Arquivo do dia: 05/11/2010

Por quê "no te calas"? Platéia reage em congresso na França. Ridicule Serra, adieu!!!

O ex-candidato derrotado José Serra participava nesta sexta(5) do encerramento do XI Fórum de Biarritz, no sul da França – dedicado a analisar as relações entre América Latina e União Europeia (UE) – quando começou a acusar o governo do presidente Lula de “desindustrializar o país e fazer populismo de direita em matéria econômica”. Da plateia, um homem reagiu e gritou: “Por que não te calas?”, provocando um momento de frisson no Forum.  O caso lembrou a mijada que o líder venezuelano Chavez levou do Rei da Espanha num passado recente e que virou motivo de chacota na Internet. Nos bastidores , em voz baixa se ouvia os murmúrios: – Ridicule Serra!!! Adieu!!!

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Por quê “no te calas”? Platéia reage em congresso na França. Ridicule Serra, adieu!!!

O ex-candidato derrotado José Serra participava nesta sexta(5) do encerramento do XI Fórum de Biarritz, no sul da França – dedicado a analisar as relações entre América Latina e União Europeia (UE) – quando começou a acusar o governo do presidente Lula de “desindustrializar o país e fazer populismo de direita em matéria econômica”. Da plateia, um homem reagiu e gritou: “Por que não te calas?”, provocando um momento de frisson no Forum.  O caso lembrou a mijada que o líder venezuelano Chavez levou do Rei da Espanha num passado recente e que virou motivo de chacota na Internet. Nos bastidores , em voz baixa se ouvia os murmúrios: – Ridicule Serra!!! Adieu!!!

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Lupicínio Rodrigues : Porque sou gremista !

Jornal Última Hora, dia 6/04/1963, Coluna Roteiro de Um Boêmio

Por Lupicínio Rodrigues

Domingo, estive em um churrasco, da Sociedade Satélite Prontidão, onde se reúne a “Gema” dos mulatos de Pôrto Alegre. Lá houve tudo de bom, bom churrasco, boa música e boa palestra. Mas, como sempre, nestas festas nunca falta uma discussão quando a cerveja sobe, lá também houve uma, e, esta foi a seguinte. Uma turma de amigos quis saber porque, sendo eu um homem do povo e de origem humilde, era um torcedor tão fanático do Grêmio. Por sorte, lá estava também o senhor Orlando Ferreira da Silva, velho funcionário da Biblioteca Pública, que me ajudou a explicar, o que meu pai já havia me contado.Em 1907, uma turma de mulatinhos, que naquela época já sonhava com a evolução das pessoas de côr, resolveu formar um time de futebol. Entre estes mulatinhos estava o senhor Júlio Silveira, pai do nosso querido Antoninho Onofre da Silveira, o senhor Francisco Rodrigues, meu querido pai, o senhor Otacílio Conceição, pai do nosso amigo Marceli Conceição, o senhor Orlando Ferreira da Silva, o senhor José Gomes e outros. O time foi formado. Deram-lhe o nome de “RIO-GRANDENSE” e ficou sob a presidência do saudoso Julio Silveira. Foram grandes os trabalhos para escolher as côres, o fardamento, fazer estatutos e tudo que fôsse necessário para um Clube se legalizar, pois os mulatinhos sonhavam em participar da Liga, que era, naquele tempo, formada pelo Fuss-Ball, que é o Grêmio de hoje, o Ruy Barbosa, o Internacional e outros. Êste sonho durou anos, mas no dia em que o “RIO-GRANDENSE” pediu inscrição na Liga, não foi aceito porque justamente o Internacional, que havia sido criado pelo “Zé Povo”, votou contra, e o “RIO-GRANDENSE” não foi aceito. Isso magoou profundamente os mulatinhos, que resolveram torcer contra o Internacional e, sendo o Grêmio seu maior rival, foi escolhido para tal. Fundou-se, por isso, uma nova Liga, que mais tarde foi chamada de “Canela Preta”, e quando êstes moços casaram, procuraram desviar os seus filhos do clube que hoje é chamado o “CLUBE DO POVO”, apesar de não ser êle o primeiro a modificar seus estatutos, para aceitar pessoas de côr, pois esta iniciativa coube ao “ESPORTE CLUBE AMERICANO”, e vou explicar como: A Liga dos “Canelas Pretas” durou muitos anos, até quando o “ESPORTE CLUBE RUY BARBOSA”, precisando de dinheiro, desafiou os pretinhos para uma partida amistosa, que foi vencida pelos desafiados,ou seja os pretinhos. O segundo adversário dos moços de côr foi o Grêmio, que jogou com o título de “Escrete Branco”. Isso despertou a atenção dos outros clubes que viram nos “Canelas Pretas” um grande celeiro de jogadores e trataram de mudar seus estatutos, para aceitarem os mesmos em suas fileiras, conseguindo levar assim, os melhores jogadores, e a Liga teve que terminar. O Grêmio foi o último time a aceitar a raça porque em seus estatutos, constava uma cláusula que dizia que êle perderia seu campo, doado por uns alemães, caso aceitasse pessoas de côr em seus quadros. Felizmente, essa cláusula já foi abolida, e hoje tenho a honra de ser sócio honorário do Grêmio e ter composto seu hino que publico ao pé desta coluna.

