Arquivo do dia: 03/12/2010

Acre:Justiça decreta prisão da deputada federal eleita pelo PSC , Antônia Lúcia

Por Débora Zampier,  da Agência Brasil

Antônia Luciléia Cruz Câmara, a Antônia Lúcia (PSC), deputada federal eleita no Acre, teve sua prisão preventiva decretada hoje (3) por um juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). Ela é investigada em três ações por compra de votos, distribuição de bens, formação de caixa 2 e abuso de poder econômico.

O deputado federal Silas Câmara (PSC-AM), que foi reeleito para a Câmara dos Deputados pelo Amazonas, é marido de Antônia Lúcia e aparece como principal financiador de sua campanha. Esta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma ação penal contra ele por sua participação no desvio de dinheiro que deveria ser destinado ao pagamento de funcionários de seu gabinete.

De acordo com informação do Ministério Público Federal no Acre, a quebra do sigilo telefônico de Antônia Lúcia e de pessoas ligadas à sua campanha mostrou operações financeiras ilegais, fraude documental e a sonegação de informações na prestação final de contas da campanha.

Antônia Lúcia ficou com a oitava vaga destinada ao Acre na Câmara dos Deputados e obteve 15,8 mil votos. O PSC que elegeu 17 deputados já ciscava e arrastava as asinhas para conseguir um ministério, o do Turismo. Com esta, as chances diminuem drásticamente. Em tempo: a Deputada teve apoio irrestrito do pastor Malafaia, aquele mesmo…

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FestCineamazônia, o Germinal

Por Antonio Alves

Desde 2003, a cada ano, Porto Velho respira cinema. No começo muita gente torceu o nariz, achando uma temeridade a iniciativa de alguns aficionados pela sétima arte realizar um festival de cinema numa cidade onde antigas salas de projeção viraram loja e até igreja de seitas que surgem amiúde pelo Brasil afora.

Na contramão da velha locomotiva, que insiste em carregar cultura, um comboio de incentivadores do progresso que mutila o homem e a natureza, e inebria muita gente que parece ter perdido a capacidade de perceber o belo emanado das matas, dos rios, do sol da lua, da Terra. E de nós mesmos.

Mas a locomotiva é teimosa e chegou outra vez. De 9 a 13 de novembro deste ano de 2010, a festa da arte se repetiu: o FestCineamazonia – Festival Latinoamericano de Cinema e Video Ambiental trouxe, em sua oitava edição, mais um pacote de reflexões sobre a humanidade e o Planeta Azul. Dezenas de filmes, entre convidados e concorrentes, projetaram questionamentos quanto ao modelo de desenvolvimento econômico que privilegia o lucro insano, a qualquer preço, em detrimento do homem e da Terra.

A Escola foi ao cinema, o Cinema foi ao Circo, aos Bairros, ao Terreiro, ao Beiradão. Na Mostra Arco-íris, além da exibição de vídeo, discute-se sexo sem frescura, abordando tema tão em evidência: a homofobia. A reflexão tem sido o primeiro alvo do FestCine, para então formar uma legião de multiplicadores da arte. Hoje o FestCine não só está em toda a Amazônia, como rompeu fronteiras chegando a países vizinhos, Bolívia, Peru, Colômbia, à Europa e à África.

Absolutamente consolidado, os bons frutos do festival se mostram maduros, já quase em tempo de sega. É só reparar no afluxo que se agiganta a cada festival; basta conferir o enorme número de pessoas participando de debates e oficinas realizados em todas as edições. Muita gente que só amava o cinema, agora domina técnicas, dá asas à imaginação e produz o seu próprio vídeo.Rondônia virou um imenso set.

Uma galeria de nomes do mundo do cinema, das letras e da música agora faz parte do Festival: Lucélia Santos, Marcos Palmeira, Othon Bastos, Antonio Pitanga, Chico Diaz, Letícia Sabatella, Marina Silva, Paula Saldanha, Antonio Pompeu, Dira Paes, Stepan Nercessian, Vincent Carelli, Frans Krajcberg, Chica Xavier, Geraldo Sarno, Rita Queiroz, Roberto Werneck, Ruy Guerra, Zelito Viana, Adrian Cowel, Manoel Rodrigues Ferreira, Vitor Hugo, Maurice Capovilla, Vicente Rios, Hermano Penna, Jorge Bodanzky, Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Vasconcelos, o Palhaço Bicudo, Silvio Tendler, Zezé Motta, Fidélis Baniwa. Alguém ficou fora. Ah, sim, o poeta Thiago de Mello! Bem, ele é padrinho, patrimônio do Festival.

