Arquivo do mês: outubro 2010

O dia em que uma mulher se tornou Presidente do Brasil

Por Beto Bertagna

Pode parecer redundância, mas foi a eleição em que ganhadores venceram, alguns perdedores venceram, alguns ganhadores perderam e outros perdedores perderam mais ainda. Jereissatis, Virgilios, Yedas.  O PT em São Paulo perdeu. Marina Silva até parecia que tinha perdido o primeiro turno mas vencido, jogou fora suas origens e tucanou, ficando imperdoavelmente em cima de um muro patético. Perdeu. Até no Acre, Marina perdeu.  Gabeira pode se enterrar num poço de areia no Ponto 6. Perdeu. Aécio Neves, o cacique mineiro perdeu de lavada em MG( talvez intencionalmente como faz supor o líder de campanha tucana, Xico Graziano no Twitter). Fez o sucessor e pode ter vencido. Numa eleição marcada pela baixaria e bastidores atolados na sujeira, o que se viu foi uma sequência de debates monótonos e iguais, repetitivos e enfadonhos. Perdeu a televisão, em especial a Globo, que viu dançar solenemente sua outrora influência decisiva em colocar e retirar chefes do Planalto. Perdeu a imprensa tucana ( em especial a que o jornalista Paulo Henrique Amorim chama de Partido da Imprensa Golpista ). Gente jogou um passado de certa credibilidade pela janela, como se estivesse no último andar do World Trade Center. Perdeu a população que foi envolvida na guerra da desinformação, mas ganhou a mesma população quando mostrou que as revistas tendenciosas, os jornais das tradicionais famílias cafeeiras ,o brasil colônia e a grobo, tem cada vez menos importância .  A nível local(Rondônia)  Cassol ganhou mas foi o maior perdedor do pleito. Não fez seu sucessor e ficou em segundo, numa rixa pessoal contra o clã Raupp.  Raupp ganhou e foi o grande vencedor. Fátima Cleide perdeu mas ganhou, com uma votação expressiva ,enfrentando uma campanha caluniosa no interior do Estado. Neste caso, foi Rondônia que perdeu e em dobro.Trocou uma senadora batalhadora pela educação e a cultura em Brasilia por um senador …bem. Agnaldo Muniz perdeu duas vezes. A intolerância tem cada vez menos espaço. As urnas falaram diversas linguagens. Grandes caciques da política soçobraram. A eleição marcada pelo Tiririca, pelas calúnias,pela bolinha de papel atirada , pela desídia, pela indecisão da ficha limpa (esta parte da campanha ainda não acabou !), as Mulheres Melancia e a Mulher Pera, esta parte da eleição acabou.  Serra que recolha o rabinho entre as pernas. Ele tem muito a explicar ainda sobre Paulo Preto, licitações do metrô, Xô satanás!

E boa sorte, Brasil ! Viva Dilma ! Sorte e saúde prá todos nós.



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Faltou educação no uso da internet em campanha, diz professora da UnB

Embora não seja novidade o uso da internet nas campanhas políticas, o fato é que as informações lançadas na rede mundial de computadores tiveram papel importante no processo eleitoral deste ano no Brasil. Para a cientista política Lúcia Avelar, professora da Universidade de Brasília (UnB), o uso da rede de forma acusatória e, muitas vezes leviana, deixou explícita a “falta de educação” ao lidar com uma ferramenta de comunicação tão importante. “Esse processo eleitoral demonstrou que ainda estamos meio deseducados para a utilização da internet em uma campanha política”, disse a professora, que defende esse meio de comunicação como poderosa ferramenta de mobilização. “A internet ficou aquém do que a gente esperava dela neste processo eleitoral. O que se viu foi muita baixaria e isso é lamentável”, disse a professora ao comentar os vídeos e os e-mails apócrifos distribuídos com acusações sobre os candidatos. Para a professora, faltou discussão sobre as propostas de cada candidato. Ela lamentou a falta de discussão sobre os dois modelos de administração em disputa: os modelos da petista Dilma Rousseff e do tucano José Serra. “É lamentável que a diferença entre os dois projetos não tenha ficado muito clara. Porque são dois projetos diferentes que estão competindo no Brasil há bastante tempo. Parece que tudo ficou meio clandestino”, disse.

NR : Ainda vai ser melhor estudada a importância dos blogs livres nestas eleições, marcadas pela baixaria e tentativa de conduzir a discussão política para o campo da religião,  desinformando a população .  Foi com o esclarecimento das centenas de e-mails falsos que circularam para difamar Dilma Roussef que a coisa se equilibrou e se pode mostrar as diversas faces nefastas do seu oponente, José Serra. Como diz o ditado : chumbo trocado não dói.E o recado mais eficiente foi dado no lugar correto : nas urnas. Como dizia o falso caipira na propaganda eleitoral gratuita da TV em Rondônia : É peia…. e passa a régua.

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O CMAPP – Centro Munchausen de Análises e Pesquisas Políticas – informa:

Comentário por Roberto — 31 outubro 2010 @ 08:42 | Responder
O CMAPP – Centro Munchausen de Análises e Pesquisas Políticas – informa:
TUCANOS APOIAM SERRA!

  1. Escolhida pelo nosso tradicional sorteio a cidade baiana de “Tucano”, povoada por 50.000 entusiasmados tucanenses serristas.O nome da cidade tem origem bastante discutível; para uns originou-se de uma aldeia de índios “tucanos”, porém contestada, uma vez que os índios tucanos, ocupavam o noroeste da Amazônia; para outros, o nome é oriundo das aves da família dos Ranfastídeos caracterizados pelo bico curvilíneo e acentuado e que abundavam nas suas matas (hoje extintas).Entre as principais atrações turísticas da cidade estão o “Forró do Jegue” e a já famosa “corrida de jegues”, eventos prestigiados anualmente pela população local e por milhares de turistas nacionais e estrangeiros que aproveitam para degustar o tradicional prato da culinária local, o “bode assado”. Apoiadores de primeira hora da candidatura serrista os tucanenses baianos estão realizando um trabalho extraordinário em prol da nossa candidatura em toda a região, conquistando para a nossa causa as cidades baianas de: Baianópolis, Bom Jesus do Serra, Bonito, Brejões, Brejolândia, Cabaceiras do Paraguaçu, Caetanos, Caldeirão Grande, Capim Grosso, Conceição do Coité, Encruzilhada, Mascote, Mulungu do Morro, Pé de Serra, Quijingue, Ribeira do Pombal, Rodelas, Serrinha, Serrolândia e Tabocas do Brejo Velho. Ainda no estado da Bahia foi constatada a penetração profunda da candidatura Serra em “Antas”, belíssima cidade habitada por 11.500 antenses serristas. Fontes serristas qualificadas asseguram ainda grande apoio a Serra nas localidades de “Tucano” nos estados do Amazonas e Roraima e “Serra do Tucano”, em Santa Catarina.

Quem vota em Serra não erra! Serra 13 !
Comentário por Orides — 31 outubro 2010 @ 07:22 | Responder
Aleluia..Guardaremos nosso lider Serra em sarcófago para que, em um milhão de anos, ele ilumine novamente este mundo.
Sim, a exemplo de antigas civilizações, enfaixá-lo-emos , encheremos suas tripas com essências oleaginosas odoríferas, assim no futuro o grande Serra poderá ser visitado pela população…só esperemos que não seja o Paulo Vieira de Souza a construir a pirâmide, porque se for como o metrô…

  1. Nobiliárquico professor, preclaros confrades,

    Hoje o dia amanheceu mais radiante, o ceú mais claro, o ar mais limpo, as borboletas mais esvoaçantes, os pássaros mais alvissareiros pois todos sabiam que hoje será o dia da redenção da pátria e o dia no qual os homens bons (e as mulheres boas também) remirão nosso Brazil varonil da praga chavocomunista que floreceu nos últimos oito anos.

    Cônscio de minha importância e de minhas responsabilidades fui logo cedo à seção eleitoral. O préstito teve formação clássica de uma família de valores cristãos: todos em fila indiana, eu à frente, logo atrás minha consorte, depois meus filhos varões e depois as representantes do sexo frágil. Um pouco separados, vinham os lacaios, serviçais e demais representantes da ralé que têm o privilégio de viver sob meu domínio.

    Adentrei a cabina e votei, certo, seguro e confiante no remidor da nação, no grande almirante do Tietê, Dom José Chirico Serra. O que me causou estranheza foi o fato de ter aparecido a foto da búlgara aborteira satanista, mas confirmei o número, 13, e não titubeei. Deve ter sido algum erro da urna, mas votei no Serra, com certeza.

    Ao me despedir, convido a todos para uma pequena e humilde comemoração da retumbante vitória de Dom Chirico, a ser realizada em minha pequena escuna. Já estão confirmadas as presenças de ilustres figuras com grande aceitação nacional: Tasso Jatinho Jeressati, Arthur Tyson Virgílio, Heráclito Dantas Fortes, Mão Boba Santa, Roberto Panetone Arruda, Roberto Capitalista Freire. O auge será a inabalável presença de Dom José Serra, o Puro.
    Após o rega-bofe, todos irão a conhecer a Caverna do Ostracismo, habitáculo que os acolherá por inúmeras décadas. Serão ciceroneados por Dom Fernando Henrique, o casto, morador já de priscas eras daquele aprazível lugar.

    Comentário por Dom Fernandus Procriatio et Fujones — 31 outubro 2010 @ 16:15 | Responder


Alegria! Boca de urna do DATAPRADO indica vitória varonil dos homens bons por 97 x 3!

Vamos comemorar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Comentário por emerson — 31 outubro 2010 @ 16:18 | Responder

Analistas suspeitam que os 3% da búlgara devem-se à fraude em lugares remotos do país.

