Arquivo do dia: 19/07/2010

3º Festival Amazônia Encena na Rua – programação desta segunda-feira

Começa hoje a 3ª edição do Festival Amazônia Encena na Rua, que vai reunir 17 grupos de teatro de todo o Brasil, totalizando 23 espetáculos e 7 oficinas de capacitação artística oferecidos gratuitamente a toda a população. A abertura do Festival será em forma de um grande cortejo, que sairá às 17 horas do teatro grego no Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e seguirá até o centro histórico de Porto Velho, com muitos artistas, palhaços, músicos e amantes das artes, passando pelo Mercado Cultural, até chegar na Praça das Caixas D´Água, onde será servido um café regional com comidas típicas, como açaí e tapioca. Participe dessa grande festa das artes cênicas!
Depois da abertura, às 19 horas, começam os espetáculos. Confira a programação desta segunda:
19 horas – “Desafio de Fião e Fiota” – Cia Theresa João – Cuiabá (MT) – A narrativa traz, por meio de versos, as desventuras de um casal caricato, Fião e Fiota, mesclando poesia, música e drama, trazendo para a cena intrigas de amor e aventura.

20 horas – “O Dilema do Paciente” – Grupo Manjericão – Porto Alegre (RS) – Uma trupe de artistas de circo que vem exibir seus números circenses na praça. Quando chega o número dos palhaços acrobatas descobre-se que um deles está cheio de manchas azuis pelo corpo. Precisando de ajuda, o paciente vai se consultar com uma doutora que não consegue dar o diagnóstico. Diante de tanta desconfiança, trapaça e falcatrua, o palhaço perde a paciência e retorna para o circo em um desfecho tragicômico.

21 horas – “Fabulário Brasil – Canto, Prosa E Tambor” – Os Tawera – Palmas – (To) – É inspirado na tradição dos rituais da aldeia em que se contam causos e histórias ligadas ai universo de encanto e magia. Descortina pequenas canções ao som do ritmo capoeboicongo e dramatizações de poesias. Histórias e causos compondo um tabuleiro da cultura popular brasileira.

Realizado pelo grupo O Imaginário, o Festival Amazônia Encena na Rua é patrocinado pela CEF e tem o apoio da Funarte, da Prefeitura de Porto Velho/Fundação Iaripuna, Sesc-RO, Secel e Casa da Cultura Ivan Marrocos. Para mais informações, acesse o site www.oimaginario.com.br ou pelo tel 8435-8440.

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Era só o que faltava : Hotel Helicóptero ?

Hotelicopter teria capacidade para 18 casais

Para quem foi à Base Aérea de PV no domingo e viu os gigantes AH2 Sabre russos, aí vai, talvez,  uma prova de que este mundo pode estar muito louco. Um gigantesco Mil V-12 soviético teria sido totalmente remodelado para oferecer o mesmo conforto de um hotel cinco estrelas com 18 suítes de casal equipadas com anti-ruído, mini-bar, wireless para acesso a internet, TV flatscreen e todas as amenidades  dignas de um ótimo serviço. Se você acha que a mordomia pode ficar melhor, que tal saber que ainda seria possível obter serviços de baby-sitting, instrutor de yoga, hidromassagem e tratamento termal? O Hotelicopter também tem sala de jogos para distrair os passageiros-hóspedes.

Só tem um senão : tudo isto não passa de uma grande ( e põe grande nisto !) piada de 1º de abril, inventada em 2009 e que tomou ares de verdade pela Internet. Quá !

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Internet Móvel 3G – A esculhambação precisa acabar. Quando será?

Por Beto Bertagna

A falta de legislação da banda larga móvel conhecida como 3G tem causado diversos aborrecimentos para os usuários. O uso comercial das redes via celular começou depois de 2002, época em que houve a regulamentação específica sobre a questão da telefonia celular e o uso da bandas. Por conta disso, as operadoras deitam e rolam em cima dos pobres mortais usuários e os tratam como pobres antas.   E não adianta nem reclamar para o bispo ! ( Ainda mais no nosso caso, do bravo  Dom Moacir Grechi, que já anda preocupadíssimo vendo os  candidatos ficha-suja na eleição 2010).  A maior reclamação é que o serviço é caro e de péssima qualidade, e isto vale para todas as operadoras. Você pode pendurar o modem na janela, colocar bombril, fazer malabarismo. Não adianta. O sinal não chega onde a operadora diz que chega. E se chega é tão fraco que cai a cada instante. Reclamar no 0800 ? Nem tente ! Vai tocar “musak” até você vomitar.  Os $ite$ e outros veículos que posam de “jornalísticos” se calam, em especial os especialistas em achaque ,  porque recebem verbas publicitárias para ficarem quietos. Mas por conta do recorde de reclamações, surgiu a  proposta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para  que a legislação seja atualizada a partir de uma  consulta pública para revisão do Plano Geral de Metas de Qualidade do Serviço Móvel Pessoal (PGMQ-SMP).  Entre as inovações  há uma proposta de exigir que as tentativas de conexão à banda larga móvel sejam estabelecidas em 98% dos casos, no mês. Já a taxa de queda do acesso deve ser inferior a 5%. A velocidade de conexão, tanto para download quanto para upload deve ser de, no mínimo, 30% do valor máximo previsto no contrato . (Quá…Hoje, prá se ter uma idéia a maioria só garante 10 % da velocidade contratada).  A partir de um ano da entrada em vigor do novo regulamento, a velocidade mínima exigida subirá para 50% do contratado. A exigência é válida para os horários de pico. Nos demais horários, o mínimo garantido deve ser de 50%, assim que as regras entrarem em vigor, e 70%, um ano depois.O novo regulamento valerá 180 dias depois de publicado. A consulta pública fica no site até o dia 26 de agosto no endereço http://sistemas.anatel.gov.br. Esperamos que antes da adoção do 4G aqui pelo Norte deste país as empresas de telecomunicação parem de  tratar os nortistas como cidadãos de segunda categoria e já estejam mais civilizadas. Quando será ?

