Arquivo do dia: 05/05/2010

Nesta quinta,dia 6 show de lançamento do CD "Pé na Estrada" de H. Montnegro

Nesta quinta, dia 6, as 8 e meia da noite no Mercado Cultural acontece o show  de lançamento do CD “Pé na Estrada” do compositor e intérprete H. Montnegro, um artista com trânsito livre entre as beiradas do rio Acre e do Madeira.

O show tem apoio do Zola Xavier,Bar do Zizi, Vera Casal,Beto Ramos, Prefeitura de Porto Velho , Clínica de Olhos Dr. Calmon Tabosa e Fundação Amazônia – FAMA.

Um belo programa prá quem curte música de primeira.  Contatos com o H : (69) 92415161 e (68) 9208 0576.  O e-mail é agamontnegro@gmail.com

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Nesta quinta,dia 6 show de lançamento do CD “Pé na Estrada” de H. Montnegro

Nesta quinta, dia 6, as 8 e meia da noite no Mercado Cultural acontece o show  de lançamento do CD “Pé na Estrada” do compositor e intérprete H. Montnegro, um artista com trânsito livre entre as beiradas do rio Acre e do Madeira.

O show tem apoio do Zola Xavier,Bar do Zizi, Vera Casal,Beto Ramos, Prefeitura de Porto Velho , Clínica de Olhos Dr. Calmon Tabosa e Fundação Amazônia – FAMA.

Um belo programa prá quem curte música de primeira.  Contatos com o H : (69) 92415161 e (68) 9208 0576.  O e-mail é agamontnegro@gmail.com

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100.000 acessos ! Hoje é um dia para comemorarmos. Obrigado !

Atingimos hoje às 10:24 h a marca dos 100.000 acessos , desde que o blog entrou no ar.  Temos muito que comemorar e agradecer ! Obrigado.

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Pranto Geral dos Indios

Cel Rondon e seu jovem amigo Tacuatépe

Chama-te Maíra
Dyuna
Criador

seria mentir
pois os seres e as coisas respiravam antes de ti
mas tão desfolhadas em seu abandono
que melhor seria não existirem
As nações erravam em fuga e terror
Vieste e nos encontraste
Eras calmo pequeno determinado
teu gesto paralisou o medo
tua voz nos consolou, era irmã
Protegidos de teu braço nos sentimos
O akangatar mais púrpura e o sol te cingira mas
mas quiseste apenas nossa felicidade

Eras um dos nossos voltando à origem
e trazias na mão o fio que fala
e o foste estendendo até o maior segredo da mata
A piranha a febre a queixada a cobra
não te tratavam o passo
militar e suave
Nossas brigas eram separadas
nossos campos de mandioca marcados
pelo sinal da paz
E dos que assustavam pendia o punho
fascinado pela força de teu bem-querer
ó Rondon, trazias contigo o sentimento da terra

Uma terra sempre furtada
pelos que vem de longe e não sabem
possuí-las
terra cada vez menor
onde o céu se esvazia de caça e o rio é da memória
de peixes espavoridos pela dinamite
terra molhada de sangue
e de cinza estercada de lagrimas
e lues
em que o seringueiro o castanheiro o garimpeiro
[bugreiro colonial e moderno
celebram festins de extermínio

Não deixaste sós quando te foste
Ficou a lembrança, rã pulando nágua
do rio da Dúvida: voltarias?
Os amigos que nos despachaste contavam de ti sem luz
antigo, entre pressas e erros , guardando
em ti , no teu amor tornado velho
o que não pode o tempo esfarinhar
e quanto nossa pena te doía

Afinal já regressas. É janeiro,
tempo de milho verde . Uma andorinha
um broto de buriti nos anunciam
tua volta completa e sem palavra
A coisa amarga
girirebboy circula nosso peito
e karori a libélula pousando
no silêncio de velhos e de novos
é como o fim de todo movimento

A manada dos rios se cala
Um apagar de rastos um sossego
de errantes falas saudosas paz
coroada de folhas nos roça
e te beijamos
como se beija a nuvem na tardinha
que vai no rio ensangüentado

Agora dormes
um dormir tão sereno que dormimos
nas pregas de teu sono
Os que restam da glória velha feiticeiros
oleiros cantores bailarinos
extáticos debruçam-se em teu ombro
ron don ron don
repouso de felinos toque lento
de sinos na cidade murmurando
Rondon
Amigo e pai sorrindo na amplidão

Carlos Drummod de Andrade

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Os órfãos do Villa´s Bar (ou, Tatá, eu estava lá…)

Este foi, literalmente, o último jogo de sinuca do Villa´s...

Por Altair Santos (Tatá)

