Vastas

Por JLGalvão Jr

mira cerrada dada a luz
assim flora de maio verte azuis
carminhos miúdos dobram chapadões

herdam solo aos gritos
abanos de ébano dançam congos
mutum dança tango de perfil aos borbotões

retortas torrentes enleiam
enlear é como em retortas linhas
uma a uma alevantar montanhas e socavões

não desinventando
a última flor esteia desde o céu
sustenta reflexos da última noite branca

não podendo despalavras
acho descaminhos
desalinhos
linhos
nós

possa ser que eu veja de menos
mas me faz favor, você me ataia
se não dedilho verso
e viola cambaia
e canoa zagaia
e as areias
e os manoéis
de barro

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Arquivado em Delírio Cotidiano

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