Arquivo do dia: 10/08/2010

Dez anos de casamento (via Blog dos Malvados)

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Sigla Partidária

Por Aparicio Secundus Pereira Lima

Sala de reuniões do clube da comunidade repleta. Zum-zum-zum infernal. Conversas paralelas, ninguém se entendendo. Todos a espera do líder da comunidade, Dr. Pafúncio, figura querida.

Vinte horas e Dr. Pafúncio chega e as palmas ecoam em uníssono vindas do auditório.Toma a palavra:

–  Silêncio, por favor. Minhas senhoras, meu senhores, estamos aqui, mais uma vez reunidos, para tomarmos uma decisão importantíssima para o País. Vamos fundar e escolher o nome, democraticamente, do nosso partido, fruto dos anseios nacionais. Seremos, dentre em breve, o vigésimo quinto partido inscrito na Justiça Eleitoral. Porém, nosso partido, não será apenas um nome a mais nesse emaranhado de siglas que está bagunçando a cabeça do eleitor. O objetivo primordial do nosso partido, é a união nacional, para que possamos empurrar este País para frente. Todas as propostas serão debatidas, todos os nomes analisados. Convido agora o candidato a secretário geral do nosso futuro partido, Dr. Fulgêncio Boavida, a sentar-se junto a mim.  Aplausos entusiastas, assovios, algumas vaias.

–   Silêncio, por obséquio. Vamos proceder ao início da nossa reunião propriamente dita. Quem primeiro se manifesta sobre o nome do partido? Alguém se levanta no meio da multidão, o povo cala.

–  Meu nome é Antônio Salário Lascado Júnior. Sou bancário e trabalho no Banco da Exploração S/A. Proponho que o nome do Partido seja P.B.B. (Partido dos Banqueiros e dos Bancários). Nesse partido, banqueiros se infiltrariam no Sindicato dos Bancários e bancários seriam convidados para fazer parte da diretoria dos Bancos. Assim não haveria qualquer problema de impasse nos reajustes salariais dos bancários do País.

Gritaria geral, balbúrdia, mãe sendo ofendida a torto e a direito. – Silêncio, por favor, gritou Dr. Boavida. – Seu nome não será aceito porque nossa comunidade não é composta só de bancários. Tenho dito. Qual a próxima proposta? Sugiro alguma que represente os anseios nacionais, o retrato do País. Um gaiato se manifesta lá atrás: Proponho então, P.F.C. (Partido da Fome Crônica). Risos, rolos de papel jogados na cabeça do engraçadinho.

Nomes e mais nomes foram lançados a público e rejeitados. O cansaço era geral. Duas horas da manhã. Suor escorrendo de rostos abatidos. Nisso, João Carreteiro, que havia comido um cachorro–quente (cujo cachorro já devia estar em estado de decomposição), sofrendo problemas constantes de gazes, e cuja flatulência não deixava dúvidas em relação ao seu estado, levantou-se e exclamou aos berros e com terrível bafo de onça:

– Proponho que o nome do Partido seja P.U.N. (Partido da União Nacional). Sorriso nos lábios de todos. A idéia era boa. Antônio Narigão, que havia sentado ao lado de João Carreteiro e sofreu, calado, a absorção irremediável dos gases desprendidos pelo seu amigo, pediu a palavra, e, com a voz no último volume:

– Proponho que o nome do Partido seja P.E.I.D.O. (Partido Especial Institucional Direitista Onipresente).

Aplausos gerais, a fanfarra começa a tocar. O nome do partido estava finalmente escolhido.

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Leia também, do autor :

O princípio da senilidade

Quem tem carro velho tem história prá contar

Vasectomia: um “textículo” que virou um conto

O suplicio de um primeiro encontro

Sobre o assunto :

O fedor que nos irmana pode matar o amor

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Medo de intervenção na Amazônia é 'paranoia', dizem americanos (via Plano Brasil)

Medo de intervenção na Amazônia é 'paranoia', dizem americanos Quando visitou o Brasil em 2003, no início da invasão do Iraque, o advogado americano Mark London ficou chocado com faixas que viu penduradas pela capital do país. O pesquisador estudava a Amazônia brasileira havia décadas, era autor de um livro pioneiro sobre o assunto nos Estados Unidos, e se viu diante de frases que alegavam que, depois do Iraque, o alvo dos americanos seria o Brasil, por conta da floresta e das suas reservas de água … Read More

via PLANO BRASIL

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Medo de intervenção na Amazônia é ‘paranoia’, dizem americanos (via Plano Brasil)

Medo de intervenção na Amazônia é 'paranoia', dizem americanos Quando visitou o Brasil em 2003, no início da invasão do Iraque, o advogado americano Mark London ficou chocado com faixas que viu penduradas pela capital do país. O pesquisador estudava a Amazônia brasileira havia décadas, era autor de um livro pioneiro sobre o assunto nos Estados Unidos, e se viu diante de frases que alegavam que, depois do Iraque, o alvo dos americanos seria o Brasil, por conta da floresta e das suas reservas de água … Read More

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Livros imprescindíveis para entender RO – 14 – The River that God Forgot

Numa edição da E. P. Dutton & Co, Inc, de Nova Iorque, o livro de Richard Collier é um clássico sobre a história do boom da borracha no Norte e Noroeste do Brasil. Ano da edição : 1968. Ele ainda brinca com um suposto provérbio brasileiro: Não existe nada debaixo do Equador...