    Fomos, estamos sendo roubados neste momento mais uma vez pela camarilha bolchevique! Olhe o que diz o blog do bom homem, exterminador de comunas, Coturno Soturno:
    “Dona do Datafolha publica boca de urna do Ibope: Dilma 57% x 43% Serra.
    A Folha de São Paulo acaba de antecipar, ilegalmente, a boca de urna das eleições. É a máfia dos institutos em ação. Uma mão lava a outra e as duas lavam o rabo sujo de todos. Vamos ver o quanto vão errar. No entanto, a divulgação desbragada e desregulada, sem nenhum compromisso com a verdade e a exatidão, influenciaram, sim, os resultados, sejam quais forem Proibir? Não. Apenas impedir que empresas sejam ao mesmo tempo donas de institutos de pesquisa e de jornais, por exemplo, como é o caso do Datafolha. Ou que também sejam contratados por partidos e campanhas, assim como foram o Ibope e o Xov Ilupop pela campanha da Dilma, a peso de ouro. Chegou-se ao cúmulo do Ibope fazer uma pesquisa ontem para o PT, vazar para a imprensa, divulgando a mesma pesquisa para a Rede Globo no dia de hoje, como se fosse outra. ”Como disse o bom homem do Coturno Soturno, que se pudesse faria brandamente um genocídio ecológico com a comunalha asquerosa, “Uma mão lava a outra e as duas lavam o rabo sujo de todos”, o rabo, entenderam?

    Pegaram o ouro de Moscou, digo Pequim, para lavar o rabo!!!!!

    Dilmolullistas traidores de uma figa, nós ainda nos vingaremos!

    Eu mesmo Joaquim Silvério dos Reis darei cabo de muitos desses traíras vermelhos, como fiz com aquele sujo alfereszinho barbado que ousou intentar conspirar contra a corôa lusa!

    Que mania essa gentalha tem de liberdade, de independência, de progresso, eu hem, temos que cortar esse mal pela raiz, antes que aventureiros lancem mão.

    Viva Dom José Serra, Viva FHC, Viva Bornhausen, Viva Indio, Viva Adolfo!!!

    Comentário por Joaquim Silvério dos Reis — 31 outubro 2010 @ 16:33 | Responder

      Via Professor Hariovaldo de Almeida Prado , o blog do milhão !

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      A Comandante e o Navio

      Ilustração de Rodrigo Melo/oilustrador.com

      Por Aparicio Secundus Pereira Lima

      No meu porto havia um navio sempre à espera, parado, intacto, quase morto. O navio estava pronto para a partida mas a tripulante não sabia se queria viajar ou não. Às vezes, entrava no navio, quando bem queria, içava a vela e falava para si mesma. “- Vou viajar!” Ligava tudo, de bombordo a estibordo com ar de satisfação nos olhos. Quando se aproximava do alto – mar, recuava satisfeita com o pouco que velejara e voltava para a terra deixando o navio ao sabor das ondas inconstantes do porto vazio. Precisava cuidar da tripulação que havia ficado em terra sem querer saber se quem mais necessitava dela era o navio ou a tripulação que tripudiava em cima de suas emoções. O navio batia, desesperado, de encontro ao cais, levado ao sabor inconstante do vento e da solidão. Num desses momentos, o navio soltou as amarras que o prendiam ao nada. E liberto disse “não”. Não ao cais vazio, não à espera longa e cansativa. O navio queria viajar de encontro ao mar. O navio queria amar no mar de si mesmo. Que fosse só à Antártida, mas queria viajar. Não mais satisfazer aos caprichos de  comandante indecisa, autoritária e que não sabia o que queria. Ela amava o navio 15 minutos por dia. Sentia saudades dele no entanto não se interessava se o navio queria viajar. Seu prazer era sentir que o navio estava perto, atracado a ela, e que nele poderia embarcar quando bem o quisesse.
      Um dia deixou a tripulação viajar (de avião) e falou consigo mesma: – Vou velejar! Trouxe todos os apetrechos necessários à viagem repentina. Sumiu da terra disposta a ir ao mar, se entregar, sonhar, gozar. Não esqueceu nada: Levou luneta porque no navio não tinha, levou combustível  à base de álcool porque o navio não tinha. Entrou no navio com uma predisposição incomum mesmo estando em dias de enjôo comuns a comandantes terrestres. O navio não se fez de rogado. Deixou a capitã invadi-lo e invadiu-a também num prazer sem fronteiras, prá lá do oceano Pacífico.
      Ela amou o navio embora sentisse vergonha de dizer que ele era dela. Não o levava à praia onde habitava, exceto à noite, de madrugada, quando todos dormiam e só ela sonhava. O navio queria o mar (amar) também. Ela pouco se importou com o navio encalhado e brincou de velejar com ele em plena terra esquecendo-se que o navio é também oceano, mas não mais pacífico.
      O navio encontra-se no estaleiro reparando os fios partidos da ignição do motor, seu coração. Soldando o casco que ameaçava seu equilíbrio. Recuperando a rigidez e suavidade do mastro, antes abandonado, esquecido, largado.
      O navio vai velejar sozinho por outros mares. Soltou as amarras, libertou-se. Ouviu a música das gaivotas e adentrou por mares nunca dantes navegados.
      O nome do navio (ela o batizou) era Cafôfo.

      ——————————————————————————————————————————————-

      Leia também, do autor :

      A ilustração é de Rodrigo Melo, ilustrador e designer gráfico sul matogrossense, de coração mineiro, formado em Brasília e agora residente no Rio de Janeiro. www.oilustrador.com

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      Arquivado em Crônicas certeiras

      Baco e seu séquito

       Em dia de lei seca…

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      Deu no JN : Em RO, Confúcio tem 58% dos votos válidos e Cahulla, 42%

      A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Confúcio pode ter entre 55% e 61%, e Cahulla, entre 39% e 45%.O Ibope entrevistou 812 eleitores em 45 municípios de Rondônia entre sexta-feira (29) e este sábado (30). O levantamento foi encomendado pela Rádio TV do Amazonas e foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) com o número 31759/20120 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 37770/2010.

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      Arquivado em Eleições 2010

      Buquimeque

      Prognóstico para amanhã,31  : Dilma 57 % Serra 43 %. Façam suas apostas, senhores.

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      Deu no Extra OnLine : Fábrica prepara máscaras de Dilma, Serra e Tiririca para o carnaval

      Olga Valles mostra a máscara de Tiririca - Foto: L. Alvarenga / ExtraNa fábrica de máscaras de São Gonçalo, os preparativos para o Carnaval estão a todo vapor e os rostos dos presidenciáveis Dilma Roussef e José Serra estão por toda parte. Mas passadas as eleições, a grande aposta para a Festa de Momo é um outro personagem do cenário político brasileiro: Tiririca. Logo depois que o ex-palhaço se tornou um dos deputados federais mais votados da história, os artistas plásticos da fábrica começaram a trabalhar. Olga Valles, dona da fábrica, afirma que Tiririca tem o imprescindível para se tornar o hit do Carnaval: a irreverência                                                                                                             .Extra OnLine

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      Quanto vale o sucesso? O porquê de tantas críticas à Record (via OCANALTV!)

      Quanto vale o sucesso? O porquê de tantas críticas a RecordPor Breno Cunha

      Certa vez um velho sábio profere: “A beleza está nos olhos de quem ver.” Ele estava prevendo o panorama futuro de nossa sociedade, por que tempos depois, essa frase ilustraria perfeitamente a situação que estamos vivendo atual cenário televisivo do país.

      É interessante, e ao mesmo tempo angustiante, ver pessoas tentando comparar duas emissoras tão diferentes. Emissoras tão desiguais em estrutura, profissionais, objetivos, metas, passados e presente.

      Persistem em comparar “A Fazenda” com realitys da Rede Globo. Exigem da Record o que ela não tem pra dar. Fecham os olhos para fatos escancarados, a fim de reduzir suas frustrações. No mais, chamam o programa de humorístico, não percebendo que a graça está nos ouvidos de quem ouve.

      A Fazenda está satisfazendo à emissora dos bispos. Atinge momentos de liderança, isto quando não a consegue durante toda a exibição. Não tem os mais famosos do Brasil, no entanto tem pessoas acostumadas a lidar com boatos, fofocas e escândalos. É disso que o povo gosta. Ninguém pretende ver seu ídolo preso numa casa, se afogando nos seus próprios anseios. O povo gosta é de briga, intriga, confusão, ‘’pancada’’. Não poderia haver 15 participantes melhores para vos oferecer tais momentos.

      Não sou a favor de Brito Jr. como apresentador do programa, peso que existem outros mais bem capacitados para tal posto, mas também sou contra aos julgamentos precários, críticas fundamentadas nos próprios egos. Seria como pegar uma maçã verde da árvore, comer, achar azeda, e dizer que a fruta é ruim. É necessário dar tempo ao tempo.

      Estão na hora de amadurecer algumas idéias, alguns argumentos. Está na hora de crescer. João, José, e beltrano criticando puramente pelo prazer de criticar. De ser do contra.

      Sou contra a censura, mas sou adepto a uma frase também muito antiga, mas, com um imenso paradoxo de ser tão atual: “Se não houver o que falar, cale-te”.

      via OCANALTV! Audiência da TV – Audiência, Ibope, TV, Notícias, Real Time, A Fazenda 3

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      Tietagem: após debate na TV Globo "indecisos" cercam Dilma para fotos e autógrafos (via Cachaça Araci)

      Ao final do último debate na TV Globo, os 80 indecisos convocados pela emissora para fazer perguntas aos cadidatos à presidência da República avançaram em direção a Dilma, pedindo autógrafos e fotos ao seu lado. Ela foi mais assediada até que o galã e dublê de apresentador William Bonner. Serra foi literalmente deixado de lado pelos presentes no auditório.

      Diante de tamanha tietagem, Ali Kamel, o todo-poderoso global, ficou desesperado, chamando até o marqueteiro João Santana para “apartar” Dilma do bolo de indecisos. Aí alguém comentou: “O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair”. E outro respondeu: “Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar fotos com Dilma!”

      via Cachaça Araci

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      Arquivado em Reblog

      Tietagem: após debate na TV Globo “indecisos” cercam Dilma para fotos e autógrafos (via Cachaça Araci)

      Ao final do último debate na TV Globo, os 80 indecisos convocados pela emissora para fazer perguntas aos cadidatos à presidência da República avançaram em direção a Dilma, pedindo autógrafos e fotos ao seu lado. Ela foi mais assediada até que o galã e dublê de apresentador William Bonner. Serra foi literalmente deixado de lado pelos presentes no auditório.

