Arquivo do mês: outubro 2010

O dia em que uma mulher se tornou Presidente do Brasil

Por Beto Bertagna

Pode parecer redundância, mas foi a eleição em que ganhadores venceram, alguns perdedores venceram, alguns ganhadores perderam e outros perdedores perderam mais ainda. Jereissatis, Virgilios, Yedas.  O PT em São Paulo perdeu. Marina Silva até parecia que tinha perdido o primeiro turno mas vencido, jogou fora suas origens e tucanou, ficando imperdoavelmente em cima de um muro patético. Perdeu. Até no Acre, Marina perdeu.  Gabeira pode se enterrar num poço de areia no Ponto 6. Perdeu. Aécio Neves, o cacique mineiro perdeu de lavada em MG( talvez intencionalmente como faz supor o líder de campanha tucana, Xico Graziano no Twitter). Fez o sucessor e pode ter vencido. Numa eleição marcada pela baixaria e bastidores atolados na sujeira, o que se viu foi uma sequência de debates monótonos e iguais, repetitivos e enfadonhos. Perdeu a televisão, em especial a Globo, que viu dançar solenemente sua outrora influência decisiva em colocar e retirar chefes do Planalto. Perdeu a imprensa tucana ( em especial a que o jornalista Paulo Henrique Amorim chama de Partido da Imprensa Golpista ). Gente jogou um passado de certa credibilidade pela janela, como se estivesse no último andar do World Trade Center. Perdeu a população que foi envolvida na guerra da desinformação, mas ganhou a mesma população quando mostrou que as revistas tendenciosas, os jornais das tradicionais famílias cafeeiras ,o brasil colônia e a grobo, tem cada vez menos importância .  A nível local(Rondônia)  Cassol ganhou mas foi o maior perdedor do pleito. Não fez seu sucessor e ficou em segundo, numa rixa pessoal contra o clã Raupp.  Raupp ganhou e foi o grande vencedor. Fátima Cleide perdeu mas ganhou, com uma votação expressiva ,enfrentando uma campanha caluniosa no interior do Estado. Neste caso, foi Rondônia que perdeu e em dobro.Trocou uma senadora batalhadora pela educação e a cultura em Brasilia por um senador …bem. Agnaldo Muniz perdeu duas vezes. A intolerância tem cada vez menos espaço. As urnas falaram diversas linguagens. Grandes caciques da política soçobraram. A eleição marcada pelo Tiririca, pelas calúnias,pela bolinha de papel atirada , pela desídia, pela indecisão da ficha limpa (esta parte da campanha ainda não acabou !), as Mulheres Melancia e a Mulher Pera, esta parte da eleição acabou.  Serra que recolha o rabinho entre as pernas. Ele tem muito a explicar ainda sobre Paulo Preto, licitações do metrô, Xô satanás!

E boa sorte, Brasil ! Viva Dilma ! Sorte e saúde prá todos nós.



Deixe um comentário

Arquivado em Efêmeras Divagações

Faltou educação no uso da internet em campanha, diz professora da UnB

Embora não seja novidade o uso da internet nas campanhas políticas, o fato é que as informações lançadas na rede mundial de computadores tiveram papel importante no processo eleitoral deste ano no Brasil. Para a cientista política Lúcia Avelar, professora da Universidade de Brasília (UnB), o uso da rede de forma acusatória e, muitas vezes leviana, deixou explícita a “falta de educação” ao lidar com uma ferramenta de comunicação tão importante. “Esse processo eleitoral demonstrou que ainda estamos meio deseducados para a utilização da internet em uma campanha política”, disse a professora, que defende esse meio de comunicação como poderosa ferramenta de mobilização. “A internet ficou aquém do que a gente esperava dela neste processo eleitoral. O que se viu foi muita baixaria e isso é lamentável”, disse a professora ao comentar os vídeos e os e-mails apócrifos distribuídos com acusações sobre os candidatos. Para a professora, faltou discussão sobre as propostas de cada candidato. Ela lamentou a falta de discussão sobre os dois modelos de administração em disputa: os modelos da petista Dilma Rousseff e do tucano José Serra. “É lamentável que a diferença entre os dois projetos não tenha ficado muito clara. Porque são dois projetos diferentes que estão competindo no Brasil há bastante tempo. Parece que tudo ficou meio clandestino”, disse.

