Arquivo do mês: março 2010

Pimenta Bueno/RO : Vladimir Herzog passou por aqui

Vladimir Herzog, numa cela do DOI-CODI em São Paulo. 25/10/1975

Vlado Herzog, que assinava Vladimir por considerar seu nome muito exótico para estas bandas brasileiras era um jornalista, fotógrafo, professor e dramaturgo nascido na Croácia e naturalizado brasileiro.  Com o golpe de 64, foi com a familia morar em Londres. De volta ao Brasil, foi convidado pelo Secretário de Cultura de São Paulo, José Mindlin para assumir o jornalismo da TV Cultura.   Na noite do dia 24 de outubro de 1975, o jornalista foi intimado e apresentou-se espontâneamente na sede do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações/ Centro de Operações de Defesa Interna) para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro). No dia seguinte, foi morto aos 38 anos. A morte de Herzog foi um marco na ditadura militar (1964 – 1985) provocando reações imediatas da sociedade civil.

As redações de todos os jornais, rádios, televisões e revistas de São Paulo pararam.  Os donos dos veículos de comunicação fizeram um acordo com os jornalistas para que estes trabalhassem apenas uma hora afim de que os jornais circulassem e os rádios e tvs não interrompessem as programações.

Vlado integrava a Expedição Ford (Caravana Ford) , a primeira a percorrer a BR 29, como correspondente do “Estado de São Paulo” . No relatório do Sr. Antônio Brasileiro, primeiro chefe da Caravana Ford ao Governo do Território  ele descreve a primeira parte da viagem até Muqui , quando passou o bastão para a chefia de Eduardo Lima e Silva, que conduziu a caravana até Porto Velho. Diz ele em certa parte:
” – Peço permissão a V. Excia para deixar registrada neste relatório a cooperação prestada à Caravana pelo pessoal de imprensa que nos acompanhou até Pimenta Bueno. O sr. Hugo Penteado, da Folha de São Paulo, excelente amigo, minucioso nas suas anotações, muito observador,excepcional. O sr. Wlado Herzog , repórter do “Estado de São Paulo”, desenvolveu sempre intensa atividade e teve oportunidade de fazer diversas observações, encontrando sempre meios para transmití-las a seu jornal, mantendo assim em evidência a nossa progressiva marcha. ”

Aliás, o relatório inteiro está reproduzido no livro ” O Outro Braço da Cruz”, indicado por este site como um dos livros imprescindíveis para entender Rondônia.

A construção da BR 29, hoje BR 364 na década de 60 interrompeu o isolamento do Território de Rondônia e é um capítulo importante na história da ocupação amazônica.

O Presidente Juscelino Kubitschek derrubou, simbólicamente, a última árvore que obstruía a BR 29,  em Vilhena, no dia 6 de julho de 1960. A foto , histórica, de JK caminhando em cima da árvore foi feita por Manuel Rodrigues Ferreira, autor do consagrado livro “A Ferrovia do Diabo” .

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Hélio

Um vídeo de Letícia Bertagna

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Túnel do Tempo – 1ª transmissão de Internet ao vivo em RO

(Atualização) – Foi o lançamento do  livro “Brevíssima História da Madeira-Mamoré”, na Livraria da Rose, quando ela funcionava na  Av. Rogério Weber.

Animando o evento o grupo  Águias do Forró & Los Românticos formado por um time de músicos de primeira (alguns se foram como o meu amigo pessoal Alcimar Chaves, além de músico , grande árbitro internacional de voleibol, o melhor que já pintou por estas bandas)  prestigiados pela presença em peso da “inteligentzia” de PVH.

Foi também a 1ª transmissão ao vivo pela Internet, usando um tonelada de equipamentos “broadcast” para ter um sinal travando a toda hora , sem sincronismo entre som e imagem pela quantidade reduzida do número de quadros que se conseguia transmitir, mas que deu conta do recado, porque os internautas não eram tão exigentes como hoje.

E teve gente que acompanhou , porque estava previamente convidada, a transmissão do Uruguai, Argentina, Austria, Dinamarca, Inglaterra, EUA, Itália e outros.

Uma câmera digital profissional de televisão JVC KY 29 + BRD 40 captava as imagens e um equipamento emprestado por um amigo de uma produtora de  SP transformava tudo em streaming, que era um bixo de sete cabeças naquela época.

Mas nada seria possível sem  a ajuda fantástica da equipe do pioneiro provedor Enter-Net, na pessoa do Reinaldo Rosa, que possibilitou o feito.  Foi um barato !

