Arquivo do mês: fevereiro 2010

A feira vai e o lixo fica…

Acaba o trabalho dos feirantes, começa a agrura dos garis...

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Quem tem carro velho tem história prá contar

Por Aparício Secundus Pereira Lima

Saí às 10:30 hs de uma sexta-feira de Brasília com destino à cidade de Urucuia-MG, a 320 Km de Brasília, às margens do rio Urucuia, afluente do S. Francisco, onde
possuo juntamente com mais quatro amigos, um rancho de pesca denominado Piraquara.
O carro, objeto da viagem, uma Caravan 82, em cujo carro similar, no vidro traseiro, li, certo dia, a seguinte faixa:  “Respeite os mais velhos. Sou avó da Blazer.”
Dúvida: Ir por Unaí-MG ou por Cabeceiras-GO. Decidi ir por Cabeceiras, que embora seja 70 Km mais perto tem o problema de encarar-se 50 Km de
terra ou lama conforme a época da viagem.
A escolha fez com que eu passasse por uma das maiores aventuras de  minha vida, que passo a relatar.
Chegando em Cabeceiras-GO, por volta de meio dia, parei para almoçar. Sabia que a partir dali haveria 50 Km de estrada esburacada e caótica a me aguardar.
Geralmente esse trecho é um teste de paciência e um muro de lamentações onde até as últimas gerações dos governadores de Goiás e Minas são lembradas de forma impublicável.
A estrada era o verdadeiro portal do inferno.   Havia caído uma “tromba d’água” na noite anterior (o que não era do meu conhecimento)  e a rodovia
estava um mar de lama (literalmente) contrastando  com a beleza da verde paisagem do interior de Goiás.
Num dado momento deparei-me com um buraco que estava sendo tampado com pedras colocadas por funcionários da empresa Santo Antonio que faz a linha
entre essas cidades até São Francisco – MG. Avaliei, calculei milimetricamente a passagem que me restava para ultrapassar a barreira e, como não tinha outra opção, aventurei-me no meio da lama num rally de dar inveja aos aventureiros do Paris/Dakar.
A  “Chalana” (apelido da Caravan) estribuchava-se em cima das rodas, o motor rangia, fervia, e eu via a hora dela parar no meio do atoleiro. Para minha alegria, consegui passar a duras penas e ofereci, a título de recompensa, aos funcionários da empresa que
me incentivaram (“pode ir pois se você atolar, nóis tira você”),  uma latinha de cerveja Skol bem geladinha que naquele mundo perdido era uma verdadeira iguaria de um Oásis.
Cinco quilômetros adiante, deparei-me com outro dilema: aproximadamente 30 metros de estrada coberto de água da chuva misturada ao barro da estrada,
cujo resultado químico dessa mistura resulta em lama. O lamaçal, de profundidade desconhecida e única forma de continuar viagem. Ou atravessava ou voltava. Três opções de travessia à minha frente: esquerda, direita e centro. Optei pelo centro como todo político
astuto. Acelerei a Chalana e me veio a sensação de estar testando o carro do Rubinho Barrichello em início de prova de Fórmula 1.
Partimos para o desafio: eu, Deus, o lamaçal, a Chalana e o cenário por testemunha.  À medida que atravessava o “Mar Morto” de água barrenta a
profundidade do poço aumentava e minha certeza de que lograria êxito na travessia, diminuía.
No meio do aguaceiro a Chalana estancou. A água quase chega no vidro  das portas,   e  começou a entrar, em princípio meio tímida, pelos pedais
e buracos da base da lataria do carro. Em poucos segundos estava com os pés dentro d’água e achei que se continuasse daquele jeito, seria necessário adquirir pés de pato para procurar o acelerador da Chalana.
Tentava desesperadamente dar partida no motor sem nenhum sucesso. Sozinho na estrada às 13 horas. Nenhuma viv’alma naquele  mundo perdido de meu
Deus.
Resolvi abrir a porta para verificar o motor, limpar a tampa do distribuidor ou mesmo, caso necessário, tentar empurrar o carro. A idéia lusitana
surtiu um efeito  tremendamente contrário às minhas pretensões, tendo em vista que a água que estava quase no nível inferior do vidro entrou como enxurrada pela abertura da porta inundando tudo até ao nível da poça externa. Os mantimentos que estavam na parte
do banco traseiro, no assoalho, impregnaram-se da água da poça que já dominava absoluta o ambiente interno da Chalana. Nada escapou ao dilúvio de lama. Tentei empurrar o carro com a água na cintura, pedindo força aos céus. Consegui movimentá-la por uns dois
metros e parei exausto, vestimenta puro barro.
Abri o capô e deparei-me com o motor dentro da lama.Tirei a tampa do distribuidor e, com minha camisa branca, que, por sinal, já não era mais
branca, limpei carinhosamente o rotor como se limpa bunda de recém-nascido.
Tentei, mais uma vez, fazer o motor funcionar.  Em vão.  Apareceu, em seguida, uma Parati com duas pessoas que, vendo o meu suplício, predispôs-se
a ajudar. Não tinham corda para rebocar a Caravan. E nem coragem para entrar na poça e me prestar socorro. Pediram que eu tentasse mais uma vez fazer o carro pegar. Depois de muito custo o motor, milagrosamente, deu sinal de vida, soltando traques, puns e estalos
estranhos.  Acelerei o mais que pude sentindo que o cano de descarga (da Caravan) estava totalmente dentro da água e engatei a primeira. A Chalana saiu aos pulos e conseguiu vencer o lamaçal.
Agradeci aos céus e, com o motor ligado, comecei a tirar a água da Chalana com um galão de cinco litros. Um dos colegas da Parati pediu que
eu desligasse o carro porque já estava totalmente aquecido. Temi que tal procedimento não fosse o adequado. No entanto, acabei acatando a sugestão.
Quando consegui tirar um pouco da água de dentro do carro resolvi continuar a viagem. Ao tentar fazer o carro dar partida, nada. O motor de partida tinha “colado”
e não girava o motor nem com reza braba. Só fazia um barulhinho: tec, tec, tec.
Os dois colegas da Parati começaram a empurrar o carro e nem sinal de  pegar.
Em seguida apareceu um caminhão que fazia o mesmo trajeto que o meu. Atravessou a poça com facilidade como se estivesse zombando de mim e da minha Chalana  baixinha
e estacionou ao nosso lado perguntando se queríamos ajuda.
Forneceu uma corda, entrei debaixo da Chalana (que ainda estava na lama) e tentei amarrar a corda na suspensão dianteira. Primeiro a corda partiu-se, segundo minha coluna quase se partiu
tentando amarrar a corda e, por fim, a Chalana não quis pegar mesmo sendo arrastada pelo caminhão. O caminhoneiro resolveu rebocar-me (a Chalana sem freio tendo em vista que só funciona com o motor ligado) até um vilarejo chamado Cabeceira da Mata. Vale ressaltar
que a Chalana estava completamente sem freio tendo em vista que só breca com o motor ligado. Fui controlando o stress e a Chalana no freio de mão.
Quando chegamos ao vilarejo denominado Cabeceira da Mata,  encontrei um mecânico de uma fazenda vizinha que se prontificou a limpar o distribuidor (lá se foi outra
camiseta branca), mexeu no motor de partida e, depois de meia hora, o carro pegou. Agradeci, dei R$ 10,00 para ele tomar de cerveja ou comprar leite, sei lá, troquei toda a roupa que estava pura lama e zarpei rumo a Arinos-MG.
Cinco quilômetros adiante, estacionei atrás de uma fila de caminhões carregados com carvão vegetal. Ninguém ia nem vinha. Um caminhão estava atolado no meio da
rodovia e ninguém passava em virtude de estar atravessado na BR Barro. Os caminhoneiros movidos à enxada tentavam cobrir os buracos da estrada e tirar o caminhão do atoleiro. Depois de uma hora e meia conseguiram puxar o caminhão. Passei pelo local do atoleiro
tal qual dançarino executando um tango de Gardel. Ouvi risos e aplausos dos assistentes diante de minha proeza ralística.
A 10 Km de Arinos caiu um toró de dar dó. Não fugindo ao suspense da viagem o limpador de pára-brisas resolveu dar o ar de sua graça e pifou a 5 Km de Arinos. Reduzi
drasticamente a velocidade, colocava o rosto para fora para ver se enxergava melhor, enquanto passava outra camisa branca no pára-brisas para tirar o embaçado do vidro.
Cheguei em Arinos às 17 horas. Ao contatar o primeiro eletricista que encontrei fui informado que era o motorzinho do limpador que tinha fundido.   Procurei a peça
em várias casas de auto-peças, fui em ferro-velho e nada. Passei, finalmente, em uma loja de peças e o proprietário, compadecendo-se da minha situação, informou-me que existia um ferro-velho no outro lado da cidade que poderia ter um limpador usado, mas em
perfeitas condições.
Ligou para o proprietário do ferro-velho que confirmou possuir a peça. Trocamos a peça debaixo de chuva. Eu, segurando o guarda-chuva para o mecânico efetuar o serviço.
Até foto tirei. Só que, depois de instalado, verificamos que o limpador funcionava ininterruptamente. Só desligava quando eu desligava o motor do carro. Para desligar o limpador só retirando um “plug” acoplado no motorzinho do limpador.     Dúvida: Dormir em
Arinos ou pé na estrada. Embora a primeira opção fosse a mais sensata achei que não haveria mais emoções naquela viagem e adentrei na estrada de terra, 60 Km separando-me do meu destino.
Zarpei de Arinos por volta de 19 horas. Noite, chuva e latinhas de cerveja, minhas companheiras em contraste com a solidão da estrada enlameada.
Após 15 Km do mais puro rally, onde a Chalana desgovernava-se e dançava ao  sabor do lamaçal que mais parecia manteiga, fui passar uma marcha redutora e o motor
fez um barulho e uma rouquidão estranha. Foi diminuindo a velocidade até parar, enquanto eu continuava passando a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e nada. A marcha passava, no entanto o carro não saía do lugar. Acabou parando no meio da estrada. Passei a 1ª e nada. Pedi ao Anjo
da Guarda que me ajudasse e que a marcha funcionasse apenas para levar o carro até o acostamento e o Anjo da Guarda foi-me solidário. Devagarzinho o carro foi chegando ao acostamento e ali ficou inerte, de faróis ligados,  pura lama à minha frente. A única
testemunha da minha situação era a chuva que caía insistentemente no teto do carro, no meio da noite escura.
Desci do carro com lanterna na mão, entrei debaixo da Caravan para verificar a gravidade da situação. Apesar do carro encontrar-se barro puro por baixo, tudo parecia
normal diante da minha ignorância mecânica. Mais uma roupa toda suja de barro. Troquei de roupa dentro do carro, verifiquei a quantidade de latinhas de cerveja, abri uma e encostei-me no banco aguardando que algum bom samaritano me socorresse.
Mais ou menos uma hora e algumas latinhas se passaram e nada. Latidos de cachorro ecoavam no meio da noite molhada.
Abri a porta do carro para esticar as pernas e, nesse momento, a luz interna do teto da Chalana, que há muito tempo não funcionava, acendeu. Fiquei arrepiado e tive
uma crise de risos sem precedentes, encarando a Chalana que estava detonada no meio da chuva com a luz interna acesa, como se estivesse fazendo pilhérias comigo.
Às 10 horas da noite passou um ônibus. Peguei minha mala deixando tudo o que eu levava (galão cheio com 40 litros de gasolina, livros didáticos da Biblioteca de
Urucuia, alimentos, etc) dentro do carro. Rezei uma oração e pedi às 13 Almas Benditas que cuidassem do meu carro (ou o que restou dele).
Cheguei finalmente em Urucuia por volta das 11 horas da noite. Chovia aos cântaros.
Arrastando a mala no meio da noite chuvosa, desviando de poças d’água, fui parar no Hotel Urucuia para descansar o esqueleto moído.
No outro dia, pela manhã, procurei um mecânico e fomos verificar o que tinha acontecido com o carro.  O mecânico constatou que o defeito era na caixa de  marchas e
resolveu rebocar a Chalana por 35 Km de estrada de terra, ou melhor, de lama.      O carro do mecânico, seu Zé Bernardes, grande amigo e conterrâneo,  era um Passat velho. Estava até engraçado o cortejo: o avô do Santana (Passat) rebocando a avó da Blazer (Caravan).
Na viagem, a Caravan só faltava sair da estrada mato-a-dentro rebocada pelo velho Passat. Foram 35 Km de pura adrenalina. Pelo menos dessa vez fui com o motor ligado
e,  conseqüentemente, com freio.
Dia inteiro em Urucuia  verificando o carro, desmontando caixa de marchas. Não pude ir ao Rancho que ficava a 14 Km de Urucuia por estar a pé e não me animei a encarar
o restante da estrada em carro alugado.   O Rio Urucuia, imponente e cheio à minha frente, convidava-me a velejar sobre seu dorso barrento deixando-me com água (limpa) na boca.
Deixei um mecânico cuidando do carro e voltei de ônibus no domingo para Brasilia.
Na semana seguinte um amigo que morava em Urucuia telefonou-me dizendo-me que viria para Brasília no sábado e que poderia trazer a Caravan, o que prontamente autorizei.
Na vinda, segundo informações, a 8 Km de Cabeceiras-Go, os parafusos  do cardan estouraram e o carro despencou-se
no meio da estrada. O  condutor foi até Cabeceiras, trouxe mecânico que colocou novos parafusos e reiniciou a viagem.     Chegando no Núcleo Bandeirante, já em Brasília, o Cardan caiu novamente em virtude dos parafusos não terem sido apertados adequadamente.
O carro ficou parado no acostamento.  Nisso passou um rapaz num Pálio vermelho que viu a Caravan parada,  estacionou ao lado e perguntou:
* “Esse carro não é o do  Aparício?”
*     “É sim”, respondeu Braguinha, condutor do veículo, meio surpreso.   O  rapaz estacionou seu carro, entrou debaixo da Caravan, verificou o problema, foi ao Núcleo Bandeirante, comprou novos parafusos, colocou-os e deixou o carro em pé,  pronto para a
partida.
Quando o Braguinha perguntou quanto era o  serviço, ele respondeu:
–       Nada não. Sou amigo do Aparício e mecânico desse carro há mais de cinco anos…     Só faltou ele confessar que
falta pouco para construir uma casa em Padre Bernardo às minhas custas, graças à “bendita” Chalana…
Costumo afirmar o seguinte: existem quatro maneiras diferenciadas de sentir emoções na própria pele em uma viagem: emoções
medianas, fortes,  espetaculares e caóticas.
Primeiro passo é comprar uma Caravan (de preferência ano 1982 como a que possuo) sem verificar sua origem.
Emoções medianas: revisar o carro, calibrar pneus e partir para destino conhecido e próximo.
Emoções fortes: não revisar o carro, nem verificar níveis de óleo e água do radiador, nem calibragem dos pneus,
pneu de estepe, ferramentas, lanterna, etc. e viajar para local acima de 300 Km, de preferência com estrada de terra no percurso.
Emoções espetaculares: todos os itens acima e partir, sem destino, numa estradade poeira e pó rumo a lugar desconhecido por
mais de um dia de viagem.
O carro se encarregará do resto da história. No mínimo, o aventureiro ficará muito puto de raiva. No máximo escreverá um romance
que pode vir a ser um best-seller.                                    No entanto, cabe afirmar que, para curtir emoções caóticas,há a necessidade de se adquirir um Fiat 147 – de preferência ano1982 (possuí um que me deu 148 problemas), cuja epopéia a que passei já é uma outra estória, digna de
um romance de suspense.
Para finalizar, esclareço que mandei trocar o vestido da Chalana (pintar), os pares de sapato (pneus), o molejo (suspensão)
e coloquei novo marca-passo no coração (cabeçote do motor). Vai ficar linda. Zeradinha.Pronta para novas aventuras.
Quem tem carro velho, tem história pra contar.

