Arquivo do dia: 12/06/2010

A frase do fim de semana – 8

“Se eu estiver dormindo, deixa-me dormir. Se eu estiver morto, acorda-me.”

Do compositor e jornalista Antônio Maria, ao seu companheiro de quarto

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Avião sequestrado no Peru por supostos narcotraficantes pode estar em Rondônia

Por Carlos Wagner, do jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre e por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

Um avião Cessna que sobrevoava nesta quinta-feira (10) as Linhas de Nazca, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Lima, no Peru, com sete passageiros e dois pilotos a bordo foi sequestrado por supostos narcotraficantes e estaria na fronteira entre Bolívia e Brasil, revelou a empresa proprietária da aeronave.

“Não é nenhum acidente aéreo. Trata-se de um seqüestro” — disse o gerente geral da empresa Aerodiana, Jorge Dávila, em declarações à emissora RPP.

“A aeronave estaria entre Bolívia e Brasil, é a última informação que temos” — informou.

Esse incidente é semelhante aos que ocorriam em Rondônia no final da década de 1980 e início dos anos 90 quando aviões eram seqüestrados em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso por traficantes que se fingiam de passageiros, e obrigavam o piloto a mudar a rota para campos de pouso escondidos nas selvas de Rondônia.

Os pilotos eram assassinados pelos seqüestradores, enterrados nas cabeceiras do campo de pouso e os aviões eram levados para a Bolívia, onde eram carregados com pasta base de cocaína.

Em seguida, os aviões decolavam para a Colômbia onde tinham o prefixo brasileiro substituído por aparentes prefixos norte-americanos, e eram carregados com cocaína refinada da pasta base.

Os aviões voavam até praias desertas da Flórida, onde narcotraficantes os aguardavam. A cocaína era descarregada e os aviões eram simplesmente abandonados, descartados.

Esse poderia ser um dos planos dos seqüestradores do avião peruano. O avião pode, efetivamente, ter aterrissado em algum campo de pouso de Rondônia. Eram cerca de 400, no início dos anos 1990. Grande parte foi destruída pela Força Aérea Brasileira, mas existem muitas fazendas, pastos de gado e estradas de terra onde um Cessna consegue pousar.

Conforme o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), nas últimas 24 horas (até sexta-feira, 11) o avião não entrou no espaço aéreo do Brasil. O monitoramento do espaço aéreo brasileiro é feito pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Dávila disse que, assim que tomou conhecimento do fato, alertou os serviços de busca no Peru, Bolívia e Brasil.

Ele disse ainda que é possível descobrir a rota feita pela aeronave, pois ela tem um dispositivo técnico que é ligado quando a nave sofre um acidente, mas também que pode ser ativado manualmente “e neste momento está funcionando”.

O porta-voz da Aerodiana, Jorge Beleván, informou em entrevista coletiva que a polícia comprovou que as identidades dos passageiros são falsas.

Beleván disse também que a aeronave tinha 200 galões de combustível, quantidade suficiente para voar cerca de quatro horas, “fato pelo qual teria que ter abastecido em algum aeroporto clandestino de narcotraficantes na selva, para depois partir até a Bolívia ou o Brasil”.

A aeronave é a mais moderna que opera atualmente sobre a região turística das famosas Linhas de Nazca e tem um custo de US$ 2 milhões, com uma autonomia de voo de 900 km, disse o porta-voz.

O Cessna foi declarado desaparecido às 7h47min locais de quinta-feira (9h47min em Brasília) pela autoridade aeronáutica de Nazca.

Inicialmente, a polícia informou que a aeronave viajava com oito pessoas, mas Beleván afirmou que os ocupantes são sete passageiros e dois pilotos.

Os pilotos do avião, segundo a crônica policial da região, correm risco de morte. A menos que sejam coniventes com o seqüestro.

Se os seqüestradores conseguiram pousar na Bolívia (e não foram capturados pela Umopar, a policia anti-drogas boliviana) o avião poderá numa das duas rotas bolivianas atuais do narcotráfico com destino ao Brasil. Ou através de Rondônia ou de Mato Grosso do Sul (via Paraguai.)

Se for interceptado pela FAB e pousar obedecendo a tiros de advertência, o avião será recuperado, os traficantes presos e os pilotos libertados

Mas, se o avião tentar fugir, poderá ser abatido e a FAB não dirá nada – como de costume. Negará que tenha visto o avião. É o costume da selva.

E se o avião conseguiu pousar em solo brasileiro sem ter sido visto pelos radares do Sivam – o que hoje parece pouco provável – e tentar decolar à noite poderá virar um novo OVNI, desses que os povos da floresta descrevem com freqüência.

