Arquivo do dia: 04/06/2010

E o tal caminhão-báu levado prá Bolívia?

Queimou mesmo ? Nem uma fotinho da fumaça, nada ? Alguém viu pegando fogo ? Quem ? O que tinha dentro do caminhão  ? O seguro pagou ? Quando queima ( se queimou ) não sobra nem a carcaça ? Jornalismo estranho, muito estranho… a Bolívia é ali, a Antártida é logo ali.

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Do mural de Alberto Lins Caldas

*
sempre aqui sem voragem
torpor sobre ruinas
deserto entre desertos

nos rios de fogo
nenhuma margem
nem sono nem sonhos

nenhuma palavra basta
nada maior q a fome
com a mesma linguagem
*

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Ebós,de Ariana Boaventura : nesta sexta, na Ivan Marrocos

Na visão de mundo da tradição religiosa afrobrasileira, estar em equilíbrio é estabelecer uma relação de preservação e troca entre os deuses/deusas, as pessoas e tudo que existe no universo. No entanto, para que esse equilíbrio aconteça é necessário que mulheres, homens, pedras, rios, animais, florestas, mares e terra sejam bem cuidados.

Para os(as) adeptos(as) das religiões afro-brasileiras o corpo é a morada dos(as) deuses(as), e por isso merece atenção especial no que diz respeito à saúde, possibilitando que voduns, inkices, orixás, mestres e mestras, caboclos, pretos-velhos e encantados possam manter a sintonia conosco.
O saber do terreiro propõe uma forma de lidar com a saúde que tem como finalidade o equilíbrio do corpo, através do fortalecimento da energia vital, proporcionando também a integração subjetiva e a inclusão social.
Dentro dessa perspectiva, os Ebós são rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.), variando sua composição conforme a finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefatos de barro ou ágata, etc.
A estética que compõe tais rituais e o significado a eles atribuído pelos adeptos das religiões de matriz africana encontra-se amplamente estigmatizada na sociedade brasileira através de conotações negativas, generalizadas ao nível do senso comum como macumba, despacho, etc, embora os Ebós sejam uma obrigação de limpeza material e espiritual, cujo simbolismo contribui positivamente para a vida espiritual dos adeptos e da comunidade.
Em sua primeira exposição individual, Ariana Boaventura, propõe um olhar que procura aproximar as imagens rituais ao cotidiano da sociedade, contribuindo dessa maneira para a eliminação das desigualdades historicamente acumuladas por este grupo.
Ao analizarmos mais detidamente a simbologia e o sentido dessas imagens, oriundas de tais ritos, seus usos, costumes e a plena aceitação por grande parte da população brasileira, que crê e respeita essa herança como parte da própria cultura e legado ancestral, pode-se vislumbrar um horizonte amplo e multidiverso, do qual todas as crenças podem compartilhar. Sucesso, Ariana !

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Universidade Federal de São Paulo implanta projeto para atender usuários de drogas em estágio intermediário

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realiza nos dias 10 e 11 de junho o “Simpósio sobre Intervenções Breves e Uso de Drogas: Experiências Brasileiras e Internacionais”. O evento discutirá experiências nacionais e internacionais sobre intervenções breves e atividades preventivas para os usuários de álcool e outras drogas que utilizam os serviços públicos de saúde e suporte social.

Desenvolvido com base na terapia cognitiva-comportamental, o trabalho de intervenção breve foi implantado no Brasil para atender pessoas que estão no estágio intermediário, ou seja,  usuários de alto risco ou com diagnóstico de abuso, mas sem característica de dependência. O objetivo é tratar cada caso preventivamente e de forma rápida com intervenções que duram de semanas a seis meses.

Informações sobre a programação e pôsteres de trabalhos podem ser acessados no site da Unifesp (www.unifesp.br), página Extensão, link ‘eventos’, ou pelo telefone (11) 5549-2500 ramal 105 – com Andreza.