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Descubra que lugar é este.

Cena aérea de Porto Velho, final anos 80

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A Ponte de Bananeiras

A Ponte de Bananeiras, em Guajará-Mirim, pelas lentes de Octacilio Souza, assessor e fotógrafo oficial do Governo do Território Federal do Guaporé

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Rondônia "unido" contra a dengue

Neste out-door, alguma coisa irritou os mosquitos da dengue. Acho que foi a concordância...

Neste out-door,  para não irritar ainda mais os carapanãs transmissores da dengue que são sensíveis e  andam bravíssimos picando todo mundo por qualquer coisa, acharia mais coerente que colocassem ou “Estado de Rondônia unido contra a dengue” ou “Rondônia unida contra a dengue”.

O que vocês acham ? … Sai prá lá, carapanã da muléstia….

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Rondônia “unido” contra a dengue

Neste out-door, alguma coisa irritou os mosquitos da dengue. Acho que foi a concordância...

Neste out-door,  para não irritar ainda mais os carapanãs transmissores da dengue que são sensíveis e  andam bravíssimos picando todo mundo por qualquer coisa, acharia mais coerente que colocassem ou “Estado de Rondônia unido contra a dengue” ou “Rondônia unida contra a dengue”.

O que vocês acham ? … Sai prá lá, carapanã da muléstia….

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Chapinha (atualizado)

Aldenir Campos Paes, o "Chapinha", velho companheiro de jornadas na extinta TV Educativa Canal 2, de Porto Velho

Chapinha sai de trás das câmeras e é entrevistado no Programa Papo News, da TV Record News , canal 58, hoje às 11:30, também na ViaCabo e com reprises durante a semana.
Chapinha, e seu irmão Alcivam, foram alguns dos pioneiros que trabalharam no CEPAV, Centro de Produção Audio-Visuais Pe. Landell de Moura, idealizado pelo então Secretário de Esporte e Cultura, Vitor Hugo e por seu adjunto, Isaias Vieira dos Santos.
O CEPAV foi o embrião do que seria depois a TVE Madeira-Mamoré, projeto que tive o orgulho de capitanear juntamente com o Célio Hugo, e que depois , em outras etapas, teve a adesão de diversos jornalistas e produtores que hoje labutam na imprensa rondoniense. Por lá passaram, Nelson Townes de Castro, José Carlos Sá, Sérgio Melo ( que apresentava o telejornal diário Jornal 2, com 30 minutos de duração), o Luiz Brito, Sinara Guatimozin,  Carlos Levy, Jurandir Costa,  Ruben Torrico, Luiz Alves de Medeiros, João Kerdy e tantos outros, inclusive os que conseguiram sucatear e liquidar de vez com o canal de comunicação que poderia até hoje estar prestando serviços para a comunidade. A primeira antena ficava em cima do prédio do Tribunal de Contas. E a derradeira, uma moderna superturnstile está até hoje apodrecendo em cima da caixa dágua da Caerd, ao lado do hotel Aquarius, para quem quiser ver e comprovar a veracidade destas informações. ( Inclusive está circulando um livro que pretende traçar a trajetória  da imprensa caripuna. Ainda não tive a oportunidade de ler, mas vamos conferir se o autor foi mesmo a fundo na pesquisa e ouviu as fontes que estão aí , disponíveis e abundantes, ou ficou só no confortável, mas medíocre,  “ouvi dizer” .)

A TVE teve a primeira unidade externa portátil U-Matic da região, uma Sony DXC 1800 de um tubo e um gravador VO 4800, de 3/4 de polegada. A própria TV Rondônia fazia suas externas com uma máquina chamada BVU 200 , transportada num carrinho de supermercado e uma extensão de fio num rolo.

O "portátil" VO 4800 pesava uns 5 quilos e era acoplado à câmera por um cabo


Das diversas figuras que passaram pelo saudoso Canal 2,  teve uma que com seu enorme arcabouço intelectual e visão de futuro alojados no cabeção chato,  insistiu em apagar fitas com conteúdo histórico para gravar um importantíssimo Misto X Ferroviário. Você se lembra ?  Nem eu.
Lembranças, lembranças. Acho até que Chapinha estava junto quando capotou o nosso único carro que servia tanto para serviços burocráticos como para as externas.  Algum tempo depois, um caminhão de tora passou por cima do velho Fiat 147 da TVE , em Ariquemes, destruindo-o. Eu estava dentro mas não sofri qualquer lesão. O motorista escapou por pouco e mesmo assim ficou internado uns dias com suspeita de traumatismo craniano.
Mas esta e outras histórias serão contadas mais à frente. Vamos ver a entrevista do Chapinha que deve ter muita coisa prá contar.

Atualizado com o comentário de Nelson Townes :
Tomara que o Chapinha não esqueça que ele era o par permanente, com trocas apenas para dar tempo para a mudança de pauta, do sempre lúcido e inteligente Edson Lustosa e da não menos inteligente, sempre ultra-produzida – incluindo um aroma discreito de Fleurs de Rocaille – e charmosa Cristina Arcanjo, nossos repórteres de externas. Eles encaravam qualquer pauta, e cada qual a mais desafiadora. E nunca furavam as pautas. Uma vez o vice-governador Orestes Muniz (notem que a TV era do Estado), vendo-se em apuros diante de uma pergunta sobre um escândalo no governo Jerônimo Santana, perguntou pra Cristina: “Afinal, vocês são de uma TV do governo ou da oposição?” A brava Cristina respondeu: “Somos da TV Madeira-Mamoré, e o senhor ainda não respondeu a minha pergunta”. Ele não respondeu e a matéiria foi “Orestes se recusa a falar sobre… (e aí vinha a história). Éramos respeitados e nosso telejornal obrigou a TV Rondônia a reformatar o dela porque estávamos começando a roubar audiência. A primeira que fizeram foi mudar o prefixo musical. Eles usavam uma musiquinha que lembrava o tema de Tom & Jerry. O jornal da TVE entrava de sola com a música “Orient Express”, de Jean Michel Jarre. Espero que o Chapinha lembre do editorial que inventamos no meio do telejornal, anos antes de o Arnaldo Jabor surgir com isso na TV Globo. Que ele lembre da denúncia que eu fiz do mercúrio nos peixes do rio Madeira. qiando comprei no mercado e levei um tambaqui de verdade pro estúdio, coloquei numa mesa diante da câmera e despejei mercúrio sobre o peixe, enquanto falava algo bem humorado sobre nosso novo prato regional, o peixe contaminado. Como era mercúrio cromo (afinal, não precisávamos ser tão realistas, era só uma caricatura de um fato), o peixe foi lavado e degustado mais tarde pela equipe da TV. Lembre do dia, Chapinha, eu que eu pedi que você filmasse as Três Caixas d’Água e girasse a câmera de forma a parecer que tombavam sobre o bairro do Caiari. Era uma crítica ao meu primo, secretário da Cultura, Abelardo Castro, por se descuidar de providências para o tombamento do monumento de sua conservação. Fomos, aliás. os primeiros a denunciar ferrugem nas bases das Caixas d’Água. O Abelardo, chefe supremo da TVE, como secretário de Estado, assistiu ao lado do governador Jerônimo Santana, essa crítica contra ele num televisor do arraial da Flor do Maracujá. Ele olhou pro relógio e disse: “Governador, quero que senhor veja como está a TV Educativa que o Beto e o Nelson estão tocando. O Nelson montou um telejornal muito bom.” Aí apareceu o editorial mostrando as Caixas d’Água com as bases enferrujadas tombando (desabando) sobre o bairro do Caiari, tendo como fundo sonoro a “Abertura 1812″, de Tchaikovsck, no ponto em que a orquestra num crescendo funde a música com sons de canhões disparando em Moscou na guerra contra Napoleão, (no nosso caso, eram tiros que faziam tremer as Caixas d’Água, pois instruí Chapinha a dar uns tapas na câmera antes de virar a imagem de ponta cabeça) antes de seu desabamento. A TVE criticava o próprio secretário da Cultura, o próprio governo. Mas, Jeônimo adorou a crítica, riu muito. O Abelardo Castro até que estava engolindo bem a história. Ficou uma fera comigo só quando o Jerônimo, ainda rindo, pegou no braço dele e disse: “Pô, Abelardo, até o teu primo te goza!” E eu morava com o Abelardo, na Vila Cujubim (hoje Sedam). De qualquer forma, nem o Abelardo, nem o Jerônimo, nem o Oestes Muniz, ninguém se metia na nossa linha editorial. Havia liberdade total .Fazíamos uma TV quase artesanal (tive que caçar em São Paulo um gerador de caracteres que ela não tinha e ninguém encontrava). A TV tinha crescente audiência até ser sucateada por gente que hoje é até motivo de orgulho profissional em gente que não conhece nossa história e não sabe, por exemplo, que o Chapinha é um desses caras veteramos da nossa imprensa cujo trabalho e realizações deixa no chinelo o currículo de muito rei da cocada preta por aí.

