Arquivo do dia: 12/05/2010

Mocambo Sublevado

Por Altair Santos (Tatá)

Domingo, dia das mães. O que seria a continuação de um final de semana festivo e repleto de alegria, por conta da comemoração do dia das mães, no Mocambo, teve outro desdobramento. Logo cedo, um misto de tristeza, indignação e revolta tomou conta dos moradores daquele histórico bairro, ante a manchete de capa de um matutino local que estampava até pra cego ver: “Mocambo é rei das bocas-de-fumo.” Dentro, do jornal, na ampliação da matéria, mais contundência: Mocambo “ainda” é o rei das bocas-de-fumo. O desassossego foi geral, os ânimos se exaltaram, o café da manhã com as mamães esfriou na mesa e o churrasco do almoço sequer foi pro fogo. O bicho pegou! Atravessávamos o Bairro Mocambo, do Areal em direção ao centro e optamos pela Rua Capitão Esron de Menezes que termina na Almirante Barroso para, adiante, pela General Osório, dar acesso a 7 de setembro no coração da capital. Porém a nossa trajetória fora interrompida pelo frenético movimento de moradores do Bairro Mocambo que acorriam para a aconchegante Praça São José. A praça, hoje palco das manifestações e comemorações religiosas, sociais e culturais do Mocambo, era, naquele momento, o pátio da injúria, do protesto. Diretores e brincantes do Bloco Até Que a Noite Vire Dia, católicos, evangélicos, estudantes e líderes comunitários corriam de um lado para o outro, conversando entre si e avaliando o estrago social da notícia. Pobre Mocambo e seus moradores! Geograficamente talvez o menor, dentre os menores bairros de Porto Velho fora, após décadas de luta contra a discriminação, alvejado no peito sem que ninguém – antes dos dados divulgados – lhes procurasse pra conhecer a história de transformação ali existente. Não acreditamos em força repressiva que expõe em manchete de jornal, dados ou detalhes de operação em curso. O ato da investigação nos parece que deve se dá em sigilo para não comprometer o êxito pretendido. E se assim não o for que os textos a serem divulgados sejam zelosos e respeitosos com as pessoas de bem. Os moradores do Mocambo são poucos. A bonita história de trabalho, de educação, cultura, esporte e amor à cidade, é esquecida por muitos noticiosos em detrimento dos desajustes sociais de um passado distante. O bairro é parte da cidade, logo, propenso a vivenciar as coisas boas e ruins que acontecem neste mundão de meu Deus, portanto,  é desnecessário que o jornal lhe confira o pejorativo título de “rei da droga”. Se é fato que lá tem vendedor de drogas, estes informes devem resultar de conhecimento de campo investigativo.  Então onde estão? Quem são? Em que rua? Já que sabem disso vão lá e os prendam. A comunidade do Mocambo não se desinteressa ou abre mão da defesa pública. Porém exige ser tratada como comunidade que precisa da sua integridade moral para seguir adiante, criando seus filhos, realizando suas ações, somando para o contexto histórico da cidade, interagindo com os poderes e outros segmentos, sem a pedra que lhe fora atirada contra o quengo.   Há anos, no Mocambo, se ouve falar de comemorações festivas, sociais e culturais como dia das mães, dia dos pais, festa de são José (padroeiro do bairro), festa da padroeira do município, dia das crianças, natal, ano novo e carnaval. Lá também os segmentos organizados da comunidade, ou seja, o bloco, os religiosos e os jovens fazem ação solidária, se preocupam com o próximo em busca de vida digna e harmônica. Ei Mourão, Márcio, Ernesto, Maracanã, Sílvio e Bainha, Misteira e Mávilo, vamos fazer um Canta Mocambo! Vamos entoar o mais fervoroso refrão dali: “amanhecer no mocambo.”

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Rondônia promove seminário para debater os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

A Secretaria-Geral da Presidência da República, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promovem em Porto Velho, nesta quinta -feira (13), às 9h, o III Ciclo de Seminários Estaduais dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O evento, voltado aos representantes dos governos municipais, estaduais e federal, organizações da sociedade civil, setor privado, fundações, conselhos setoriais e universidades, acontece no Rondon Palace Hotel (Av. Governador Jorge Teixeira, 491 – Bairro N. Sra. das Graças – Porto Velho). Os seminários buscam fortalecer a participação da sociedade civil no alcance das metas; ampliar a rede de parceiros dos entes federados e demonstrar as possibilidades dos ODM na implementação das políticas públicas.

