Arquivo do dia: 25/09/2010

chola (via Mi blog)

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I-Pad com porta-copos no próximo vôo

– É algo como montar num cavalo ! Isto é o que garantem os fabricantes dos novos assentos propostos para aeronaves de curto percurso, diz o NYT de hoje. Antes mesmo da feira em que foi mostrada a novidade, a Ryanair, empresa européia de baixo custo havia dito que esperava ganhar a aprovação das entidades reguladoras para colocar nas linhas os assentos chamdos de “stand-up” , com os preços mais baratos, em partes traseiras de seus aviões. Um blog americano disse que o IPAD vai ser o único dispositivo que você poderá usar … e funcionará  como uma espécie de bandeija do serviço. O editor diz – ” Estou trabalhando num  para produzir o “ICup” – um clip sobre suporte de copo para iPads que vai ser certamente um grande sucesso uma vez que estes lugares horríveis estarão em breve sendo oferecidos nos vôos. Aproveite os descontos e pague uma academia para perder alguns quilos.Algo me diz que as passagens aéreas em breve serão calculadas pelo peso do passageiro…

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Dance bem, dance mal, dance sem parar

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O fato relevante

Por Dom Demétrio Valentini, 3º Bispo Diocesano de Jales-SP

Nestas eleições um fato novo está acontecendo. Fato verdadeiramente relevante. Mas que não precisa ser publicado na grande imprensa. Aliás, o fato relevante consiste exatamente nisto: o povo já não se guia pelos “fatos relevantes” publicados pela mídia. A grande imprensa perdeu o poder de criar a “opinião pública”.A “opinião pública” não coincide mais com a “opinião publicada”. O povo encontrou outros caminhos para chegar às suas próprias opiniões, e traduzi-las em suas opções eleitorais. Já houve eleições que mudaram de rumo por causa do impacto produzido pela divulgação de “fatos relevantes”, tidos assim porque assim divulgados pela grande imprensa. Agora, a grande imprensa fica falando sozinha, enquanto o povo vai tomando suas decisões. Bem que ela insiste em lançar fatos novos, na evidente tentativa de influenciar os eleitores, e mudar o rumo das eleições. Mas não encontram mais eco. São como foguetes pífios, que explodem sem produzir ruído. A reiterada publicação de fatos, que ainda continua, já não encontra sua justificativa nas reações suscitadas, que inexistem. Assim, as publicações necessitam se apoiar mutuamente, uma confirmando o que divulga a outra, mostrando-se interdependentes mais que duas irmãs siamesas, tal a impressão que deixam, por exemplo, determinado jornal e determinada revista. Esta autonomia frente à grande imprensa, se traduz também em liberdade diante das recomendações de ordem autoritária. Elas também já não influenciam. Ao contrário, parecem produzir efeito contrário. Quando mais o bispo insiste, mais o povo vota contra a opinião do bispo. Este também é um “fato relevante”, às avessas. Não pela intervenção da Igreja no processo eleitoral. Mas pela constatação de que o povo dispensa suas recomendações, e faz questão de usar sua liberdade. Este “fato relevante” antecede o próprio resultado eleitoral, e pode se tornar ponto de partida para um processo político muito promissor. O povo brasileiro mostra que já aprendeu a formar sua opinião a partir de “fatos concretos”, que ele experimenta no dia a dia, dos quais ele próprio é sujeito. Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa, onde o povo era reduzido a mero expectador. Em tempos de eleições, como agora, fica mais fácil o povo identificar em determinadas candidaturas a concretização da nova situação que passou a viver nos últimos anos. Mas para consolidar esta mudança, e atingir um patamar de maior responsabilidade política, certamente será necessário trabalhar estes espaços novos de autonomia e de participação, que o povo começou a experimentar. Temos aí o ponto de partida para engatar bem a proposta de uma urgente reforma política, e também de outras reformas estruturais, indispensáveis para superar os gargalos que impedem a implementação de um processo democrático amplo e eficaz. O fato novo, a boa notícia, não consiste só em saber quem estará na Presidência da República, nos Governos Estaduais, e nos parlamentos nacionais e estaduais. A boa notícia é que o povo se mostra disposto a tomar posição e assumir o seu destino de maneira soberana e responsável.

via Diocese de Jales/SP

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