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Túnel do Tempo , com Sérgio Ramos

  • Foi o lançamento do  livro “Brevíssima História da Madeira-Mamoré”, na Livraria da Rose, quando ela funcionava na  Av. Rogério Weber.

    Animando a noite o grupo  Águias do Forró formado por um time de músicos de primeira (alguns se foram como o meu amigo pessoal Alcimar Chaves, além de músico , grande árbitro internacional de voleibol)  prestigiados pela presença em peso da “inteligentzia” de PVH.

    Foi também a 1ª transmissão ao vivo pela Internet, usando um caminhão de equipamentos “broadcast” para ter um sinal travando a toda hora , mas que deu conta do recado, porque os internautas não eram tão exigentes como hoje. E teve gente que acompanhou , porque estava previamente convidada, a transmissão do Uruguai, Argentina, Austria, Dinamarca, Inglaterra, EUA, Itália e outros.  Uma câmera digital profissional de televisão JVC KY 29 captava as imagens e um equipamento emprestado por um amigo de uma produtora de  SP transformava tudo em streaming. Foi um barato !

    Isto tudo há mais de 10 anos atrás. Além de escritores, professores, literatos, atores, músicos, mímicos, publicitários, arquitetos, jornalistas,  quem estava lá ?

    Você acertou ! O onipresente Sérgio Ramos, cobrindo tudo para o seu site http://www.talentosbrasil.com.br .

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    Le Corbusier

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    Cosas de la banda – 1

    Av. Frederico Román, em Guayara-Merin, Bolívia

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    Ao norte – 7

    Por do sol no rio Madeira , em Porto Velho

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    As Estrelas e as Luzes da Cidade

    Cátia Cernov

    Luzes artificiais ofuscam a perspectiva da imensidão

    As galáxias, inconcebíveis, lá em cima

    Mas invisíveis aos homens aqui embaixo

    Presos aos néons que eternizam a beleza das mercadorias

    Alienação de luz…

    Toda poeira cósmica arrasta um bocado de nós,

    Toda forma de poder contém nosso medo,

    Toda célula reproduz a nossa vontade,

    Todo quantun conhece seu destino.

    As luzes da cidade são nosso medo da escuridão

    E as estrelas, nosso medo de revelação.

    Somos carne e feixes de luz,

    Queremos céu, queremos chão

    Temos asas, temos tesão.

    Aos anjos oferecemos nossa alegria,

    Aos demônios, nossa orgia

    E para a terra, deixamos nossas sementes:

    Luzes, neons, sombras, ilusões, projeções…

    e outros rascunhos pixados nos muros.

    Que importa as galáxias lá em cima?

    Aqui, no centro da cidade, amamos sem pudor.

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    Arquivado em Poesya La Na´vi vá

    Isto o rondoniense já sabia, faz é tempo, maninho …

    Tirar a sesta, com uma soneca depois do rango renova as habilidades mentais, diz uma pesquisa da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

    O hábito amazônico, muito criticado pelos sulistas que não conheciam o óbvio, sempre foi um renovador de forças no calor e na umidade dos trópicos.

    Pois agora, o Dr. Matthew Walker, professor de psicologia da Universidade de Berkeley e coordenador do estudo, vem e diz que  o sono é reparador após períodos prolongados de vigília.

    O bem-estar que o caboclo sentia com a sesta , ele explica que é  ” um aumento das capacidades neurocognitivas em comparação com as que existiam antes de dormir”.

    Durante os testes, os que ficaram acordados o dia todo tiveram queda de rendimento na comparação com os exercícios anteriores. Já os participantes que tiraram um cochilo registraram um rendimento consideravelmente melhor e também melhoraram as habilidades.

    Os resultados sustentam a hipótese de que o sono é necessário para apagar a memória a curto prazo no cérebro e abrir espaço para novas informações, uma espécie de Ctrl+Alt+Del no caboclo, prá deixar ele menos leso. Vixe !

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    Arquivado em Efêmeras Divagações

    Exposição de fotos sobre quilombolas na Ivan Marrocos

    Mostra traz as tradições e cultura da resistência quilombola

    De 23 de fevereiro a 21 de março a mostra fotográfica de André Cypriano estará em cartaz na Casa da Cultura Ivan Marrocos. A mostra traz 27 fotografias em preto & branco no formato 50 cm x 75 cm; 7 panorâmicas em 40 cm x 110 cm, 6 P&B 30 x 40 cm, 2 mapas e 5 painéis

    Sobre o autor

    Nascido em 64, o paulista Cypriano  começou a estudar fotografia em São Francisco, na Califórnia na década de 90 . Como parte de um projeto de longo prazo, começou a documentar estilos de vida tradicionais e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo. Cypriano fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (Nias: pulando pedras), práticas de rituais em Bali (Bali: uma busca espiritual).  Atualmente, ele trabalha como fotógrafo freelancer em Nova York e Rio de Janeiro, dando continuidade a seus projetos sociais e culturais.

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    O fedor que nos irmana pode matar o amor

    Quem tem medo de cagar não come Cagar é o ato filosofal que realmente nos iguala, é o mais existencial dos nossos atos, pois está ligado a própria ação de comer. Cagar é viver, diria Lucini Pinheiro.”Quem tem medo de cagar não come."

    Cagar é o ato filosofal que realmente nos iguala, é o mais existencial dos nossos atos, pois está ligado a própria ação de comer. Cagar é viver, diria Lucini Pinheiro.”Quem tem medo de cagar não come."

    Por Nelson Townes , do noticiaRo.com

    Caro Aparício Secundus.

    Penalizado (esta palavra significa estar com pena, e não punido, como semi-analfabetos e assemelhados usam), mas com o lenço no nariz, li no blog betobertagna.com sobre o desenlace de seu primeiro encontro amoroso com uma jovem que não suportou o prosáico e tão humano fedor de uma cagada.

    Pretendia limitar-me a um simples comentário sobre o relato de Secundus. Mas, o texto acabou se transformando neste arremedo de crônica em que tento mostrar que o drama desse rapaz não foi o único, nem o primeiro, nem o maior, sobre alguns efeitos de nossa condição fisiológica.

    Inicialmente, devo dizer a Aparício Secundus que não se deprima por ter usado o banheiro da casa de uma moça no seu primeiro encontro com ela, e afugentado o amor com o mau cheiro que você causou.

    Houve há alguns anos um caso parecido em Rondônia. A história de um casal que tomava banho – ambos nus, numa noite de verão – numa piscina de Guajará Mirim.

    Tudo avançava para um feliz desfecho amoroso, mas, de repente, a moça saiu da piscina porque sentiu vontade de ir ao banheiro e, no local, não achando o vaso sanitário, aliviou-se da rápida digestão do jantar romântico, ocorrido algum tempo antes, numa lata vazia de querosene.

    O barulho da evacuação reverberando na lata, os sólidos e os líquidos caindo e se amontoando, fizeram o rapaz perceber que o objeto de seu profundo desejo era apenas uma parte do aparelho digestivo da namorada.

    Quando ela voltou para a piscina, ele já estava prudentemente fora d’água, vestido e ainda traumatizado pelos sons que a moça fazia sentada sobre a lata vazia de querosene. C’est la vie.

    No entanto, cagar é uma ação ligada ao ser humano desde o seu nascimento até a morte. De fato, nunca houve e nunca haverá um só dia na vida de qualquer pessoa, rica ou pobre, nobre ou plebéia, santa ou má, sem que ela tenha vontade ou ao menos pense em cagar.

    Cagar é o ato filosofal que realmente nos iguala, é o mais existencial dos nossos atos, pois está ligado a própria ação de comer. Cagar é viver, diria Lucini Pinheiro, o pioneiro de Porto Velho, um filósofo popular que ensinava que “quem tem medo de cagar não come.”

    Cagar é nobre. A palavra vem do latim cacare e na Roma antiga, quando o grande César ia à imperial latrina, a nobreza apenas murmurava, reverente, “rex cacare est” – que numa tradução livre seria “o rei está cagando.”

    Se você fosse Secundus, o Imperador, a sua namorada jamais o chamaria de mal educado por não aprovar o odor exalado dos reais dejetos de suas entranhas. Ela saberia para onde iria rolar a cabeça dela se falasse mal do cocô de Sua Majestade.

    Pior, Secundus, era o que acontecia com um amigo meu de São Paulo, que identificarei apenas como Augusto. Um cavalheiro muito educado, mas portador de umas esquisitices. Por exemplo, não viajava de avião de jeito nenhum.

    E não era por medo “de avião”. Dizia: “Tenho medo de adormecer durante o vôo e acontecer uma coisa horrível comigo!” Ele não explicava o que era. Apenas recusava todas as viagens.

    Mas, surgiu uma viagem inadiável, obrigatória. Ele sabia que teria que embarcar. Convidou-me para ir junto, com a condição de que eu jurasse que o manteria acordado até que o avião pousasse. E acabei testemunhando um de vários dramas que ele sofreu.

    Era uma viagem curta, de menos de uma hora, de São Paulo a Curitiba. E eu queria cumprir minha promessa. Conversava o tempo todo com Augusto. E ele falava o tempo todo. Falava tanto que quem acabou cochilando fui eu.

    Acordei quando o avião se preparava para pousar no aeroporto Afonso Pena. Olhei para o Augusto, que também havia adormecido. E tudo parecia tão normal.

    Normal até Augusto acordar, com o avião já tocando com as rodas no chão e ele exclamar, alarmado: “Você deixou que eu dormisse!” Demorei alguns segundos para entender o motivo do medo do meu amigo. Senti o cheiro na hora em que o avião pousou em Curitiba e Augusto em pânico falou: “Estou todo obrado!”

    Augusto não usava a palavra cagar, chula demais para seu vocabulário. E para não “obrar” de novo em avião (e isso só acontecia em avião) tivemos que voltar de ônibus para São Paulo. Então vi que Augusto exigiu que seu assento fosse o mais próximo possível da toalete do ônibus.

    Nunca havia prestado atenção, mas notei depois que sua mesa, no jornal em que trabalhávamos, era a mais próxima da saída da redação, para diminuir a distância do corredor de acesso aos banheiros.

    Essa era outra esquisitice de Augusto não almoçava no restaurante do jornal, ou qualquer outro restaurante da cidade. Não comia nada fora de sua casa. Por que? “Porque assim que como qualquer coisa sinto imediatamente vontade de ir ao banheiro.”

    Não adiantou dizer que isso acontece com muita gente, é normal, que restaurantes tem sanitários etc. Augusto rebatia: “Tenho medo de deixar vestígios, de deixar fedor.”

    Eu e outros amigos dele convencemo-lo a enfrentar os restaurantes e almoçar ou jantar na casa dos mais íntimos. Ele parecia tão curado de sua neurose (continuava indo ao banheiro após almoçar ou jantar, mas sem se estressar com isso) que decidiu aceitar o convite para almoçar na casa da namorada (aliás, ele pretendia pedir a moça em casamento).

    E aconteceu, Aparício Secundus, um drama parecido com o seu. O almoço foi meio à antiga, com toda a família da jovem presente e Augusto propondo casamento diante de todos. Terminado o almoço, a família se dispersou, e ele e a noiva foram deixados conversando numa sala.

    Então aconteceu. Ele sentiu vontade de ir ao banheiro, a moça indicou a porta e Augusto tentou ser o mais discreto possível. Tudo estava indo bem. Exceto por um resto de dejeto, pouco maior do que um dedo, que o vulgo chama de “torete”, que teimava em flutuar, por mais descargas que desse no vaso.

    O “torete” flutuava como uma rolha. E para Augusto era insuportável a idéia de deixar vestígio de seus excrementos no banheiro da casa da noiva. Ele demorava no banheiro, esperando a caixa da descarga encher para nova tentativa de fazer sumir aquela coisa.

    A noiva o chamou: “Algum problema aí, Augusto?”. Augusto começou a entrar em pânico: “Não! Não! Já estou saindo!”

    Deu nova descarga, e o cocô permaneceu desafiadoramente flutuante. “Augustooo!” – chamava novamente a noiva. Ele respondia: “Já vou!” Augusto lembraria que suava frio, aguardando a caixa de descarga enchendo novamente.

    Ele jamais deixaria a noiva ver aquilo. Se ela visse, talvez rompesse na hora o noivado que tinha começado uma hora antes. Só mais tarde, após o casamento, no futuro, deixaria de se preocupar com essas coisas.

    O iimportante era fazer aquele pedaço de bosta sumir vaso adentro. E como a caixa de descarga demorava a encher, Augusto subiu no vaso sanitário para mexer dentro da caixa, para abrir mais a válvula, apressar o enchimento. Segurava-se no cano da descarga e com a outra mão mexia na caixa.