O Brasil já atingiu, por exemplo, as metas de erradicação da miséria e da fome. A meta inicial era de que, até 2015, cada país reduzisse a pobreza e a proporção de pessoas que passam fome a metade do índice registrado em 1990. O 4º Relatório aponta que esse resultado foi alcançado em 2007 e superado em 2008.

O relatório diz ainda que o governo brasileiro tem procurado contribuir para reduzir a dívida de nações pobres altamente endividadas, além de defender mudança nas regras do comércio internacional.

Os ODM foram definidos durante reunião da Cúpula do Milênio, realizada em Nova Iorque em 2000, quando líderes de 191 nações oficializaram um pacto para tornar o mundo mais solidário e mais justo até 2015. O sucesso deste compromisso será possível pela adoção de oito iniciativas, conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. São elas: erradicar a extrema pobreza e a fome; educação básica de qualidade para todos; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer parcerias para o desenvolvimento.

Mais informações na Secretaria-Geral da Presidência da República fone  (061) 3411-1407 ou  no e-mail http://www.planalto.gov.br/secgeral .

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Livros importantes para entender o Pará – Jornal Pessoal

Sempre comentei no site os livros importantes e os imprescindíveis para entender Rondônia. Desta vez, faço uma pequena lista de livros legais para compreender esta doida, devastada, amada e vilipendiada Amazônia. Todos estão no Jornal Pessoal, uma iniciativa do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que publica desde 1987 uma edição quinzenal impressa. É uma proeza ! Diz o editorial do site : ” O Jornal Pessoal circula quinzenalmente, em Belém do Pará, desde a 1ª quinzena de setembro de 1987. Tornou-se a publicação alternativa de existência mais duradoura do país e a única em atividade. É jornal alternativo porque recusa publicidade. Sempre viveu exclusivamente da venda avulsa, sobretudo em bancas de revista e livrarias de Belém, cidade que está chegando a 1,5 milhão de habitantes e é a mais importante da Amazônia. É alternativo também por ser escrito por uma única pessoa, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, nascido em 1949, na profissão desde 1966, com a ajuda do irmão, Luiz Pinto, nas ilustrações e edição. É alternativo também por ter optado pelo formato menor e mais pobre, justamente para não depender da receita da venda de anúncios, que costuma limitar a liberdade de expressão quando dependente de grandes anunciantes e dos governos. Graças a essas características, o Jornal Pessoal só tem uma limitação: a capacidade de se informar e de transmitir informações do seu redator solitário. Lúcio Flávio se tornou a principal referência sobre a Amazônia na imprensa brasileira. Ganhou prêmios nacionais e internacionais em função da seriedade e profundidade das suas análises sobre a região, que, hoje, é tema de abrangência universal. Durante 18 anos seguidos trabalhou em O Estado de S. Paulo. Passou por outras redações da grande imprensa e de alternativos antes de se dedicar ao seu jornal, em formato ofício, 12 páginas, sem cores e fotos. Certas informações e abordagens sobre a Amazônia só costumam aparecer no JP. Por isso, o jornal obteve reconhecimento internacional. Em compensação, é vítima de constante e dura perseguição. Lúcio já sofreu 33 processos na justiça do Pará e foi condenado quatro vezes. Seu crime: dizer a verdade. Na imensa e devastada a Amazônia, dizer a verdade é considerado crime, a ser punido e coibido.”

O link para o site é http://www.lucioflaviopinto.com.br

E a lista dos livros é esta :

Amazônia, o anteato da destruição Editora: Grafisa – Belém, 1977. 372 páginas (2ª edição, 1978).

Amazônia: no rastro do saque Editora: Hucitec – São Paulo, 1980. 219 páginas.

Carajás, o ataque ao coração da Amazônia Editora: Marco Zero – São Paulo, 1982. 112 páginas (2ª edição ampliada, 1982, 140 páginas).

Jari: toda a verdade sobre o projeto de Ludwig Editora: Marco Zero – São Paulo, 1984.

Amazônia, a fronteira do caos Edição do autor – Belém, 1991. 159 páginas.

Amazônia, o século perdido Edição Jornal Pessoal – Belém, 1992. 160 páginas.

Internacionalização da Amazônia Edição Jornal Pessoal – Belém, 2002. 57 páginas.

