Arquivo do dia: 26/07/2010

Túnel do Tempo : Gov. Jerônimo Santana, há mais de 20 anos atrás…

Jerônimo foi o primeiro governador eleito pelo voto direto. Ele havia sido um mítico parlamentar na época da ditadura. Mas, o final do seu governo foi melancólico, com os funcionários do Estado sem receber há vários meses … O mito acabou e Bengala não conseguiu se eleger para a Câmara Federal.   Mas, esta é outra história.   Hoje, estamos em outros tempos e agora só depende da Justiça Eleitoral aplicar corretamente a Lei da Ficha Limpa e de todos nós, votarmos com consciência e em candidatos sem passado sujo , sem cassações na ficha corrida ou enrolados com a justiça para termos eleições cada vez mais limpas, sem compra de votos. E também, com a Internet tá tão fácil fazer uma rápida pesquisa e ver um pouco do passado e do currículo dos parlamentares. Então fica combinado. Deputado, senador e governador, só FICHA LIMPÍSSIMA para termos em Rondônia mais mandatos éticos. É da Máfia dos sanguesugas, comprador de votos, já foi cassado,  condenado em qualquer instância, XÔ ! lôbo em pele de cordeiro ! Tô com Dom Moacir Grechi e não abro.

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Fichas-sujas em RO : Dom Moacir Grechi,Bispo de Porto Velho, direto do Opinião TV

http://www.gentedeopiniao.com/videos/D.Moacyr_3.wmv

“O povo começa a sentir que ele pode fazer alguma coisa e pode influenciar os deputados e senadores que não buscam o bem do povo que os elegeu” – Dom Moacir Grechi

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Buñuel : um "anjo" ateu

Por Beto Bertagna

Vi na minha distante e fria Porto Alegre praticamente todos os filmes de Luis Buñuel , o mestre espanhol do surrealismo. Na sua autobiografia, “O último Suspiro”, lançada em 1983, ano da sua morte, Buñuel , declara que colocou  uma das passagens que considerava mais bonita da Bíblia (Livro da Sabedoria (2,1-9) em um filme seu ( Escravos do Rancor, 1953)  . Diz ele : ” O autor destas linhas admiráveis as põe na boca dos ímpios (caso contrário , seriam impronunciáveis) . Basta colocar entre parênteses as primeiras palavras e ler :

(Pois os ímpios nos dizem, com seus falsos raciocínios:) Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de ninguém que tenha voltado da região dos mortos. Um belo dia nascemos e, depois disso, seremos como se jamais tivéssemos sido! É fumaça a respiração de nossos narizes, e nosso pensamento, uma centelha que salta do bater de nosso coração! Extinta ela, nosso corpo se tornará pó, e o nosso espírito se dissipará como um vapor inconsistente! Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nossa vida passará como os traços de uma nuvem, desvanecer-se-á como uma névoa que os raios do sol expulsam, e que seu calor dissipa.
A passagem de uma sombra: eis a nossa vida, e nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim, porque o selo lhe é aposto e ninguém volta. Vinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem! Vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude! Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera!
Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem! Ninguém de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque esta é a nossa parte, esta a nossa sorte! ”

O diretor de clássicos como Um Cão Andaluz e A Idade do Ouro (ambos co-dirigidos por Salvador Dali), Belle de Jour,Tristana , O Discreto Charme da Burguesia e Esse Obscuro Objeto do Desejo sempre reafirmou o seu ateísmo. Porém, tal qual Don Lope ( o rapaz ateu de Tristana) Luiz Buñuel teve nos últimos tempos de vida, como um dos seus grandes amigos um padre, com quem discutia sobre teologia e os mistérios da fé, enquanto bebia e fumava seus “puros”, apesar da diabete, da hipertensão e do câncer de fígado. Quando lhe perguntaram sua religião, ele teria respondido: Sou ateu, graças a Deus !

