Arquivo do dia: 27/11/2010

Amigos e inimigos do coração

Por Américo Tângari Júnior , médico cardiologista.

Nós, brasileiros, gostamos de jogar na sorte. Apostamos na loteria, no resultado do futebol, no tempo para o fim de semana e até na nossa saúde. Somos tentados a diagnosticar qualquer problema, com freqüência nos valemos da automedicação e, muitas vezes, nos damos mal. Principalmente, com nosso coração que, cansado dos maus tratos, pode se vingar de forma violenta.

Do médico, poucos se lembram, a não ser quando, flagrados subitamente, saem em desenfreada corrida em busca de socorro. No apuro, muitos lastimam ter abandonado a rotina que os acompanhou na primeira infância, quando frequentavam, todos os anos, os consultórios do pediatra.  É incrível como o hábito de prevenir as doenças se perde quando chega a pré-adolescência. A partir daí, costuma-se viver ciclos continuados sem o monitoramento e assistência de um bom clínico que possa dar orientação sobre saúde e fazer o encaminhamento adequado aos especialistas.

É até compreensível jogar a culpa dos problemas de saúde no stress provocado por pressões do cotidiano, pelos compromissos pessoais e demandas profissionais, pelos congestionamentos do trânsito e até por conta dos chamados do telefone celular. As pessoas passam a ser extensões do ritmo agitado do mundo moderno, relegando a plano inferior a meta de administrar uma vida saudável, pela via de exercícios físicos, adoção de uma dieta sem excesso de gorduras e integração harmônica ao ambiente em que vivem.

É indefensável a hipótese de que essas são características unicamente do brasileiro, mas o fato é que 315 mil pessoas morreram no país, no ano passado, devido às doenças do coração, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. No mundo, conforme estudos da Organização Mundial de Saúde, os problemas cardiovasculares são responsáveis por 15 milhões de mortes, anualmente. O maior pecado, para usar a imagem popular, é o desleixo para com a prevenção das doenças cardíacas. É procurar ignorar, de maneira consciente, que  exames periódicos, como o de sangue e o ergométrico, permitem ao clínico avaliar os fatores de risco e o histórico de cada pessoa. Como um automóvel, o motor humano, depois de muita quilometragem, carece de prevenção e revisão. Sem estes cuidados, poderá pifar na próxima curva.

O coração tem inimigos mortais, como o colesterol alto, o sedentarismo e o tabagismo. Os dados são aterradores: de 11% a 20% da população adulta com mais de 20 anos sofrem de hipertensão arterial, problema presente entre 40% a 60% nas pessoas que desenvolvem um infarto do miocárdio. Grandes vilões, também, como já se acentuou acima, são o stress e a ansiedade, inclusive porque estes fatores prejudicam o sono e a alimentação, aumentando a adrenalina. Em consequencia, emerge a hipertensão e esta pode ser comparada a uma carga a mais para sobrecarregar o coração. Ninguém pode esquecer que um sono de seis horas seguidas, todas as noites, é fundamental para a saúde. Do mesmo modo, o sedentarismo deve dar lugar à atividades físicas, como caminhadas, a serem reguladas pelas condições de cada um.

É recomendável, ainda, a participação em atividades culturais – cinema, teatro e até mesmo festas onde se possa dançar. Tais ações  colaboram para o controle emocional e, ao mesmo tempo, harmonizam o pensamento, ajudando a pessoa a ver a vida de forma diferente de sua rotina. Reservar um tempo para a vida cultural ajuda no equilíbrio da mente. Por isso, o lazer é fundamental para todos nós.

Não tente adiar a decisão. Está na hora de mudar hábitos de vida, caso você ainda não os tenha em boa medida. Escolha entre um ciclo de vida mais curto ou mais longo. Conscientize-se, ainda, que adotar uma alimentação balanceada não significa comer mal. Pelo contrário, ajuda a controlar o peso, a pressão e o colesterol, que também aceitam uma taça de vinho. Comer a cada quatro horas, no máximo, acelera o metabolismo e contribui para perder peso. Nada faz mal se for consumido com moderação, até porque os hábitos culturais e regionais devem ser levados em conta na escolha da alimentação. E mais: você pode ter um alimento bom e barato, colhendo-o em seu próprio quintal ou na área de serviço do apartamento, onde podem ser plantados temperos que substituem – e bem – os condimentos industrializados. É preciso convir que vivemos num país miscigenado, que cresceu com imigrantes de todas as nacionalidades e deles absorveu hábitos e costumes.

Uma combinação bem brasileira e muito boa é o arroz e feijão, acompanhado de salada, legumes, carne magra e até um pouco de farinha, ingrediente tão ao gosto nacional. A carne vermelha pode comparecer no prato duas vezes por semana, e à noite, a opção deve ser por alimentos leves. A razão é simples: o organismo não terá tempo para digerir alimentos mais pesados, que acabam sobrecarregando o coração.

Constrói-se um coração saudável com a argamassa de um estilo de vida regrado pela qualidade. Coração saudável é uma obra erguida a partir do café da manhã, incluindo o consumo de frutas ou de suco natural, leite, pão integral e queijo sem gordura.  Alimentos baratos e fáceis de encontrar.

Almoçar em casa e descansar um pouco depois ( fazer a siesta), como é comum em alguns países europeus, seria recomendável, pois proporcionaria um descanso ao coração. Reconheço, porém, que, no Brasil, isso é privilégio de poucos. Cuidar do nosso principal órgão não é difícil e vale muito a pena.

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Os Piores e os Melhores Amantes do Mundo

Uma pesquisa feita pelo site OnePool com 15 mil mulheres de 20 países listou os piores e os melhores amantes do mundo. Os alemães foram considerados os piores. O motivo? Higiene pessoal precária (eca!). Os latinos foram considerados os melhores de cama: espanhóis em primeiro lugar, brasileiros em segundo e italianos em terceiro. Abaixo, a lista completa:

Os piores

1. Alemães (muito fedorentos)
2. Ingleses  (muito preguiçosos)
3. Suecos  (muito afobados)
4. Holandeses (muito dominadores)
5. Americanos (muito brutos)
6. Gregos (muito sentimentais)
7. Galeses (muito egoístas)
8. Escoceses (muito grosseiros)
9. Turcos (suam demais)
10. Russos (muito peludos)

Os melhores

1. Espanhóis
2. Brasileiros
3. Italianos
4. Franceses
5. Irlandeses
6. Sul africanos
7. Australianos
8. Neozelandeses
9. Dinamarqueses
10. Canadaenses

via Gostei prá Caralho


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