Uma verdade precisa ser dita: não é nada fácil realizar o Festival. Os organizadores, Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, que o digam. “Acaba um [festival], começa outro”, diz Jurandir, o curador do FestCineamazonia. O staff trabalha no ritmo de um formigueiro, mas não tem rainha, todos pegam no pesado. Já participo de alguns festivais, e como não sou rápido em nada e meio avesso à modernosa tecnologia, escrevinho coisas e loisas. Salvo engano, o convite para participar do festival me veio em 2004, eu estava morando no Rio. O Jura ligou pra mim: “Precisamos de você aqui, e tem alguém especial que quer te fazer o convite. Vou passar o telefone pra ele”; ouvi uma voz que não me era estranha: “Antonio, a Amazônia precisa de você. Volte para suas origens e venha lutar conosco pela preservação da vida”. Foi mais ou menos assim. Do outro lado da linha falava nada mais nada menos do que o poeta Thiago de Mello. Durante os poucos minutos fiquei mudo, sem argumento. E voltei. A cada edição, dou mais trabalho com a minha lentidão.

E a equipe que torna possível a realização da Utopia? Não dá pra citar tanta gente que sonha e arregaça as mangas. É uma orquestra que, do triângulo ao piano, se esforça pra não desafinar. Só que às vezes quebra uma corda, aí é preciso consertar o concerto.

Mas os contratempos não têm interrompido a trilha do FestCineamazonia, nisso os patrocinadores podem confiar. A semente foi lançada em solo fértil e germina consciência e sensibilidade; germina a esperança e fortalece o contingente de pessoas que acreditam que o sonho não acabou porque nossa luta e nossa esperança são infinitas…

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Dilma cria hardcore lulista para enterrar de vez o país (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

Hardcore dilmista

Ao invés de buscar se redimir de todo o mal nomeando homens bons para o seu ministério, a presidenta usurpadora, indevidamente eleita para o cargo presidencial, está nomeando as criaturas mais abomináveis da era Lula para compor o seu hardcore. Em vez de escolher dentre os experts e notáveis do bem, como por exemplo, o Paulo Renato para a educação, O João Sayad para a Cultura, o Marcelo Itagiba para a Polícia Federal, o Ricardo Sérgio para o Banco do Brasil, o Felipe Reichstul para a Petrobras, etc, ela está mantendo quase a mesma equipe do desgoverno lulista, num flagrante desrespeito ao eleitor que votou pela renovação e pela mudança.  Continue Lendo e Comente o Post

via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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Crime organizado : bandidos do Rio ainda podem comandar o terror desde o presídio em Porto Velho