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Buñuel : um “anjo” ateu

Por Beto Bertagna

Vi na minha distante e fria Porto Alegre praticamente todos os filmes de Luis Buñuel , o mestre espanhol do surrealismo. Na sua autobiografia, “O último Suspiro”, lançada em 1983, ano da sua morte, Buñuel , declara que colocou  uma das passagens que considerava mais bonita da Bíblia (Livro da Sabedoria (2,1-9) em um filme seu ( Escravos do Rancor, 1953)  . Diz ele : ” O autor destas linhas admiráveis as põe na boca dos ímpios (caso contrário , seriam impronunciáveis) . Basta colocar entre parênteses as primeiras palavras e ler :

(Pois os ímpios nos dizem, com seus falsos raciocínios:) Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de ninguém que tenha voltado da região dos mortos. Um belo dia nascemos e, depois disso, seremos como se jamais tivéssemos sido! É fumaça a respiração de nossos narizes, e nosso pensamento, uma centelha que salta do bater de nosso coração! Extinta ela, nosso corpo se tornará pó, e o nosso espírito se dissipará como um vapor inconsistente! Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nossa vida passará como os traços de uma nuvem, desvanecer-se-á como uma névoa que os raios do sol expulsam, e que seu calor dissipa.
A passagem de uma sombra: eis a nossa vida, e nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim, porque o selo lhe é aposto e ninguém volta. Vinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem! Vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude! Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera!
Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem! Ninguém de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque esta é a nossa parte, esta a nossa sorte! ”

O diretor de clássicos como Um Cão Andaluz e A Idade do Ouro (ambos co-dirigidos por Salvador Dali), Belle de Jour,Tristana , O Discreto Charme da Burguesia e Esse Obscuro Objeto do Desejo sempre reafirmou o seu ateísmo. Porém, tal qual Don Lope ( o rapaz ateu de Tristana) Luiz Buñuel teve nos últimos tempos de vida, como um dos seus grandes amigos um padre, com quem discutia sobre teologia e os mistérios da fé, enquanto bebia e fumava seus “puros”, apesar da diabete, da hipertensão e do câncer de fígado. Quando lhe perguntaram sua religião, ele teria respondido: Sou ateu, graças a Deus !

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presente

Por Letícia Bertagna

Já tinha um tempo que queria ler T. S. Eliot, que eu só conhecia de ouvir falar. Hoje comprei um livro dele chamado Quatro Quartetos. Depois fui dar continuidade a umas experiências em vídeo. Tudo muito bom. O melhor ainda foi quando, no ônibus, comecei a ler o novo livro.

“Se todo tempo é eternamente presente
Todo tempo é irredimível.
O que poderia ter sido é uma abstração
Que permanece, perpétua possibilidade,
Num mundo apenas de especulação.
O que poderia ter sido e o que foi
Convergem para um só fim, que é sempre presente.”

(T. S. Eliot)

“… nem luz do dia
Que reveste formas com lúcida quietude
Transfigurando sombras em beleza transitória
E cuja lenta rotação sugere permanência…”
(de novo ele)

via Meu Prego

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Golaço de Penalty de garoto espanhol (via RITT BLOG)

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via RITT BLOG

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A velha mídia está derretendo

Por Antônio Lassance

Pesquisa aponta que quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa brasileira são tendenciosas. Oito em cada dez brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro, maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula.

Como um iceberg a navegar em águas quentes e turbulentas, a velha mídia está derretendo. O mundo está mudando, o Brasil é outro e os brasileiros desenvolvem, aceleradamente, novos hábitos de informação.

Um retrato desse processo pode ser visto na recente pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-P.R.), destinada a descobrir o que o brasileiro lê, ouve, vê e como analisa os fatos e forma sua opinião.
A pesquisa revelou as dimensões que o iceberg ainda preserva. A televisão e o rádio permanecem como os meios de comunicação mais comuns aos brasileiros. A TV é assistida por 96,6% da população brasileira, e o rádio, por expressivos 80,3%. Os jornais e revistas ficam bem atrás. Cerca de 46% costumam ler jornais, e menos de 35%, revistas. Perto de apenas 11,5% são leitores diários dos jornais tradicionais.

