Arquivo do dia: 16/05/2010

Ao norte – 23

Canoa em banho de Guajará-Mirim/RO

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Monte Roraima – Terra de lendas e plantas exóticas

Como todos os tepuis desta região, o Monte Roraima começou a ser desenhado há quase dois bilhões de anos, quando nem sequer os continentes apresentavam seus contornos atuais. O topo do Roraima é um lugar sinistro, sem referências geográficas em qualquer outra região da Terra. O exército de pedras escuras do platô, com formas e dimensões distintas que variam conforme a luz seria capaz de instigar a imaginação até do mais duro e cético dos escritores. Muitos trechos dos seus quase 90 km de área permanecem ainda intocados, seja pela dificuldade de acesso ou pelas crenças indígenas que os isolam. Para ser ter uma idéia, somente em 1976 é que o primeiro homem (o escritor venezuelano Charles Brewer-Carias) desvendou o impressionante Vale dos Cristais, local próximo ao ponto que marca a tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Já as lendas mantidas vivas pelos índios fazem com que visitantes e estudiosos jurem ter visto criaturas pré-históricas, ou ouvido urros estranhos e horrendos quando alojados na área do Monte Roraima. Mas os únicos seres vivos devidamente registrados no topo do Monte são alguns insetos, entre eles a peculiar borboleta-tigre e o sapo de nome científico Oreonphynella Quelchii (é um sapinho preto da barriga vermelha, do tamanho da unha do dedão). Estima-se que pelo menos 400 tipos de bromélias e mais de 2.000 tipos de flores e samambaias compõem a diversidade da flora. Isoladas ao longo de milhões de anos, forçadas a adaptar-se por causa da falta de nutrientes do solo, elas evoluíram em novas espécies – as bromélias, por exemplo, criaram surpreendentes hábitos carnívoros, alimentando-se de insetos.

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Livros que ajudam a entender Rondônia – 7 – Cenários Amazônicos

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Garimpo não para:contrabando de diamantes de US$ 3,9 mi é apreendido em Rondônia

Por Nelson Townes , do noticiaRo.com

A Polícia Federal informa ter apreendido em Rondônia 460 diamantes com o total de 258 quilates (que se avalia em pelo menos US$ 3,9 milhões ou R$ 7 milhões pelo câmbio comercial) contrabandeados das minas dos índios Cinta Larga, na Reserva Indígena Roosevelt, região central do Estado.

Dois homens acusados do delito foram presos em Cacoal, a 500 kms a sudeste de Porto Velho. A apreensão das pedras preciosas e a prisão dos acusados ocorreram na sexta-feira (14) à tarde.

Os contrabandistas foram identificados como , Ubiratânio Lopes Flores e Paulo Ferreira Borges. Eles foram presos quando negociavam a venda dos diamantes numa residência perto da rodoviária de Cacoal.

O delegado da Polícia Federal, Márcio Mamede disse não ter dúvida de que as pedras preciosas são da Reserva dos índios Cintas- Largas e abriu inquérito para saber como foram roubadas.

É difícil avaliar o valor exato dessa apreensão (no caso de diamantes, convenciona-se que sejam sempre determinados em dólares), pois a Polícia Federal não informou os fatores que determinam seu preço (tipo, grau de pureza etc.) Aparentemente não estão lapidados, o que aumentaria o valor do quilate.

O valor da apreensão é estimado dividindo-se o total das pedras (460) pelos 258 quilates que a Polícia Federal informa pesarem. O valor poderá aumentar conforme o grau de pureza e a lapidação.

Na hipótese de que os diamantes apreendidos sejam o de menor valor na faixa dos quilates, o do tipo G (nitidamente incolor ou “rare white”), e que as pedras apreendidas tenham, cada uma, o tamanho médio de 1,7 quilate, seu custo por quilate será de pelo menos U$ 8,500 (oito mil e quinhentos dólares por pedra de 1,5 quilate), ou R$ 15.334,00 pelo câmbio do dólar comercial na sexta-feira (14.)

Multiplicando-se o valor unitário de R$ 15.334,00 pelas 460 pedras apreendidas pela Polícia chegamos a um total R$ 7.053.640,00, ou, em dólares US$ 3,910,000 (3 milhões, 910 mil dólares.)

Essa apreensão, como reconhece a Polícia Federal, mostra que prossegue a mineração clandestina de diamantes, independente dos perigos a que os intrusos se expõem. Em abril de 2004, os Cinta Larga mataram a flechadas e espancamento com tacape 29 garimpeiros.

As jazidas de diamantes dos Cinta Larga são consideradas uma das maiores (ou a maior do mundo) e o Estado de Rondônia e o Brasil perdem divisas por que o Congresso Nacional ainda não regulamentou o dispositivo constitucional que permite aos índios explorar seus recursos minerais.

Fala-se em Porto Velho que os diamantes dos Cinta Larga são do tipo puro ou quase puro, transparentes ou incolores, que são os mais valiosos.

Os geólogos ensinam que um diamante pode ter qualquer cor e tonalidade possíveis, sendo os mais comuns os tons de amarelo. “Somente cerca de 20% dos diamantes produzidos pela mineração encontra uso como gema, sendo os 80% restantes, onde se incluem os carbonados, dedicados ao uso industrial.”

A cor em diamantes é devida a impurezas ou defeitos estruturais. O nitrogênio é a impureza mais comum e confere aos diamantes cores amareladas.

“A unidade de peso usada em diamantes e em gemas em geral é o quilate, que equivale a quinta parte do grama (0,2 gramas) e cada quilate por sua vez é subdividido em 100 pontos, valendo cada ponto 2 mg.

“A relação entre peso e preço dos diamantes é geométrica, isto é, um diamante de 2 quilates vale mais do que duas vezes um diamante de 1 quilate com a mesma classificação de cor, pureza e lapidação.”

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