    Então a caixa se soltou da parede, o cano vergou, e Augusto desabou com a caixa da descarga sobre a pia. O impacto arrancou a pia da parede e ela caiu sobre o vaso como uma bomba, quebrando-o ao meio.

    A água da caixa e do vaso formaram uma onda que encharcou Augusto, alagou o banheiro e escorreu por baixo da porta. Se você viu cena igual a essa em algum filme, é mera coincidência.

    A noiva, o pai dela, a mãe, o irmão caçula, a empregada, todos batiam na porta e gritavam ao mesmo tempo. Augusto diria depois que a família fazia mais barulho do que o estrondo do desastre.

    Levantou-se, ensopado, atordoado, com alguma dor nas costas, mas sem ferimentos, determinado abrir logo a porta e explicar o acidente. Então, ajeitando o paletó e a calça encharcados, percebeu que havia uma coisa grudenta, pastosa, em sua roupa. Passou o dedo, cheirou e se horrorizou.

    Quando caiu sobre a pia, e o vaso sanitário quebrou, a água escorreu levando junto o pedaço de cocô flutuante, e Augusto caiu exatamente sobre o dejeto. Ele percebia que o fedor se espalhava sobre sua roupa molhada.

    Augusto fugiu pela janela do banheiro. Era vergonhoso demais, diria depois. Sequer telefonou para a moça. Nem ela telefonou para ele. O noivado se desfez por mútuo silêncio.

    Dias depois, a ex-noiva encontra-se com Augusto na rua, por acaso, e diz: “Papai falou que se você se arrependeu de me pedir em casamento, não precisava destruir nosso banheiro por isso.”

    Imagino, Secundus, que você deve estar avaliando como ficou a cabeça do nosso herói cagão. Nós o aconselhávamos a procurar um médico. Mas, ele se recolheu a uma espécie de clausura. Somente saia para o trabalho, não aceitava nenhum tipo de convite – e somente se alimentava em casa.

    Somente concordou em procurar um médico quando um dos chefes convidou-o para um almoço de trabalho. Recusar seria negar-se a participar de um novo projeto e perder uma possível promoção.

    Contou para o médico, e o doutor receitou-lhe um tranqüilizante. E Augusto compareceu ao almoço mais importante de sua carreira.

    Ainda nesse dia, à tarde, o médico vê Augusto caminhando pela rua e pergunta:

    – “Foi ao almoço?

    – “Fui.”

    – “Tomou o tranqüilizante?”

    – “Tomei.”

    – “E então, como foi o almoço?”

    – “Estou todo cagado, doutor, mas estou tranqüilo, tranqüilo!”

    Poderíamos encerrar aqui esta dissertação sobre cagadas. Mas, no melhor estilo dos roteiros de cinema, aqui tem mais um “ponto de virada”, uma última e inesperada cena.

    O local é uma sala da Polícia Militar de Rondônia. O local está cheio de PMs.

    Um superior ordena: “Mande evacuar a sala!”.

    O outro oficial pergunta, indignado: “Quer que eu mande meus homens fazer cocô aqui, senhor?”

    THE END

    ——————————————————————————————————————————————-

    Leia também, de Aparicio Secundus :

    O princípio da senilidade

    Quem tem carro velho tem história prá contar

    Vasectomia: um “textículo” que virou um conto

    O suplicio de um primeiro encontro

    Sigla Partidária

    O Comício…

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    Arquivado em Crônicas certeiras

    O fedor que nos irmana pode matar o amor

    Quem tem medo de cagar não come Cagar é o ato filosofal que realmente nos iguala, é o mais existencial dos nossos atos, pois está ligado a própria ação de comer. Cagar é viver, diria Lucini Pinheiro.”Quem tem medo de cagar não come."

    Cagar é o ato filosofal que realmente nos iguala, é o mais existencial dos nossos atos, pois está ligado a própria ação de comer. Cagar é viver, diria Lucini Pinheiro.”Quem tem medo de cagar não come."

    Por Nelson Townes , do noticiaRo.com

    Caro Aparício Secundus.

    Penalizado (esta palavra significa estar com pena, e não punido, como semi-analfabetos e assemelhados usam), mas com o lenço no nariz, li no blog betobertagna.com sobre o desenlace de seu primeiro encontro amoroso com uma jovem que não suportou o prosáico e tão humano fedor de uma cagada.

    Pretendia limitar-me a um simples comentário sobre o relato de Secundus. Mas, o texto acabou se transformando neste arremedo de crônica em que tento mostrar que o drama desse rapaz não foi o único, nem o primeiro, nem o maior, sobre alguns efeitos de nossa condição fisiológica.

    Inicialmente, devo dizer a Aparício Secundus que não se deprima por ter usado o banheiro da casa de uma moça no seu primeiro encontro com ela, e afugentado o amor com o mau cheiro que você causou.

    Houve há alguns anos um caso parecido em Rondônia. A história de um casal que tomava banho – ambos nus, numa noite de verão – numa piscina de Guajará Mirim.

    Tudo avançava para um feliz desfecho amoroso, mas, de repente, a moça saiu da piscina porque sentiu vontade de ir ao banheiro e, no local, não achando o vaso sanitário, aliviou-se da rápida digestão do jantar romântico, ocorrido algum tempo antes, numa lata vazia de querosene.

    O barulho da evacuação reverberando na lata, os sólidos e os líquidos caindo e se amontoando, fizeram o rapaz perceber que o objeto de seu profundo desejo era apenas uma parte do aparelho digestivo da namorada.

    Quando ela voltou para a piscina, ele já estava prudentemente fora d’água, vestido e ainda traumatizado pelos sons que a moça fazia sentada sobre a lata vazia de querosene. C’est la vie.

    No entanto, cagar é uma ação ligada ao ser humano desde o seu nascimento até a morte. De fato, nunca houve e nunca haverá um só dia na vida de qualquer pessoa, rica ou pobre, nobre ou plebéia, santa ou má, sem que ela tenha vontade ou ao menos pense em cagar.

    Cagar é o ato filosofal que realmente nos iguala, é o mais existencial dos nossos atos, pois está ligado a própria ação de comer. Cagar é viver, diria Lucini Pinheiro, o pioneiro de Porto Velho, um filósofo popular que ensinava que “quem tem medo de cagar não come.”

    Cagar é nobre. A palavra vem do latim cacare e na Roma antiga, quando o grande César ia à imperial latrina, a nobreza apenas murmurava, reverente, “rex cacare est” – que numa tradução livre seria “o rei está cagando.”

    Se você fosse Secundus, o Imperador, a sua namorada jamais o chamaria de mal educado por não aprovar o odor exalado dos reais dejetos de suas entranhas. Ela saberia para onde iria rolar a cabeça dela se falasse mal do cocô de Sua Majestade.

    Pior, Secundus, era o que acontecia com um amigo meu de São Paulo, que identificarei apenas como Augusto. Um cavalheiro muito educado, mas portador de umas esquisitices. Por exemplo, não viajava de avião de jeito nenhum.

    E não era por medo “de avião”. Dizia: “Tenho medo de adormecer durante o vôo e acontecer uma coisa horrível comigo!” Ele não explicava o que era. Apenas recusava todas as viagens.

    Mas, surgiu uma viagem inadiável, obrigatória. Ele sabia que teria que embarcar. Convidou-me para ir junto, com a condição de que eu jurasse que o manteria acordado até que o avião pousasse. E acabei testemunhando um de vários dramas que ele sofreu.

    Era uma viagem curta, de menos de uma hora, de São Paulo a Curitiba. E eu queria cumprir minha promessa. Conversava o tempo todo com Augusto. E ele falava o tempo todo. Falava tanto que quem acabou cochilando fui eu.

    Acordei quando o avião se preparava para pousar no aeroporto Afonso Pena. Olhei para o Augusto, que também havia adormecido. E tudo parecia tão normal.

    Normal até Augusto acordar, com o avião já tocando com as rodas no chão e ele exclamar, alarmado: “Você deixou que eu dormisse!” Demorei alguns segundos para entender o motivo do medo do meu amigo. Senti o cheiro na hora em que o avião pousou em Curitiba e Augusto em pânico falou: “Estou todo obrado!”

    Augusto não usava a palavra cagar, chula demais para seu vocabulário. E para não “obrar” de novo em avião (e isso só acontecia em avião) tivemos que voltar de ônibus para São Paulo. Então vi que Augusto exigiu que seu assento fosse o mais próximo possível da toalete do ônibus.

    Nunca havia prestado atenção, mas notei depois que sua mesa, no jornal em que trabalhávamos, era a mais próxima da saída da redação, para diminuir a distância do corredor de acesso aos banheiros.

    Essa era outra esquisitice de Augusto não almoçava no restaurante do jornal, ou qualquer outro restaurante da cidade. Não comia nada fora de sua casa. Por que? “Porque assim que como qualquer coisa sinto imediatamente vontade de ir ao banheiro.”

    Não adiantou dizer que isso acontece com muita gente, é normal, que restaurantes tem sanitários etc. Augusto rebatia: “Tenho medo de deixar vestígios, de deixar fedor.”

    Eu e outros amigos dele convencemo-lo a enfrentar os restaurantes e almoçar ou jantar na casa dos mais íntimos. Ele parecia tão curado de sua neurose (continuava indo ao banheiro após almoçar ou jantar, mas sem se estressar com isso) que decidiu aceitar o convite para almoçar na casa da namorada (aliás, ele pretendia pedir a moça em casamento).

    E aconteceu, Aparício Secundus, um drama parecido com o seu. O almoço foi meio à antiga, com toda a família da jovem presente e Augusto propondo casamento diante de todos. Terminado o almoço, a família se dispersou, e ele e a noiva foram deixados conversando numa sala.

    Então aconteceu. Ele sentiu vontade de ir ao banheiro, a moça indicou a porta e Augusto tentou ser o mais discreto possível. Tudo estava indo bem. Exceto por um resto de dejeto, pouco maior do que um dedo, que o vulgo chama de “torete”, que teimava em flutuar, por mais descargas que desse no vaso.

    O “torete” flutuava como uma rolha. E para Augusto era insuportável a idéia de deixar vestígio de seus excrementos no banheiro da casa da noiva. Ele demorava no banheiro, esperando a caixa da descarga encher para nova tentativa de fazer sumir aquela coisa.

    A noiva o chamou: “Algum problema aí, Augusto?”. Augusto começou a entrar em pânico: “Não! Não! Já estou saindo!”

    Deu nova descarga, e o cocô permaneceu desafiadoramente flutuante. “Augustooo!” – chamava novamente a noiva. Ele respondia: “Já vou!” Augusto lembraria que suava frio, aguardando a caixa de descarga enchendo novamente.

    Ele jamais deixaria a noiva ver aquilo. Se ela visse, talvez rompesse na hora o noivado que tinha começado uma hora antes. Só mais tarde, após o casamento, no futuro, deixaria de se preocupar com essas coisas.

    O iimportante era fazer aquele pedaço de bosta sumir vaso adentro. E como a caixa de descarga demorava a encher, Augusto subiu no vaso sanitário para mexer dentro da caixa, para abrir mais a válvula, apressar o enchimento. Segurava-se no cano da descarga e com a outra mão mexia na caixa.

    Então a caixa se soltou da parede, o cano vergou, e Augusto desabou com a caixa da descarga sobre a pia. O impacto arrancou a pia da parede e ela caiu sobre o vaso como uma bomba, quebrando-o ao meio.

    A água da caixa e do vaso formaram uma onda que encharcou Augusto, alagou o banheiro e escorreu por baixo da porta. Se você viu cena igual a essa em algum filme, é mera coincidência.

    A noiva, o pai dela, a mãe, o irmão caçula, a empregada, todos batiam na porta e gritavam ao mesmo tempo. Augusto diria depois que a família fazia mais barulho do que o estrondo do desastre.

    Levantou-se, ensopado, atordoado, com alguma dor nas costas, mas sem ferimentos, determinado abrir logo a porta e explicar o acidente. Então, ajeitando o paletó e a calça encharcados, percebeu que havia uma coisa grudenta, pastosa, em sua roupa. Passou o dedo, cheirou e se horrorizou.

    Quando caiu sobre a pia, e o vaso sanitário quebrou, a água escorreu levando junto o pedaço de cocô flutuante, e Augusto caiu exatamente sobre o dejeto. Ele percebia que o fedor se espalhava sobre sua roupa molhada.