      Diante de tamanha tietagem, Ali Kamel, o todo-poderoso global, ficou desesperado, chamando até o marqueteiro João Santana para “apartar” Dilma do bolo de indecisos. Aí alguém comentou: “O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair”. E outro respondeu: “Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar fotos com Dilma!”

      via Cachaça Araci

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      Bomba ! FHC e Ellen Gracie estão a namorar ? (via conversaafiada)

      Notícia que a Mônica Bergamo NÃO daria: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a Ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, foram vistos, de mãos dadas a passear pelo Shopping Higienópolis. FHC é o mais ilustre morador do aristocrático bairro de Higienópolis em São Paulo. (Este ordinário blogueiro, o menos ilustre). Se este potin (como diria o FHC) se confirmar, estamos diante de fato político de relevância Suprema. A Ministra Ellen Gracie terá que se considerar impedida de votar qualquer assunto que se refira ao Governo Serra/FHC. E mais impedida ainda de votar qualquer aspecto de uma Ley de Medios. Ela, a rigor, não poderia ter rejeitado a ADIN por Omissão que o emérito professor Fábio Comparato quer levar ao Supremo para obrigar o Congresso a votar os artigos de Constituição de 88 que tratam da Comunicação Social. Clique aqui para ver que Comparato não se deixou intimidar por Ellen Gracie. A Ministra não pode votar sobre Meios, porque o FHC é o Herói e Supremo Guru do PiG (*). Só o PiG (*) o leva a sério. (E, possivelmente, a ilustre Ministra). Temos aí um impasse. A Ministra não pode votar e o Ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo também não pode votar sobre a Ley de Medios. Porque ambos foram escolhidos por FHC e, aparentemente, em seu coração residem.

      (*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.                      www.conversaafiada.com.br

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      Fliporto 2010-Trombones Cosmopolitas

      A ideia de juntar muita gente e fazer um som que aproximasse o melhor que a música popular de Pernambuco tinha com novas linguagens musicais deu origem à Orquestra Contemporânea de Olinda, grupo que desde o final de 2006 assume com maestria o vácuo deixado pela inovação promovida pelo movimento Mangue.  A proposta se assemelha, já que a Orquestra tem um interesse de resgate, claro, com uma faceta pop. Com elogios do jornal The New York Times, este time de 10 músicos está de olho na carreira internacional e avisa: fazem nova turnê em janeiro de 2011.  “Minha ideia era juntar umas 15 pessoas, mas muitos acabaram saindo e ficamos com os 10 atuais”, diz Gilu Amaral, saxofonista e idealizador da banda. Foi esse tanto de gente que originou o nome “orquestra”. Outra referência do nome que ajuda a contar a história da banda é o fato de grande parte dos integrantes terem se formado no Grêmio Musical Henrique Dias, na rua de mesmo nome, na Cidade Alta, Olinda.  O lugar estava abandonado, mas carregava em sua história a importância de ser um dos centros de formação musical mais antigos da cidade. “Quisemos trazer o grêmio de volta, era nossa ideia desde o início”, diz Gilu, que diferente da maioria dos integrantes não se formou nesse local. Atualmente, a escola fundada em 1954 e que não tem fins lucrativos foi retomada com força total, com aulas gratuitas aos sábados, e ganhou visibilidade com o trabalho da Orquestra. Isso gerou benesses, como a nomeação para Ponto de Cultura e transformação em Telecentro, com computadores e internet.  Gilu guarda ligações afetivas com o grêmio, mas sua formação musical remonta grandes nomes da cena cultural pernambucana. Tocou com Naná Vasconcelos, Maciel Salú, Silvério Pessoa, Otto, Renata Rosa entre muitos outros. Com eles, viajou por mais de 15 países, onde teve contato com o efervescente mercado de música para artistas brasileiros e de outros países fora do eixo anglo-saxão. Com a Orquestra Contemporânea, pode conhecer um novo nicho, os EUA.  Foi nos EUA que a banda passou a se tornar conhecida fora de seus arredores natais. “Vimos que lá havia uma possibilidade imensa, um público conhecedor de nossa música”, espanta-se. A banda excursionou por cinco estados norte-americanos. Em Washington, capital do País, tocaram paraum público com média de idade por volta dos 50 anos ou mais, em uma espécie de teatro com acústica perfeita. Saíram ovacionados. A ideia dismistificou a percepção de que o público que curtia grupos brasileiros eram em sua maioria especialistas e iniciados. Com a Orquestra, há sim, o apelo pop. “Os americanos ficaram de cara, espantados, sobretudo com a qualidade. Nosso show tem muitos solos, diversos instrumentos, muito movimento, isso chama atenção”, disse Gilu. Ele ainda elencou alguns tipos de pessoas que curtem seu som, entre eles músicos, fãs de música brasileira, world music, e jovens amantes da boa música em geral. “O mais curioso é que eles não entendem a letra e curtem do mesmo jeito, sem problemas”. O grupo volta aos EUA em janeiro, onde tem shows agendados. A banda mira claramente uma carreira internacional, e os elogios recebidos abalizam essa decisão. O trabalho que a banda vem fazendo todos esses anos, faz com que esse sucesso não tenha sido repentino. “Por mais que eu fique surpreso, esse sucesso não soa novidade. Foi para isso que sempre trabalhamos”. O grupo é um dos que mais circulou pelo país, com cerca de 80 shows só em 2008, época do lançamento de seu primeiro disco. No ano seguinte, foram indicados ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Regional Brasileira. Em tempos de internet, ainda conseguiram o feito de venderem cinco mil cópias quando estrearam, pela Som Livre. E eles já pensam em músicas novas. O novo álbum deve sair em janeiro ou fevereiro do ano que vem para coincidir com a nova turnê pelos EUA e Europa. Ainda sem nome, deve ser mais dançante, e segundo Gilu, “mais maduro”. Pela trajetória que a Orquestra Contemporânea de Olinda percorreuem tão curto espaço de tempo, não temos dúvida.

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      Dom Geraldo Verdier: de volta ao Brasil, Bispo de Guajará-Mirim fala de sua sucessão

      Por Dom Geraldo Verdier, Bispo Diocesano de Guajará-Mirim, noroeste do Brasil, Rondônia

      Depois de uma fervorosa missa com as Irmãs Calvarianas de Brasília que me hospedam, visita ao sr. Núncio, Dom Lorenzo Baldisseri. Ele me recebe com simplicidade e cordialidade. Entramos imediatamente no tema principal: meu sucessor, o bispo Coadjutor, que assumirá a diocese no dia em que eu der  a demissão. O Núncio abre uma pasta e comenta : – Tenho aqui os três nomes que o senhor me apresentou. Até o presente momento os três são bons candidatos para o episcopado”. Ufa! Porque os três primeiros nomes que havia apresentado não foram aceitos! –  Há dois, porém, continua o Núncio, que são um pouco jovens, 43 anos!  Permito-me interrompê-lo : ‘ – Desculpe, Excelência, mas fazem exatamente 30 anos, hoje, que vosso predecessor, Dom Carmine Rocco, estava me ordenando Bispo de Guajará-Mirim,  e eu  tinha apenas  43 anos!- O Núncio sorri e eu acrescento: – Sabe, Senhor Núncio, ainda para as visitas pastorais, o Bispo de Guajará-Mirim tem que fazer 1.100km, ou seja 17 horas de ônibus para atingir as paróquias longe da sede  e 1.200 km de volta. È melhor não ter muita idade! ”- Realmente, são distâncias enormes, constata o Núncio.

      Logo apresento a segunda pergunta: – Quando V. Excia. pensa poder apresentar um candidato  para a sede de Guajará-Mirim ao Santo Padre? – Eu gostaria, diz ele, que todos as dioceses do Brasil sem bispos, recebesse o seu novo pastor antes do fim do ano, ou em janeiro ao mais tardar. E isso vale também para a diocese de Guajará-Mirim.” Quase pulei de alegria !

      Enfim, a terceira pergunta: Mandei a Va. Excia. Um convite para celebrar conosco, no dia 8 de dezembro, os 30 anos de criação da Diocese (78 anos de Prelazia e Diocese), e os 30 anos de meu episcopado? – Infelizmente, responde ele, não tenho condições para estar com vocês. Mas gostaria de visitar Guajará-Mirim! – Quem sabe quando recebermos oficialmente o bispo Coadjutor.Aceito com alegria! Terminamos a audiência saboreando um cafezinho “Expresso Italiano” e o Núncio me despede com um caloroso: “ Meus parabéns pelos seus 30 anos de ministério episcopal” .

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      A frase do fim de semana

      “A humanidade se assemelha aos cães, não aos deuses — se você não ficar zangado eles vão lhe morder – mas fique bravo e você nunca será mordido. Os cães não respeitam humildade e tristeza.”

      Jack Kerouac


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      STF condena ex-deputado Natan Donadon a 13 anos de prisão

      O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta quinta( 28 ), o ex-deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO) a 13 anos e quatro meses e 10 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por peculato e formação de quadrilha. Foi a primeira vez desde a promulgação da Constituição, em 1988, que o Supremo mandou alguém para prisão em regime fechado. Ele foi acusado de participar de um esquema que desviou cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia. Donadon ainda poderá entrar com os chamados embargos de declaração, para solucionar possível contradição, obscuridade ou omissão ocorridas durante o julgamento . Até que esses recursos sejam julgados, ele ficará em liberdade.  Natan é um dos membros do chamado clã Donadon, que tem ainda Marco Antônio, Melki e Marlon. Entenda o  Processo 2001452-62.1999.822.0000 que deu origem à condenação de Natan Donadon.