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Club Deportivo 16 de Mayo

Alô Deyvesson, cadê as fotos do Juventus e do Rio Branco ? Alô Braúlio, dá uma força aí , cara ! Alô, Nenzinho, os times de Roraima, Galindo, cadê o Payssandu, rapaz ? E o VEC, o Cacoalense, não vão se manifestar ?  Putz, nem o Loló eu encontro…Enquanto isto vai a foto aqui do glorioso  Club Deportivo 16 de Mayo, de Guayara-Merin, Beni, Bolívia .

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Incrível: Repórter literalmente SE BORRA em uma entrevista (via Blog do Se Liga)

Ainda bem que não inventaram ainda a TV com cheiro. Mas alguns focas gostam tanto de fedor que já vão BORRADOS ANTES das entrevistas… tss tss

Parece Mentira Mas É Verdade Read More

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Leia também > O suplicio de um primeiro encontroO fedor que nos irmana pode matar o amor

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A nova FESEC

Por Altair Santos (Tatá)

Em meio ao frisson da hora, o pleito eleitoral do dia 3 de outubro, a Federação das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas – FESEC fez a sua eleição no último sábado e elegeu o professor e artista plástico Ariel Argobe, o novo Presidente. Para fechar consenso sobre o nome do eleito, as escolas tiveram que sentar à mesa e promover um debate sobre a instituição, a sua realidade e os seus rumos. O Ariel também é do ramo. É carnavalesco e traz na sua linha de conduta o forte interesse em promover o trabalho das escolas para além da simples apresentação na passarela do samba. Entendemos também que assim deve ser. Entretanto, para cumprir metas e objetivos à frente da instituição, a nova diretoria precisa mergulhar nas águas da re-engenharia e discutir, repensar, projetar e atualizar a FESEC. Escola de samba deve e merece espraiar o seu raio de atuação para horizontes além do asfalto da avenida ao som da bateria e sob o brilho das fantasias para exibir o seu lume noutros campos, contextualizando melhor a sua existência. É a vida e seu dinamismo. Ela (a escola de samba) deve trabalhar a sua inserção no contexto comunitário e lá, no seu espaço, promover ações que animem crianças, jovens e adultos, conquistando-os à participação. Faz-se o ponto, criar-se a identidade. Isso é interatividade. Não mais cabe no processo cotidiano da efervescente e acelerada Porto Velho de hoje, Escolas de Samba nômades de si mesmas, ou seja: desfilam na avenida e residem onde mesmo? Um exemplo disso é a atual bicampeã do carnaval local, a Diplomatas do Samba que, do alto dos seus 50 anos de existência, muitos títulos e glórias, ainda não têm residência fixa. Talvez nenhuma das nossas agremiações de carnaval tenha concorrido no Edital dos Pontos de Cultura do Governo Federal que recentemente contemplou grupos folclóricos e de teatro, dentre outros, em todo o estado. Nada pejorativo mas, algumas escolas, ainda estão sediadas na residência ou nas pastas dos seus próprios presidentes e diretores.  Os novos enunciados culturais nacionais que advém dos órgãos de cultura (MINC e seus tentáculos), associam a linha da produção cultural ao campo da inclusão social, da valorização das comunidades e da mão-de-obra lá existente, fortalecendo a economia da cultura, re-paginando e qualificando a produção artística e versando em favor do dueto cidadão/cidadania. Escola de samba antes de ser braço social é berço. De lá, convém, entoar novos cânticos de enredo para a remodelação da FESEC e suas afiliadas pelas vias de novos e audazes projetos. As escolas de samba têm história e seus currículos lhes credenciam a alçar novos vôos. O inquieto Ariel que conhecemos haverá sim de discutir com seus pares de diretoria, os novos traços fisionômicos e jurídicos para o carnaval local primando pelos contidos da autogestão, encampando uma política de ação onde, o repasse de recuso público para as agremiações seja apenas um, dentre os tantos itens de interesse e o velho livro de ouro uma peça a contar o passado cadenciado pelo rufar do surdo e colagem da lantejoula no estandarte. Parabéns e força Ariel.

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