    Augusto fugiu pela janela do banheiro. Era vergonhoso demais, diria depois. Sequer telefonou para a moça. Nem ela telefonou para ele. O noivado se desfez por mútuo silêncio.

    Dias depois, a ex-noiva encontra-se com Augusto na rua, por acaso, e diz: “Papai falou que se você se arrependeu de me pedir em casamento, não precisava destruir nosso banheiro por isso.”

    Imagino, Secundus, que você deve estar avaliando como ficou a cabeça do nosso herói cagão. Nós o aconselhávamos a procurar um médico. Mas, ele se recolheu a uma espécie de clausura. Somente saia para o trabalho, não aceitava nenhum tipo de convite – e somente se alimentava em casa.

    Somente concordou em procurar um médico quando um dos chefes convidou-o para um almoço de trabalho. Recusar seria negar-se a participar de um novo projeto e perder uma possível promoção.

    Contou para o médico, e o doutor receitou-lhe um tranqüilizante. E Augusto compareceu ao almoço mais importante de sua carreira.

    Ainda nesse dia, à tarde, o médico vê Augusto caminhando pela rua e pergunta:

    – “Foi ao almoço?

    – “Fui.”

    – “Tomou o tranqüilizante?”

    – “Tomei.”

    – “E então, como foi o almoço?”

    – “Estou todo cagado, doutor, mas estou tranqüilo, tranqüilo!”

    Poderíamos encerrar aqui esta dissertação sobre cagadas. Mas, no melhor estilo dos roteiros de cinema, aqui tem mais um “ponto de virada”, uma última e inesperada cena.

    O local é uma sala da Polícia Militar de Rondônia. O local está cheio de PMs.

    Um superior ordena: “Mande evacuar a sala!”.

    O outro oficial pergunta, indignado: “Quer que eu mande meus homens fazer cocô aqui, senhor?”

    THE END

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    Leia também, de Aparicio Secundus :

    O princípio da senilidade

    Quem tem carro velho tem história prá contar

    Vasectomia: um “textículo” que virou um conto

    O suplicio de um primeiro encontro

    Sigla Partidária

    O Comício…

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    O suplício de um primeiro encontro

    Por Aparicio Secundus Pereira Lima

    Há dias vinha observando uma garota esbelta, bonitona, cabelos longos, corpo de violão, cheia de charme, que sempre passava pela minha rua.
    Depois de muitos olhares e alguns sorrisos, pude finalmente oferecer-lhe uma carona até seu local de trabalho. Daí veio o número do telefone, conversas banais por e-mail e, finalmente, o tão esperado dia: sairmos juntos para jantar.
    Arrumei-me todo, perfumado até nas partes íntimas e fui buscá-la em sua casa.
    Fomos para um restaurante nordestino (não me recordo o nome) e pedimos, de entrada, uma cervejinha bem gelada para quebrar o gelo existente em nós dois e encurtar caminhos na expectativa do primeiro e adocicado beijo.
    Papo vai, papo vem, mão cobrindo mão, dedos se tocando e a cervejinha descendo redonda goela abaixo. O cheiro gostoso da mulher me entorpecia e me deixava a mil por hora.
    Num dado momento resolvemos olhar o cardápio. Ela optou por uma picanha na chapa com cebola e queijo mussarela, acompanhado de feijão tropeiro, macaxeira cozida, vinagrete, arroz e uma salada simples. Aceitei, meio desconfiado, porque aquela comida nunca foi a minha praia. Meu estômago é fraco como o de um bebê.
    Coloquei, assim meio que desconfiado, pequenas porções de cada guarnição no prato e, à primeira garfada, verifiquei que a comida estava bem saborosa e, por sinal, não sabia que estava com tanta fome.
    Mergulhei de cara e boca no feijão tropeiro que parecia ter sido feito para a tropa do almoço, era o verdadeiro “tropeiro de elite”. O queijo derretendo e fumaçando em cima da picanha acebolada me convidava a retirar mais uma lasca. E tome mais uma cerveja gelada.
    Lá pras 23 hs., após várias cervejas e outros pedaços de picanha e feijão tropeiro, paguei a conta e fui deixá-la em casa. No trajeto deu-me uma vontade enorme de mijar em virtude de não ter ido nem uma vez ao banheiro (e nem ela). Como meu apartamento era bem distante da residência dela falei para ela do meu suplício e ela prontamente me disse:

    * Você pode “fazer xixi” no banheiro lá de casa. É uma casa humilde, não repare, mas dá pra satisfazer suas necessidades mais urgentes.

    Agradeci. Não era uma má idéia. Talvez, depois da mijada pudesse até rolar um clima, uns beijinhos, uns esfrega-esfrega, um cheiro no pescoço, um amasso nos peitos.
    Entrei no apartamento dela (quarto, sala, cozinha e banheiro) e fui meio que às pressas em direção ao banheiro. Vi que a porta não fechava e segurei-a com uma das mãos enquanto retirava o “adormecido” pra fora. Ela, próxima à porta, esperava, ansiosamente, sua vez de desobstruir suas vias urinárias.
    Nesse momento comecei a ouvir um barulho estranho na minha barriga e bolhas enormes de gás se deslocando para o viaduto do cu. Travei imediatamente o “back street boy” para evitar o pior e o esforço fez com que travasse também a urina. Suei frio tentando administrar a situação. Que situação complicada: querendo dar vazão à urina contida na bexiga e travando a “tarraqueta” para evitar a expansão do gás em ebulição que queria a todo custo sair e impregnar-se pelos cômodos da casa da futura namorada.
    Suava frio aos cântaros. Senti que a moça se agoniava e gemia baixinho lá fora. E eu desesperado lá dentro, travado dos pés à cabeça. Abri a torneira da pia para induzir o mijo e um som gutural saiu das brenhas do cu. Primeiro tímido tipo apito breve. PIIIIIIIIIIIIIIIIII …..PUUUUUUUMMMM…Travei o inimigo na goela e fiz com que ele voltasse, meio contrariado, para o lugar de onde veio.
    A pequena demonstração do gás exalado lembrou-me levemente o feijão tropeiro degustado, só que agora delineava-se estragado e com cheiro de mofo.
    A bexiga só faltava estourar e eu concentrei-me na vazão da urina lembrando de cachoeiras, rios caudalosos passando mansamente e indo de encontro ao mar. Comecei a urinar. Uma urina tímida e fraca similar ao primeiro peido. Foi aí que me descuidei da trava psicológica e física que estava fazendo no cu e, como toda ação (retorno do gás à barriga) reflete uma reação de igual intensidade, um peido sonoro com cheiro de cadáver em decomposição inundou o ambiente. Soltei a porta que segurava e ela entreabriu-se um pouco mais dando liberdade ao gás tóxico similar ao gás mostarda lançado pelo Saddam Hussein contra os curdos do Iraque. Tentei abanar o peido para que ele fosse em sentido contrário em direção à portinhola do banheiro na esperança que ela não sentisse a catinga que impregnava minhas narinas de pura merda. Perdi o controle: mijava intensamente e emitia peidos seqüenciais fedidos e sonoros. Torci para que a dona do apartamento e possível futura dona do meu coração fosse, por momentos, surda e sem olfato.
    Quando terminei de mijar previ o que mais temia: Um peido, pai de todos os outros, vinha descendo ladeira abaixo, tal qual um pedregulho de proporções meteóricas, numa velocidade que não dava para travar sob pena de presenciar lascas de minhas pregas pelo chão. Os gazes esparsos no ar faziam o Evo Morales reconhecer a queda de sua supremacia nesse recurso natural. Junto com o estrondo, um tolete pastoso melou totalmente minha cueca e senti o peso encostando-se no entre pernas, na região escrotal e ali se alojou mansamente.
    A futura pretensa namorada, já tinha vazado da sala e estava “fazendo xixi” na parede do apartamento pelo lado de fora. Tirei a cueca e enrolei-a em papel e a coloquei no bolso. Limpei-me rapidamente como pude com o que sobrou do papel higiênico e saí do banheiro com a sensação de que vinte urubus me acompanhavam de perto, de olho na carniça que saía da minha bunda. Ainda soltei mais um peidinho do que sobrou do vinagrete e da picanha, a essa altura já defumada. Dessa vez, não sei porque, ela apelou e me tocou pra fora do apartamento me chamando de mal-educado.
    Como as mulheres são incompreensíveis!

    Durma-se com um barulho desses!

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    Leia também, do autor :

    O princípio da senilidade

    O fedor que nos irmana pode matar o amor

    Quem tem carro velho tem história prá contar

    Vasectomia: um “textículo” que virou um conto

    Sigla Partidária

    O Comício…

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    Testes físicos de concurso da Policia Civil começam hoje

    Começam hoje os testes físicos do Concurso para provimento de cargos na Polícia Civil de Rondônia.

    Serão 65 novos delegados, 27 peritos criminais, 19 médicos legistas, quatro odontólogos legais, 79 escrivães de polícia, 370 agentes, seis técnicos em necropsia, 34 agentes de criminalística e sete técnicos em laboratório.

    Os candidatos masculinosdevem executar 20 abdominais “ pescador “  ( 10 execuções para as mulheres) , 20 flexões masculinas normais (10 femininas) e correr 2200 metros em 12 minutos(o famoso “Teste de Cooper”).

    Cada prova é eliminatória, e o candidato prossegue se conseguiu ultrapassar a etapa anterior.

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    Arquivado em Notícias

    Toma-lhe Vadia !

    Aproveitando o período pós-momesco, de tantos blocos e folias, é uma indecência mental esquecer este cuja sede ficava na estrada empoeirada que liga Nova Mamoré a Vila Murtinho, em Rondônia.  Será que ainda existe ?

    Toma-lhe Vadia !

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    Arquivado em Efêmeras Divagações

    Taiguara on-line

    taiguara

    Atenção,  não peça prá ele tocar o hit “Camas Separadas”.

    Ele não vai tocar.

    Taiguara dos Santos Martins, ou sómente “Taiguara” toca só MPB de primeira, ajudando a compor a cena artística de PortoVelho, recheada de excelentes músicos. Aliás, ele é nascido em PV.

    Atualmente, em cartaz aos sábados e domingos no Mirante II, a partir das 5 da tarde e todas as segunda e quartas no Café Madeira, antigo Mirante I.

    Taiguara tem um imenso repertório , mas ele confessa que gosta muito é de Djavan, Jorge Vercilo(sua música favorita é Encontro das Águas)  e Caetano. Os seus contatos para shows e apresentações : taiguara3@hotmail.com ou (69) 9975 7615.

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    Arquivado em Efêmeras Divagações

    Não é a poluição que prejudica o meio ambiente. São as impurezas do nosso ar que estão fazendo isso.

    Não, meu considerado leitor, esta frase não é minha.

    Repilo-a !

    Esta frase tem dono !

    Os jornalões do sul publicaram esta semana meia-página com esta pérola do já, graças a Deus, ex-presidente ianque, George W. Bush.

    O objetivo era chamar a atenção dos profissionais de propaganda para o 8º Prêmio ANJ de Criação Publicitária, promovido pela Associação Nacional de Jornais, que inscreverá o anúncio vencedor nacional no Festival de Cannes de 2010 e levará os quatro profissionais (dois criativos e dois mídias) responsáveis pelo anúncio vencedor ao Festival.

    Poderão concorrer todos os anúncios veiculados em jornais filiados à ANJ no período de 1º de março de 2009 a 28 de fevereiro de 2010. As inscrições com os anúncios serão recebidas até 8 de março de 2010.

    Pela primeira vez, neste ano o Prêmio terá a categoria Estudante de Comunicação, do curso de Publicidade e Propaganda, que visa descobrir os novos talentos. O estudante deverá ter se formado no curso de Publicidade e Propaganda em 2009.

    Ganham o Prêmio aqueles que produzirem o melhor anúncio para o meio jornal em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

    Então, pessoal dos reclames e assemelhados, vamos às inscrições !

    Um detalhe que chama a atenção é que a inscrição para o dito Prêmio para quem é do Norte deve ser feita em Salvador, na Bahia, através do jornal Correio ( e-mails: claudio.najar@redebahia.com.br e ealice.ribeiro@redebahia.com.br
    ou pelo fone(71) 3202-1393.) Que coisa estranha ! Este pessoal tirou nota baixa em Geografia ou então viaja pouco.

    Ué, não era mais perto Tocantins, Goiás, sei lá ? Ou mesmo Curitiba , na Gazeta do Povo, que está recebendo as inscrições da região Sul  ?

