Arquivo do dia: 18/05/2010

Papa incógnito em Portugal

Recebo um e-mail de Portugal, dizendo que pouca gente saberá que o Papa tem uma casa de campo no Norte de Portugal e para continuar incógnito no Douro…Putz, a Europa quase falindo e esta gente ainda tem tempo prá inventar ?

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Os órfãos do Villa's Bar III- Final

Leia também: Os órfãos do Villas Bar IOs órfãos do Villas Bar II

Por Altair Santos (Tatá)

Pois bem amigos e amigas é o fim da tormenta após diluvianos chororôs de quarenta dias e quarenta noites. Depois da deriva, depois de afogar-se em copos estranhos e dormir pesados sonos nas mesas de outros bares, as águas da tristeza baixaram. A arca dos perdidos atracou e um novo monte Ararat, em forma de bar, haverá de acolher os sobreviventes. É hora de vida nova. Conforme prometido vamos passar a régua nessa conta e dar por encerrada a inventariação e partilha da herança imaterial decorrente do fechamento do Villas Bar. O certo é que o adiós boteco deixou inapagáveis chamas de tristeza no coração de muitos e como são muitos! Dados do último recenseamento do IEG – Instituto Ébrio Geográfico (especializado em localizar, identificar, registrar e documentar a densidade demográfica de pinguços da cidade) diz ali no Villas Bar, ter convivido a mais heterogênea sociedade freqüentadora de botecos das últimas décadas em Porto Velho. Rondonienses e gaúchos, baianos e acreanos, cariocas e mineiros, sergipanos, chilenos e peruanos, gregos, troianos e bolivianos, todos ali se achegaram e beberam livres dos requisitos do passaporte ou do visto, era trânsito livre, era free life para aquela sociedade evoluída. A grande legião de órfãos ainda recolhe-se em sofrimento, mas já se agrupa numa e noutra esquina da cidade. São os novos e bons sinais. Dores e lamentos à parte, quem quiser, a partir de então, promover seus reclames que o façam perante a autoridade do gabaritado Doutor Destino e, com ele, lá em seu escritório, em audiência, tenham sobre todos os “porquês” que o assunto ainda demanda. Ele é autoridade máxima no assunto e confortará a todos atrasadinhos. Mesmo assim fazemos aqui alguns registros em contabilidade final, é a repescagem. Carlinhos Maracanã, por exemplo, trancou-se em casa e suportou o by by Villas calado, sozinho e triste, não reclamou. Pelo recolhimento e atitude humilde que surpreenderia até mesmo alguns eméritos da categoria de Ghandi, São Francisco, Madre Teresa de Calcutá e Monges tibetanos, o botafoguense da boina irá ao guichê da saudade buscar a sua parte. A mana Almira que, noite após noite, vindo da Faculdade Católica, fazia pit-stop no Villas pra molhar a palavra e discutir Marilena Chauí, dentre outros autores, também receberá um hollerith cheio de promessas. O Bruno Rocha (Brunão) que morou aqui mandou e-mail e lá da região da Avenida Paulista, em São Paulo, se disse muito triste e quase chorou por causa do bar. Pobre moço! Pra resolver a situação dele consultamos o saldo em caixa, fizemos as contas e vamos mandar pelo SBI – Saudade Bank International, o seu FGTVB, leia-se: Fundo de Garantia por Tempo de Villas Bar. Então senhoras e senhores sintonizem seus rádios porque vai começar a partida, a seleção está em campo e as emoções estão afloradas, preparem seus corações porque, antes mesmo de começar a copa, essa turma de órfãos do Villas Bar já estará fortemente barulhenta e inquieta, assinando ficha de filiação e sediando-se – outra vez- em algum boteco do centro da cidade. Por enquanto a confraria continua trabalhando em quase absoluto silêncio, exigente, criteriosa e seletiva, assim como a FIFA para aprovação de cidades brasileiras para a copa de 2014. Eles – os órfãos – à luz dos seus secretíssimos e invioláveis critérios avaliam vários locais para a nova sede. Onde vai ser? É pergunta que não quer calar. Por enquanto ninguém sabe, nem eles mesmos, mas, quem viver verá!  Um brinde, saúde e vida longa a todos.