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      STF condena ex-deputado Natan Donadon a 13 anos de prisão

      O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta quinta( 28 ), o ex-deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO) a 13 anos e quatro meses e 10 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por peculato e formação de quadrilha. Foi a primeira vez desde a promulgação da Constituição, em 1988, que o Supremo mandou alguém para prisão em regime fechado. Ele foi acusado de participar de um esquema que desviou cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia. Donadon ainda poderá entrar com os chamados embargos de declaração, para solucionar possível contradição, obscuridade ou omissão ocorridas durante o julgamento . Até que esses recursos sejam julgados, ele ficará em liberdade.  Natan é um dos membros do chamado clã Donadon, que tem ainda Marco Antônio, Melki e Marlon. Entenda o  Processo 2001452-62.1999.822.0000 que deu origem à condenação de Natan Donadon.

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      Deu no Correio do Brasil : Mulheres reagem a pedido de Serra para convencer pretendentes

      Serra realizará caminhada na Zona Sul do Rio, neste domingoO candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as “meninas bonitas” busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet. 

      – Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado – argumentou o candidato.

      Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.

      – Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45 – completou.

      A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.

      “Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel”, escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: “Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar”.

      Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que “por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa”, e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar “um bordel a nível nacional”. Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, “só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto”.

      O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que “não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…”, mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: “Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG”, concluiu.

      O principal jornal argentino “El Clarin” repercutiu o que chamou de “desespero” de Serra em conseguir 10 milhões de votos que o separam de Dilma. Para dar um tom festivo ao evento, trouxe batucadas devidamente pagos, além de ônibus com “militantes” que receberam 23 dólares para a viagem entre Belo Horizonte e interior de Minas cidade, diz o jornal. > El Clarin

      via correiodobrasil

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      São Chirico quer derrubar Santo Expedito. "Santo" das promessas impossíveis brinca com inteligência do eleitor e promete "desmatamento ZERO" na Amazônia.

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      São Chirico quer derrubar Santo Expedito. “Santo” das promessas impossíveis brinca com inteligência do eleitor e promete “desmatamento ZERO” na Amazônia.

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      O Nível da Campanha

      Por Celso R. de Barros

      Ontem no Twitter manifestei minha perplexidade diante da turma que torce para acabar a eleição porque não agüenta mais baixaria.

      Eu até entendo que se torça para acabar a eleição porque o segundo turno esse ano foi meio esquisito: só aconteceu por causa de uma candidata que não foi para o segundo turno. Compreende-se, portanto, que a coisa não seja muito estimulante: quem votou na Dilma continua votando, mas queria ter liquidado a fatura no primeiro turno; os eleitores de Marina, naturalmente, não vão votar em sua primeira opção, não se pode esperar que estejam animados; e a campanha de Serra continua tendo os mesmos problemas que sempre teve, dificilmente alguém que vota no Serra porque o PSDB teve o Malan vai se empolgar com o que foi a campanha serrista até agora, dificilmente alguém que votou nele porque a Monica Serra disse que a Dilma matava criancinhas vai se empolgar agora que o assunto morreu misteriosamente.

      Na falta de eventos políticos, sobram as bolinhas de fita adesiva (e o emocionante debate sobre se não seriam de papel), os factóides, a descoberta sensacional de que os dois campos políticos têm gente corrupta (era só ligar aqui em casa que eu contava isso pra vocês), a Soninha surtando.

      Agora, a idéia de que quando acabar a eleição vai diminuir a baixaria é fantástica. A partir de primeiro de Novembro, volta o festival de frivolidade e déficit de atenção que, daqui a quatro anos, vai forçar novos candidatos, provavelmente bons, como os atuais, a se fazerem de palhaços.

      E nego vem me dizer que depois da eleição o nível sobe? Contem-me entre os céticos. O que acontece é que o nível de atenção novamente desce até o torpor de sempre, e aí qualquer bolinha de durex nos distrai.

      via NPTO.

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      Serra + Tiririca = SIRIRICA…

      Serra + Tiririca = Siririca21 slogans da campanha do candidato SIRIRICA:

      Vota Siririca, melhor do que tá não fica
      Se você não assina e só rubrica, vote Siririca
      Se não sabe ler e se complica, vote Siririca
      Se a declaração do TRE você falsifica, vote Siririca
      Se fugiu da escola e não lê nadica, vote Siririca
      Se a tua fonte de conhecimento é uma bica, vote Siririca
      Mentiu pro TRE e vai dar zica? Vote Siririca
      Se a tua letra é uma titica, vote Siririca
      Se você vê um livro e se pinica, vote Siririca
      Assina com digital e todo mundo implica? Vote Siririca
      Se o seu diploma você fabrica, vote Siririca
      Não fez o mobral, te dou a dica: vote Siririca
      Se para o mobral todo mundo te indica, vote Siririca
      Se placa diz “siga” e você fica, vote Siririca
      Se mandam você ler e você se trumbica, vote Siririca
      Estava escrito Congonhas mas você foi parar em Cumbica, vote Siririca
      Se na escola você não se aplica, vote Siririca
      Se te flagram na mentira e sua candidatura mica, vote Siririca
      Se a sua cultura não é rica, vote Siririca
      Trocou o livro por uma cuíca? Vote Siririca
      Só lê livro que tem figura que explica? Vote Siririca.

      via Blog do Songa Monga

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      Flapoa – 1ª Feira do Livro Anarquista

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      Coxas de jogador (via Fabio Hernandez)

      O amor, por Zéfiro

      O amor, por Zéfiro

      “Suas coxas são …”

      Penny Lane estava montada na perna esquerda de João. Era uma coisa que acabava sempre acontecendo com suas mulheres.

      “… de jogador de futebol …”, ela completou, arfante como se tivesse acabado de subir correndo um lance de escadas.

      Penny Lane ia para lá e para cá, os cabelos caindo sobre os olhos. Ela apertava o próprio mamilo esquerdo,  mais sensível que o direito. Quando parou, João mordiscou-o como se fosse uma uva.

      “Sinto seus músculos”,  ela disse.

      João jogara futebol com seriedade durante muitos anos. Isso se refletia na coxa esquerda, na qual Penny Lane esfregava seu clitóris em que se misturavam os fluidos de ambos.

      “João?”

      “Hmmm?”

      “Acredita em Deus?”

      “Não.”

      “Também não”, gemeu Penny Lane. “Mas estou no paraíso.”

       

      via Fabio Hernandez

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      Bola murcha !

      Por Beto Bertagna

      O tucanável José Serra aperta o dedão do pé no Vulcabrás 752 ( sim, aquele usado pelo Maluf !)  e dá uma bicuda na pelota, em direção à trave defendida por Rojas no célebre Brasil X Chile de anos de antanho.  A seguir, sai correndo (mancando) e vai posar junto ao que sobrou do PSDB nas eleições de 2010. A redonda só  não furou porque já estava murcha. Especialistas em jogos dos 45 erros  já conseguiram descobrir o rosto de Aécio Neves sorrindo no meio dos escombros. (Há ainda suspeitas que parte destes escombros tenha sido desviado do Rodoanel, porque Paulo Preto foi visto rondando o Maracanã na noite anterior à foto). A imagem foi vetada no programa de TV pelos marqueteiros de Serra porque ele parece a célebre Torre de Pisa ,na Itália,  tombando para um lado.

      Urgente ! Incrível ! A bola foi parar na linha 5 (lilás) do Metrô de São Paulo ! Como diria o fanho :  “Serra é do DEM, Serra é do DEM” .

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      Já era, Serra! Hora de jogar a toalha.Mas não a deixe no chão. Dilma é mulher e não gosta disso

      Por Beto Bertagna, com informações do Datafolha e Uol

      A pesquisa Datafolha realizada neste último dia 26 indica uma estabilidade total em relação ao levantamento da semana passada. Dilma  tem 56% dos votos válidos e Serra (PSDB) 44%. São exatamente os mesmos percentuais do dia 21.out.2010. Nada mudou,  continua  12 pontos de diferença . Assim, uma suposta virada tucana fica bem mais distante.  O risco maior a esta altura para Serra é a desmobilização daqueles que ainda pensavam em  apoiá-lo, com o feriadão pela frente, a praia, o Guarujá,  Tramandaí, a costa de Florianópolis… Afinal no pensamento da tucanada a esta altura do campeonato, prá que trocar o certo (a praia, o feriadão, os amigos) pelo duvidoso e práticamente incerto ( a eleição de Serra) ? Em São Paulo com uma dúzia de pontos de pedágio você chega lá.  Do lado de Dilma também há riscos. Por exemplo, o ânimo exacerbado que acaba relaxando os militantes –cujo raciocínio pode ser do tipo “se já está tudo definido, não preciso me esforçar”. Mas como esse erro já foi cometido pelos petistas no 1º turno, em tese,ele  não se repetirá agora. Por fim, o Datafolha mostra 8% de indecisos e 5% que votam em branco ou nulo. Só haveria uma virada se ocorresse algo estatisticamente impossível: todos se decidindo a favor de Serra. Em geral, os indecisos se dividem proporcionalmente aos candidatos de acordo com o percentual que cada um já tem. Em Rondônia, a situação é parecida. A única diferença parece ser que , como Confúcio é homem, não esquenta a cabeça com toalha jogada no chão.Como diz o falso caipira no horário gratuito da TV: Vai ser peia…e passa a régua.

      ————————————————————————————————————————–

      No boxe, o gesto de jogar a toalha pela equipe de um pugilista sinaliza sua desistência, para evitar que o adversário faça um estrago maior com o lutador já massacrado. Por simbolizar tão bem a desistência, jogar a toalha se tornou uma expressão muito comum no dia-a-dia. Mas dizer que fulano jogou a toalha não significa que ele saiu, fumou um cigarro e retomou o que fazia. Jogar a toalha é a desistência plena, na mais alta acepção da palavra. Só quando tentou muito, persistiu, insistiu além do razoável, e no final não conseguiu sair do lugar, é que fulano tem o direito de jogar a toalha. Aquela toalha felpuda, agora encharcada pelo suor de tantas e tantas tentativas. Jogar a toalha é o conforto dos derrotados que deram tudo pela vitória. Dos que não se acovardaram e foram as últimas consequências para triunfar. E que no final sucumbiram, dançaram, caíram do cavalo. Mas, o que é mais importante, caíram de pé, sem arrependimentos. Por isso jogar a toalha é também um gesto de glória. A glória dos estafados, dos esgotados, dos acachapantemente humilhados. Jogar a toalha é o superlativo de desistir. É o desistir depois de várias desistências. Poucas coisas dão tanto alívio quanto jogar a toalha. Tentar, tentar, tentar e no final triunfar é o que todo mundo deseja, o êxtase. Mas desistir depois de muitas tentativas também tem sua beleza. Principalmente se você puder coroar sua derrota com um belo arremesso de toalha, com direção certeira ao centro do ringue.