Hidrelétricas na Amazônia Edição Jornal Pessoal – Belém, 2002. 124 páginas.

CVRD: a sigla do enclave na Amazônia Editora: Cejup – Belém, 2003. 256 páginas.

Guerra amazônica Edição Jornal Pessoal – Belém, 2005. 300 páginas.

O jornalismo na linha de tiro Edição Jornal Pessoal – Belém, 2006. 530 páginas.

Contra o poder Edição Jornal Pessoal – Belém, 2007. 278 páginas.

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Gente que eu encontrei por aí… Omedino Pantoja

Omedino Pantoja, dando os retoques na iluminação do show "Gente da Mesma Floresta" - Foto: B. Bertagna

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Microprojetos Mais Cultura : Oficinas para os produtores culturais de RO,TO,MA e MT

Os estados de Tocantins, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso sediarão oito oficinas de Microprojetos Mais Cultura nos dias 12, 13 e 14 de maio. O objetivo da ação é orientar artistas, grupos artísticos e produtores culturais locais para a elaboração de projetos ao edital, que investirá R$ 13,8 milhões na Amazônia Legal.

A ação do Ministério da Cultura visa promover a diversidade cultural da Região Amazônica por meio do financiamento não reembolsável de projetos culturais e socioculturais. As iniciativas deverão ter como beneficiários jovens entre 17 e 29 anos residentes em regiões ou municípios da Amazônia Legal.

“Trata-se de uma região de grande riqueza cultural, mas historicamente sem acesso a financiamentos para pequenas produções. Além disso, estamos incorporando o ‘custo amazônico’ nas ações do Ministério e contribuindo para promover a cidadania de milhares de jovens da região amazônica”, disse a secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles.

Confira as oficinas desta semana:
Dia 12  – Palmas/TO: horário: 15h às 18h – Teatro de Bolso Memorial Coluna Prestes na Praça dos Girassóis, S/N
Dia 12 – Porto Velho/RO – 15h às 18h – Biblioteca Municipal Francisco Meireles
Dia 13 – Cacoal/RO – 15h às 18h – Auditório do Cred de Cacoal
Dia 13 – São Luís/MA – 14h às 18h Centro de Criatividade Odylllo Costa Filho
Dia 13 – Alta Floresta/MT – 9h às 13h Centro Cultural de Alta Floresta
Dia 14 – Vilhena/RO – 15h às 18h – Auditório da Prefeitura de Vilhena
Dia 14 – Imperatriz/MA – 14h às 18h Auditório da Casa de Cultura de Imperatriz
Dia 14 – Sinop/MT – 9h às 13h Secretaria da Diversidade Cultural de Sinop

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Atenção curumins, cunhatãs, caboclos e caboclas

Atenção curumins, cunhatãs, caboclos e caboclas, estudantes das escolas públicas e privadas, universitários e comunidade em geral de Porto Velho/RO, preparem a pipoca e o guaraná que o Cinema é de graça no 1º Festival de Cinema Curta Amazônia.Fazendo o resgate de filmes que fizeram e fazem história na Amazônia e em especial aqui em Rondônia, a Organização do Festival de Cinema Curta Amazônia e o CTAV/SAV/MINC, vem premiar a população de Porto Velho com mais uma produção confirmada para o dia 26 de maio a partir das 19:30 h no SESC Esplanada, é o filme “Ikatena, vamos caçar?”, do diretor Luiz Paulino dos Santos, 38 min, 1983, SEC/NEC/Funarte.Um filme sobre a criança indígena com os curumins da Tribo Zoró, Parque Aripuanã-Rondônia e Mato Grosso, Região Amazônica Brasileira.Retrata a iniciação dos meninos da tribo Zoró, na arte da caça. Narrativa de um dia de educação, pelo exemplo e aprendizado das artes, crenças, danças e lendas. A transmissão da cultura, de uma geração a outra, é feita através das histórias de Tiorép, o oráculo da aldeia.Neste oráculo, o índio Tiorép narra para os mais jovens, o que é a vida e a história de seu povo, a Tribo dos índios Zorós.“Suas tradições, seus costumes, suas artes, seus deuses, toda a sua cultura. Ele afirma que tem que está firme como a árvore na terra”, Tiorép – índio Zoró.“…O passado é como a raiz profunda, e o presente é como um tronco sólido, e o futuro é como a folhagem de onde cairão as novas sementes de vida. Tudo brotando no seio da Terra”. Venha conferir essa produção que estará em cartaz no 1º Festival de Cinema Curta Amazônia, que será realizado de 25 à 29 de maio do corrente ano.

