Arquivo do dia: 11/05/2010

Mocambo desafia a Polícia a provar que tem coragem para enfrentar o “rei” dos traficantes

POLICIAL DESAFIADO O delegado da Denarc de Porto Velho, aqui personificado pelo inspetor Clouseau, do filme "A Pantera Cor de Rosa", foi desafiado pelos moradores do bairro do Mocambo a encontrar as "bocas de fumo" que ele diz existir no bairro.

POLICIAL DESAFIADO O delegado da Denarc de Porto Velho, aqui personificado pelo inspetor Clouseau, do filme "A Pantera Cor de Rosa", foi desafiado pelos moradores do bairro do Mocambo a encontrar as "bocas de fumo" que ele diz existir no bairro.

Por Nelson Townes, do noticiaRo.com

A Polícia de Porto Velho, recentemente chamada de medrosa pelo ex-governador Ivo Cassol, e de correr dos bandidos, têm agora uma oportunidade de lavar sua honra: foi desafiada pelos moradores do bairro Mocambo a acabar com todas as “bocas de fumo” que um delegado diz existirem no local.

O desafio – que deixa a cidade atenta para ver a covardia, eficiência ou a retratação da Polícia se desmentindo – foi feita pelos moradores após o delegado titular da Denarc (Delegacia anti-Narcóticos da Polícia Civil) dizer, numa entrevista à imprensa, que o bairro do Mocambo “é o rei das bocas de fumo na Capital.”

A comunidade, que revitalizou o histórico bairro num dos mais seguros e pacíficos da Capital, afastando de lá (sem a ajuda da Polícia) os marginais que lá circulavam num passado já distante, ficou indignada e distribuiu para toda a imprensa uma Nota de Repúdio contra a Polícia, em nome das principais entidades culturais e de serviços sociais do Mocambo, a Sociedade Cultural Até Que a Noite Vire Dia e a Comunidade do Bairro Mocambo

A nota diz que as instituições dos moradores expressam “sentimentos de repúdio à matéria de capa veiculada em um Jornal da Capital, tentando malferir a imagem do bairro e a conduta de seus honrados moradores.”

E acrescenta: “Diante de tal afirmação a comunidade geral do bairro Mocambo, lança um desafio ao Titular da Denarc e toda sua equipe, “que eles acabem com as bocas de fumo existentes no bairro, caso contrário (consideraremos) haver alguma conivência das autoridades com o tráfico de drogas.”

Informou-se no gabinete do Secretário da Segurança e Defesa e da Cidadania que o delegado da Denarc já foi intimado a explicar sua incompetência e de sua equipe se for verdade o que falou, ou se retratar publicamente, com um pedido de desculpas ao bairro Mocambo por sua frase “leviana e irresponsável.”

Do site www.noticiaro.com

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Os órfãos do Villa´s Bar II

Por Altair Santos (Tatá)

