Eleição “Tiririca”: pior que tá, fica.

Por Beto Bertagna

As eleições 2010 correram em clima de calmaria nas seções eleitorais e urnas. O primeiro turno foi marcado por três fatos : 1 – o mesmo  ministro Arnaldo Versiani que julgou o caso Expedito Jr julgou o caso Cassol. Resultado: casos semelhantes, resultados diferentes.(!?) 2- O candidato José Serra ligou para o ministro Gilmar Mendes , e este pediu “vistas ” ao processo de julgamento se era necessário ou não 2 documentos no dia de votação : o já tradicional e consagrado documento oficial com identidade e o esquecido e muitas vezes perdido título de eleitor, que nem foto tem. Detalhe: já estava 7X0 para a não exigência do Título de Eleitor.  E a terceira situação foi a veiculação na mídia de pessoas próximas , mas muito próximas a outro ministro oferecendo “serviços” em outro caso.  Ver em  http://tinyurl.com/2wawuu9 Só dá prá concluir uma coisa: não são exatamente “Deusas do Fogo” que ocupam as dependências do STF. Mas a confusão começa agora. Ou melhor, talvez piore agora, em virtude do clima de indefinição do Supremo Tribunal Federal sobre a validade ou não da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Como há muitos candidatos impugnados, mas que aguardam o julgamento dos recursos, o quociente eleitoral de cada coligação deve sofrer um verdadeiro efeito gangorra, à medida que os recursos forem julgados. Poucos ministros decidirão o voto de milhões de brasileiros. No caso de Expedito Júnior, ficou fácil para o ministro dar o voto final . Ele foi completamente prejudicado pela “fritura” do TSE/STF e não conseguiu ir para o segundo turno, a decisão pouco irá adiantar agora.  Mas para as eleições proporcionais há ainda há o problema do quociente eleitoral e as diversas ações nos Tribunais de Justiça. Os sites Tudorondonia e Rondoniagora também repercutem o fato .(Veja matérias de outros sites em  Deputados Estaduais e Senadores ). E prá desandar de vez o samba do crioulo doido ainda tem as representações dos partidos e coligações contra o abuso de poder econômico. (Veja matéria no site Ocombatente > Deputados Federais). E por fim a questão do quociente. Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  estabelece que o quociente eleitoral é determinado dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior” (Código Eleitoral, art. 106). Desta forma  os votos pertencem ao partido e não ao candidato. Imaginemos uma cidade com 100 mil eleitores para 10 vagas de vereador. Neste caso, são necessários 10 mil votos para eleger um vereador. Sendo assim, se um partido conquistou 40 mil votos ele teria direito a quatro vagas na Câmara.  Em São Paulo, por exemplo, o candidato Tiririca (PR), recebeu 1.353.820. Este número expressivo elevou o “status” eleitoral do PR, fazendo com que a proporção de votos do partido chegasse a quatro cadeiras. Ou seja, Tiririca “levou” outros três colegas de partido à cadeira da câmara.  Em Rondônia não foi diferente, e o intrincado cálculo fez muitos candidatos bem votados “dançarem” ,  causando  uma verdadeira confusão na cabeça do  eleitor.

Veja como é feito o  CÁLCULO DO QUOCIENTE ELEITORAL (RO)

Veja quem foram os  ELEITOS (RO)

Por enquanto, eleitores desinformados e candidatos fichas-suja estão em lua-de-mel.

Até que a degola do TSE ou do STF os separe…

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