NR : Ainda vai ser melhor estudada a importância dos blogs livres nestas eleições, marcadas pela baixaria e tentativa de conduzir a discussão política para o campo da religião,  desinformando a população .  Foi com o esclarecimento das centenas de e-mails falsos que circularam para difamar Dilma Roussef que a coisa se equilibrou e se pode mostrar as diversas faces nefastas do seu oponente, José Serra. Como diz o ditado : chumbo trocado não dói.E o recado mais eficiente foi dado no lugar correto : nas urnas. Como dizia o falso caipira na propaganda eleitoral gratuita da TV em Rondônia : É peia…. e passa a régua.

Deixe um comentário

Arquivado em Eleições 2010

O CMAPP – Centro Munchausen de Análises e Pesquisas Políticas – informa:

Comentário por Roberto — 31 outubro 2010 @ 08:42 | Responder
O CMAPP – Centro Munchausen de Análises e Pesquisas Políticas – informa:
TUCANOS APOIAM SERRA!

  1. Escolhida pelo nosso tradicional sorteio a cidade baiana de “Tucano”, povoada por 50.000 entusiasmados tucanenses serristas.O nome da cidade tem origem bastante discutível; para uns originou-se de uma aldeia de índios “tucanos”, porém contestada, uma vez que os índios tucanos, ocupavam o noroeste da Amazônia; para outros, o nome é oriundo das aves da família dos Ranfastídeos caracterizados pelo bico curvilíneo e acentuado e que abundavam nas suas matas (hoje extintas).Entre as principais atrações turísticas da cidade estão o “Forró do Jegue” e a já famosa “corrida de jegues”, eventos prestigiados anualmente pela população local e por milhares de turistas nacionais e estrangeiros que aproveitam para degustar o tradicional prato da culinária local, o “bode assado”. Apoiadores de primeira hora da candidatura serrista os tucanenses baianos estão realizando um trabalho extraordinário em prol da nossa candidatura em toda a região, conquistando para a nossa causa as cidades baianas de: Baianópolis, Bom Jesus do Serra, Bonito, Brejões, Brejolândia, Cabaceiras do Paraguaçu, Caetanos, Caldeirão Grande, Capim Grosso, Conceição do Coité, Encruzilhada, Mascote, Mulungu do Morro, Pé de Serra, Quijingue, Ribeira do Pombal, Rodelas, Serrinha, Serrolândia e Tabocas do Brejo Velho. Ainda no estado da Bahia foi constatada a penetração profunda da candidatura Serra em “Antas”, belíssima cidade habitada por 11.500 antenses serristas. Fontes serristas qualificadas asseguram ainda grande apoio a Serra nas localidades de “Tucano” nos estados do Amazonas e Roraima e “Serra do Tucano”, em Santa Catarina.

Quem vota em Serra não erra! Serra 13 !
Comentário por Orides — 31 outubro 2010 @ 07:22 | Responder
Aleluia..Guardaremos nosso lider Serra em sarcófago para que, em um milhão de anos, ele ilumine novamente este mundo.
Sim, a exemplo de antigas civilizações, enfaixá-lo-emos , encheremos suas tripas com essências oleaginosas odoríferas, assim no futuro o grande Serra poderá ser visitado pela população…só esperemos que não seja o Paulo Vieira de Souza a construir a pirâmide, porque se for como o metrô…

  1. Nobiliárquico professor, preclaros confrades,

    Hoje o dia amanheceu mais radiante, o ceú mais claro, o ar mais limpo, as borboletas mais esvoaçantes, os pássaros mais alvissareiros pois todos sabiam que hoje será o dia da redenção da pátria e o dia no qual os homens bons (e as mulheres boas também) remirão nosso Brazil varonil da praga chavocomunista que floreceu nos últimos oito anos.

    Cônscio de minha importância e de minhas responsabilidades fui logo cedo à seção eleitoral. O préstito teve formação clássica de uma família de valores cristãos: todos em fila indiana, eu à frente, logo atrás minha consorte, depois meus filhos varões e depois as representantes do sexo frágil. Um pouco separados, vinham os lacaios, serviçais e demais representantes da ralé que têm o privilégio de viver sob meu domínio.

