Arquivo do dia: 17/12/2010

Sem ressentimentos…Roth tinha razão:no segundo jogo o time estaria mais solto

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Colaboração de Renan Bertagna

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Encontro marcado

Por Antonio Alves

Uma prosa com Odair Cordeiro era certeza de sair da conversa mais sabedor das coisas. Ele não era unanimidade. Nem a queria. Só a quer os medíocres.

Quando cutucado, replicava na bucha, categórico.”Félas da Puta!” era um dos seus jargões prediletos.

Ledor de bons livros, sabia contar causos como ninguém. Entre um gole de cerveja e outro, rechaçava a tirania de Deus. Era um inveterado humanista.

Se hoje cometo a temeridade de escrevinhar em campanhas políticas, a culpa é dele. “Essas tuas mal traçadas linhas podem ser aproveitadas na moagem política. Um dia, quem sabe, você aprende a escrever”, brincava.

O Odair é culpado de muito mais coisa. É, por exemplo, culpado da disseminação da leitura ao doar livros a bibliotecas e instituições sociais.

Ele tinha uma ideologia para viver, e a viveu intensa e coerentemente. Tínhamos uma reunião agendada para esta sexta-feira, 17/12. Ele faltou ao encontro marcado.

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Uisque, chuva e Trip-Hop (via Demétrios Miculis em palavras e pensamentos.)

Por Demétrios Miculis

É interessante como pequenos momentos em nossas vidas podem ter tanto impacto. São dez horas da manhã, está chovendo em Palmas, uma chuva gostosa que conseguiu esfriar essa terra que vive incandescente. Estou ouvindo Trip-Hop,  mais especificamente Portishead e tomando uma dose de uísque que ganhei ainda de dias dos namorados… É um Black Label.

Ouvir essa música me lembra do Fabricio, um grande amigo que agora mora longe. Lembra das conversas, lembra das risadas e do divertimento. Portishead me lembra o Fabricio, afinal, ele tem uma camisa preta com um “P” no formato do logo da banda, também me faz recordar quando mostrei para ele à venda um CD da banda, uma edição especial que vinha com um pendrive em formato de “P”. Imaginar que agora, eu nem sei o que ele está fazendo nessa manhã…

O uísque me lembra minha namorada, Daiane, que eu tanto amo. Nesse momento, ela está trabalhando no escritório de advocacia de seu pai. Me lembra de uma noite que ficamos aqui em casa, bebendo uísque e ela vodka com yogurte, sentados na área de casa, falando sobre coisas da vida, sobre o futuro, sobre sonhos…

O gosto do uísque não lembra tanto quanto o cheiro, ainda que sejam parecidos. O gosto me lembra o Brenno, um outro grande amigo. Nunca tomei uísque com ele, mas sempre quis. Eu guardei essa garrafa até hoje, tomando pouco e sempre economizando, para quando ele me visitasse de férias, ele também pudesse experimentar, mas ele não veio. Não o culpo, nem sempre temos no bolso o que é necessário para vermos os amigos distantes… Eu também não tenho. Mas tenho momentos em minha memória, sorrisos, piadas e socos. Vários socos. Mas nenhum que realmente machucou…

Momentos…

Esse momento agora me lembra a infância, onde eu andava de bicicleta logo após a chuva acabar, tentando me perder em uma cidade pequena do interior. Nunca consegui, ainda que meu senso de direção seja pior que um cego jogado de um avião em alto mar.

Tem um cheiro amadeirado, talvez do guarda roupa e das roupas já há um tempo guardadas, que me lembram Porto Nacional, a outra cidade que morava. Me lembra quando todos os amigos se juntavam e iam jogar RPG, e quando chovia, ao invés de dizermos “Cara, como seria bom namorar nessa chuva” dizíamos “Cara, como vai ser bom jogar RPG, agora que o clima está fresco”.

Essa musica… Me lembra quando escrevia Personificae, quando me isolava para entender melhor a solidão, e também, para aprecia-la.

Essa leve sensação alcoólica me lembra o Pedro, outro amigo, que costumamos beber e conversar até altas horas, perdendo a noção de tempo, conversando sobre assuntos que vão desde motos, até vidas em outros planetas, o sentido da vida, do universo e de tudo mais…

É um Black Label… Não é um uísque ruim, pelo contrario… Para mim, nesse momento, é o melhor uísque do mundo. Pois só de aprecia-lo, me traz a recordação de todos meus amigos que carrego aqui, no coração.

É por isso que as vezes, eu me confundo no que é felicidade. Os momentos que passei com os amigos e com minha namorada, eu não trocaria por nada. Os momentos que perdi conversando com pessoas que nada me acrescentaram, eu até trocaria por algo mais valioso… Ou talvez não. Afinal, se eu não soubesse o que não presta, como poderia avaliar o que presta, a amizade de meus amigos, a confiança?

E agora, essa combinação também vai me lembrar de você, leitor. Ao escrever, imaginei o que você pensaria ao ler isso, memórias de outra pessoa, comentários de outra pessoa… Nada que realmente vá mudar sua vida ou acrescentar algo ao seu intelecto… Mas talvez eu disperte em você, sentimentos nostálgicos que o faça lembrar de como é bom conviver com as pessoas que você ama.

É esse sentimento nostálgico, que me ataca em uma manhã de quarta-feira, que é o que eu gostaria de compartilhar com meus leitores hoje. A sensação de que estou vivo, pois tenho um passado e lembranças, que guardo com carinho comigo. A sensação e que amo, que sou amado e que vale a pena viver.

via Demétrios Miculis em palavras e pensamentos.

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Lula amarga rejeição recorde (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

De acordo com a nova pesquisa SNI/Dataprado divulgada hoje, Lula amarga a pior rejeição de um presidente em fim de mandato no Brasil, um fenômeno negativo jamais visto na política nacional, mesmo com o vultuoso gasto de milhões de dólares distribuídos na grande mídia comprada para que ela mentisse a seu favor. Não foi o bastante as principais redes de tv, revistas e jornais terem ficados pró-governo, o povo não deixou se enganar com tanta bazófia … ( Não deixe de ler os comentários dos frequentadores assíduos deste hilário e retumbante blog)  Read More

via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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