    Mas que a frase é engraçada e “criativa”, é… E tem outras ainda ! Infelizmente não incluíram nenhuma frase “criativa” de celebridades caripunas.

    “Não cometi nenhum delito, o que fiz foi não cumprir a lei.”
    Jennifer Lopez
    “Há milhares de garotas bonitas e empreendedoras por aí. Não sou um santo, eu imagino que vocês já tenham entendido isso.”
    Silvio Berlusconi
    “Aqui não se pode mexer a bunda de uma lado para outro, é preciso se vestir com recato, cantar de forma melódica e lembrar as regras morais.”
    Madonna
    E por aí vai…

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    Story Line – Delírio cotidiano 1

    Consumação do pesar

    Ainda escuto as montanhas        o modo como elas riem        de cima a baixo por seus perfis azuis            e mergulhando na água            os peixes lamentam           e toda a água      é fruto de suas lágrimas.       escuto as águas         nas noites de bebedeira          e a tristeza é tanta que posso       ouvi-la em meu relógio          transforma-se nos puxadores da minha cômoda          transforma-se no papel sobre o chão   transforma-se numa calçadeira            no bilhete da lavanderia transforma-se        na fumaça do cigarro           escalando uma capela de videiras negras…           pouco importa           um pouquinho só de amor não é tão mal assim            ou um pouquinho só de vida            o que realmente importa        é esperar entre paredes                              eu nasci para isso                            nasci para arrastar rosas pelas avenidas da morte.

    Charles Bukowski (1920 – 1994)

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    Opalas no Belmont

    Os Opalas Diplomata voavam baixo na Av. Lauro Sodré, levando e trazendo os intrépidos passageiros para o Aeroporto do Belmont , em Porto Velho -1980

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    Enquanto isto na Inglaterra…

    As ovelhas da Igreja Anglicana foram convocadas a fazer um “jejum” eletrônico.

    Como assim,cara pálida ? Afim de diminuir a emissão de carbono na atmosfera, os fiéis devem desligar ao máximo seus celulares, Ipods e afins.

    Dentre outras 50 medidas para salvar a Terra, os líderes religiosos também recomendam apagar a luz e usar velas no jantar e também dar menos descargas no banheiro. Quero crer que algumas cidades de Rondônia já contribuem com esta “salvação ” já há algum tempo… Ou você já viu muitos Ipods ligados em Seringueiras e arredores?

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    Navios-tanques estão roubando água da Amazônia para levar para o Exterior

    Hidropirataria: agora, a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce.

    Da redação de NoticiaRo com base em informações de Chico Araújo/ Envolverde/Agência Amazônia/NoticiaRo.com

    BRASÍLIA, quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 (NoticiaRo.com) – Além de o rio Madeira estar sendo destruído pela construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia, as águas que ele despeja no Amazonas estão sendo levadas para navios-tanques piratas que estão invadindo a região, fazendo o tráfico de água doce no Brasil para o Exterior.

    Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água dos rios que formam o Amazonas, a principal vítima dos hidropiratas.

    Nesse comércio, a nova tecnologia introduzida no transporte transatlântico de água são as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, explica a revista Consulex.

    O transporte internacional de água também já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água.

    Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa, Oriente Médio e Extremo Oriente, até para a China.

    A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista diz:  “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”.

    Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

    Há três anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria.

    A revista Consulex destaca que essa prática é ilegal e não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, pois as águas dos rios brasileiros são bens da União, assim como os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio, de acordo com a Constituição Federal, artigo 20, III.

    Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União.

    A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. O artigo da Consulex, assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, destaca ainda que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade.

    “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, diz a advogada

    “A capacidade dos navios que usam a tecnologia das bolsas d’água é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

    Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce

    TRÁFICO DE ÁGUA DOCE

    A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

    Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

    O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

    ÁGUAS AMAZÔNICAS

    Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais.

    Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

    A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local.

    “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.

    A captação é feita pelos petroleiros principalmente na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá.

    Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

    ÁGUA MAIS BARATA

    Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia.

    O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

    O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável.

    “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

    O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

    Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes.

    ORGANISMOS VIVOS

    O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

    A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro.

    Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

    Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno.

    Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

    Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos.

    Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

    Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas.

    Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

    GUERRA POR ÁGUA

    A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura.

    Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

    Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes.

    Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

    Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

    Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio.

    A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

    As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental.

    Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

    Leia também > http://wp.me/pKJQL-1t3


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    Arquivado em Notícias

    Navios-tanques estão roubando água da Amazônia para levar para o Exterior

    Hidropirataria: agora, a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce.

    Da redação de NoticiaRo com base em informações de Chico Araújo/ Envolverde/Agência Amazônia/NoticiaRo.com

    BRASÍLIA, quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 (NoticiaRo.com) – Além de o rio Madeira estar sendo destruído pela construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia, as águas que ele despeja no Amazonas estão sendo levadas para navios-tanques piratas que estão invadindo a região, fazendo o tráfico de água doce no Brasil para o Exterior.

    Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água dos rios que formam o Amazonas, a principal vítima dos hidropiratas.

    Nesse comércio, a nova tecnologia introduzida no transporte transatlântico de água são as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, explica a revista Consulex.

    O transporte internacional de água também já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água.

    Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa, Oriente Médio e Extremo Oriente, até para a China.

    A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista diz:  “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”.

    Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

    Há três anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria.

    A revista Consulex destaca que essa prática é ilegal e não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, pois as águas dos rios brasileiros são bens da União, assim como os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio, de acordo com a Constituição Federal, artigo 20, III.

    Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União.

    A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. O artigo da Consulex, assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, destaca ainda que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade.

    “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, diz a advogada

    “A capacidade dos navios que usam a tecnologia das bolsas d’água é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

    Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce

    TRÁFICO DE ÁGUA DOCE

    A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

    Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

    O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

    ÁGUAS AMAZÔNICAS

    Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais.

    Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

    A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local.

    “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.

    A captação é feita pelos petroleiros principalmente na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá.

    Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

    ÁGUA MAIS BARATA

    Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia.

    O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

    O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável.

    “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

    O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

    Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes.

    ORGANISMOS VIVOS

    O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

    A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro.

    Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

    Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno.

    Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

    Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos.

    Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

    Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas.

    Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

    GUERRA POR ÁGUA

    A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura.

    Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

    Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes.

    Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

    Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

    Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio.

    A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

    As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental.

    Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

    Leia também > http://wp.me/pKJQL-1t3


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    Vale-coxinha vai a 304 reais

    O auxílio-alimentação dos servidores do Executivo Federal , apelidado de vale-coxinha , foi finalmente reajustado com a publicação da Portaria 42 no Diário Oficial da União (DOU).

    O auxílio que estava congelado desde 2004, agora é o mesmo em todo o Brasil.

    Os funcionários do Legislativo e do Judiciário recebem cerca de R$ 660.

    A  campanha da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) é pela isonomia , afinal se supõe que os estômagos dos funcionários dos Três Poderes sejam semelhantes.

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    É crime não saber ler

    O texto da peça é de Luiz Antônio de Araújo, com direção e interpretação de Eules Lycaon

    Nesta sexta, dia 19 entra em cartaz no Teatro Banzeiros (R. José do Patrocínio, entre Rogério Weber e Euclides da Cunha)  a peça ” É crime não saber ler ” , uma produção do Grupo de Teatro Evolução.

    Na sexta e no sábado, o horário é às 20 horas. No domingo, dia 21 , o início é às sete e meia da noite. (19:30 h).   O grupo resolveu cobrar meia-entrada para todos, ou seja, 6 reais, com direito a uma rifa para concorrer a um relógio.

    O texto da peça é de Luiz Antônio de Araújo, com direção e interpretação de Eules Lycaon .  Mais informações : 8413 5465.

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    Ao norte – 6

    Anoitecendo no rio Madeira, em Porto Velho...

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    Ao norte – 6

    Anoitecendo no rio Madeira, em Porto Velho...

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    É o progresso, meus filhos…

    Bairro Dois de Abril, em Vila de Rondônia 1977 foto : Beto Bertagna

    Bairro Dois de Abril, em Ji-Paraná 2010 foto : Eduardo Alencar

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    Pirarucu do Madeira ! Diplomatas vence e é bi em Porto Velho

    Os internautas acertaram o resultado da enquete feita por este site, e cravaram a Diplomatas do Samba como a provável vencedora do Carnaval 2010 em Porto Velho. E não deu outra. Com o resultado, a cinquentenária escola é bi-campeã do Carnaval de Porto Velho.

    A escola nasceu em 4 de novembro de 1958 com o nome de Prova de Fogo, tendo Tário de Almeida Café como seu primeiro presidente.

    Por sugestão do sambista paraense Bizigudo, adotou-se o nome Universidade dos Diplomatas do Samba depos reduzido para Os Diplomatas do Samba.

    De sua fundação até 1970 a escola venceu todos os títulos do carnaval de rua de Porto Velho. Na década de 1970 a sua hegemonia foi quebrada pela Pobres do Caiari. Os Diplomatas, entretanto, voltaram a vencer em 1975, 1976, 1977, 1984, 1987, 1980 e 1997. Os Diplomatas também foi a escola que ganhou o primeiro título do carnaval de rua de Rondônia em 1982.

    Além dos títulos já citados ganhou os seguintes carnavais: 1984, 1987, 1990, 1997 e 2009. E agora em 2010 , sagra-se bicampeã ! Valeu Diplomatas !

    Veja a classificação oficial :

    1. Diplomatas 186,2 pts Escute aqui o samba da Diplomatas.
    2. Asfaltão 182,8 pts Samba enredo do G.R.E.S. Asfaltão
    3. São João Batista 180,7 pts Samba enredo da S. J. Batista
    4. Radio Farol 156 pts Samba enredo da Rádio Farol
    5. Armario 178,1 pts Samba enredo da Armário Grande
    6. Imperio 151,6 pts Samba enredo da Império do Samba

    Resultado da Enquete feita pelo site http://www.betobertagna.com, no período que antecedeu o carnaval  e encerrada na terça-feira, dia 16, às 12:00 hs

    Prá quem já caiu, se recuperou, chacoalhou as asas e ainda vai cair na gandaia nestes dias momescos aqui vai um roteiro sem GPS, sem bússola, azimuth quebrado, sem trena, sem régua, sem relógio de pulso, de bolso, de parede, sem cuco,  de onde tem batuque, tamborim e mulheres(homens) bonitas(os) e diversos genéricos e assemelhados. Convém conferir o produto, a origem e a sua validade. Alguns tem que ser descartados na quarta-feira de cinzas, porque podem fazer mal à saúde e provocar graves e desagradáveis efeitos colaterais.
    Aos voadores, os radares foram desligados e a biruta foi recolhida. O vôo agora é visual, meu irmão e a frequëncia do rádio é incerta !

    Fotos da  Banda do Vai Quem Quer,  by Sérgio Ramos

    Dias de desfile dos blocos :

    Dia 16 , na terça de carnaval , saem :

    Pirarucu do Madeira( Duque Caxias/ Rogério Weber/ P. Machado/ Joaquim Nabuco/ Carlos Gomes/ R.  Weber/ D. Caxias)

    Porto Fla( Pinheiro Machado/ Tenreiro Aranha/ Carlos Gomes/ Rogério Weber/ Pinheiro Machado.)

    Bloco ARERÊ & CIA, ( circuito P. Machado/ Joaquim Nabuco/ Carlos Gomes/ Rogério Weber/ P. Machado )

    Bloco JAMAICA,Rua José Amador dos Reis e Plácido de Castro

    CARNALESTE, com circuito na José Amador dos Reis e Plácido de Castro

    Escolas de Samba de Porto Velho e as letras dos sambas :

    Unidos da Rádio Farol (clique e faça o download em word das letras dos sambasA LENDA DAS BRUXAS, NO IMAGINÁRIO POPULAR ”  , autor: Carlinhos Maracanã, samba: Carlinhos Maracanã , intérpretes: Felipe e Moisés.

    Acadêmicos do Armário Grande , com o tema ” SOU PÉROLA DO MAMORÉ, MUITO PRAZER SOU GUAJARÁ-MIRIM., autor: Antônio Cândido,  samba: Torrado e intérprete: Torrado) Fotos do desfile da Armário AQUI

    Diplomatas do Samba, com o samba ” O TEMPO E A VIDA NAS ASAS DA ASTROLOGIA ” , de autoria de Dulce, samba: Carlinhos Maracanã e intérprete: Júnior.