A transmissão teve um fato inusitado: como ela ficou disponivel no portal por mais um tempo , depois da lambança pudemos olhar com mais calma.  Descobrimos  um sujeito que aparece ao lado da porta e que ficou o tempo todo quietinho bebericando sua cerveja. Ele “afanou” vários livros que ficavam naquela estante! No outro dia a Cida, funcionária da Rose deu falta dos livros. Tentamos identificar a pessoa mas como a imagem era ruim e ficava na contra-luz , estamos até hoje nos perguntando : Quem seria o espertinho ?

Isto tudo há mais de 10 anos atrás.

Escritores, professores, literatos, atores, músicos, mímicos, publicitários, arquitetos, jornalistas participaram da festa com bastante cerveja, uísque e salgadinho !

E o Sérgio Ramos faz merchandising do site dele até na hora de mandar uma mensagem pro mundo ! Menino levado…

Este post é uma homenagem à Rose , livreira e amiga, que transformou em oásis intelectual os seus espaços comerciais e deixou uma lacuna na nossa cidade.

Rose, quando você foi embora todos nós ficamos feitos cachorros caídos de mudança ! E , acredite, continuamos até hoje…

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Lá vem o "bonde" dos traficantes de livros !

Literatura Marginal : Os livros serão de todos !

Selo feito para livros de bolso , livros esses escritos por e para mãos operarias, rebeldes, marginais, periféricas….

Que possa alcançar o publico despossuido de recurso que geralmente vê o livro como um item raro e elitista. Um vinho guardado e nunca degustado, enquanto queremos que todos bebam pelo menos sua tubaina diaria. Um selo em um livro de bolso, para ser posto na cesta basica, para ser lido na rua, no horário de almoco, nas prisoes, nos acampamentos, nas zonas, nos bares, barracos e barrancos dessse imenso pais periferia.

Esse selo garante um livro de fácil leitura e que será lido, relido, esmprestado e gasto, andando de mão até que volte para onde veio, a vida. Ao preço de 1 cerveja e meia, e mais barato que um prato feito, a desculpa para não ler acabou. Bem vindo ao Selo Povo, feito prá voce e prá todo mundo.

Cernov9 me manda entusiasmada um e-mail : ” Este primeiro que saiu é do Ferrez, carro-mestre da literatura marginal no Brasil. O segundo livro vem aí, é o nosso! Rondônia não ficou em último lugar dessa vez, vem a frente de Rj e MG. ”

O segundo livro da coleção Selo Povo a ser “traficado”  já está na fase final, em breve nas ruas “Amazônia em chamas” de Cernov.

Catia Cernov publicou seu primeiro texto pela revista Literatura Marginal Ato III, da Caros Amigos.

Escreve, edita, imprime e distribui seus contos de forma independente em bancas de revistas, livrarias e sebos. Também é envolvida em manifestações e lutas ambientais.

Amazônia em chamas é seu primeiro livro.

Nas palavras da autora “A minha ecologia, que se reflete na literatura (quando assim o tema exige), acontece de forma mais direta, na pratica. É no não consumo de coisas danosas, de ensinar aos filhos o amor á terra, de criar filhos-pessoas e não filhos-consumidores, de não tratar plantas ou animais como propriedade, de entender a importancia de todas as formas de vida, rompendo com antropocentrismo, que trabalho ecologia dentro de casa.”

Nasceu no Paraná e migrou para o norte, mora há muitos anos em Porto Velho-RO.

O que mais aprecia nesse estilo de trabalho é a possibilidade de interagir pessoalmente com seus leitores. Seus contos são experiências do pensamento, fruto de devires que nascem de seu universo em movimento.

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Lá vem o “bonde” dos traficantes de livros !

Literatura Marginal : Os livros serão de todos !

Selo feito para livros de bolso , livros esses escritos por e para mãos operarias, rebeldes, marginais, periféricas….

Que possa alcançar o publico despossuido de recurso que geralmente vê o livro como um item raro e elitista. Um vinho guardado e nunca degustado, enquanto queremos que todos bebam pelo menos sua tubaina diaria. Um selo em um livro de bolso, para ser posto na cesta basica, para ser lido na rua, no horário de almoco, nas prisoes, nos acampamentos, nas zonas, nos bares, barracos e barrancos dessse imenso pais periferia.