Por Nelson Townes , do NoticiaRo.com

Três dias após o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, denunciar que ainda é possível que três dos comandantes de tráfico articulem suas ações criminosas de dentro do presídio federal de Porto Velho , para onde foram transferidos, eles continuam tendo conversas sigilosas com seus advogados. As visitas a Márcio Nepumuceno, o “Marcinho VP”, Jorge Edson de Jesus, o “My Thor” e Elias Pereira dos Santos, o “Elias Maluco”, não estão sendo filmadas nem são monitoradas e gravadas suas conversas – como desejam os estrategistas da segurança máxima. “Não é uma acusação contra ninguém, trata-se apenas de uma exigência de segurança, ante a realidade de que esses bandidos transmitem ordens, até em código, para seus comandados, através de seus visitantes, que as levam até inadvertidamente” – disse uma fonte policial a NoticiaRo.com em Porto Velho. “Estamos enfrentando um problema de exceção na luta contra o crime organizado, precisamos portando adotar medidas de exceção para salvar vidas e garantir a paz no Rio de Janeiro”, acrescentou a fonte. “A Justiça Federal em Rondônia deve proceder como sua congênere do Paraná, que autorizou a gravação das conversas no parlatório dos presídios federais de segurança máxima, embora isso não esteja previsto na Lei de Execuções Penais.” A jurisprudência estabelecida a partir do presídio federal de Catanduvas (PR), onde foi abolida a intimidade das conversas entre os presos e seus visitantes pelo juiz corregedor de Catanduvas, Nivaldo Brunoni, “precisa ser aplicada em Porto Velho”, disse a fonte policial. “Aqui a situação ficou mais crítica, com a remoção para cá de três presos do Rio que estavam no Pará”-disse. O exemplo de Catanduvas precisa ser seguido também nos presídios federais de Campo Grande (MS) e Mossoró (RN.) As gravações das conversas dos presos de alta periculosidade com os advogados não estão autorizadas, de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).  “Precisamos rever nosso conceito de segurança máxima – disse na época dos incidentes recentes no Rio o corregedor de Catanduvas. “Estamos perdendo um braço de controle. A gravação é fundamental. Se a conversa é inocente, qual é o problema de gravar? – perguntou. Como lembrou “O Globo”, os três chefes de tráfico foram transferidos para Porto Velho como parte de um rodízio de praxe, que ocorre a cada dois anos para evitar que líderes de facções criminosas consolidem estruturas de poder nas unidades onde cumprem pena. “A decisão de transferi-los já havia sido tomada cerca de um mês antes dos ataques promovidos pelo tráfico, que detonou a maior operação já realizada contra as facções que atuam no Rio de Janeiro.” Embora o diretor-geral do Depen, Sandro Torres Avelar, tenha dito que o Ministério da Justiça cogita pedir à Justiça Federal de Rondônia que permita a gravação das conversas dos chefes do crime na unidade de Porto Velho, até agora os chefes do terror continuam com sua intimidade preservada. Avelar argumenta que “enquanto a Lei de Execuções Penais não muda, (violar essa intimidade) é o recurso que temos para impedir que as organizações se articulem dentro dos presídios. Hoje, a Justiça só permite que essa gravação global ocorra em Catanduvas – afirma Avelar. O juiz Nivaldo Brunoni justifica a medida de exceção em Catanduvas lembrando que o controle das conversas já impediu a compra de fuzis e a troca de mensagens cifradas, que poderiam deflagrar ações coordenadas das facções nas comunidades dominadas pelo tráfico. Ele cita como um dos casos mais exemplares o que ocorreu em março, quando a advogada Beatriz da Silva Costa de Souza foi presa em flagrante depois de receber uma mensagem de “My Thor”, que pedia a ela para comprar “13 perfumes bem devagar”. Perfumes era o nome de código de fuzis. Beatriz foi presa novamente na semana passada, acusada de ser uma das “mensageiras” da facção dentro do presídio e a OAB suspendeu nesta quinta-feira (2) preventivamente sua licença de advogada. A Justiça Federal do Paraná agora prepara fundamentação para um despacho que permita também a gravação das conversas dos presos com os familiares em Catanduvas. Em Porto Velho, os criminosos estarão submetidos provisoriamente ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impede as visitas íntimas e deixa os condenados em absoluto isolamento. O ministro da Justiça, Luis Paulo Barreto, já anunciou que trabalha sobre uma mudança na norma do RDD para que o dispositivo seja prorrogável por mais de um ano. Entretanto, o corregedor de Catanduvas diz que a medida é secundária. Ele disse a “O Globo” que o RDD é importante, mas não é o mais relevante agora. Nesse momento, monitorar é imprescindível para impedir a articulação do crime.” O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, insiste em afirmar que a gravação das conversas entre advogados e clientes nos parlatórios das unidades de segurança máxima “é inadmissível e alimenta o estado policialesco”. O presidente da OAB disse que a sociedade não pode ser movida pelo “clamor de momento críticos, como o do Rio de Janeiro.” Ophir reitera que “da mesma forma que o jornalista tem o direito ao sigilo da fonte e o religioso, do confessionário, o advogado tem o direito à privacidade com seu cliente. Não observamos esse tipo de tratamento (gravações de conversas entre advogado e cliente) nem nas piores ditaduras.”

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Lula sanciona Plano Nacional de Cultura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na noite desta quinta-feira (2), o projeto de lei que institui o PNC (Plano Nacional de Cultura). A medida, de autoria do líder do Governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), tem como um dos principais objetivos universalizar o acesso à arte e à cultura no Brasil nos próximos dez anos. O PNC tem ainda por finalidade estimular a produção, promoção e difusão dos bens culturais; a formação de pessoal qualificado para a gestão do setor; a democratização do acesso aos bens culturais; evalorização da diversidade étnica e regional. Um dos objetivos previstos é o desenvolvimento cultural do País, por meio da integração de iniciativas do Poder Público que conduzam à defesa e à valorização do patrimônio cultural.

Vale-Cultura

Na manhã da quarta-feira (1), parlamentares de diversos partidos, dirigentes sindicais e representantes do Ministério da Cultura participaram de uma rodada de discussão para agilizar a aprovação, na Câmara, do Vale Cultura. O tíquete no valor de R$ 50, possibilitará aos trabalhadores adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais.

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Gente que encontrei por aí… Márcio Pacheco

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Bazar das Artes, na Casa da Cultura Ivan Marrocos em Porto Velho/RO

"Pequenos formatos",na Casa da Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho/Rondônia

Segundo  a artista Angela Schilling, as obras foram produzidas durante o ano sem  o compromisso de serem apresentadas em uma grande exposição “Os artistas usaram a criatividade e trabalharam explorando pequenos formatos. O resultado são essas peças maravilhosas” afirmou. No Bazar das Artes serão expostos trabalhos contemporâneos como; pinturas, aquarelas, gravuras, objetos, cartões, camisetas, echarpes entre outros, produzidos por grandes nomes do artesanato local, entre eles Adelina Jacob, Angela Schilling, Botôto, Edna Cerqueira, Fátima Montanari, Franciney, Geraldo Cruz, J. Messias, Margot Paivas, Rita Queiroz, Silvia Feliciano e Zoghbi .

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