    Adentrei a cabina e votei, certo, seguro e confiante no remidor da nação, no grande almirante do Tietê, Dom José Chirico Serra. O que me causou estranheza foi o fato de ter aparecido a foto da búlgara aborteira satanista, mas confirmei o número, 13, e não titubeei. Deve ter sido algum erro da urna, mas votei no Serra, com certeza.

    Ao me despedir, convido a todos para uma pequena e humilde comemoração da retumbante vitória de Dom Chirico, a ser realizada em minha pequena escuna. Já estão confirmadas as presenças de ilustres figuras com grande aceitação nacional: Tasso Jatinho Jeressati, Arthur Tyson Virgílio, Heráclito Dantas Fortes, Mão Boba Santa, Roberto Panetone Arruda, Roberto Capitalista Freire. O auge será a inabalável presença de Dom José Serra, o Puro.
    Após o rega-bofe, todos irão a conhecer a Caverna do Ostracismo, habitáculo que os acolherá por inúmeras décadas. Serão ciceroneados por Dom Fernando Henrique, o casto, morador já de priscas eras daquele aprazível lugar.

    Comentário por Dom Fernandus Procriatio et Fujones — 31 outubro 2010 @ 16:15 | Responder


Alegria! Boca de urna do DATAPRADO indica vitória varonil dos homens bons por 97 x 3!

Vamos comemorar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Comentário por emerson — 31 outubro 2010 @ 16:18 | Responder

Analistas suspeitam que os 3% da búlgara devem-se à fraude em lugares remotos do país.

    Fomos, estamos sendo roubados neste momento mais uma vez pela camarilha bolchevique! Olhe o que diz o blog do bom homem, exterminador de comunas, Coturno Soturno:
    “Dona do Datafolha publica boca de urna do Ibope: Dilma 57% x 43% Serra.
    A Folha de São Paulo acaba de antecipar, ilegalmente, a boca de urna das eleições. É a máfia dos institutos em ação. Uma mão lava a outra e as duas lavam o rabo sujo de todos. Vamos ver o quanto vão errar. No entanto, a divulgação desbragada e desregulada, sem nenhum compromisso com a verdade e a exatidão, influenciaram, sim, os resultados, sejam quais forem Proibir? Não. Apenas impedir que empresas sejam ao mesmo tempo donas de institutos de pesquisa e de jornais, por exemplo, como é o caso do Datafolha. Ou que também sejam contratados por partidos e campanhas, assim como foram o Ibope e o Xov Ilupop pela campanha da Dilma, a peso de ouro. Chegou-se ao cúmulo do Ibope fazer uma pesquisa ontem para o PT, vazar para a imprensa, divulgando a mesma pesquisa para a Rede Globo no dia de hoje, como se fosse outra. ”Como disse o bom homem do Coturno Soturno, que se pudesse faria brandamente um genocídio ecológico com a comunalha asquerosa, “Uma mão lava a outra e as duas lavam o rabo sujo de todos”, o rabo, entenderam?

    Pegaram o ouro de Moscou, digo Pequim, para lavar o rabo!!!!!

    Dilmolullistas traidores de uma figa, nós ainda nos vingaremos!

    Eu mesmo Joaquim Silvério dos Reis darei cabo de muitos desses traíras vermelhos, como fiz com aquele sujo alfereszinho barbado que ousou intentar conspirar contra a corôa lusa!

    Que mania essa gentalha tem de liberdade, de independência, de progresso, eu hem, temos que cortar esse mal pela raiz, antes que aventureiros lancem mão.

    Viva Dom José Serra, Viva FHC, Viva Bornhausen, Viva Indio, Viva Adolfo!!!

    Comentário por Joaquim Silvério dos Reis — 31 outubro 2010 @ 16:33 | Responder

      Via Professor Hariovaldo de Almeida Prado , o blog do milhão !