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Os órfãos do Villa’s Bar III- Final

Leia também: Os órfãos do Villas Bar IOs órfãos do Villas Bar II

Por Altair Santos (Tatá)

Pois bem amigos e amigas é o fim da tormenta após diluvianos chororôs de quarenta dias e quarenta noites. Depois da deriva, depois de afogar-se em copos estranhos e dormir pesados sonos nas mesas de outros bares, as águas da tristeza baixaram. A arca dos perdidos atracou e um novo monte Ararat, em forma de bar, haverá de acolher os sobreviventes. É hora de vida nova. Conforme prometido vamos passar a régua nessa conta e dar por encerrada a inventariação e partilha da herança imaterial decorrente do fechamento do Villas Bar. O certo é que o adiós boteco deixou inapagáveis chamas de tristeza no coração de muitos e como são muitos! Dados do último recenseamento do IEG – Instituto Ébrio Geográfico (especializado em localizar, identificar, registrar e documentar a densidade demográfica de pinguços da cidade) diz ali no Villas Bar, ter convivido a mais heterogênea sociedade freqüentadora de botecos das últimas décadas em Porto Velho. Rondonienses e gaúchos, baianos e acreanos, cariocas e mineiros, sergipanos, chilenos e peruanos, gregos, troianos e bolivianos, todos ali se achegaram e beberam livres dos requisitos do passaporte ou do visto, era trânsito livre, era free life para aquela sociedade evoluída. A grande legião de órfãos ainda recolhe-se em sofrimento, mas já se agrupa numa e noutra esquina da cidade. São os novos e bons sinais. Dores e lamentos à parte, quem quiser, a partir de então, promover seus reclames que o façam perante a autoridade do gabaritado Doutor Destino e, com ele, lá em seu escritório, em audiência, tenham sobre todos os “porquês” que o assunto ainda demanda. Ele é autoridade máxima no assunto e confortará a todos atrasadinhos. Mesmo assim fazemos aqui alguns registros em contabilidade final, é a repescagem. Carlinhos Maracanã, por exemplo, trancou-se em casa e suportou o by by Villas calado, sozinho e triste, não reclamou. Pelo recolhimento e atitude humilde que surpreenderia até mesmo alguns eméritos da categoria de Ghandi, São Francisco, Madre Teresa de Calcutá e Monges tibetanos, o botafoguense da boina irá ao guichê da saudade buscar a sua parte. A mana Almira que, noite após noite, vindo da Faculdade Católica, fazia pit-stop no Villas pra molhar a palavra e discutir Marilena Chauí, dentre outros autores, também receberá um hollerith cheio de promessas. O Bruno Rocha (Brunão) que morou aqui mandou e-mail e lá da região da Avenida Paulista, em São Paulo, se disse muito triste e quase chorou por causa do bar. Pobre moço! Pra resolver a situação dele consultamos o saldo em caixa, fizemos as contas e vamos mandar pelo SBI – Saudade Bank International, o seu FGTVB, leia-se: Fundo de Garantia por Tempo de Villas Bar. Então senhoras e senhores sintonizem seus rádios porque vai começar a partida, a seleção está em campo e as emoções estão afloradas, preparem seus corações porque, antes mesmo de começar a copa, essa turma de órfãos do Villas Bar já estará fortemente barulhenta e inquieta, assinando ficha de filiação e sediando-se – outra vez- em algum boteco do centro da cidade. Por enquanto a confraria continua trabalhando em quase absoluto silêncio, exigente, criteriosa e seletiva, assim como a FIFA para aprovação de cidades brasileiras para a copa de 2014. Eles – os órfãos – à luz dos seus secretíssimos e invioláveis critérios avaliam vários locais para a nova sede. Onde vai ser? É pergunta que não quer calar. Por enquanto ninguém sabe, nem eles mesmos, mas, quem viver verá!  Um brinde, saúde e vida longa a todos.

