Arquivo do dia: 05/10/2010

Dois pesos… O artigo que culminou na demissão de Maria Rita Kehl do Estadão

Por Maria Rita Kehl, para o O Estado de S.Paulo

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

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NR : A direita raivosa não aceita que os mais pobres possam ter um pouquinho mais de dignidade. É muita miséria de pensamento, muita mesquinharia acumulada durante estes anos todos no espírito. Tive a sorte de assistir a uma palestra do Paul Singer e depois, conversando no cafézinho, ele falou com os olhos brilhando da imensa inclusão social que o Bolsa Família proporcionou além de mudar radicalmente a economia de pequenas cidades do interior do Brasil. Daí vem um vampiro… e  Vade retro !

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Maria Rita Kehl: “Fui demitida por um ‘delito’ de opinião”

Por Bob Fernandes

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres. O texto, intitulado “Dois pesos…”, gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo:
– Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Terra Magazine – Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você…
Maria Rita Kehl –
E provocou, sim…

– Quais?
– Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião.

– Quando?
– Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

– E por qual motivo?
– O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

– Você chegou a argumentar algo?
– Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…

– Que sentimento fica para você?
– É tudo tão absurdo… A imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…

– Você concorda com essa tese?
– Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado…

– …Por outro lado…?
– Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um “delito” de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal O Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

– Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
– Acho que sim. Isso se agravou com a eleição, pois, pelo que eles me alegaram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.

O jornalista Xico Sá, que assina uma coluna na Folha de S.Paulo, repercutiu o fato no seu perfil do Twitter: “Maria Rita Kehl seria a 1ª demissão da história por ter elogiado a atitude de 1 jornal.” Sá declarou, ainda, que a publicação exigia que ela não escrevesse sobre política, “só psicanálise”.

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Eleição "Tiririca": pior que tá, fica.

Por Beto Bertagna

As eleições 2010 correram em clima de calmaria nas seções eleitorais e urnas. O primeiro turno foi marcado por três fatos : 1 – o mesmo  ministro Arnaldo Versiani que julgou o caso Expedito Jr julgou o caso Cassol. Resultado: casos semelhantes, resultados diferentes.(!?) 2- O candidato José Serra ligou para o ministro Gilmar Mendes , e este pediu “vistas ” ao processo de julgamento se era necessário ou não 2 documentos no dia de votação : o já tradicional e consagrado documento oficial com identidade e o esquecido e muitas vezes perdido título de eleitor, que nem foto tem. Detalhe: já estava 7X0 para a não exigência do Título de Eleitor.  E a terceira situação foi a veiculação na mídia de pessoas próximas , mas muito próximas a outro ministro oferecendo “serviços” em outro caso.  Ver em  http://tinyurl.com/2wawuu9 Só dá prá concluir uma coisa: não são exatamente “Deusas do Fogo” que ocupam as dependências do STF. Mas a confusão começa agora. Ou melhor, talvez piore agora, em virtude do clima de indefinição do Supremo Tribunal Federal sobre a validade ou não da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Como há muitos candidatos impugnados, mas que aguardam o julgamento dos recursos, o quociente eleitoral de cada coligação deve sofrer um verdadeiro efeito gangorra, à medida que os recursos forem julgados. Poucos ministros decidirão o voto de milhões de brasileiros. No caso de Expedito Júnior, ficou fácil para o ministro dar o voto final . Ele foi completamente prejudicado pela “fritura” do TSE/STF e não conseguiu ir para o segundo turno, a decisão pouco irá adiantar agora.  Mas para as eleições proporcionais há ainda há o problema do quociente eleitoral e as diversas ações nos Tribunais de Justiça. Os sites Tudorondonia e Rondoniagora também repercutem o fato .(Veja matérias de outros sites em  Deputados Estaduais e Senadores ). E prá desandar de vez o samba do crioulo doido ainda tem as representações dos partidos e coligações contra o abuso de poder econômico. (Veja matéria no site Ocombatente > Deputados Federais). E por fim a questão do quociente. Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  estabelece que o quociente eleitoral é determinado dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior” (Código Eleitoral, art. 106). Desta forma  os votos pertencem ao partido e não ao candidato. Imaginemos uma cidade com 100 mil eleitores para 10 vagas de vereador. Neste caso, são necessários 10 mil votos para eleger um vereador. Sendo assim, se um partido conquistou 40 mil votos ele teria direito a quatro vagas na Câmara.  Em São Paulo, por exemplo, o candidato Tiririca (PR), recebeu 1.353.820. Este número expressivo elevou o “status” eleitoral do PR, fazendo com que a proporção de votos do partido chegasse a quatro cadeiras. Ou seja, Tiririca “levou” outros três colegas de partido à cadeira da câmara.  Em Rondônia não foi diferente, e o intrincado cálculo fez muitos candidatos bem votados “dançarem” ,  causando  uma verdadeira confusão na cabeça do  eleitor.