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      Escritora de auto-ajuda comete suicídio

      Morreu a escritora e apresentadora de programas de auto-ajuda na TV, a coreana Choi Yoon-Hee . Ela escreveu mais de 20 livros de auto-ajuda e se converteu para os coreanos na suprema perita na difícil missão de alcançar a felicidade. Entretanto, uma depressão levou-a tragicamente ao suicídio junto ao seu marido. Yoon-Hee –também conhecida como a “sacerdotisa da felicidade” – enforcou-se junto com seu marido no quarto de um motel de Goyang, ao norte do Seul. Yoon Hee tinha 63 anos e era uma estrela da televisão coreana. Seu marido tinha 72 anos. Em uma carta difundida pela polícia, a escritora revelou que nos últimos dois anos adoeceu e se desculpou com seus familiares e amigos por decidir suicidar-se. “Tive um momento muito difícil porque sofro do pulmão e do coração”, escreveu para surpresa de seus seguidores. Em seus livros de auto-ajuda, a escritora pregava fórmulas para alcançar a felicidade e a esperança no país desenvolvido que conta com a mais alta taxa de suicídios de mulheres do mundo e a segunda mais alta dos homens, depois do Japão.

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      Internet Móvel 3G : A esculhambação precisa acabar. Quando será?

      Por Beto Bertagna

      A falta de legislação da banda larga móvel conhecida como 3G tem causado diversos aborrecimentos para os usuários. O uso comercial das redes via celular começou depois de 2002, época em que houve a regulamentação específica sobre a questão da telefonia celular e o uso da bandas. Por conta disso, as operadoras deitam e rolam em cima dos pobres mortais usuários e os tratam como pobres antas.   E não adianta nem reclamar para o bispo ! ( Ainda mais no nosso caso, do bravo  Dom Moacir Grechi, que já anda preocupadíssimo vendo os  candidatos ficha-suja na eleição 2010).  A maior reclamação é que o serviço é caro e de péssima qualidade, e isto vale para todas as operadoras. Você pode pendurar o modem na janela, colocar bombril, fazer malabarismo. Não adianta. O sinal não chega onde a operadora diz que chega. E se chega é tão fraco que cai a cada instante. Reclamar no 0800 ? Nem tente ! Vai tocar “musak” até você vomitar.  Os $ite$ e outros veículos que posam de “jornalísticos” se calam, em especial os especialistas em achaque ,  porque recebem verbas publicitárias para ficarem quietos. Ou quando chiam é para receber as ditas verbas “cala-boca”. Mas por conta do recorde de reclamações, surgiu a  proposta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para  que a legislação seja atualizada a partir de uma  consulta pública para revisão do Plano Geral de Metas de Qualidade do Serviço Móvel Pessoal (PGMQ-SMP).  Entre as inovações  há uma proposta de exigir que as tentativas de conexão à banda larga móvel sejam estabelecidas em 98% dos casos, no mês. Já a taxa de queda do acesso deve ser inferior a 5%. A velocidade de conexão, tanto para download quanto para upload deve ser de, no mínimo, 30% do valor máximo previsto no contrato . (Quá…Hoje, prá se ter uma idéia a maioria só garante 10 % da velocidade contratada).  A partir de um ano da entrada em vigor do novo regulamento, a velocidade mínima exigida subirá para 50% do contratado. A exigência é válida para os horários de pico. Nos demais horários, o mínimo garantido deve ser de 50%, assim que as regras entrarem em vigor, e 70%, um ano depois.O novo regulamento valerá 180 dias depois de publicado. A consulta pública ficou no site até o dia 26 de agosto . Esperamos que antes da adoção do 4G aqui na Amazônia as empresas de telecomunicação parem de  tratar os nortistas como cidadãos de segunda categoria e já estejam mais civilizadas. Quando será ?

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      27 de outubro:Dia do Patrimônio Audiovisual

      Nesse ano, a Cinemateca Brasileira e a Mostra Internacional de Cinema reúnem-se para celebrar o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual (World Day of Audiovisual Heritage), data comemorativa criada pela UNESCO em 2005, e que procura chamar a atenção da sociedade civil e dos governos para a necessidade de ações urgentes que garantam a preservação de materiais fílmicos, televisivos e radiofônicos ao redor do mundo. Para celebrar a efeméride, serão apresentados alguns marcos do cinema popular brasileiro em cópias novas ou restauradas pela Cinemateca. Além de raridades como a ficção científica Bonecas diabólicas, rodada em São Paulo em meados dos anos 1970, a programação exibe, entre outros títulos, a comédia O Corintiano, estrelada por Mazzaropi, e o policial Tocaia no asfalto, marco da filmografia baiana. O Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual integra a programação oficial da 34ª Mostra Internacional de Cinema de SP.

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      "Meu filho, meu herói. Ao Mestre Henrique."

      “Ao longo da vida ouvimos muitas histórias de grandes heróis e guerreiros que lutaram bravamente sem temer nada em busca da libertação de seu povo e deram a vida com dignidade para conquistar aquilo que acreditavam. Assim, também vejo meu filho Henrique, um grande guerreiro que nunca deixou de lutar por aquilo que queria, sem prejudicar ninguém. Com um coração puro, dedicou-se ao máximo na busca de seus sonhos, dedicou-se completamente aos estudos, tinha uma habilidade enorme e vontade indescritível.

      Porém, após uma agressão espontânea, absurda e covarde, o grande guerreiro precisou travar uma luta enorme pela sua vida. Depois de duas cirurgias na cabeça devidas ao trauma causado pela agressão, outras várias intervenções para colocação de drenos, válvulas e cateteres, mais de dez meses, somando 305 dias nessa luta intensa, o grande guerreiro, como tantos outros atingidos justamente em seu ponto fraco, não suportou a dor e agora partiu para viver em um outro plano espiritual junto de Deus.

      Mostrou sua capacidade e inteligência desde o início de seus estudos, agradeceu com muito carinho a matrícula que fizemos para ele no colégio técnico, formou-se técnico em publicidade, foi batalhar para poder pagar sua faculdade, onde formou-se designer de produtos, não faltava um dia da semana às aulas, dava valor a cada real que deixava para os cofres da faculdade. Foi considerado pelos próprios companheiros e professores um mestre, e assim era chamado, “mestre”. Realizou todos os trabalhos com a maior perfeição, ganhou vários prêmios pelos trabalhos e para o grande final idealizou o “Mimo”, desfecho garantido e digno do mestre na apresentação de seu TCC, que ficará marcado por todos que compareceram para prestigiar.

      Paralelamente, trabalhava na Agevole, agência situada na Av. Paulista, onde conquistou com alegria e disposição vários novos clientes, prêmios para a agência e a confiança de vários profissionais em um mundo muito difícil de destacar. Mas lá estava ele, brigador e confiante naquilo que acreditava e feliz.

      Com a família, além de ser um filho maravilhoso, foi um irmão mais velho que sempre orientou e ajudou, o neto carinhoso que se preocupou muito com os avós, sobrinho que se destacou junto a todos os tios, aos quais tratava com muito respeito, e o primo mais respeitado da família, aquele que dava a opinião certa em todos os momentos, na verdade um amigo eterno.

      Meu filho, mestre Henrique, deixa guardado em nossos corações um amor que perseverará eternamente, que jamais será esquecido mesmo que nós passemos mais mil encarnações. A alegria e o carinho que tivemos aos longos destes 21 anos – ele completou 22 anos dentro da UTI – e a certeza de que ainda estaremos juntos um dia, pois nos consideramos espíritos eternos, serão algo que me fortalecerá e me guiará no rumo certo, e esperarei cada minuto de minha existência para poder vê-lo novamente. Aí sim poderei dizer novamente quanto o amei e fui feliz pelos momentos que estivemos juntos.

      A certeza que tenho neste momento é que foi o maior prazer de minha vida ter sido o pai deste garoto, agradeço a ele e a Deus por ter sido escolhido para esta missão e aceitei devolvê-lo com o mesmo amor, carinho, alegria e dignidade que o recebi. Posso garantir a todos que leem este texto o quanto é difícil passar por este momento, a dor e o vazio ficam estampados dentro do coração. Porém, tenho a sensação de dever cumprido, recebi o filho de Deus, amei, ensinei, acompanhei, orientei, me dediquei e amei novamente, e quando foi solicitado, o entreguei aos braços do Senhor para que ele voltasse a lar eterno.

      Tenho a certeza que lá no céu tem uma festa enorme e todos estão alegres com a sua chegada, assim como foi no dia em que ele chegou aqui na Terra onde festejamos muito. Assim, mesmo de coração partido, deixo registrada a partida do “Mestre Henrique” para outra dimensão, onde tenho a certeza que ele estará muito bem e olhando com todo o seu amor, carinho e alegria, com seu sorriso maravilhoso, para nós que ficamos com as saudades, que serão grandes. Mas para quem ama não existe tempo e nem espaço, ele estará para sempre junto de mim e de minha família, dentro de nossos corações.

      Te amo filho.
      Elifas”

      ……………………………………………………………………….

      Elifas Pereira Filho é pai do designer Henrique de Carvalho Pereira, agredido com um taco de beisebol na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em dezembro do ano passado e que morreu nesta semana.

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      “Meu filho, meu herói. Ao Mestre Henrique.”