    Escola de Samba Imperio,com o tema ” LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA “, autor: Jorge Macumba, samba: Jorge Macumba e Audízio e intérprete: Audízio   Confira fotos do desfile AQUI

    Acadêmicos do São João Batista com o samba ” PAZ PARA O MUNDO VEM DA ENERGIA DOS ORIXÁS ” , autor: Élcio, Samba: Mávilo Melo, Walcy e Banana Split  intérprete: Banana Split.

    Asfaltão, que traz no samba o tema ” SOU CABOCLO BEIRADEIRO, FILHO DESTE CHÃO, PORTO VELHO É MEU ORGULHO É MINHA PAIXÃO ” , de autoria de Eduardo Dias, samba: Toninho Tavernard e Eduardo Tavernard , intérprete: Marcelo Luna.

    Os resultados das escolas campeãs do Carnaval 2010 serão conhecidos na terça-feira, dia 16.

    Integrantes da primeira Escola de Samba de Porto Velho, a “Deixa Falar”, fundada por Bola Sete e outros moradores na década de 40. Extraído do imprescindível livro “Revelando Porto Velho”, do fotógrafo e documentarista Luiz Brito.

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    Todos eles estão errados

    A lua é , dos namorados...

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    Todos eles estão errados

    A lua é , dos namorados...

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    Ganhe até 15 mil ! Inscrições para Concurso da SEFIN/Rondônia foram prorrogadas

    Prorrogou !!!

    Os “concurseiros profissionais”, esta nova categoria emergente na sociedade deste Brasil varonil, estão vibrando com o Concurso da SEFIN/Rondônia que abrirá 50 vagas com salários iniciais de R$ 10.962,10(podendo chegar a 15 paus) para o cargo de Auditor Fiscal de Tributos Estaduais de Rondônia.
    Não se fala outra coisa nos bares que reúnem forasteiros, desempregados, mal empregados, duros, lisos, noivos com casamento marcado, com consórcio do carro atrasado, filho recém-nascido,  formandos e quejandos.

    O Governo de Rondônia alterou a data e agora os “concurseiros” podem se inscrever pela internet até o dia 19 de fevereiro, pelo site www.sefin.ro.gov.br.

    Foram muitos anos de espera, mas finalmente o concurso deu as caras com um edital mais do que esperado : 16 matérias com conteúdo bem introdutório, sendo as disciplinas específicas , como era de se esperar, com um grau bem maior de dificuldade.
    Segundo um destes “concurseiros” de fora do Estado que não quis se identificar, e que rodam o Brasil inteiro atrás dos melhores concursos “ o fato da realizadora do concurso ser a Fundação Carlos Chagas é animador, pois ela costuma se apegar ao conteúdo literal da lei, sem grandes surpresas. Talvez possamos ter uma prova meio tipo Ctrl C + Ctrl V , com questões já abordadas, mesmo com outro viés, em outros certames que já participamos”.
    Os felizardos deverão ser lotados em Porto Velho, Ariquemes, Rolim de Moura , Guajará –Mirim e Vilhena.
    As provas ocorrem no dia 14 , terceiro domingo de março em Porto Velho, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena, mas convém conferir no órgão oficial os horários, datas, e locais de prova, porque os concursos , segundo o Serviço de Metereologia andam muito “instáveis” e sujeitos a “chuvas e trovoadas” .
    Os candidatos devem ter concluído curso superior nas áreas de Direito, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas ou Administração.
    O preço da inscrição custa a bagatela de 119 reais e 5 vagas estão reservadas para portadores de deficiência física.
    Puxa, por que não abrir logo 100 vagas e fazer a alegria carnavalesca da moçada ? Será que o Estado não precisa ?

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    Se a quarta é de cinzas, a terça é de brasas

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    Deu no virtudesvirtuais

    Zara Hartshorn , mora na Inglaterra,  tem apenas 13 anos, mas sofre de uma doença genética rara ( lipodistrofia)que a faz parecer ser décadas mais velha.

    Não há atualmente nenhuma cura conhecida.
    “As pessoas me chamam de ‘vó’ e ‘macaco’”, ela disse ao New York Post.
    “Às vezes eu só vou ao banheiro para chorar…”
    (NR: Não costumo colocar matérias como esta, no entanto, acho que ela servirá para muitas pessoas refletirem sobre o sentido da vida.)

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    Se for diregir, não belba

    Produtos estragados podem causar confusão visual

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    O princípio da senilidade

    Por Aparício Secundus

    Já haviam me falado que depois dos cinqüenta, a descida é vertiginosa e triste. É colesterol, ácido úrico, taxa de glicose, triglicérides (está mais para “pentaglicérides”, imitando o Brasil) tudo nos píncaros, fora de controle.

    Não se pode comer mais gordura, e tudo tem que ser “light”, “diet”, leve. Daqui a pouco estaremos comendo sopa de isopor ou de algodão…

    A próstata dilatada sugere exame semestral (vou procurar um proctologista japonês….) e o mini-estupro torna-se, mais uma vez, inevitável.

    A coluna, coitada, é um emaranhado de bicos-de-papagaio, escolioses, e hérnias de disco em c4/c5 e c5/c6. O nervo ciático é o único nervo que endurece sem que eu me preocupe nem tenha que me concentrar .

    Por conta da glicose em 120, 130, 140 km/hora,  igual ao Roberto Carlos nas curvas da estrada de Santos, fico fugindo até de abelha.

    Os zumbidos no ouvido lembram cigarras insistentes que com seus sons ininterruptos parecem anunciar a chegada da chuva, do sol, da noite e do dia.

    Ainda bem que a labirintite só me ataca de vez em quando. A gastrite  e a  esofagite estão dando uma trégua, mostrando compreensão e companheirismo.

    Minha mulher mesmo é que sempre fala: ainda bem que você não está com “paumolite”…

    Vou ao médico de insistente, só para fugir da rotina e ouvir o mesmo blá-blá-blá. Já sei do diagnóstico e da receita de cor e salteado. O subconsciente, mais que consciente, já o diz e orienta sobre o tratamento adequado: caminhar, fazer exercícios, reduzir consumo de álcool, dormir cedo, etc, etc, etc.

    Já havia ido ao trabalho com sapatos trocados e fui alertado por um amigo na porta do Banco. Ainda bem que os sapatos eram de pares marrons.

    Às vezes não me lembro onde deixei o carro: no estacionamento do Banco ou na quadra residencial? É melhor do que não saber mais onde mora ou mesmo chegar em casa e falar pra esposa: eu lhe conheço de algum lugar…

    Ontem aconteceu fato inusitado: diante do cansaço do dia de trabalho não houve prévias na relação amorosa que intentei junto a minha mulher. Foi meio na base do “abre alas para a minha bandeira” mesmo diante do bagaço em que me encontrava.

    Não era lá aquela bandeira tipo  “independência ou morte”, mas estava desfraldada a meio mastro. Tinha que honrar a firma e atualizar um pouco o débito amoroso de caixa.

    O preservativo clássico entrou no esquema, mesmo a contragosto, para evitar concepção indesejada (já temos, desse casamento, um bacurizinho de 1 ano e sete meses e outro de 4 meses. Fora os 4 marmanjos anteriores de outros carnavais…)

    Depois do coito, saciado e detonado,  o guerreiro conversou duas ou três abobrinhas com a comadre e, na terceira abobrinha, caiu placidamente nos braços da deusa do sono que o autor desconhece o nome.

    Por volta das duas da manhã, senti vontade de ir ao banheiro. Cambaleante ainda, meio que sonâmbulo, marquei o rumo do vaso e o banheiro  continuou no escuro para não acordar o bebê que havia requisitado a invasão de nossa privacidade na base do berro.

    Comecei o processo entre dormindo e acordado e, instantaneamente, caí na real: Não ouvi barulho da urina caindo no vaso. E nem no ambiente ao redor do vaso. Passei as mãos pelas pernas com receio de estar urinando em mim mesmo e nada.

    Foi aí que peguei no “possante adormecido” e vi que ele estava ainda encoberto pelo preservativo da farra de horas antes e eu estava urinando dentro da camisinha. Comecei  a rir. Falei para minha esposa que se bolou de rir também. Duas da manhã e eu enchendo a camisinha de urina que se misturava aos espermatozóides enjaulados e sufocados.

    Pensei no prenúncio do fatídico e triste começo da senilidade, que descamba para a velhice irreversível e sem retorno.

    Cada minuto precisa agora ser vivido como se fosse um século  e pedir sempre a Deus para esperar um muito mais antes de me chamar para o outro lado da ponte.

    Curtir esposa, filhos e netos como se fosse a primeira vez. Gastar mais que economizar, pescar, reunir-se com os amigos sempre e não se preocupar com futilidades mundanas e passageiras.

    Bem, voltando ao me ocorreu ontem, resta-me sair na esportiva e pensar:

    É bem melhor mijar na camisinha que borrar as calças.

    (NR:  Não conheço o Aparício pessoalmente, mas acho que fiz um amigo. Recebi seu texto por e-mail de uma outra pessoa, e imediatamente saí à sua procura para pedir autorização para publicá-lo neste bravo e eclético blog/site.

    Acho que todos merecem ler o Aparício com seu  texto leve e primoroso. Diante das agruras do dia a dia,  Aparício, fica o apelo público! Manda mais coisa que nossos heróicos restos de fígado precisam de textos assim para se recomporem. Tenho dito! )

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    Arquivado em Crônicas certeiras

    Faxina low tech

    A faxina low tech incluia televisores de tubo e PCs possivelmente usados na Arca de Noé

    Uma eletrônica da Av. Carlos Gomes resolveu fazer uma faxina low tech, jogando fora tecnologia inservível, badulaques que os clientes esqueceram de buscar , etc,etc. O resultado é um retrato do que o tempo faz com a gente que não é resiliente, que não vai se adaptando e com principalmente com as coisas  que não resistem às novidades impostas pelo mundo cruel.

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    Nova "merla" invade periferia de Porto Velho

    Viciado em "merla" delira em plena luz do dia, numa parada de ônibus da Estrada de Sto Antônio, em Porto Velho. foto: B.Bertagna

    Depoimento de  Weslley Bragé Dias, do grupo de hip-hop Realidade de Rua

    (Porto Alegre/RS) – ” Todo mundo tá preocupado com o crack. E quando chegar a merla como em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, vai ser uma mudança de planos. Quero ver onde é que vão enfiar a camiseta de “Crack nem pensar”, musiquinha e adesivo. Para fazer fama, ouvir aplauso, a boca fala tudo, mas onde é que vão enfiar a cara, com que palavras vão contrariar as pessoas quando a merla estiver no lugar do crack?

    Existem três tipos de cocaína: a mais pura é a boliviana, só tem em Alvorada. A mais ou menos é a Viviane. Tem esse nome porque Viviane foi a primeira mulher que trouxe de São Paulo para cá. Morreu aqui (Porto Alegre), assassinada. A Loira é a mais fraca, a mais misturada, pode ter o mesmo efeito que giz escolar.

    Tem vários tipos de pedras também: Hulk, Cristalina, Cenourinha, Bate-Bate. A pior destas é a Bate-Bate, porque é a mais pura, feita direto quimicamente. Até em casa se faz.

    Merla é a mistura da Bate-Bate com a resina da boliviana.

    O nome é merla, o apelido é Morte Súbita, porque a pedra vicia e mata com menos prazo. Tanto é que tem gente que fuma pedra há 12 anos e não morreu até hoje. A merla, segundo os doutores, em seis meses mata. Mas não é exatamente seis meses – é conforme o adequado andamento que a pessoa usa, a forma como usa. O efeito dura 15 minutos, o triplo do efeito da pedra.

    Ela pode ser usada fechada como maconha. É o “mesclado” (mistura de pedra com maconha e pó), também chamado “macaquinho”. Pode ser usada no cachimbo (ou bimbo), e aí não passa de dois meses – a pessoa se mata porque tem 90% mais efeito colateral que a própria pedra.

    A merla aqui em Porto Alegre está circulando há três meses. Antes só se ouvia falar. E só não se tá num vício pior, porque não está sendo lançada no mercado como a pedra (crack). Em uma semana, a pedra aumentou 80% o uso. E agora, mais ainda. E não se sabe se não vai aumentar mais ainda.

    Onde diminuir o consumo da pedra, aumenta o mercado da merla. E o que dizem é que vai ter mais índice de morte, até por acerto de conta entre quadrilhas e bocas de fumo, e pela droga mesmo, pelos peixes-grandes (patrões).