Rua Carlos Gomes (centro), nº 1307. Este é o endereço de um dos raros estabelecimentos de portas fechadas no movimentado centro da capital. A cidade de Porto Velho há poucos dias, entre o fim das chuvas e o início do verão amazônico, acordou com a notícia de um dos mais sentidos cerrar portas de sua história. Fechou o tradicional Villas Bar, reduto de boêmios, sambistas, chorões, seresteiros, poetas, atores, acadêmicos, jornalistas, professores e outras levas mais de intelectuais. O Villas, nos fins de tarde e noite adentro, acolhia e embalava uma heterogênea seleção de convivas que ali se reunia para demoradas sessões de prosas regadas a generosas rodadas de cerveja, muita cerveja! Estes encontros aconteciam – inevitavelmente – sempre motivados por boa música e papo sobre cultura, futebol, política e, às vezes, mulher, dentre outros temas da preferência nacional. Há quem diga que ali, funcionava também uma eficiente célula da fofocagem local, com afiadas sucursais linguarudas espalhadas pelas mesas. Será? Sabe-se que ninguém queria ser manchete naquela confraria. A repentina ida do atencioso Alípio, rumo aos cerrados de Goiás, foi uma pedrada no quengo da freguesia fazendo com que alguns desavisados, fiquem a todo instante dando com a cara na porta e perder o tino. Parece inclusive que as belas moças – indo e vindo pros cursinhos e colégios da região central – também se foram. Pior, sem elas a calçada amiga da Carlos Gomes ofuscou, entre as luzes e letreiros, aquele apreciável e estonteante vai e vem ornado com categóricos requebros noturnos. Agora o que se vê, é um grande elenco de órfãos do Villas Bar, feitos nômades ao entardecer, desfilando perdidos à tardinha, entrecortando as ruas do centro, alternando uns goles aqui e outros ali, buscando assento (acolhida) de boteco em boteco. Feito aquelas andorinhas do início de verão, é fácil avistá-los uns poucos aqui, outros acolá, como bem podemos discorrer sobre. Por exemplo: numa certa sexta-feira, o professor e violonista Júnior Johnson e o psicólogo Alexandre Ronald, atônitos e sem ter aonde ir, acabaram levados pelo vento e, tipo que num acaso cabralístico, tiveram que aportar suas naus na Fina Flor do Samba, no Mercado Cultural. O jornalista Antonio Alves fora visto na companhia do Vásquez encostado no balcão do bar do Bolívia (Joaquim Nabuco – entre Duque de Caxias e Carlos Gomes). O bar do Ceará na Joaquim Nabuco com a Duque de Caxias, também recebe, vez por outra, alguns desses deserdados cervejeiros. Um certo bar rodeado de árvores, no bairro São João Bosco, já fora avaliado para ser o novo point dos sem rumo. Falta sair o veredicto da ação mas parece que não deu certo. Há relatos de que o arquiteto Glauco, sempre com o seu tabuleiro de xadrez ao alcance da mão, foi surpreendido aos gritos, assim como quem joga truco, dando xeque-mate em si mesmo na sua própria varanda, já em noite alta, madrugada talvez! De nossos informantes, chegam furos de que o botafoguense Bubu Johnson ainda circula ali pela região da Carlos Gomes e, sempre que vê a porta entreaberta, age como visse um oásis. Ele corre, desafia os perigos do trânsito, atravessa a rua e, a peso de muita lábia, consegue persuadir a dona Nadir a lhe vender ao menos uma cerveja do saldo de estoque que ficou. É a raspa do tacho. Mais tarde o cantor do Show Prisma Luminoso é visto lá pelo seu Carmênio e noutros butiquins. Surpreso mesmo ficou o nosso amigo Beto Bertagna que, numa solenidade na EFMM, fez cara de tristeza ao saber que não mais suavizaria o calor e a sede, a bordo das geladas que o Alípio caprichosamente servia. Cabo Sena, que não bebe mais, porém assinava ponto toda noite no Villas Bar, agora se consola ao som e acordes do seu cavaco. Paulinho Medeiros, Donizeti, Emerson, Dudu, e outros tantos ex-habituês do espaço, por ora, chutam latas nas esquinas e calçadas da cidade porto até que um novo sopro de orientação, ou seja, um novo bar, afague os corações sofridos desses rapazes. Dizem que o poeta Mado, por lá chegava todo conversador, alegre, falante, agora se fez mudo e, como diz ele, de si mesmo, “ficou sem texto.” Quando se topam nas esquinas – o que não é difícil – os órfãos se cumprimentam com acenos ligeiros e se espantam com suas próprias presenças, parecendo visagens uns para os outros, ou almas tristes a vagar. Esta é mais uma cena do cotidiano. É a cidade em sua efervescência, levando e trazendo coisas e pessoas, fazendo girar a máquina social. Por ora, a parte deste molar da engrenagem, formada pelos freqüentadores do Villas Bar, encontra-se avariada, triste e ressentida, pelo menos até o próximo gole. Saúde Senhores.

NR : O sentimento é o de sempre. O de cachorro caído de mudança. Quá.

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Todo dia, era dia de filme de índio …

Estão abertas as inscrições até dia 31 de maio para a seleção para produções audiovisuais indígenas e não-indígenas de curta, média e longa-metragem para compor a programação da terceira edição da Mostra Vídeo Indio Brasil 2010 .
O Vídeo Índio Brasil será realizado entre os dias 31 de julho a 07 de agosto de 2010,  em Campo Grande/Mato Grosso do Sul e outras cidades.
O projeto realizará exibições nas mostras: Mostra Nacional do Vídeo Índio Brasil 2010, Os Povos Indígenas no Cinema Brasileiro, O Olhar dos Povos Indígenas, em Campo Grande e mais cem cidades brasileiras selecionadas através de inscrições.
A programação apresentará um seminário composto por palestras e debates sobre questões referentes à causa indígena; uma oficina de produção audiovisual para jovens indígenas nos módulos: história do cinema, linguagem do documentário, fotografia, roteiro, direção e montagem, com a produção de um curta-metragem; uma exposição fotográfica com obras indígenas, apresentações étnicas e outras atividades artísticas e culturais.
As inscrições devem ser enviadas para a Avenida Afonso Pena, 5.420, sl. 28, – Chácara Cachoeira / Pátio Avenida – Campo Grande / MS – CEP: 79.041-010 e o resultado será divulgado em através do site http://www.videoindiobrasil.org.br

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Falta alguém nos bancos dos réus da Chacina do Urso Branco. Falta o juiz Arlen (via noticiaro.com)

Veja mais em www.noticiaro.com – (NR: As notícias aqui postadas com conteúdo original de outros sites são de responsabilidade exclusiva dos seus autores. O blog só as replica para reflexão e discussão na sociedade civil.)

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