      Deixe um comentário

      Arquivado em Efêmeras Divagações

      A Comandante e o Navio

      Ilustração de Rodrigo Melo/oilustrador.com

      Por Aparicio Secundus Pereira Lima

      No meu porto havia um navio sempre à espera, parado, intacto, quase morto. O navio estava pronto para a partida mas a tripulante não sabia se queria viajar ou não. Às vezes, entrava no navio, quando bem queria, içava a vela e falava para si mesma. “- Vou viajar!” Ligava tudo, de bombordo a estibordo com ar de satisfação nos olhos. Quando se aproximava do alto – mar, recuava satisfeita com o pouco que velejara e voltava para a terra deixando o navio ao sabor das ondas inconstantes do porto vazio. Precisava cuidar da tripulação que havia ficado em terra sem querer saber se quem mais necessitava dela era o navio ou a tripulação que tripudiava em cima de suas emoções. O navio batia, desesperado, de encontro ao cais, levado ao sabor inconstante do vento e da solidão. Num desses momentos, o navio soltou as amarras que o prendiam ao nada. E liberto disse “não”. Não ao cais vazio, não à espera longa e cansativa. O navio queria viajar de encontro ao mar. O navio queria amar no mar de si mesmo. Que fosse só à Antártida, mas queria viajar. Não mais satisfazer aos caprichos de  comandante indecisa, autoritária e que não sabia o que queria. Ela amava o navio 15 minutos por dia. Sentia saudades dele no entanto não se interessava se o navio queria viajar. Seu prazer era sentir que o navio estava perto, atracado a ela, e que nele poderia embarcar quando bem o quisesse.
      Um dia deixou a tripulação viajar (de avião) e falou consigo mesma: – Vou velejar! Trouxe todos os apetrechos necessários à viagem repentina. Sumiu da terra disposta a ir ao mar, se entregar, sonhar, gozar. Não esqueceu nada: Levou luneta porque no navio não tinha, levou combustível  à base de álcool porque o navio não tinha. Entrou no navio com uma predisposição incomum mesmo estando em dias de enjôo comuns a comandantes terrestres. O navio não se fez de rogado. Deixou a capitã invadi-lo e invadiu-a também num prazer sem fronteiras, prá lá do oceano Pacífico.
      Ela amou o navio embora sentisse vergonha de dizer que ele era dela. Não o levava à praia onde habitava, exceto à noite, de madrugada, quando todos dormiam e só ela sonhava. O navio queria o mar (amar) também. Ela pouco se importou com o navio encalhado e brincou de velejar com ele em plena terra esquecendo-se que o navio é também oceano, mas não mais pacífico.
      O navio encontra-se no estaleiro reparando os fios partidos da ignição do motor, seu coração. Soldando o casco que ameaçava seu equilíbrio. Recuperando a rigidez e suavidade do mastro, antes abandonado, esquecido, largado.
      O navio vai velejar sozinho por outros mares. Soltou as amarras, libertou-se. Ouviu a música das gaivotas e adentrou por mares nunca dantes navegados.
      O nome do navio (ela o batizou) era Cafôfo.

      ——————————————————————————————————————————————-

      Leia também, do autor :

      A ilustração é de Rodrigo Melo, ilustrador e designer gráfico sul matogrossense, de coração mineiro, formado em Brasília e agora residente no Rio de Janeiro. www.oilustrador.com

      Deixe um comentário

      Arquivado em Crônicas certeiras

      Baco e seu séquito

       Em dia de lei seca…

      Deixe um comentário

      Arquivado em Delírio Cotidiano

      Deu no JN : Em RO, Confúcio tem 58% dos votos válidos e Cahulla, 42%

      A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Confúcio pode ter entre 55% e 61%, e Cahulla, entre 39% e 45%.O Ibope entrevistou 812 eleitores em 45 municípios de Rondônia entre sexta-feira (29) e este sábado (30). O levantamento foi encomendado pela Rádio TV do Amazonas e foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) com o número 31759/20120 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 37770/2010.

      Deixe um comentário

      Arquivado em Eleições 2010

      Buquimeque

      Prognóstico para amanhã,31  : Dilma 57 % Serra 43 %. Façam suas apostas, senhores.

      Deixe um comentário

      Arquivado em Efêmeras Divagações