Hino do Grêmio, de Lupicínio Rodrigues:
I
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver

II
Cinquënta anos de glória
Tens imortal tricolor
Os feitos da tua história
Enche o Rio Grande de Amor

III
Nós como bons torcedores
Sem hesitarmos sequer
Aplaudiremos o Grêmio
Aonde o Grêmio estiver

IV
Para honrar nossa bandeira
Para o Grêmio ser campeão
Poremos nossa chuteira
Acima do coração

E até sábado…

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FLAPOA – 1ª Feira do Livro Anarquista – Programação

Sexta (5 de novembro) Abertura da Feira do Livro Anarquista, A partir das 19:00/Espetáculo  “O Homem Banda”, com Mauro Bruzza, da Cia. UmPédeDois / Lançamento dos livros Dias de Guerra, Noites de Amor – Crimethinc e Zonas Autônomas – (vol. 2) – Hakim Bey, pela Editora Deriva

Sábado (6 de novembro) Oficina: Costura de Livros sem frescura , Das 11h às 12:30 , Proponente: Editora Deriva / Bate-papo: Anarquismo e Geografia , Das 14:30 às 16:00, Convidado: Dilermano Cattaneo Bate-papo História pelos Anarquistas ,Das 16:30 às 18:00 , Convidado: Anderson Romário Pereira Corrêa , O saber histórico serve/  para compreender e explicar o processo pelo qual as sociedades e os indivíduos passaram para chegar a ser o que são hoje. Conhecer este processo é um dos pressupostos para poder agir sobre ele. O saber histórico serve também como discurso para justificar ações e posturas presentes. O texto “A história na visão de anarquistas” pretende conhecer como alguns anarquistas “clássicos” pensavam a História. A modesta intenção do texto é provocar a discussão entre aqueles que se identificam com o anarquismo e que procuram referências teóricos e metodológicos para seus estudos em História./ Filme e bate-papo: Ácratas ,Às 19h :O documentário reconstói narrativamente a experiência dos “anarquistas expropiadores” no Rio da Prata dos anos 30. Documentário independente realizado com fotografias, filmes de época, materiais de arquivo e testemunhos de sobrevivientes. Conta também com intervenções do historiador anarquista Osvaldo Bayer, quem tem escrito sobre o fenómeno dos anarquistas expropiadores, Abel Paz, historiador da revolução espanhola e do intelectual ítalo-uruguaia Luze Fabbri.

Domingo (7 de novembro) Oficina Stencil , Às 10:00 , Proponente: Alisson/ Bate-papo: Anarcologia e Protopia , Das 14:30 às 16h , Convidado: Alt , Um papo sobre saberes anarquizantes (Anarcologia). Sobre ações históricas em favor da autonomia e experiências comunalistas: das barricadas de Comuna de Paris aos Caracóis da Selva Lacandona. Embates territoriais em contextos de ampliação do aparato de repressão e controle no contexto urbano. Possibilidades protópicas, a estratégia das zonas autônomas, formas de libertação da imaginatividade./ Bate-papo: Política e anarquismo , Horário: 16:30 – 18:00 , Convidado: Bruno Lima Rocha / Bate-papo: Feminismo e Anarquismo , Horário: 18:30 – 20:00 , Convidado: Ação Antisexista , Propomos um diálogo sobre as conexões entre anarquismo e feminismo.Existe anarquismo sem feminismo? Qual a importância dos principios libertários para o feminismo contemporâneo? Estaremos também lançando os zines Nem Escravas Nem Musas #2 e Reajindo – Defesa pessoal para mulheres de todas as idades.

