavras de Jesus Cristo, nascido há mais de 2000 anos atrás. Inri, enxerga a si mesmo como o próprio Jesus Cristo, o que desperta a fúria dos Cristãos em geral e o riso dos “irreverentes”… Continue a Leitura via Cineasta 81

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Ao exército do bem nossos agradecimentos (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

Agradecemos por termos ao nosso lado expoentes magníficos a nos indicar o caminho correto com inteligência, coerência, precisão e imparcialidade. São vultos de grandes qualidades morais e elevados intelectos, cuja ética e a moral, além da honestidade… Continue lendo e não perca os comentários dos homens de bem

via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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Mareal II (de louco hei de ter um pouco)

Por JLGalvão Jr

Por onde andei de serrania ia mesmo só
Divisões de terras chapadas em águas
Anáguas de aves num quê de esconjuro
Escuro vento sossega o dia na espera das almas
Havia vales onde redemunho cismou não ir
Calango atravessou asfalto, fugiu, assédio no mato
Agora procura justiça em grande aparato
Assunto e questão com lógica de não cair
Voziferam arapongas deslumbradas de amarelo
Ainda luz, vaga-lume pisca-pisca o dorme-dorme
Sobre tudo de campos e emas correntes
Uníssono silente dos corpos à beira da leira
Res espessado de itapanhoacanga
Estia a vargem de entranhas deslavadas
Há n’águas de aves um brilho de morte
Um bico afiado destrincha matrinchã
Universo submerso, desterra um forte Aruanã
Valei-nos o fogo fátuo
Flutuam almas de botos
Encantamento de bordas as praias de rio
Mistérios de dois mundos, bolhas e bulhas
Bolhacelas se juntam ilusionando ovas
Correnteza evai com elas altear cheias
Se garrancham àtôa em remoinhos prenhes
Secam extenuadas, impressas rendas dementes
Varia calda de vidas, inicio de vida inversa
Veios ciliares drenam suco das terras altas
Auribelas folhas de árvore submersa
Destino de cantos e quintas, contas e quintos,
dos contos de quantos des-afortunados.
Pequi pepita fugaz frugal deste mareal cerrado
Fronteiras em águas e chapadas divisoras
Fruteiras de polpas pojadas nas altas chuvas,
cotam alturas e lonjuras enquanto esconjuras
Não quero-quero secas de sinas plangentes
Me estiam arrozais dourados e buritis solitários
Apagam sóis as tardes de brumas quentes
Regem redemunhos, vórtices de único gesto
Queriam uns não fosse tão igual algodão-doce
De menino revimagino garantias de resto
Retorno das aulas das tardes sem chuva (amarelas)
Só fazem falta as mangas e as bagas de ingá
Jogo da bola traz prima estela e mãe (amar elas)
Nessa geomassaroca desinventada por desmancho
de eira, beira, leira, feira, caveira de quem queira
vasta história passageira comendo futuro
descomendo contínuo ofício, passando no orifício
conjugados versos e verbos transitivos
consumidos vices, versas, alvos dativos
negros frutos gerados noturnos
louros cravos nativos
Giro em tempo, volto aos propérios de cantar
Hino cerratense, desvalido de odes e ondas
Choro lento, riso fácil, mnemoria de mar

… … …

Borda de linho é só desalinho
Borda de caminho é curralinho
Bom demais as difíceis polpas – deusas do paladar
Bom dos gerais as veredas e os buritizais
Oro e mais oro donde ouro e menos ouro
Miro com ventas abertas, cheiro de mato enleva visada
Ângelus ajoelhados, res cerrados, deslumbra
flores, cangas e lavores rentes
Insetos incertos, intáteis répteis
dardos alados, multipés apressados
Têm minúcias de cores e aragens.
Abril é mês do azul trovoar sem nuvens

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