Arquivo do dia: 23/02/2010

As Estrelas e as Luzes da Cidade

Cátia Cernov

Luzes artificiais ofuscam a perspectiva da imensidão

As galáxias, inconcebíveis, lá em cima

Mas invisíveis aos homens aqui embaixo

Presos aos néons que eternizam a beleza das mercadorias

Alienação de luz…

Toda poeira cósmica arrasta um bocado de nós,

Toda forma de poder contém nosso medo,

Toda célula reproduz a nossa vontade,

Todo quantun conhece seu destino.

As luzes da cidade são nosso medo da escuridão

E as estrelas, nosso medo de revelação.

Somos carne e feixes de luz,

Queremos céu, queremos chão

Temos asas, temos tesão.

Aos anjos oferecemos nossa alegria,

Aos demônios, nossa orgia

E para a terra, deixamos nossas sementes:

Luzes, neons, sombras, ilusões, projeções…

e outros rascunhos pixados nos muros.

Que importa as galáxias lá em cima?

Aqui, no centro da cidade, amamos sem pudor.

4 Comentários

Arquivado em Poesya La Na´vi vá

Isto o rondoniense já sabia, faz é tempo, maninho …

Tirar a sesta, com uma soneca depois do rango renova as habilidades mentais, diz uma pesquisa da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

O hábito amazônico, muito criticado pelos sulistas que não conheciam o óbvio, sempre foi um renovador de forças no calor e na umidade dos trópicos.

Pois agora, o Dr. Matthew Walker, professor de psicologia da Universidade de Berkeley e coordenador do estudo, vem e diz que  o sono é reparador após períodos prolongados de vigília.

O bem-estar que o caboclo sentia com a sesta , ele explica que é  ” um aumento das capacidades neurocognitivas em comparação com as que existiam antes de dormir”.

Durante os testes, os que ficaram acordados o dia todo tiveram queda de rendimento na comparação com os exercícios anteriores. Já os participantes que tiraram um cochilo registraram um rendimento consideravelmente melhor e também melhoraram as habilidades.

Os resultados sustentam a hipótese de que o sono é necessário para apagar a memória a curto prazo no cérebro e abrir espaço para novas informações, uma espécie de Ctrl+Alt+Del no caboclo, prá deixar ele menos leso. Vixe !

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Exposição de fotos sobre quilombolas na Ivan Marrocos

Mostra traz as tradições e cultura da resistência quilombola

De 23 de fevereiro a 21 de março a mostra fotográfica de André Cypriano estará em cartaz na Casa da Cultura Ivan Marrocos. A mostra traz 27 fotografias em preto & branco no formato 50 cm x 75 cm; 7 panorâmicas em 40 cm x 110 cm, 6 P&B 30 x 40 cm, 2 mapas e 5 painéis

Sobre o autor

Nascido em 64, o paulista Cypriano  começou a estudar fotografia em São Francisco, na Califórnia na década de 90 . Como parte de um projeto de longo prazo, começou a documentar estilos de vida tradicionais e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo. Cypriano fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (Nias: pulando pedras), práticas de rituais em Bali (Bali: uma busca espiritual).  Atualmente, ele trabalha como fotógrafo freelancer em Nova York e Rio de Janeiro, dando continuidade a seus projetos sociais e culturais.

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