Veja como é feito o  CÁLCULO DO QUOCIENTE ELEITORAL (RO)

Veja quem foram os  ELEITOS (RO)

Por enquanto, eleitores desinformados e candidatos fichas-suja estão em lua-de-mel.

Até que a degola do TSE ou do STF os separe…

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Eleição “Tiririca”: pior que tá, fica.

Por Beto Bertagna

As eleições 2010 correram em clima de calmaria nas seções eleitorais e urnas. O primeiro turno foi marcado por três fatos : 1 – o mesmo  ministro Arnaldo Versiani que julgou o caso Expedito Jr julgou o caso Cassol. Resultado: casos semelhantes, resultados diferentes.(!?) 2- O candidato José Serra ligou para o ministro Gilmar Mendes , e este pediu “vistas ” ao processo de julgamento se era necessário ou não 2 documentos no dia de votação : o já tradicional e consagrado documento oficial com identidade e o esquecido e muitas vezes perdido título de eleitor, que nem foto tem. Detalhe: já estava 7X0 para a não exigência do Título de Eleitor.  E a terceira situação foi a veiculação na mídia de pessoas próximas , mas muito próximas a outro ministro oferecendo “serviços” em outro caso.  Ver em  http://tinyurl.com/2wawuu9 Só dá prá concluir uma coisa: não são exatamente “Deusas do Fogo” que ocupam as dependências do STF. Mas a confusão começa agora. Ou melhor, talvez piore agora, em virtude do clima de indefinição do Supremo Tribunal Federal sobre a validade ou não da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Como há muitos candidatos impugnados, mas que aguardam o julgamento dos recursos, o quociente eleitoral de cada coligação deve sofrer um verdadeiro efeito gangorra, à medida que os recursos forem julgados. Poucos ministros decidirão o voto de milhões de brasileiros. No caso de Expedito Júnior, ficou fácil para o ministro dar o voto final . Ele foi completamente prejudicado pela “fritura” do TSE/STF e não conseguiu ir para o segundo turno, a decisão pouco irá adiantar agora.  Mas para as eleições proporcionais há ainda há o problema do quociente eleitoral e as diversas ações nos Tribunais de Justiça. Os sites Tudorondonia e Rondoniagora também repercutem o fato .(Veja matérias de outros sites em  Deputados Estaduais e Senadores ). E prá desandar de vez o samba do crioulo doido ainda tem as representações dos partidos e coligações contra o abuso de poder econômico. (Veja matéria no site Ocombatente > Deputados Federais). E por fim a questão do quociente. Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  estabelece que o quociente eleitoral é determinado dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior” (Código Eleitoral, art. 106). Desta forma  os votos pertencem ao partido e não ao candidato. Imaginemos uma cidade com 100 mil eleitores para 10 vagas de vereador. Neste caso, são necessários 10 mil votos para eleger um vereador. Sendo assim, se um partido conquistou 40 mil votos ele teria direito a quatro vagas na Câmara.  Em São Paulo, por exemplo, o candidato Tiririca (PR), recebeu 1.353.820. Este número expressivo elevou o “status” eleitoral do PR, fazendo com que a proporção de votos do partido chegasse a quatro cadeiras. Ou seja, Tiririca “levou” outros três colegas de partido à cadeira da câmara.  Em Rondônia não foi diferente, e o intrincado cálculo fez muitos candidatos bem votados “dançarem” ,  causando  uma verdadeira confusão na cabeça do  eleitor.