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Livros que ajudam a entender Rondônia – 17 – Livro de Ouro da Amazônia

Amazônia é mais falada que conhecida, mais discutida que vivida, mais mito que realidade. A situação é gravíssima. A história da Amazônia é um suceder de erros enormes. A ganância não mede as conseqüências. Em cinco séculos dizimamos 96% dos índios e 20% da floresta.

É impossível fingir que há controle sobre o que se passa na Amazônia. Por que, por exemplo, insistir na pecuária bovina extensiva, que destruiu a mata atlântica e a caatinga e consome o cerrado?

Na Amazônia conseguimos transformar em pasto sujo uma área superior a toda a região Sul acrescida de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para quê? Para gerar 0,4% da renda (PIB) do Brasil. Para criar 34 milhões de cabeças de gado e beneficiar menos de 20 mil famílias de pecuaristas diante de 20 milhões de moradores da região. Apesar disso o sonho de mais de um milhão de famílias é se tornar pecuarista.

O futuro da Amazônia necessita de carinho, cuidado e dedicação. Por que não a saúde e a educação, o eco-turismo, a energia a partir do babaçu, o couro vegetal, as calorias do açaí, o selênio da castanha-da-Amazônia, a farmácia da floresta, os peixes da aqüicultura e a madeira do manejo florestal sustentável?

É preciso estar com coração e mente abertos, é preciso ter vontade de mudar. Nada fácil no dia-a-dia corrido que nos impomos, em que vale mais economizar para comprar uma nova TV do que pensar sobre os efeitos de consumir carne ou madeira da Amazônia.

A Amazônia é essencialmente jovem. Mais de 2/3 da população tem menos de 25 anos. Valorizar a sua auto-estima é a única saída. Depende de sua vontade, da minha vontade, da nossa coragem de assumi-Ia. Não somos cidadãos do planeta Carne ou do planeta Soja. Somos os únicos cidadãos do planeta Terra.

João Meirelles Filho  nasceu em São Paulo e formou-se em administração de empresas pela FGV-SP. Há 20 anos se dedica ao terceiro setor e ao movimento ambientalista. Desde 1998 dirige o Instituto Peabiru (www.peabiru.org.br). É autor de livros de poesia, guias de ecoturismo e co-autor da obra Mobilização de recursos para o terceiro setor (Fundação Konrad Adenauer & Instituto Peabiru, 2005).

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Cruz + Cruz = Cruzes !!!

Penélope Cruz e a maninha Mônica Cruz...

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Educação : Consumo consciente deve ter início na infância

Por Erika de Souza Bueno

A identidade de cada um de nós precisa ser trabalhada logo na nossa infância, pois esse é o método mais eficaz para não nos tornarmos adultos com pulso fraco, uma situação em que facilmente seremos ludibriados pela beleza do “ter” ou do “estar na moda”.  Se não começarmos a ponderar nossa mania de querermos ser iguais a todo mundo e, como primeiro sinal desse descontrole de conduta, começarmos a comprar as mesmas coisas que todo mundo compra sem pensar em nossa real necessidade, em pouco tempo iremos à falência e à frustração, pois desejos não controlados sempre prejudicarão os nossos bolsos e nosso comportamento.  Para que isso não se perpetue, o ideal será introduzir conceitos reais do valor do dinheiro às nossas crianças, que sofrem diariamente os reflexos de um consumismo exagerado e sem rédeas, sem ter a mínima noção do que é preciso saber e ponderar para uma boa administração dos próprios recursos.  Nossos pequenos não podem ser privados de tais conhecimentos, pois são indispensáveis para que o futuro de cada um deles seja menos conflituoso financeiramente do que é o nosso tão tumultuado presente, já condicionado pela ausência de orientações fundamentadas na prática direta com a realidade. Isso não significa que nossos pais foram omissos. Na nossa infância, muitos de nós não tínhamos acesso a veículos de comunicação da forma como temos hoje. E praticamente não existia a possibilidade de financiar o pagamento de algo quando não se tinha dinheiro para a compra. Naquela época, só se comprava à vista. Hoje, financiamos em longos meses algo de que nem sempre precisamos. E esse consumismo nos impede de investir e de poupar. Se a escola quer mesmo preparar o aluno para um mundo fora de seus muros, nada mais lógico do que oferecer a cada criança as orientações necessárias para que saiba administrar com consciência o seu próprio dinheiro, pois essas orientações a fará mais responsável e consciente no exercício da cidadania.  A educação econômica precisa ser inserida no currículo escolar, pois todas as crianças necessitam do acesso a noções de poupança, investimentos, consumo, financiamento de bens de consumo. Elas precisam de orientações tanto na escola quanto na família sobre como entender a sutil diferença entre o que é realmente necessário e o apenas se deseja comprar.

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