São aviões intrusos explodidos pelos mísseis ar-ar dos Super Tucano A 29 da FAB baseados em Porto Velho. Caças que voam, vêem e derrubam naves ià invasoras a noite e que não se identificam nem obedecem ordem para pousar no aeroporto mais próximo.

A FAB jamais admitiu que tenha feito qualquer abate. Assim como jamais foram explicadas as bolas de fogo correndo no céu e as explosões freqüentemente ouvidas – e sentidas – na selva.

Na verdade há uma explicação (essa as fontes da FAB nunca desmentiram): a dos ufólogos, que juram que são naves interplanetárias tentando pousar na Amazônia.

Mas, se o avião pousou na Bolívia e tiver sido capturado pelas autoridades bolivianas, é melhor a empresa Aerodiana comprar outro. A Bolívia tem uma lei que lhe permite “documentar” ou “internar” tudo o que entre em seu território. De motos, a automóveis e aviões.

Essa é a melhor das hipóteses, porque logo os pilotos aparecerão. Sãos e salvos.

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Nota triste – a morte do jornalista e escritor Manoel Rodrigues Ferreira

Da esq. para a direita: Stella Oswaldo Cruz, Beto Bertagna, Manoel Rodrigues Ferreira(de camisa xadrex), Marco Santilli e agachado Luiz Brito. Um de seus maiores amigos em Porto Velho foi o falecido seringalista Bráulio Townes de Castro, pai do jornalista Nelson Townes

Muito entristecido escrevo esta nota comunicando a morte do engenheiro, jornalista e historiador Manoel Rodrigues Ferreira. Fiquei sabendo,  tardiamente como todos,  através da coluna do Montezuma Cruz, que ele faleceu no final de maio, aos 94 anos. Rondônia perde um dos seus grandes personagens, pelo amor com que se dedicou a estudar a história da nossa terra, em especial a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Fica na saudade os bons momentos regados a bons goles de JW e caipirinha  no Mirante, na Livraria da Rose, no Edifício Itália, no seu apartamento em Higienópolis…

Clique aqui e veja uma fantástica entrevista dele em PDF    >     Mackenzistas Famosos – Manoel Rodrigues Ferreira

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Morre o historiador Manoel Rodrigues Ferreira, o autor da “Ferrovia do Diabo”

Por Nelson Townes e Beto Bertagna

Um dos mais importantes – e confiáveis – historiadores de Rondônia, o engenheiro, jornalista e sertanista paulista Manoel Rodrigues Ferreira, autor do clássico “A Ferrovia do Diabo”, faleceu no dia 21 de maio, em São Paulo, aos 94 anos.

A notícia deixa consternados os círculos verdadeiramente comprometidos com a pesquisa e preservação da história e cultura de Rondônia.

Ele era avesso às badalações acadêmicas e dava mais valor à honestidade de autodidatas talentosos do que a alguns graduados pseudo-historiadores, e valorizava o testemunho oral dos contemporâneos da história.

Suas ligações, embora extensas, com os porto-velhenses eram seletíssimas e ele se distanciava de uma classe que hoje se expande em Porto Velho, pretensos intelectuais que o veterano ferroviário da Madeira-Mamoré, Silas Shockness, chama de “deturpadores” ou “chutadores” da história. Talvez por isso a notícia de sua morte tenha chegado tardiamente a Rondônia

O jornalista Montezuma Cruz foi o primeiro a noticiar, nesta sexta-feira (11) em Porto Velho a morte do grande historiador.

A “Ferrovia do Diabo” é uma obra de fundamental importância para qualquer historiador e jornalista que pretenda, verdadeiramente, iniciar-se no estudo sobre a épica conquista do oeste brasileiro, através da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Embora muito noticiada na época, a trágica história da construção da ferrovia ficou praticamente esquecida até 1957, quando o jornalista e historiador Manoel Rodrigues Ferreira se deparou com cerca de 200 negativos da ferrovia tirados na época da construção pelo fotógrafo americano Dana Merrill, que havia sido contratado para registrar todas as etapas da obra.

De posse das fotos e com grande espírito investigativo, Manoel iniciou uma profunda e minuciosa pesquisa, analisando, durante anos, diversos documentos históricos que mais tarde se perderam ou foram destruídos pelo regime militar.

A Ferrovia do Diabo, tornou-se o mais completo e respeitado livro sobre a ferrovia Madeira— Mamoré, e nos revela todos os detalhes desse grandioso empreendimento, desde as primeiras tentativas de colonização da região, passandó pela conturbada construção da ferrovia, até o seu sucateamento e a reativação de pequenos trechos para fins turísticos.