Veja como é feito o  CÁLCULO DO QUOCIENTE ELEITORAL (RO)

Veja quem foram os  ELEITOS (RO)

Por enquanto, eleitores desinformados e candidatos fichas-suja estão em lua-de-mel.

Até que a degola do TSE ou do STF os separe…

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Projeto de Lei institucionaliza a exclusão em bairro nobre de São Paulo (via Blog da Raquel Rolnik)

Apartheid Paulista no ITAIM BIBI !!!

Projeto de Lei apresentado pelo vereador Aurélio Miguel(PR) à câmara municipal, em maio, propõe a institucionalização da exclusão ao proibir explicitamente a construção de habitação de interesse social no bairro do Itaim Bibi.

O projeto contraria radicalmente as decisões do plano diretor da cidade de São Paulo, que estabelece em várias regiões da cidade Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), com o objetivo de garantir reserva fundiária para produção de moradia popular.

As ZEIS fazem parte de um conjunto de medidas que, ao abrir a possibilidade de produção de moradia popular, previnem a formação de assentamentos precários, em beiras de córrego e em áreas alagáveis, por exemplo, e outras situações de risco.

O projeto do vereador Aurélio Miguel procura negar essa possibilidade no bairro do Itaim Bibi – onde já existem ZEIS demarcadas, especialmente em locais que eram habitados há várias décadas por população de baixa renda – em uma atitude claramente preconceituosa e excludente.

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via Blog da Raquel Rolnik

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Serra normatizou o aborto em 1998 e agora fica de nhém nhém nhém

Neste post há documentos que provam que Serra é mentiroso quando trata do tema aborto.  É o que o que diz o blog do jornalista Paulo Henrique Amorim.

É para usar o aborto na campanha ? Ministro Serra autorizou muito aborto

Em 1998, quando era ministro da Saúde, José Serra foi acusado de atender a grupos pró-aborto por normatizar a realização do aborto nos casos previstos em lei (risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro).Mesmo permitido desde 1940, poucos serviços públicos faziam o aborto. A normatização deu respaldo político e técnico para que mais hospitais o realizassem.O então deputado federal Severino Cavalcanti (PP-PE) apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar a normatização. Para ele, Serra via “o ato de ceifar uma vida inocente” como “o esvaziamento da cavidade uterina”.
Ele ganhou apoio de entidades contrárias ao aborto, mas o projeto foi derrubado.Em 2001, o Ministério da Saúde começou a distribuir com Estados e municípios a pílula do dia seguinte. Serra ocupava a pasta. Entidades católicas foram a público dizer que a pílula é abortiva.Ouça no vídeo o que um padre fala durante a missa
Repasse este link  http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os o Padre Leo criticando Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil PLS – PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 78 de 1993
Do ex tucano, Gabriel Chalita, amigo de Geraldo Alckmin, em entrevista para a Folha hoje…
Como o sr. avalia a polêmica em torno da posição de Dilma Rousseff sobre o aborto?
A crítica é boa quando baseada em fatos. Mas essa tentativa de desconstruir pessoas com boatos é muito ruim. Dilma nunca disse ser a favor do aborto. Ela se posicionou, abordando o tema como uma questão de saúde pública. Eu particularmente sou contra. Mas a questão central nesse caso é a boataria. Isso aconteceu com o Lula, em 2002. Diziam que ele ia mudar as cores da bandeira e fechar igrejas.

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A votação de Dilma, Serra e Marina em cada Estado (via Diálogos Políticos)

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via Diálogos Políticos

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A propósito…

“Consciência social do brasileiro é medo da polícia.”

Nelson Rodrigues

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