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Galera do bem reunida em Fortaleza do Abunã

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Livros que ajudam a entender Rondônia – 8 – Entre o Passado e o Futuro

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Superfícies 3

Parede do Real Forte Príncipe da Beira / Costa Marques - RO

Parede do Real Forte Príncipe da Beira / Costa Marques - RO

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Do Vocabulário Popular de Porto Velho

Alvarenga
Balsa sem motor, para transporte de cargas e passageiros, empurrada por um rebocador.
Barge with no engine, used for carrying cargo and passengers, pushed by a tug.
Bac sans moteur pour le transport de marchandises et de passagers, dirigé par un pousseur.

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Monte Roraima : Respeito à montanha dos cristais

O marco piramidal que define a tríplice fronteira, um elemento totalmente estranho à paisagem, fica numa espécie de arena, cercado por impressionantes formações.  De um lado o Vale dos Cristais, extenso e bonito (na Venezuela). Do outro, o temido Labirinto (na Guiana). Próximo, outro caminho cheio de fendas e lagoas leva ao paredão do lado brasileiro. Muito além do Labirinto fica o Lago Gladys – assim batizado em homenagem a um lago citado em O Mundo Perdido, obra do escritor inglês Arthur Connan Doyle, que claramente se inspirou em relatos sobre o Monte Roraima para compor a atmosfera misteriosa de seu livro. Muitos índios dizem que o Lago Gladys não existe.

Alguns que já estiveram por lá criam dificuldades para encarar mais dois de trilha “suicida” a partir do ponto tríplice. O caminho ao lago é apenas um entre os muitos temores dos índios pemons, que exercem um estranho controle sobre a montanha. A atual geração de nativos incumbida de guiar os visitantes parece enfrentar a tarefa com resignação e dor. O dinheiro do turismo é a sua principal fonte de renda, mas eles se sentem um tanto incomodado por essa relação à montanha. Assim, muitas vezes, mostram-se dispersivos, observam calados os visitantes e recriminam fortemente a atitudes de alguns, como levar cristais ou outros objetos que possam servir de lembranças. Por isso, hoje, é feita uma revista minuciosa no retorno da viagem, justamente para coibir essas ações.

Sob o olhar dos imensos tepuis, a Terra evoluiu, mudou, moveu-se, esculpiu praias, montanhas e desertos, deslocou homens e impôs desafios. Anônima e eterna testemunha desta trajetória, o Monte Roraima é um lugar mágico onde o silêncio emite sons, as pedras se movimentam, a vida viaja num sopro de vento.

Dinossauros existem? Claro que sim. O Monte Roraima está lá para mostrar isso, pois num mundo onde os sonhos e a imaginação estão acima de qualquer suspeita, tudo é possível.

O marco piramidal que define a tríplice fronteira, um elemento totalmente estranho à paisagem, fica numa espécie de arena, cercado por impressionantes formações.  De um lado o Vale dos Cristais, extenso e bonito (na Venezuela). Do outro, o temido Labirinto (na Guiana). Próximo, outro caminho cheio de fendas e lagoas leva ao paredão do lado brasileiro. Muito além do Labirinto fica o Lago Gladys – assim batizado em homenagem a um lago citado em O Mundo Perdido, obra do escritor inglês Arthur Connan Doyle, que claramente se inspirou em relatos sobre o Monte Roraima para compor a atmosfera misteriosa de seu livro. Muitos índios dizem que o Lago Gladys não existe.

Alguns que já estiveram por lá criam dificuldades para encarar mais dois de trilha “suicida” a partir do ponto tríplice. O caminho ao lago é apenas um entre os muitos temores dos índios pemons, que exercem um estranho controle sobre a montanha. A atual geração de nativos incumbida de guiar os visitantes parece enfrentar a tarefa com resignação e dor. O dinheiro do turismo é a sua principal fonte de renda, mas eles se sentem um tanto incomodado por essa relação à montanha. Assim, muitas vezes, mostram-se dispersivos, observam calados os visitantes e recriminam fortemente a atitudes de alguns, como levar cristais ou outros objetos que possam servir de lembranças. Por isso, hoje, é feita uma revista minuciosa no retorno da viagem, justamente para coibir essas ações.