O livro conta uma epopéia: no final do século XIX e início do século XX, construir uma estrada de ferro no Brasil já era um desafio. Construí-la em meio à selva amazônica era uma façanha.

A Estrada de Ferro Madeira—Mamoré foi um projeto ambicioso que consumiu uma soma de dinheiro equivalente a 28 toneladas de ouro e centenas de vidas humanas.

Ela representou o sonho de três nações, a Bolívia, que o concebeu, em busca de um acesso para o oceano Atlântico, através dos rios Madeira e Amazonas; dos Estados Unidos, que não recuaram ante o desafio de construí-la e do Brasil, que a financiou e regou, com o sangue de amazônidas e de nordestinos, misturado ao de homens de mais de 40 nacionalidades, os dormentes sobre os quais foi assentada.

Manoel Rodrigues Ferreira, assim, reconstrói a epopéia de uma das mais ambiciosas e trágicas obras de engenharia realizadas no Brasil e no mundo: a construção da The Madeira and Mamoré Railway Company.

Contornar o trecho não navegável dos rios Madeira e Mamoré era a alternativa mais viável para o escoamento dos produtos brasileiros e bolivianos para o Atlântico. Com isso, projeto da ferrovia atraiu o interesse de investidores do mundo inteiro, e trabalhadores de mais 40 nacionalidades vieram se aventurar nos confins da selva amazônica, no atual Estado de Rondônia.

Poucos retornariam: entre 1872 e 1912, mais de 1.500 trabalhadores faleceram tentando vencer a selva. Cercada de desastres, ataques de índios e animais ferozes, epidemias, problemas financeiros e muitas lendas, a história da construção da Madeira – Mamoré correu o mundo, e, até hoje, a ferrovia é conhecida como a mais trágica da América.

Após anos de abandono, a velha ferrovia e seu parque em Porto Velho, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), ganham um projeto de revitalização, que inclui a restauração dos seus galpões e oficinas, um novo museu , a completa restauração de 2 locomotivas a vapor e a volta do passeio turístico até Santo Antônio.

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Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 10 – A Ferrovia do Diabo

No final do século XIX e início do século XX, construir uma estrada de ferro no Brasil já era um desafio. Construí-la em meio à selva amazônica era uma verdadeira epopéia. A Estrada de Ferro Madeira—Mamoré foi um projeto ambicioso que consumiu uma soma de dinheiro equivalente a 28 toneladas de ouro e centenas de vidas humanas.

Embora muito noticiada na época, a trágica história de sua construção ficou praticamente esquecida até 1957, quando o jornalista e historiador Manoel Rodrigues Ferreira se deparou com cerca de 200 negativos da ferrovia tirados na época da construção pelo fotógrafo americano Dana Merrill, que havia sido contratado para registrar todas as etapas da obra. De posse das fotos e com grande espírito investigativo, Manoel iniciou uma profunda e minuciosa pesquisa, analisando, durante anos, diversos documentos históricos que mais tarde se perderam ou foram destruídos pelo regime militar.
A Ferrovia do Diabo, o mais completo e respeitado livro sobre a E. F. Madeira— Mamoré, nos revela todos os detalhes desse grandioso empreendimento, desde as primeiras tentativas de colonização da região, passandó pela conturbada construção da ferrovia, até o seu sucateamento e a reativação de pequenos trechos para fins turísticos.

O jornalista, historiador e sertanista Manoel Rodrigues Ferreira reconstrói a epopéia de uma das mais ambiciosas e trágicas obras de engenharia realizadas no Brasil: a construção da The Madeira and Mamoré Railway Company. Contornar o trecho não navegável dos rios Madeira e Mamoré era a alternativa mais viável para o escoamento dos produtos brasileiros e bolivianos para o Atlântico. Com isso, projeto da ferrovia atraiu o interesse de investidores do mundo inteiro, e trabalhadores de mais 40 nacionalidades vieram se aventurar nos confins da selva amazônica, no atual Estado de Rondônia. Poucos retornariam: entre 1872 e 1912, mais de 1.500 trabalhadores faleceram tentando vencer a selva. Cercada de desastres, ataques de índios e animais ferozes, epidemias, problemas financeiros e muitas lendas, a história da construção da Madeira – Mamoré correu o mundo, e, até hoje, a ferrovia é conhecida como a mais trágica da América.

Após anos de abandono, a velha ferrovia e seu parque em Porto Velho, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, ganham um projeto de revitalização, que inclui a restauração dos seus galpões e oficinas, um novo museu , a completa restauração de 2 locomotivas a vapor e a volta do passeio turístico até Santo Antônio.

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Livros que ajudam a entender Rondônia – 11 – Geografia de Rondônia Espaço & Produção

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