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Enquanto isto no Acre…Binho sanciona lei do Sistema Estadual de Cultura

Por Edmilson Ferreira, da Agência Acreana de Notícias

O governador Binho Marques sancionou nesta sexta-feira, 5,  a lei 2.312, de 25 de outubro de 2010, que institui o Sistema Estadual de Cultura e cria o Programa Estadual de Incentivo e Fomento à Cultura, ao mesmo tempo estabelecendo novas diretrizes para a política cultural no Estado do Acre. O ato marcou o Dia Nacional da Cultura, criado em 1970 a partir de iniciativa do então deputado Jorge Kalume. Estiveram presentes à solenidade o presidente da Assembleia Legislativa, Edvaldo Magalhães, e o líder do Governo no Parlamento Estadual, Moisés Diniz; membros do Conselho Estadual de Cultura, intelectuais, artistas e ativistas culturais, além de Rodrigo das Neves, procurador do Estado que colaborou na construção da lei. A formatação da lei, demandada pela sociedade e apresentada pelo Gov. Binho Marques, está em consonância com o artigo 203, da Constituição Estadual, cria o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Precult), o Fundo Estadual de Fomento à Cultura (Funcultura), revoga as disposições relativas à cultura da Lei Estadual nº 1.288/1999 e estabelece diretrizes para a Política Estadual de Cultura. O projeto, na avaliação da Fundação Elias Mansour, preenche uma importante lacuna jurídico-normativa no Estado porque a Constituição do Acre dispõe que o Estado deve organizar sistemas integrados de arquivos, bibliotecas, museus, rádios, televisões educacionais e casas de cultura.

“Lei cuida do espírito acreano do jeito acreano”

 

Os deputados Edvaldo Magalhães e Moisés Diniz receberam os agradecimentos de Binho Marques pela defesa geral dos interesses do Acre  e pela  mobilização em favor da  política cultural. Diniz disse que considera como de maior repercussão os projetos de descentralização administrativa na saúde e segurança pública, a compensão por serviços ambientais (lei do seqüestro de carbono) e, agora, a do Sistema Estadual de Cultura. “Essa lei cuida do espírito acreano do jeito acreano”, sintetizou o parlamentar. Edvaldo Magalhães lembrou que a lei sancionado por Binho é a quarta geração no arcabouço legal da cultura, processo iniciado pelo deputado Sergio Taboada, na década de 1990  – a Lei Mil, que recebeu esse nome por causa da numeração. A mobilização cultural na Assembleia, culminando com a rápida tramitação, debate e aprovação da lei 2.312, mostra a postura do Legislativo diante dessas questões: “O Parlamento amadureceu”, declarou o presidente da Aleac.

Evento  carregado de forte simbolismo

O Acre é o segundo estado a ter uma política específica para a cultura, como leis, planos e sistema construídos pela sociedade. O primeiro é o Ceará. “A data de hoje tem triplo simbolismo:  é o Dia Nacional da Cultura que foi  criado pelo acreano Jorge Kalume, e  temos aqui a presença do Conselho (Estadual de Cultura) junto ao governador”, destacou Daniel Zen. Para o vice-presidente do Conselho, Lenine Alencar, um dos desafios futuros é a participação das empresas no fomento à cultura: “Investimentos da iniciativa privada ainda é um caminho a trilhar”. A sanção da lei é  ato  que fomenta  todo processo de institucionalidade para a área da gestão pública de cultura, tema em que o Acre avançou muito nos últimos anos. A lei  preenche um  importante espaço jurídico-normativo no Estado e está em consonância com o documento denominado  “Proposta de Estruturação, Institucionalização e Implementação do Sistema Nacional de Cultura”, do Ministério da Cultura, o qual segue inclusive  o exemplo das experiências oriundas do Sistema Único de Saúde (SUS) e Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). Entre outros estiveram também presentes ao ato os presidentes das fundações  Elias Mansour e Garibaldi Brasil, Daniel Zen e Marcos Vinicius, respectivamente;  ativistas culturais como Karla Martins, , Dalmir Ferreira, Clodomir Monteiro, Keilah Diniz, e Deyvesson Gusmão, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional  (Iphan) no Acre.

” A cultura é a essência de toda uma existência de uma sociedade. Se não existe política local de valorização da identidade, ela some do mapa.”

Binho Marques, governador do Acre

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