Sob o olhar dos imensos tepuis, a Terra evoluiu, mudou, moveu-se, esculpiu praias, montanhas e desertos, deslocou homens e impôs desafios. Anônima e eterna testemunha desta trajetória, o Monte Roraima é um lugar mágico onde o silêncio emite sons, as pedras se movimentam, a vida viaja num sopro de vento.

Dinossauros existem? Claro que sim. O Monte Roraima está lá para mostrar isso, pois num mundo onde os sonhos e a imaginação estão acima de qualquer suspeita, tudo é possível.

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Sérgio Mello e Lúcio Guzman no Papo News desta terça

Lúcio Guzmán, professor-fundador da UNIR e da FARO. no Papo News desta terça-feira, no canal 58 ou VIACABO, canal 17.

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O CurtAmazônia está chegando

Já se passaram tantos meses, foram meses de muitas conquistas para um filho que nasceu ontem. Filho legítimo de rondoniense, de conquistas herdadas ao longo anos de experiências vivenciadas nesse processo de acreditar numa Rondônia Possível. Possível, é uma palavra que temos de estar sempre juntos, porque estamos chegando na primeira edição do Festival de Cinema Curta Amazônia com muita garra, determinação e consciente que temos que fazer muito por essa terra que nascemos e sabemos cultivar e compartilhar com nossos amigos colaboradores, empresários, entidades públicas e a comunidade que sempre acreditou que é possível se fazer cultura em nosso Estado de Rondônia.

Você amigo ou amiga que está começando com novos projetos, acredite, porque se você não acreditar nos seus sonhos, quem irá acreditar? Quem irá colocar em prática o seu projeto (sonho)? Temos muito à alcançar, venceremos mais essa etapa, conquistando e buscando mais espaços para o coletivo cultural, queremos uma Rondônia Possível, de sonhar, de vencer as dificuldades com muito trabalho. Não perca à esperança no primeiro obstáculo que tiver, “derrube”, “quebre” quantas “pedras” estiverem no seu caminho, porque, nós todos somos capazes de realizar nossos sonhos, e o meu sonho está muito próximo de realizar, que é a concretização do projeto, planejado arduamente, diurtunamente e madrugadas à dentro, sim, meus caros, madrugadas infinitas, mais necessárias dentre o processo de criação e ajustes do projeto que ora se aproxima de sua realização: o 1º Festival de Cinema CurtAmazônia, que será o novo marco cultural aqui em Rondônia, graças aos patrocinadores e apoiadores que sempre acreditaram e acreditarão em nossos projetos para o nosso querido Estado de Rondônia. E afirmo à todos, que o CurtAmazôniaA terá sua expansão, em breve, à todos os municípios de nosso Estado. Um forte abraço aos que sempre nos ajudaram e nos credenciaram com créditos, e aos parceiros de primeira hora, só posso dizer: O meu muito obrigado! Carlos Levy, Associação CurtAmazônia.

Programação : o 1º CurtAmazônia será realizado de 25 e 26 no Sesc Esplanada (Teatro 1) com exibições de filmes pela manhã, tarde e noite, e nos dias 27, 28 e 29 de maio no Auditório do SENAC, todos com entrada gratuita. Haverá uma Mesa Redonda com presença da Presidente da ABD Nacional, e diretores regionais de Porto Velho e Belém, no AudiCine Sesc Esplanada no dia 27/05 a partir das 8 horas. Teremos no dia 28/05 a partir das 8 horas, a Oficina de Projetos Culturais e Acesso ao SICONV, ministrada pela Técnica Elynes Rodrigues do Ministério da Cultura.

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