Dois experts internacionais, Dr. Richard Saizt da Boston University (EUA) e Dra. Marianne Pugatch do Children’s Boston-EUA, além de vários clínicos e pesquisadores brasileiros  estarão no evento.

Um pouco mais sobre a  Intervenção Breve

Até a década de 80, no Brasil, existiam poucos programas de prevenção ou opções para lidar com o problema de abuso e dependências químicas de álcool e outras substâncias psicoativas. Em geral, o que existia já era muito comprometido com basicamente três opções de tratamento: intervenção em hospitais psiquiátricos, grupos de auto-ajuda (AA, NA) ou atendimento ambulatorial.

Faltavam abordagens destinadas a pessoas no estágio intermediário, ou seja, pacientes que ainda não eram considerados dependentes, mas que necessitavam de intervenção. Para abordar essa faixa de pessoas, em 1988, sob a coordenação de Jandira Mansur e vice-coordenadora, Maria Lucia Oliveria S. Formigoni foi iniciado um estudo clínico controlado em parceria com pesquisadores da Addiction Research Foundation do Canadá (Martha Sanchez-Graig e Adrian Wilkinson).

Para a implantação do projeto no Brasil, uma equipe de pesquisadores  foi treinada pelos dois pesquisadores canadenses. O estudo foi um marco histórico no país, mostrando que a IB, desenvolvida em três sessões mostrou-se tão efetiva quanto uma abordagem semanal de 90 minutos por seis meses. Nas décadas seguintes, vários estudos sobre IBs foram realizados, alguns dos quais em parceria com pesquisadores de outros países, com o apoio da Organização Mundial de Saúde. Estes estudos resultaram em teses de mestrado, doutorado e vários artigos científicos.

Uma das teses de doutorado fez parte de um projeto de políticas públicas apoiado pela FAPESP e serviu de modelo para o desenvolvimento de um grande projeto de capacitação de profissionais de saúde utilizando técnicas de educação à distância – o projeto SUPERA, por intermédio do qual já foram capacitados mais de 12 mil profissionais de todo o Brasil.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Abertura dos trabalhos por Denise De Micheli (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)

Conferência Internacional: Panorama Geral da Intervenção Breve no Mundo Conferencista: Richard Saizt (Boston University – EUA)

Conferência 1:Intervenções Breves e as Políticas Públicas sobre Drogas no Brasil por Paulina C. A. V. Duarte  (SENAD – Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas Adjunta)

Conferência 2:Histórico e panorama atual das Intervenções Breves para usuários de drogas no Brasil: da primeira experiência ao Projeto SUPERA (Sistema para detecção do uso abusivo e dependência de substâncias Psicoativas: Encaminhamento, Intervenção Breve, Reinserção Social e Encaminhamento) por Maria Lucia O. S. Formigoni – Coordenadora da Unidade de Dependência de Drogas UDED – Disciplina de Medicina e Sociologia do Abuso de Drogas – Departamento de Psicobiologia – UNIFESP-SP

Mesa Redonda 1– Experiências Nacionais sobre Intervenção Breve em serviços públicos de Atenção à Saúde para Usuários de Drogas, mediado por  Marcelo Cruz (UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Conferência 3 –Intervenções Breves na Atenção Primária, PSF e Saúde Mental: Disseminação Regional no Estado de São Paulo , com Erikson Furtado (FMUSPRP – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo)

Conferência 4 – Eficácia de Uma Sessão de Intervenção Breve após detecção de uso de risco pelo ASSIST na Redução do Uso de Álcool e Problemas Relacionados aplicada por profissionais de saúde de São Paulo, Diadema e Curitiba, com Vânia Vianna (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)

Conferência 5 – Disseminação de Estratégias Rastreamento, Intervenções Breves e Referenciamento para Álcool, Tabaco e Outras Drogas em Minas Gerais, com Daniela Belchior Mota (UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora)