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Artes Visuais: 6 editais da Funarte

Em 2010, a Funarte amplia significativamente o seu investimento em artes visuais. Estão abertos seis editais, que viabilizam a criação de obras e a produção de exposições, festivais, salões e ações didáticas.  Além disso, eles fomentam o desenvolvimento de pesquisas e reflexões teóricas. Ao todo, R$ 6,4 milhões serão aplicados nos 126 projetos contemplados.

Uma das novidades para este ano é o Edital de Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais.  Mais uma boa notícia é que o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia está de volta. Além disso, outros programas bem sucedidos têm continuidade, ganhando ainda mais solidez. O Prêmio Funarte de Arte Contemporânea representa a reformulação dos tradicionais editais de ocupação dos Espaços Funarte do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Mais uma vez, são concedidas as Bolsas de Estímulo à Produção Crítica e à Criação Artística. E acontece a sétima edição do Programa Rede Nacional, que se torna cada vez mais dinâmico e abrangente.

“Todos os editais de Artes Visuais lançados pela Funarte são pensados de maneira a permitir a experimentação artística e a pesquisa crítica”, afirma Ricardo Resende, diretor do Centro de Artes Visuais. Artistas, coletivos, museus, centros ou empresas de caráter cultural poderão inscrever seus projetos até meados de maio. Os processos seletivos serão realizados por comissões compostas por representantes de todas as regiões do Brasil.

  • Edital de Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais

Neste ano, a Funarte selecionará 15 projetos de pessoas jurídicas voltados para a promoção de salões regionais ou para a produção de festivais de fotografia e de performances. Cinco deles receberão R$ 260.000 e os outros dez ganharão R$ 95.000 para desenvolver sua proposta. Com este edital, a Funarte garante a periodicidade e a qualidade de tais eventos, além de estimular a produção artística regional.

  • Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2010 – Ocupação dos Espaços Funarte

Este edital possibilitará que artistas, coletivos ou empresas de natureza cultural realizem exposições gratuitas nos Espaços Funarte de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Quinze proponentes poderão produzir suas exposições com prêmios que variam entre R$ 40.000 e R$ 80.000. Profissionais oriundos de variados segmentos das artes visuais e de diversas regiões do Brasil serão projetados publicamente com a exibição de seus trabalhos.

  • Projeto XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia

Através do Prêmio Marc Ferrez, a Funarte difunde e fomenta a reflexão e a produção artística no campo da fotografia. Em 2010, a premiação contemplará 36 pessoas físicas que queiram desenvolver projetos inéditos. Cada uma delas receberá até R$ 40.000. As propostas devem estar relacionadas a uma das três categorias a seguir: pesquisa, experimentação e criação em linguagem fotográfica; documentação fotográfica ou registro das transformações do cotidiano na sociedade; produção de conhecimento por meio de apoio ao pensamento crítico e teórico.  Total em investimentos: R$ 1.080.000

  • Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais

Desenvolver a reflexão crítica e teórica acerca da atual arte brasileira é o objetivo desta bolsa. Através dela, a Funarte cria condições para a formação profissional e para a produção do conhecimento artístico. Neste ano, serão contemplados dez projetos inéditos, que resultem em ações, obras e processos a serem apresentados ou expostos ao público. Todos os projetos devem ser propostos por pessoas físicas (artistas ou coletivos) e cada um deles receberá R$ 30.000.

  • Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística em Artes visuais

Artistas ou coletivos interessados em produzir obras inéditas e de qualidade podem se candidatar a esta bolsa, que fomenta a pesquisa e a criação em âmbito nacional. Neste ano, dez projetos serão contemplados com R$ 30.000 cada. Ao fornecer condições materiais para a produção de novas obras, a Funarte amplia a qualificação e a difusão em artes visuais.

  • Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais

O Programa Rede fomenta a reflexão e o debate sobre as artes visuais, investindo na capacitação de profissionais e na circulação do conhecimento. Em 2010, serão contemplados 40 projetos que promovam oficinas artísticas, palestras, atividades pedagógicas, atividades integradas, exposições, oficinas de qualificação e seminários. Dez pessoas jurídicas receberão R$ 30.000 e, para as 30 pessoas físicas selecionadas, o prêmio será de R$ 20.000.

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