      “Ao longo da vida ouvimos muitas histórias de grandes heróis e guerreiros que lutaram bravamente sem temer nada em busca da libertação de seu povo e deram a vida com dignidade para conquistar aquilo que acreditavam. Assim, também vejo meu filho Henrique, um grande guerreiro que nunca deixou de lutar por aquilo que queria, sem prejudicar ninguém. Com um coração puro, dedicou-se ao máximo na busca de seus sonhos, dedicou-se completamente aos estudos, tinha uma habilidade enorme e vontade indescritível.

      Porém, após uma agressão espontânea, absurda e covarde, o grande guerreiro precisou travar uma luta enorme pela sua vida. Depois de duas cirurgias na cabeça devidas ao trauma causado pela agressão, outras várias intervenções para colocação de drenos, válvulas e cateteres, mais de dez meses, somando 305 dias nessa luta intensa, o grande guerreiro, como tantos outros atingidos justamente em seu ponto fraco, não suportou a dor e agora partiu para viver em um outro plano espiritual junto de Deus.

      Mostrou sua capacidade e inteligência desde o início de seus estudos, agradeceu com muito carinho a matrícula que fizemos para ele no colégio técnico, formou-se técnico em publicidade, foi batalhar para poder pagar sua faculdade, onde formou-se designer de produtos, não faltava um dia da semana às aulas, dava valor a cada real que deixava para os cofres da faculdade. Foi considerado pelos próprios companheiros e professores um mestre, e assim era chamado, “mestre”. Realizou todos os trabalhos com a maior perfeição, ganhou vários prêmios pelos trabalhos e para o grande final idealizou o “Mimo”, desfecho garantido e digno do mestre na apresentação de seu TCC, que ficará marcado por todos que compareceram para prestigiar.

      Paralelamente, trabalhava na Agevole, agência situada na Av. Paulista, onde conquistou com alegria e disposição vários novos clientes, prêmios para a agência e a confiança de vários profissionais em um mundo muito difícil de destacar. Mas lá estava ele, brigador e confiante naquilo que acreditava e feliz.

      Com a família, além de ser um filho maravilhoso, foi um irmão mais velho que sempre orientou e ajudou, o neto carinhoso que se preocupou muito com os avós, sobrinho que se destacou junto a todos os tios, aos quais tratava com muito respeito, e o primo mais respeitado da família, aquele que dava a opinião certa em todos os momentos, na verdade um amigo eterno.

      Meu filho, mestre Henrique, deixa guardado em nossos corações um amor que perseverará eternamente, que jamais será esquecido mesmo que nós passemos mais mil encarnações. A alegria e o carinho que tivemos aos longos destes 21 anos – ele completou 22 anos dentro da UTI – e a certeza de que ainda estaremos juntos um dia, pois nos consideramos espíritos eternos, serão algo que me fortalecerá e me guiará no rumo certo, e esperarei cada minuto de minha existência para poder vê-lo novamente. Aí sim poderei dizer novamente quanto o amei e fui feliz pelos momentos que estivemos juntos.

      A certeza que tenho neste momento é que foi o maior prazer de minha vida ter sido o pai deste garoto, agradeço a ele e a Deus por ter sido escolhido para esta missão e aceitei devolvê-lo com o mesmo amor, carinho, alegria e dignidade que o recebi. Posso garantir a todos que leem este texto o quanto é difícil passar por este momento, a dor e o vazio ficam estampados dentro do coração. Porém, tenho a sensação de dever cumprido, recebi o filho de Deus, amei, ensinei, acompanhei, orientei, me dediquei e amei novamente, e quando foi solicitado, o entreguei aos braços do Senhor para que ele voltasse a lar eterno.

      Tenho a certeza que lá no céu tem uma festa enorme e todos estão alegres com a sua chegada, assim como foi no dia em que ele chegou aqui na Terra onde festejamos muito. Assim, mesmo de coração partido, deixo registrada a partida do “Mestre Henrique” para outra dimensão, onde tenho a certeza que ele estará muito bem e olhando com todo o seu amor, carinho e alegria, com seu sorriso maravilhoso, para nós que ficamos com as saudades, que serão grandes. Mas para quem ama não existe tempo e nem espaço, ele estará para sempre junto de mim e de minha família, dentro de nossos corações.

      Te amo filho.
      Elifas”

      ……………………………………………………………………….

      Elifas Pereira Filho é pai do designer Henrique de Carvalho Pereira, agredido com um taco de beisebol na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em dezembro do ano passado e que morreu nesta semana.

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      José Serra prepara golpe para incriminar PT às vésperas da eleição

      A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25) uma articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff à violência. De acordo com ela, alguns partidários discutiram no final de semana uma tática para usar a força durante o comício que o candidato José Serra (PSDB) fará no dia 29.

      Segundo Chaui, pessoas com camisetas do PT entrariam no comício e começariam uma confusão. As cenas seriam usadas na TV e no programa de José Serra sem que a campanha petista pudesse responder a tempo hábil.

      ‘Dia 29, nós vamos acertar tudo, está tudo programado’, disse a filósofa sobre a conversa. Para exemplificar o caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o seqüestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.

      A denúncia foi feita durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à Cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP, em São Paulo. ‘Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem.’

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      Dilma lá

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      Cor: É uma coisa cultural?

      “É azul”. “Não, é roxo.” “Seja qual for, é tão azul! Não há uma mancha de roxo nele! ” Aaron e eu tivemos essa discussão um milhão de vezes nos quase seis anos em que possuímos o pequeno Suzuki Swift . Eu não conseguia encontrar as cores originais . Então, eu fiz o que todas as pessoas racionais fazem: Eu comecei uma votação  . “Purple”. “Purple”. “Ah, você quer dizer o carro roxo?” Certamente não posso  ser parcialmente daltônico, posso? Assim,  a cor é uma coisa cultural? Talvez, apenas talvez, alguns tons fiquem tão próximos  em algumas
      culturas / regiões / países, que eles são vistos como uma cor, e em outros lugares, a visão é um pouco diferente. E para você,  que cor é este carro?

      via http://aaronandsheri.wordpress.com

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      Dia Internacional da Animação

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      Morre Tuma, o xerife da ditadura, o senador de milhões de votos e segredos, o homem que abafou o Caso Olavo Pires

      Por Nelson Townes

      O senador Romeu Tuma (PTB-SP), de 79 anos, faleceu às 13h desta terça-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em decorrência de uma hemorragia. O quadro foi agravado por insuficiência renal e respiratória. Tuma é protagonista da história contemporânea de Rondônia, imortalizado como o policial que não se interessou, por motivos que ele leva para o túmulo, pela solução do assassinato do senador Olavo Pires, o Misterioso Caso Olavo Pires, virtualmente prescrito no dia 16 passado – e sequer mencionado pela mídia em seu 20º aniversário de impunidade. O senador Pires foi morto com uma rajada de metralhadora ao chegar para um encontro político com professores em Porto Velho, na noite de 16 de outubro de 1990. Tuma,então chefe da Polícia Federal,estava em Nova York,e entrevistado pouco depois do crime disse a frase que desviou de uma vez a própria Polícia Federal do rumo certo das investigações: o falecido delegado Tuma disse na época que o assassinato estava ligado ao narcotráfico internacional. A Polícia Federal abandonou o inquérito sobre o Caso Olavo Pires, devolvendo-o à mais desinteressada ainda Polícia do Estado de Rondônia, explicando para o jornalista Nelson Townes, de Porto Velho, que o caso havia se tornado “inextrincável.” Com Tuma, morrem segredos de um tenebroso capítulo da história de Rondônia cujos protagonistas Tuma conhecia e estão vivos (a maioria dos jornalistas sabe quem é, mas não tem provas ou vendeu o silêncio) devem estar exclamando, ao ler esta notícia: “Que bom que Romeu Tuma morreu!”. Veja a matéria completa no NoticiaRo .

      "Olavoeu contigo de novo...." (trecho do jingle de Olavo Pires na campanha de 90)

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      Coisas de cinema

      Por Beto Bertagna

      Uma coleção de 10 documentários divulga as festas populares brasileiras , explorando assuntos como fé e o folclore do povo brasileiro ,num projeto do Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Arte Vida.  As seis primeiras produções já foram finalizadas e tiveram sua primeira exibição pública durante a Feira das Américas – Abav 2010. Cada vídeo tem 24 minutos e documenta uma manifestação cultural brasileira: as celebrações de Corpus Christi (RJ e ES), as festas juninas (SE), a Procissão Fluvial de São Pedro (Manaus, AM), a Festa do Divino Espírito Santo (Pirenópolis, GO), a Semana Farroupilha (Porto Alegre, RS) e a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte (Cachoeiras, BA). O objetivo do projeto “Tradições Brasil” é estimular a inclusão dessas festas populares nas estratégias de comercialização dos destinos turísticos. “Nossa intenção é fazer com que os operadores percebam a riqueza dessas expressões culturais e trabalhem esses atrativos para incrementar o turismo no país. Esses produtos podem oferecer um outro olhar sobre o destino porque eles mostram a cara do Brasil”, explica Cristina Gomide, gerente de projetos da coordenação-geral de Produtos Associados ao Turismo do Ministério do  Turismo. Segundo Rani Ribeiro, que integra a equipe de produção dos documentários, o processo de preparação das gravações inclui uma pesquisa prévia detalhada sobre manifestações folclóricas, aspectos gastronômicos e culturais, crenças, música e dança das festas populares selecionadas para a coleção, além da identificação dos atrativos turísticos regionais. Depois de assistir ao documentário sobre a Semana Farroupilha, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Canela (RS), Carlos Alexandre Raymundo, afirmou que o vídeo sobre a maior celebração das tradições gaúchas pode ser uma ferramenta bastante eficiente no apoio à comercialização de destinos do estado. “É um vídeo sobre o Rio Grande do Sul e eu, que sou gaúcho, fiquei impressionado com a qualidade da informação. Assistindo às imagens vejo que podemos, por exemplo, trabalhar mais a cultura gaúcha no nosso calendário municipal de eventos que já está consolidado. Essa associação pode enriquecer a divulgação do nosso município”, acredita. As gravações continuam na próxima semana em Juazeiro do Norte (CE), durante a Romaria do Padre Cícero. Até março, a coleção estará completa, com 10 festas populares documentadas. A Associação Arte e Vida pretende fazer também um site para disponibilizar os vídeos. Interessados em ter acesso ao material podem entrar em contato com a produção dos documentários pelo telefone 61 8160-6611 .