Mesa redonda 2 – Intervenções Breves para usuários de Drogas: influência das características do profissional, do usuário e do ambiente, mediada por Telmo Ronzani (UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora)

Conferência 6 –Intervenção Breve em ambiente de saúde: uma análise qualitativa sobre a influência do perfil dos Profissionais, por Michaela Bitarello (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)
Conferência 7 – A Aplicação das Intervenções Breves na Rede de Atenção a Usuários de Drogas. Exemplos nos Campos da Formação Profissional e da Pesquisa, com Marcelo Cruz (UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro) Conferência 8 – Intervenção Breve para  Adolescentes Usuários de Álcool e Outras Drogas, com Denise De Micheli (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)
Mesa Redonda 3 – Resultados da implementação de Intervenções Breves em diferentes ambientes e desafios para o futuro, mediada por Paulina Vieira Duarte (SENAD)
Conferência 9 –Custo e efetividade de um curso nacional por EAD (SUPERA) para Capacitação de Profissionais de Saúde em Intervenção Breve, pelo palestranteThiago Pavin (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)

Conferência 10 – Resultados obtidos com um curso nacional por EAD para Capacitação de Educadores em Prevenção ao Uso de Drogas e Intervenções Breves, com o palestrante Jozenir Alves de Oliveira (UNB – Universidade de Brasilia)

Conferência 11 – Eficácia de Intervenções Motivacionais por Tele-atendimento (VIVA VOZ)  para Dependência de Drogas Lícitas e Ilícitas, por Helena Barros (UFCSPA – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre)

Conferência 12 –Intervenções Breves no Brasil: até onde avançamos e quais os desafios em relação ao abuso de álcool e outras drogas, com Telmo Ronzani (UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora)
Diálogos entre palestrantes das mesas redondas nacionais, conferencista internacional  e platéia

Mesa Redonda 4 – Intervenções Breves no Sistema de Saúde como parte das Políticas estatais sobre Drogas
mediada por Maria Lucia O.S. Formigoni (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)
Conferência 13 – Ações da SENAD no Brasil envolvendo Intervenções Breves e uso de drogas, com a palestrante Carla Dalbosco (SENAD – DF)
Conferência 14 – A Intervenção Breve e a  política do Ministério da Saúde para Atenção Integral  a Usuários de Álcool e Outras Drogas  -com Francisco Cordeiro (Coordenação de Saúde Mental – Ministério da Saúde – DF)
Conferência 15 – A inserção de Intervenções breves para usuários de drogas nas práticas do CRATOD, por Luizemir W. Lago (CRATOD – Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas)
Conferencia Internacional: Intervenções Breves utilizando a Internet, por Marianne Pugatch (Children’s Hospital de Boston, EUA) Debatedora:Denise De Micheli (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)
Mesa Redonda 5 – A Intervenção Breve como ferramenta de prevenção de problemas decorrentes do uso de Drogas: o olhar dos Educadores Mediadora: Denise De Micheli (UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo)
Conferência 16 –Os múltiplos desafios da prevenção na escola, por Helena Albertani – SP
Conferência 17 – A prevenção em nova perspectiva: Ações Redutoras de Vulnerabilidade, com Marcelo Sodelli  (PUCSP – Pontificia Universidade Católica de São Paulo)
Conferência 18 – Representações Sociais de professores do Ensino Médio Sobre Drogas e Intervenções Possíveis. Mediadora: Denise De Micheli, com a palestrante Vera Placco (PUC-SP Pontificia Universidade Católica de São Paulo)

Encerramento das atividades- Denise De Micheli e Eroy A. Silva (UNIFESP)

Os setores de passagens aéreas e diárias do Governo de Rondônia e das Prefeituras Municipais do Estado já podem ir providenciando a ida dos bons profissionais que atuam nos CAPS e similares. Um evento destes é imperdível, e o custo-benefício irrisório. E quem ganha é a clientela necessitada de bons serviços e atendimento.

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