Vocês não sabem o sururu que deu a veiculação do artigo Os Órfãos do Villas Bar (o primeiro de uma trilogia que pretendemos escrever) sobre o fechamento do afamado ponto da bebericagem e da conversa solta. A coisa é mais séria do que imaginamos. Nosso telefone não parou de tocar nos últimos dias e a caixa de e-mail está repleta de recados daqueles que não foram citados e agora postulam seus créditos afinal, eles, os reclamantes, ali tomaram assento, molharam a palavra, beberam umas e outras, encheram a cara, fofocaram até secar a língua e, por tal, justo se faz serem parte desta espécie de inventário imaterial ou testemunho do aqui jaz do saudoso boteco, cuja riqueza deixada é mesmo a lembrança dos momentos ali vividos em acaloradas rodas de conversa e tilintar de copos, em sucessivos brindes. O fotógrafo Luiz Brito, morador da Rua da Divisória (hoje Presidente Dutra) – Bairro Caiari, nos enviou uma foto na qual se exibe ocupando a cabeceira da mesa de sinuca do Villas, numa pose de expert das tacadas que não combina com ele. Porém a prova é inconteste e lhe confere ser legítimo herdeiro da memória em questão. Valeu Luiz! Que o seu coração seja confortado! Outro insatisfeito é o engenheiro Orlando (diretor do Bloco Galo da Meia Noite). O moreno reivindica a sua citação em nome do grande sacrifício feito nas sagradas horas de desopilação, quando aturava o aluguel de alguns malas que por ali já chegavam etilicamente alterados vindo dos rotineiros tours pelos bares daquelas cercanias. Veredicto: o Orlando merece, também é herdeiro. Outro ressentido – que inclusive anda a passos lentos e olhar triste – é o Jorginho Bola Sete. Dele se sabe que, pelo fato de morar próximo ao ex-bar, de vez em quando vai na esquina e lança um olhar comprido e tristonho em direção ao número 1307 da Carlos Gomes, como a querer saber se algo mudou, ou melhor, se voltou a ser o que era: o bar. Vemos estar sendo difícil pro Jorginho e pros irmãos Johnson (Bubu e Júnior), que moram ali na biqueira do Villas e terem que, a cada anoitecer, afogar seus desassossegos e saudades noutros lambedores (bares) do centro histórico. Pronto Jorginho Bola, o seu quinhão tá garantido na farta herança da orfandade botequista da Cidade porto. Edson Andrade (o popular neném) assíduo no pedaço, não mais botou os pés naquelas proximidades e parece ter ficado fora de órbita. Procura-se o Neném! Quem o encontrar avise que ele tem fatia boa e assegurada na herança. Dizem que o rapaz, agora, se confina sabe-se lá aonde e somente aparecer tarde da noite lá na Estação Bolero, pra curtir os Anjos da Madrugada. Lúcio Albuquerque, jornalista escritor e presidente da Academia de Letras de Rondônia, leu sobre o fechamento do bar, lamentou o infausto acontecimento e disse não saber do fato por andar meio afastado nos últimos tempos. Ok, o amigo Lúcio leva também o seu merecido punhado. Tomara que nessa de fazer o inventário daquele imaterial e sua partilha, não nos apareça, em sonho, é claro, o Orlando do Estácio apresentando a fatura a esse amigo de vocês e, com suas costumeiras tiradas, mandando enfiar a mão no buraco do pano (o bolso) e, como era seu modo, dizer: “Tatá, bote um sorriso no meu rosto!” E olhe que o neguinho já andou tirando o sono de alguns por aí. No último sábado estávamos a andar no centro e achamos de parar no Bar do Ceará (Duque com Tenreiro Aranha) pro almoço. Sem que esperássemos a turma dos abandonados pelo Alípio nos encontrou e desceu aquela saraivada de reivindicações, choros, lamentos, pedidos e sugestões. Após haverem desabafado e ter os ais de sofreguidão amenizados em seus corações, se puseram numa grande roda para debaterem o primeiro artigo, seus efeitos, o futuro da confraria e outras temas mais. O principal, no entanto, era o porquê, do Alípio ter abandonado a todos, justo neste início de verão onde a coisa prometia e muito. A forte chuva daquela tarde lavou as lágrimas de alguns dos inconsoláveis que, ainda tomados de profunda tristeza, rumaram pra brandas da Taba do Cacique, Bar do Calixto e outros endereços.

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Túnel do Tempo – Poesia no Mercado Central

Lançamento do Vocabulário Popular de Porto Velho, Mercado Central, 1997. Em cena, os poetas Mado, Flávio Carneiro e a poetisa Nilza Menezes

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Políticas Culturais : Chamada de Trabalhos

O Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa está recebendo propostas para apresentação de trabalhos no Seminário Internacional de Políticas Culturais que será realizado de 22 a 24 de setembro de 2010. Os trabalhos devem objetivar a apresentação e a discussão de estudos que promovam a reflexão e o debate entre estudantes, pesquisadores, professores e demais profissionais e entusiastas da área de políticas culturais.  As inscrições estão abertas para estudantes em nível de pós-graduação(mestrado e doutorado), mestres, doutores e professores. Maiores informações na Fundação Casa de Rui Barbosa, fone (21) 3289 4636 ou e-mail : politica.cultural@rb.gov.br .

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Ao Norte – 19 – Monte Roraima

Um dos lugares mais antigos do planeta, o Monte Roraima marca a divisa dos três países da América do Sul: Brasil, Venezuela e República Cooperativista da Guiana, e está catalogado como o sétimo ponto mais elevado do país, com 2.739 metros (Fontes do IBGE). O nome do Monte é que deu origem ao estado de Roraima, a partir da expressão ROROI (verde azulado) e MA (grande), na língua Pemon (indígenas que vivem ao sul da Venezuela, da mesma etnia Taurepang, no Brasil).

O Monte Roraima tem atraído a atenção de turistas, aventureiros, cientistas, biólogos, antropólogos, esotéricos, místicos e todos aqueles que buscam nesta fascinante aventura o reencontro consigo mesmo e com a origem da vida, levando a todos a repensarem sobre o verdadeiro sentido da vida.

O primeiro homem a vislumbrar o Monte Roraima foi o inglês Sir Walter Raleigh em 1595. Chegou até a base, mas não conseguiu subir, e somente em 1884 o botânico Everard Im Thurn, conseguiu a proeza. Seus impressionantes relatos inspiraram o escritor Arthur Conan Doyle na obra imortal “O Mundo Perdido”.

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