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      Fundação Itaú Social doa livros. Campanha legal, peça seu Kit!

      Bem legal esta campanha ! O  Banco Itaú está doando 8 milhões de livros infantis através do Programa Itaú Criança, da Fundação Itaú Social. A ação visa incentivar a leitura de crianças de até 6 anos de idade, através da contação de histórias por meio de livros infantis ilustrados. Entre lá , preencha o cadastro e receba a doação.
      http://www.lerfazcrescer.com.br

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      E passa a régua…

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      Sony aposenta Walkman

      Se você era um garoto nos anos 80, então você saberá do que estou falando. O que veio antes de CDs, iPods e MP3 ? Qual foi o primeiro cassete que você comprou com seu próprio dinheiro? Após 30 anos, o Walkman da Sony é agora considerado obsoleto e será aposentado. O último lote foi entregue aos varejistas japoneses e leitores de cassetes novos não serão fabricados. O primeiro Walkman foi lançado em 1º de julho de 1979 no Japão. Lembro-me de todos os lugares com o meu walkman e minhas fitas. O primeiro cassete que  comprei com meu próprio dinheiro foi o The Dark side of the Moon.  Qual foi a primeira  mídia que você comprou com seu próprio dinheiro? Foi um cassete com Bob Dylan ou já foi um CD com a Banda Calypso ?

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      Paulo Preto : Homem-bomba do PSDB é desmontado

      No último debate da TV Bandeirantes, cobrada pelo tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?

      por Cynara Menezes, para a Carta Capital

      Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ.

      No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

      Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11.

      No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.”

      A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.”

      O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra.

      Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão.

      Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista.

      De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia – assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais.

      Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Goldman, que assumiu na qualidade de vice.

      Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu.

      Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”.

      Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.”

      À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação.

      O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”.

      Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial.

      Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais.

      “Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor.

      Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.”

      Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto.

      Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando.

      Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB.

      No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band.

      Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família).

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      Dilma evolui e Serra enrola, enrola e não convence

      A pedido do Radar Político,da Agência Estado e Jornal O Estado de S. Paulo,  os cientistas políticos Carlos Melo e José Paulo Martins comentaram, em tempo real, o penúltimo debate das eleições presidenciais, na TV Record que passou atrasado nos estados do Norte por conta do fuso horário :  Um dos comentaristas contratados pela Agência Estado para analisar o debate , em certo momento, declarou :  “eu diria que a novidade é a segurança da Dilma”, diz Martins. “O problema é que o Serra tem um perfil… Ele é a figura racional por excelência. Quando ele faz esse discurso muito emocional você não reconhece ele”, acrescenta Melo. ”A Dilma tem milhões de defeitos, mas é impressionante como ela aprende rápido”, diz. Martins lembra que Dilma também tem sua história. “Ela também está na luta política há muito tempo”, acrescenta. Um expectador, João Só disse : Essa mulher passou o diabo com o câncer que teve há pouco tempo. Qualquer um que já tenha visto um tratamento destes sabe o quanto é pesado. Ela deveria estar destruída. E ainda assim está avacalhando com o Zé. O cara já entregou o jogo.Ele não conseguiu chegar perto de vencer um poste sem qualquer traquejo para falar e que nem mesmo consegue coordenar as idéias muito bem. Ele já era.”

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      Perdemos o poeta Bolívar Marcelino

      Faleceu na noite desta segunda (25) o poeta Bolívar Marcelino, que gostava de exaltar a cidade que adotou para viver. Marcelino era potiguar e veio criança para Porto Velho. Aqui se formou em Direito, Letras e Estudos Sociais. Bolívar Marcelino gentilmente cedeu sua poesia “Porto Velho Antiga” , com a qual inicio um vídeodocumentário produzido nos anos 90 chamado “Porto Velho, Cidade do Sol” .

      Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã… do ponto inicial da Madeira-Mamoré.

      – Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações…

      Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do “buraco” do Aníbal e do Chico do “buraco”; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.

      Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes… do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.

      Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.

      Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Buttioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,

      Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,

      Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixeirinha, Freitinhas…

      Porto Velho do “gabarito” da Fifi Lorotoff, do Nuno IV, do João do Vale,

      Porto Velho do “footing” da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.

      Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração…


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      Serra é o cara… cara de pau !

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      Presidente Lula assina decreto que garante direitos às comunidades atingidas por barragens

      O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira (26), às 15h, no Palácio do Planalto, em Brasília, decreto que institui o cadastro socioeconômico para identificação, qualificação e registro público da população atingida por barragens. O decreto determina ainda a criação do Comitê Interministerial de Cadastramento Socioeconômico, integrado pela Secretaria-Geral da Presidência da República e pelos ministérios de Minas e Energia, do Meio Ambiente e da Pesca e Aquicultura. O decreto, que se aplica aos empreendimentos a serem licenciados a partir de janeiro de 2011, atende à reivindicação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), conforme pauta encaminhada ao presidente Lula em julho de 2009. A Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério de Minas e Energia foram responsáveis por coordenar o diálogo entre o governo e o Movimento. O objetivo do cadastro socioeconômico é viabilizar a compensação dos eventuais impactos causados pelos empreendimentos às populações atingidas. A partir de agora, caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluir cláusula específica sobre responsabilidades do concessionário frente ao cadastro socioeconômico nos contratos de concessão e nos editais de leilão das usinas hidrelétricas.

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      A hora da verdade (via O que será que me dá?)

      A hora da verdade Por que Serra tem 40% dos votos se Lula tem 82% de aprovação? Não é só porque alguns ainda não confiam em Dilma, apesar de admirarem Lula. Não é só porque a baixaria de Serra contra Dilma é mais evidente e faz mais estragos. Não é só porque a Globo e a imprensa espalham a sujeira contra Dilma e santificam o candidato deles. Não é só isso. É também porque a maioria dos nossos eleitores não se mexe. … Continue Lendo

      via O que será que me dá?

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      Cu doce, em tempos eleitorais…

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      A trilha da vitória dos homens bons

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      via Professor Hariovaldo deAlmeida Prado

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      As meninas e os canalhas

      Por Jorge Furtado

      No ano passado, em Recife, uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos após abusos do padrasto, realizou o aborto legal. Na época, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou a excomunhão da garota, da mãe e dos médicos que atenderam a menina. O estuprador não foi excomungado.

      José Serra, Indio da Costa e seus companheiros da imprensa demotucana tentam retomar o poder no Brasil, país que governaram por oito anos, antes de Lula. É difícil para a direita usar argumentos racionais, já que seu governo, que alterou a constituição em causa própria, manteve praticamente imóvel a desigualdade social, quebrou o país três vezes, provocou altas taxas de desemprego com índices de crescimento muito baixos e promoveu grossa – e nunca investigada – corrupção nos porões da privataria, terminou seu mandato com baixíssimo índice de aprovação popular.

      A situação do Brasil hoje, depois de oito anos do governo petista, é outra: o país cresceu, distribuiu renda, gerou 15 milhões de empregos e incluiu no mercado consumidor mais de 30 milhões de brasileiros saídos da pobreza. As perspectivas são boas, com o petróleo do pré-sal trazendo ao país investimentos que geram empregos e com o governo aprovado por 80% dos brasileiros.

      Portanto, sem poder falar de política ou do mundo racional, José Serra, Indio da Costa, alguns nazipastores, a direita e sua imprensa, apelam para o misticismo mais tacanho, tentando ganhar votos com argumentos religiosos.

      No primeiros seis meses deste ano, 54.339 mulheres brasileiras foram hospitalizadas em decorrência de tentativas de interrupção de gravidez, abortos provocados. Os métodos mais utilizados são os medicamentos abortivos (falsificados, fabricados sem qualquer controle, vendidos em camelôs), além de chás caseiros e práticas estranhas, como “beber três goles de água e ficar pulando”, até procedimentos altamente perigosos, como a introdução de agulhas e talos, ou a utilização de permanganato de potássio e de substâncias cáusticas. Todos os anos, 250 mulheres brasileiras morrem em decorrência de abortos provocados.

      José Serra, Indio da Costa, os nazipastores e a imprensa demotucana acham que este assunto é bom para ganhar votos. A campanha petista prefere não manter este assunto na pauta, melhor falar de outra coisa.

      Em nome das 100 mil brasileiras que, todos os anos, são submetidas a uma legislação absurda que quer mandar para a cadeia meninas em pânico com uma gravidez indesejada e que, por isso, agridem o próprio corpo com agulhas de tricô ou soda cáustica, declaro aqui que sou inteiramente a favor da descriminalização do aborto no Brasil.

      Não sou – nem nunca fui – filiado a partido algum, não faço parte de qualquer campanha que não pode, portanto, ser responsabilizada por minha opinião.

      Quanto aos canalhas oportunistas que, em sua cobiça de poder, se utilizam da saúde alheia e da religiosidade que até ontem desprezavam, espero que, se houver um inferno, sejam todos mandados para lá.