Esse selo garante um livro de fácil leitura e que será lido, relido, esmprestado e gasto, andando de mão até que volte para onde veio, a vida. Ao preço de 1 cerveja e meia, e mais barato que um prato feito, a desculpa para não ler acabou. Bem vindo ao Selo Povo, feito prá voce e prá todo mundo.

Cernov9 me manda entusiasmada um e-mail : ” Este primeiro que saiu é do Ferrez, carro-mestre da literatura marginal no Brasil. O segundo livro vem aí, é o nosso! Rondônia não ficou em último lugar dessa vez, vem a frente de Rj e MG. ”

O segundo livro da coleção Selo Povo a ser “traficado”  já está na fase final, em breve nas ruas “Amazônia em chamas” de Cernov.

Catia Cernov publicou seu primeiro texto pela revista Literatura Marginal Ato III, da Caros Amigos.

Escreve, edita, imprime e distribui seus contos de forma independente em bancas de revistas, livrarias e sebos. Também é envolvida em manifestações e lutas ambientais.

Amazônia em chamas é seu primeiro livro.

Nas palavras da autora “A minha ecologia, que se reflete na literatura (quando assim o tema exige), acontece de forma mais direta, na pratica. É no não consumo de coisas danosas, de ensinar aos filhos o amor á terra, de criar filhos-pessoas e não filhos-consumidores, de não tratar plantas ou animais como propriedade, de entender a importancia de todas as formas de vida, rompendo com antropocentrismo, que trabalho ecologia dentro de casa.”

Nasceu no Paraná e migrou para o norte, mora há muitos anos em Porto Velho-RO.

O que mais aprecia nesse estilo de trabalho é a possibilidade de interagir pessoalmente com seus leitores. Seus contos são experiências do pensamento, fruto de devires que nascem de seu universo em movimento.

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Faltam 30 dias para encerrar as inscrições do CurtAmazônia

Procurando sempre estimular e incentivar a produção audiovisual regional e nacional  através de iniciativas como o “Prêmio Conte sua História” e a realização do 1º Festival de Cinema CurtAmazônia cuja estréia será de  25 à 29 de maio do corrente ano, a Organização do Festival vem informar que faltam 30 dias para o encerramento das inscrições para concorrer ao prêmio e ao Festival.

Estão chegando filmes e vídeos de todo Brasil. De Rondônia já tem dois realizadores inscritos: o diretor Zacarias Pena Verde com o documentário “O Parceleiro – Uma epopéia no meio da floresta”, que trata sobre o surgimento do jornalismo impresso no interior de Rondônia. As primeiras publicações, a influência da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré neste processo. A produção faz uma viagem pelo regime militar. A exploração da lavoura do cacau, o incentivo do governo federal para a vinda de colonos com o objetivo de colonizar o então Território Federal de Rondônia, as dificuldades da época para conseguir mão-de-obra, a implantação das primeiras tecnologias na comunicação em Rondônia, entre outros fatos relevantes que marcaram a saga do primeiro e único jornal totalmente diário de Porto Velho.

Também estão inscritos os filmes do diretor Jair Rangel de Souza, o “Pistolino” com dois trabalhos concorrendo na categoria Ficção : “O curioso matuto” com 15 minutos e “O mala” com 8 minutos.

E continua a promoção do “Prêmio Conte sua História”. É só escrever sua história e mandar para o endereço Associação Curta Amazônia, Rua Raimundo Cantuária, 712-B, Bairro: Baixa União, CEP: 76.805-862, Porto Velho-RO

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Fest Cineamazônia será exibido em Fernando de Noronha

O Fest Cineamazônia Itinerante estará em Fernando de Noronha (RN), no dia 27 de março, com exibição a partir das 18 horas, no Auditório do Centro de Visitantes do Projeto TAMAR. A presença no arquipélago é uma forma de divulgar a produção regional de cinema brasileiro, estimulado novas produções e formando novos públicos. A programação é de classificação livre com entrada grátis.

Para esta etapa, o festival conta com o apoio de Guy Marcovaldi e Neca Marcovaldi, fundadores do projeto Tamar-ICMBio, criado em 1980 e hoje é referência internacional de experiências de preservação marinha. A missão do projeto é a preservação das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil e estão ameaçadas de extinção.

O arquipélago é sede do Projeto Tamar, uma iniciativa de preservação ambiental marinha

Na etapa itinerante 2010, o Fest Cineamazônia já percorreu as capitais dos estados da Região Norte e, último final de semana, esteve em Manicoré (AM), no baixo rio Madeira. Por onde tem passado, a produção do festival faz gravações para um novo documentário.

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