Quanto à internet, os resultados, da forma como estão apresentados, preferiram escolher o lado cheio do copo. Avalia-se que a internet no Brasil segue a tendência de crescimento mundial e já é utilizada por 46,1% da população brasileira. No entanto, é preciso uma avaliação sobre o lado vazio do copo, ou seja, a constatação de que os 53,9% de pessoas que não têm qualquer acesso à internet ainda revelam um quadro de exclusão digital que precisa ser superado. Ponto para o Programa Nacional da Banda Larga, que representa a chance de uma mudança estrutural e definitiva na forma como os brasileiros se informam e comunicam-se.

A internet tem devorado a TV e o rádio com grande apetite. Os conectados já gastam, em média, mais tempo navegando do que em frente à TV ou ao rádio. Esse avanço relaciona-se não apenas a um novo hábito, mas ao crescimento da renda nacional e à incorporação de contingentes populacionais pobres à classe média, que passaram a ter condições de adquirir um computador conectado.

O processo em curso não levará ao desaparecimento da TV, do rádio e da mídia impressa. O que está havendo é que as velhas mídias estão sendo canibalizadas pela internet, que tornou-se a mídia das mídias, uma plataforma capaz de integrar os mais diversos meios e oferecer ao público alternativas flexíveis e novas opções de entretenimento, comunicação pessoal e “autocomunicação de massa”, como diz o espanhol Manuel Castells.

Ainda usando a analogia do iceberg, a internet tem o poder de diluir, para engolir, a velha mídia.

A pesquisa da Secom-P.R. dá uma boa pista sobre o grande sucesso das plataformas eletrônicas das redes sociais. A formação de opinião entre os brasileiros se dá, em grande medida, na interlocução com amigos (70,9%), família (57,7%), colegas de trabalho (27,3%) e de escola (6,9%), o namorado ou namorada (2,5%), a igreja (1,9%), os movimentos sociais (1,8%) e os sindicatos (0,8%). Alerta para movimentos sociais, sindicatos e igrejas: seu “sex appeal” anda mais baixo que o das(os) namoradas(os).

Estes números confirmam estudos de longa data que afirmam que as redes sociais influem mais na formação da opinião do que os meios de comunicação. Por isso, uma informação muitas vezes bombardeada pela mídia demora a cair nas graças ou desgraças da opinião pública: ela depende do filtro excercido pela rede de relações sociais que envolve a vida de qualquer pessoa. Explica também por que algo que a imprensa bombardeia como negativo pode ser visto pela maioria como positivo. A alta popularidade do Governo Lula, diante do longo e pesado cerco midiático, talvez seja o exemplo mais retumbante.

Em suma, o povo não engole tudo o que se despeja sobre ele: mastiga, deglute, digere e muitas vezes cospe conteúdos que não se encaixam em seus valores, sua percepção da realidade e diante de informações que ele consegue por meios próprios e muito mais confiáveis.

É aqui que mora o perigo para a velha mídia. Sua credibilidade está descendo ladeira abaixo. Segundo a citada pesquisa, quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa são tendenciosas.

Um dado ainda mais grave: 8 em cada 10 brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro (que é o rumo da atual trajetória do país), maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula – ou “inocula”.

A velha mídia está se tornando cada vez mais salgada para o povo. Em dois sentidos: ela pode estar exagerando em conteúdos cada vez mais difíceis de engolir, e as pessoas estão cada vez menos dispostas a comprar conteúdos que podem conseguir de graça, de forma mais simples, e por canais diretos, mais interativos, confiáveis, simpáticos e prazerosos. Num momento em que tudo o que parece sólido se desmancha… na água, quem quiser sobreviver vai ter que trocar as lições de moral pelas explicações didáticas; vai ter que demitir os pit bulls e contratar mais explicadores, humoristas e chargistas. Terá que abandonar o cargo, em que se autoempossou, de superego da República.

Do contrário, obstinados na defesa de seus próprios interesses e na descarga ideológica coletiva de suas raivas particulares, alguns dos mais tradicionais veículos de comunicação serão vítimas de seu próprio veneno. Ao exagerarem no sal, apenas contribuirão para acelerar o processo de derretimento do impávido colosso iceberg que já não está em terra firme.

viaEcoDebate

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