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      O caluniador, figura da barbárie

      Por Juarez Guimarães

      De todas as eleições presidenciais realizadas após a redemocratização, esta é certamente aquela que a calúnia cumpre um papel mais central na definição do voto. Ela foi utilizada em um momento decisivo por Collor contra Lula, compareceu sempre todas as vezes nas quais Lula foi candidato mas agora ela mudou de intensidade e abrangência, tornou-se multiforme e onipresente.
      A calúnia foi ao centro da nossa vida democrática. A senhora ao lado no ônibus me diz que recebeu a informação que Dilma desafiou Jesus Cristo em um comício realizado na Praça da Estação, em Belo Horizonte. O motorista de táxi conta que um médico lhe assegurou que um outro médico, seu amigo, diagnosticou gonorréia em Dilma.
      Um e-mail recebido traz documento do TSE impugnando a candidatura de Dilma por ter “ficha suja”. Um aluno me diz ter recebido carta em casa da Regional 1 da CNBB, contendo mensagem para não votar em Dilma por ser contra a vida. Um comerciante na papelaria me diz que “não vota em bandida”. Após divulgar o resultado da primeira pesquisa Sensus/CNT para o segundo turno, o sociólogo Ricardo Guedes, afirmou que “nessa eleição, principalmente no final do primeiro turno, temos um fenômeno sociológico de natureza cultural de desconstrução de imagem. O processo de difamação, até certo ponto, pegou.” Quem conhece alguém que não recebeu uma calúnia contra Dilma ?Houve uma mudança nos meios: a internet permite o anonimato e a profusão da calúnia. A Igreja brasileira, sob a pressão de mais de duas décadas de Ratzinger, tornou-se mais conservadora na sua cúpula e mobiliza hoje uma mensagem de ultra-direita, como não se via desde 1964. A mídia empresarial brasileira, já se sabia, vinha trilhando o seu caminho de partidarização e difamação pública, no qual até o direito de resposta tornou-se um crime contra a liberdade de expressão. Mas tudo isso não havia encontrado ainda o seu ponto de fusão: agora, sim.
      O que está ocorrendo aos nossos olhos não pode ser banalizado. O caluniador é uma figura da barbárie, o sinistro que mobiliza o submundo dos preconceitos, dos ódios e dos fanatismos. A calúnia traz a violência para o centro da cena pública, pronunciando a morte pública de uma pessoa, sem direito à defesa. Perante a calúnia não há diálogo, direitos ou tribunais isentos. Na dúvida, contra o “réu”: a suspeição atirada sobre ele, visa torná-lo impotente pois já, de partida, a humanidade lhe foi negada.
      Mas quem é o caluniador, essa figura de mil caras e rosto nenhum? É preciso dizer alto e bom som, em público, o seu nome, antes que seja tarde: o nome do caluniador é hoje a candidatura José Serra! Friso a candidatura porque não quero exatamente negar a humanidade de quem calunia. É o que fez, com a coragem que lhe é própria, a companheira Dilma Roussef no primeiro debate do segundo turno, apontando o nome de uma caluniadora – a mulher de Serra – e chamando o próprio de o “homem das mil caras”.
      Dia a dia, de forma crescente e orquestrada, a calúnia foi indo ao centro de sua campanha, de sua mensagem, de sua fala, de sua identidade proclamada, de seus aliados midiáticos, de parceiros fanáticos (TFP) ou escabrosos (nazistas de Brasília), de sua estratégia eleitoral e de seu cálculo. “Homem do bem” contra a “candidata do mal”? Homem de uma “palavra só” contra a “mulher de duas caras”? Político “ficha limpa” contra a “candidata ficha suja”? Protetor dos fetos e dos ofendidos (como mostra a imagem na TV) contra aquela que “assassina criancinhas”, como disse publicamente sua mulher? Homem público contra a “mulher das sombras”?
      O que está se passando mesmo aqui e agora na jovem democracia brasileira? Que arco é este que vai da TFP a Caetano Veloso, quem , quase em uníssomo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chamou o presidente Lula de analfabeto e ignorante já no início deste ano? Afinal, que cruzada é esta e qual a sua força ?
      O que está ocorrendo aqui e agora é uma aliança dirigida por um liberal conservador com o fanático religioso e com o proto-fascista. Cada uma dessas figuras – que sustentam o lugar comum da calúnia – precisa ser entendida em sua própria identidade e voz. A democracia brasileira ainda é o lugar da razão, do sentimento e da dignidade do público: por isso, defender a candidatura Dilma Roussef é hoje assumir a causa que não pode ser perdida.
      Liberalismo conservador: o criador e sua criatura – Nunca como agora em que esconde ou quase não mostra a imagem de Fernando Henrique Cardoso, Serra foi tão criatura de seu mestre intelectual. É dele que vem o discurso e a narrativa que, ao mesmo tempo, dá a senha e liga toda a cruzada da direita brasileira.
      A noção de que o PT e seu governo ameaçam a liberdade dos brasileiros pois instrumentalizam o Estado, fazem reviver a “República sindical”, formam gangues de corrupção e ameaçam a liberdade de expressão não deixa de ser uma evocação da vertente lacerdista da velha UDN. Mas certamente não é uma doutrina local.
      A cartilha do liberal-conservador Fernando Henrique Cardoso é um autor chamado Isaiah Berlin, autor de um famoso ensaio “Dois conceitos de liberdade” e do livro “A traição da liberdade. Seis inimigos da liberdade humana”. Neste ensaio e neste livro, define-se a liberdade como “liberdade negativa”, isto é aquele espaço que não é regulado pelas leis ou pelo Estado contraposto à noção de “liberdade positiva”. Quanto menos Estado, mais liberdade; quanto mais Estado, menos liberdade. Ao confundir liberdade com autonomia, ao vincular liberdade aos ideais de justiça ou de interesse comum, republicanos, sociais-democratas, liberais cívicos e, é claro, socialistas, trairiam a própria idéia de liberdade.
      É por este conceito e seus desdobramentos que Fernando Henrique mobiliza o clamor midiático contra o PT e o governo Lula. É este conceito que estrutura também o discurso de Serra, que acusa o governo Lula de ser proto-totalitário. É evidente que o conceito não é passado de forma iluminista: a mídia brasileira tornou-se uma verdadeira artista na criação das mediações de opinião, imagem e notícia que se centralizam, em última instância, neste conceito. Daí ele dialoga com o senso comum.
      Seja dito em favor de Fernando Henrique Cardoso: é o lado mais sombrio de seu liberalismo que vem à tona agora, na cena agônica, quando o candidato que representa a sua herança ameaça perder pela última vez. Pois este liberalismo sempre foi de viés cosmopolita, atento em seu diálogo com os democratas norte-americanos e aos “filósofos da Terceira Via”, a certos direitos inscritos na pauta, como aqueles da liberdade sexual, do direito ao aborto legal, dos gays, dos negros, da vida cultural. Mas agora para fazer a ponte com o fanatismo religioso, ele resolveu descer aos infernos: nada sobrou de progressista na candidatura Serra, das ameaças à Bolívia à moral sexual de Ratzinger?
      O liberal conservador não é o fanático religioso nem o proto-fascista, aquele que julga que a melhor maneira de dissuadir o adversário é simplesmente eliminá-lo. Mas dialoga com eles na causa comum de derrotar os “proto-totalitários” de esquerda”. Como disse bem, Jean Fabien Spitz, autor de ” O conceito de liberdade”, os ensaios de Berlin trazem o sentido e a tonalidade da época da “guerra fria”.
      O fanático religioso: os frutos de Ratzinger – Se a social-democracia, o republicanismo e o socialismo são os inimigos de Berlin, a Modernidade em um sentido amplo é o inimigo central do ex-cardeal Ratzinger. O programa político- teológico que veio construindo a ferro e fogo nestas últimas três décadas é centrado na idéia que é preciso restaurar a dogmática da fé contra os efeitos dissolutivos da moral emancipadora, da racionalização científica e da secularização. Este discurso político, que se fecha no fundamentalismo religioso, como bem denunciou Leonardo Boff, é, na verdade, um discurso de poder, de recentramento do poder do Vaticano.
      Neste programa, não é apenas a esquerda enquanto topografia política que é o inimigo mas principalmente o processo de emancipação das mulheres. Entre a “Eva pecadora” e a “Maria mãe de Deus” não há outra identidade possível às mulheres.
      A dimensão fundamentalista desde discurso não reconhece o direito do pluralismo na política, nem mesmo na linha do “consenso sobreposto” proposto por John Rawls ( a possibilidade de convergências sobre direitos, partido de um pluralismo de fundamentos). Ou se concorda ou se é proscrito, ex-comungado ou desqualificado.
      É essa idéia força, que veio ganhando terreno na hierarquia do clero brasileiro a partir das perseguições à Teologia da Libertação, que agora irrompe na política brasileira, difamando Dilma Roussef. A calúnia é conveniente ao fundamentalista religioso: nesta visão de mundo, não há luz e sombra, não há e não pode haver semi-tons: quando Serra proclamou que o “direito ao aborto no Brasil seria uma carnificina”, ele estava dando a senha para a campanha difamatória da direita católica e evangélica.
      O proto-fascista e seus privilégios – Todo processo político e social de democratização e de inclusão tão amplo como o que está se vivendo no Brasil provoca reações de resistência e regressão política à sua volta. Mas este também não é um fenômeno apenas brasileiro: observa-se à volta de nós fenômenos e operações muito típicas daquelas que estão sendo promovidas pela direita republicana norte-americana contra Obama ou que percorrem quase todo o continente europeu em torno ao tema dos imigrantes.
      O proto-fascista brasileira não veste camisa preta nem usa suástica no braço ( embora, é claro, ninguém duvide, redes simbolicamente ostensivas estão em ação), nem precisa ser sociologicamente configurado como “lumpen proletariado” ou “pequeno burguesia vacilante”, para lembrar as figuras de uma linguagem simplificadora. O proto-fascista brasileiro é aquele que não quer receber em sua casa comum – a democracia brasileira – estes que não que reconhecem mais o seu antigo lugar, os pobres e os negros.
      Há uma violência inaudita no ato do jornal liberal “O Estado de São Paulo” em punir com a demissão Maria Rita Kehl, por escrever um artigo em prol da dignidade dos pobres. Esta violência, que está muito distante do proclamado pluralismo mesmo restrito de alguns liberais, cheira a proto-fascismo, este ato que pretende abolir as razões públicas dos pobres simplesmente negando dignidade a eles.
      A força da liberdade que hoje mora no coração dos brasileiros, os braços abertos do Cristo Redentor e o que há de imaginação e magnífica pulsão de vida na cultura popular dos brasileiros são os verdadeiros antídotos contra as figuras do ódio do caluniador.Por detrás da sua máscara, o povo brasileiro há de reconhecer os centenários adversários de seus direitos.
      Diante do caluniador, somos todos hoje Dilma Roussef!

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