    A diferença entre merla e crack é que a merla é tipo uma crosta. A merla também é um tipo de pedra, mas tem uma consistência mais como gel, gruda. A merla custa R$ 2,00 (R$ 3,00 a menos que a pedra, porque ainda está começando o consumo). A pedra (crack) custa R$ 5,00. Quando aumenta o vício, a boca de fumo aumenta o preço no mercado negro. A grama de pedra hoje chega a R$ 20,00.

    Nem sempre quem vende merla e crack é a mesma pessoa, porque isso já tem envolvimento de gente grande, os traficantes costas-quentes. O traficante costa-quente é tipo um doutor que cai na cadeia e fica numa cela especial porque tem ensino superior. Vem direto deles.

    Não estão vendendo ainda merla como vendem pedra. Não é assim fácil para entrar uma droga nova e sair vendendo. Tem que ter contatos do morro para lançar uma nova. Foi lançada uma parte para ver o resultado no meio dos usuários de crack e qual a reação. É inevitável: a reação é que a merla é melhor que a pedra. Não se viciaram ainda porque foi só um patinho na armadilha, para saber que a droga é mais forte que a anterior.

    Crack e merla têm efeitos diferentes. O crack dá uma sensação de desconforto, a pessoa fica espiada, com medo da própria sombra. Faz ter reações incomuns, como entrar noite adentro caminhando. Tem gente que come formiga ou cascalho do chão porque acha que é crack. Tudo que vê da mesma cor, pequeno, acha que é crack e tem vontade de fumar. Chegam a queimar o dedo para raspar o cachimbo, sem sentir dor, só para fumar a resina, que é mais forte que a pedra.

    A merla não deixa tão espiado, mas deixa imobilizado. Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola. Porém, o principal efeito dela, depois de uns dois minutos, é muito pior, a pessoa pode criar um desespero próprio, sair correndo, sem ter medo de nada, tipo um amigo meu que foi atropelado. Quebrou a perna, machucou o braço. Foi só um “te liga”, para ver a reação com a outra pedra. O que mais mata em relação à pedra é chinelagem, roubar para usar.

    Chamam merla de Morte Súbita porque, com o crack, a maioria das pessoas morre por ter reações de furto, roubos, desrespeito à própria família, só para usar. A merla faz a pessoa se matar. Como hoje em dia a pedra já está matando, com a merla vai ser pior, porque vai ter o aumento de morte pelo desandar da pedra, o aumento da merla e o suicídio dos usuários.

    O bom é que, pelo pouco que veio no mercado, a merla ainda não foi dada nem vendida para crianças. É a única parte boa. Para impedir as pessoas de usarem só derrubando a boca de pedra e pó. Onde não tiver mais, não tem merla.

    Com certeza a merla pode chegar ao mesmo nível do crack, é só ela ser finalmente lançada como o crack foi.”

    NR:  Este é um alerta para os pais e autoridades.  A “merla”  chegou antes do “crack” em Porto Velho.  Se antes o nosso Estado era só uma rota de passagem da cocaína vinda da Bolívia, Colômbia e do Peru para outros  mercados ,  com a crise econômica somada a fatores que podem até incluir o  novo boom econômico que a cidade respira, não se sabe também por um motivo de mercado, ou o aperto pela Polícia Civil de Rondônia e a Polícia Federal na repressão ao tráfico de outras drogas como maconha e cocaína,  este sub-produto feito com os restos da pasta-base da cocaína  deu suas caras por aqui. O artigo aí de cima fala de sua devastação já no sul do Brasil. Aqui , talvez seja uma questão de tempo. Mas até lá quantos seres humanos perderemos nesta batalha ?

    (Atenção, não confundir “merla” com a “mela”, de “melado”, que na década de 80 era usado para “melar” o “baseado” de maconha. Apesar de serem praticamente a mesma coisa, a “mela” da década de 80 era digamos assim, mais natural, porque era usada “somente” a  borra da cocaína, que já é uma química desgraçada.)

    A “merla” de hoje é uma mistura de querosene, ácido sulfúrico, barrilha usada para limpeza de piscina(óxido de cálcio),cimento, soda cáustica,amônia, cal virgem, solução de bateria de carro, borra da cocaína, gasolina reutilizada inúmeras vezes.

    Ela é absorvida pela mucosa pulmonar e a exemplo da cocaína, é excitante ao sistema nervoso. Causa euforia, diminuição de fadiga, aumento de energia, redução do sono e do apetite, perda de peso, alucinações,delírios e confusões mentais. O usuário da merla corre sérios riscos de ter convulsões e perda de consciência, As convulsões podem levar o usuário a ter uma parada respiratória, coma, parada cardíaca e a morte. Após o efeito da merla, o usuário sente medo, depressão e paranóia de perseguição que em alguns casos leva-o ao suicídio. Com o uso continuado o usuário perde seus dentes pois o ácido de bateria que começa a corroê-los até sua perda total .)

    A propósito, li notícias de que o xerife de Guajará-Mirim e inimigo nº 1 das organizações criminosas,  o popular “João Pomba” se aposentou.

    Quem irá lhe substituir ?

    "Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola..."

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    Nova “merla” invade periferia de Porto Velho

    Viciado em "merla" delira em plena luz do dia, numa parada de ônibus da Estrada de Sto Antônio, em Porto Velho. foto: B.Bertagna

    Depoimento de  Weslley Bragé Dias, do grupo de hip-hop Realidade de Rua

    (Porto Alegre/RS) – ” Todo mundo tá preocupado com o crack. E quando chegar a merla como em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, vai ser uma mudança de planos. Quero ver onde é que vão enfiar a camiseta de “Crack nem pensar”, musiquinha e adesivo. Para fazer fama, ouvir aplauso, a boca fala tudo, mas onde é que vão enfiar a cara, com que palavras vão contrariar as pessoas quando a merla estiver no lugar do crack?

    Existem três tipos de cocaína: a mais pura é a boliviana, só tem em Alvorada. A mais ou menos é a Viviane. Tem esse nome porque Viviane foi a primeira mulher que trouxe de São Paulo para cá. Morreu aqui (Porto Alegre), assassinada. A Loira é a mais fraca, a mais misturada, pode ter o mesmo efeito que giz escolar.

    Tem vários tipos de pedras também: Hulk, Cristalina, Cenourinha, Bate-Bate. A pior destas é a Bate-Bate, porque é a mais pura, feita direto quimicamente. Até em casa se faz.

    Merla é a mistura da Bate-Bate com a resina da boliviana.

    O nome é merla, o apelido é Morte Súbita, porque a pedra vicia e mata com menos prazo. Tanto é que tem gente que fuma pedra há 12 anos e não morreu até hoje. A merla, segundo os doutores, em seis meses mata. Mas não é exatamente seis meses – é conforme o adequado andamento que a pessoa usa, a forma como usa. O efeito dura 15 minutos, o triplo do efeito da pedra.

    Ela pode ser usada fechada como maconha. É o “mesclado” (mistura de pedra com maconha e pó), também chamado “macaquinho”. Pode ser usada no cachimbo (ou bimbo), e aí não passa de dois meses – a pessoa se mata porque tem 90% mais efeito colateral que a própria pedra.

    A merla aqui em Porto Alegre está circulando há três meses. Antes só se ouvia falar. E só não se tá num vício pior, porque não está sendo lançada no mercado como a pedra (crack). Em uma semana, a pedra aumentou 80% o uso. E agora, mais ainda. E não se sabe se não vai aumentar mais ainda.

    Onde diminuir o consumo da pedra, aumenta o mercado da merla. E o que dizem é que vai ter mais índice de morte, até por acerto de conta entre quadrilhas e bocas de fumo, e pela droga mesmo, pelos peixes-grandes (patrões).

    A diferença entre merla e crack é que a merla é tipo uma crosta. A merla também é um tipo de pedra, mas tem uma consistência mais como gel, gruda. A merla custa R$ 2,00 (R$ 3,00 a menos que a pedra, porque ainda está começando o consumo). A pedra (crack) custa R$ 5,00. Quando aumenta o vício, a boca de fumo aumenta o preço no mercado negro. A grama de pedra hoje chega a R$ 20,00.

    Nem sempre quem vende merla e crack é a mesma pessoa, porque isso já tem envolvimento de gente grande, os traficantes costas-quentes. O traficante costa-quente é tipo um doutor que cai na cadeia e fica numa cela especial porque tem ensino superior. Vem direto deles.

    Não estão vendendo ainda merla como vendem pedra. Não é assim fácil para entrar uma droga nova e sair vendendo. Tem que ter contatos do morro para lançar uma nova. Foi lançada uma parte para ver o resultado no meio dos usuários de crack e qual a reação. É inevitável: a reação é que a merla é melhor que a pedra. Não se viciaram ainda porque foi só um patinho na armadilha, para saber que a droga é mais forte que a anterior.

    Crack e merla têm efeitos diferentes. O crack dá uma sensação de desconforto, a pessoa fica espiada, com medo da própria sombra. Faz ter reações incomuns, como entrar noite adentro caminhando. Tem gente que come formiga ou cascalho do chão porque acha que é crack. Tudo que vê da mesma cor, pequeno, acha que é crack e tem vontade de fumar. Chegam a queimar o dedo para raspar o cachimbo, sem sentir dor, só para fumar a resina, que é mais forte que a pedra.

    A merla não deixa tão espiado, mas deixa imobilizado. Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola. Porém, o principal efeito dela, depois de uns dois minutos, é muito pior, a pessoa pode criar um desespero próprio, sair correndo, sem ter medo de nada, tipo um amigo meu que foi atropelado. Quebrou a perna, machucou o braço. Foi só um “te liga”, para ver a reação com a outra pedra. O que mais mata em relação à pedra é chinelagem, roubar para usar.

    Chamam merla de Morte Súbita porque, com o crack, a maioria das pessoas morre por ter reações de furto, roubos, desrespeito à própria família, só para usar. A merla faz a pessoa se matar. Como hoje em dia a pedra já está matando, com a merla vai ser pior, porque vai ter o aumento de morte pelo desandar da pedra, o aumento da merla e o suicídio dos usuários.

    O bom é que, pelo pouco que veio no mercado, a merla ainda não foi dada nem vendida para crianças. É a única parte boa. Para impedir as pessoas de usarem só derrubando a boca de pedra e pó. Onde não tiver mais, não tem merla.

    Com certeza a merla pode chegar ao mesmo nível do crack, é só ela ser finalmente lançada como o crack foi.”

    NR:  Este é um alerta para os pais e autoridades.  A “merla”  chegou antes do “crack” em Porto Velho.  Se antes o nosso Estado era só uma rota de passagem da cocaína vinda da Bolívia, Colômbia e do Peru para outros  mercados ,  com a crise econômica somada a fatores que podem até incluir o  novo boom econômico que a cidade respira, não se sabe também por um motivo de mercado, ou o aperto pela Polícia Civil de Rondônia e a Polícia Federal na repressão ao tráfico de outras drogas como maconha e cocaína,  este sub-produto feito com os restos da pasta-base da cocaína  deu suas caras por aqui. O artigo aí de cima fala de sua devastação já no sul do Brasil. Aqui , talvez seja uma questão de tempo. Mas até lá quantos seres humanos perderemos nesta batalha ?

    (Atenção, não confundir “merla” com a “mela”, de “melado”, que na década de 80 era usado para “melar” o “baseado” de maconha. Apesar de serem praticamente a mesma coisa, a “mela” da década de 80 era digamos assim, mais natural, porque era usada “somente” a  borra da cocaína, que já é uma química desgraçada.)

    A “merla” de hoje é uma mistura de querosene, ácido sulfúrico, barrilha usada para limpeza de piscina(óxido de cálcio),cimento, soda cáustica,amônia, cal virgem, solução de bateria de carro, borra da cocaína, gasolina reutilizada inúmeras vezes.

    Ela é absorvida pela mucosa pulmonar e a exemplo da cocaína, é excitante ao sistema nervoso. Causa euforia, diminuição de fadiga, aumento de energia, redução do sono e do apetite, perda de peso, alucinações,delírios e confusões mentais. O usuário da merla corre sérios riscos de ter convulsões e perda de consciência, As convulsões podem levar o usuário a ter uma parada respiratória, coma, parada cardíaca e a morte. Após o efeito da merla, o usuário sente medo, depressão e paranóia de perseguição que em alguns casos leva-o ao suicídio. Com o uso continuado o usuário perde seus dentes pois o ácido de bateria que começa a corroê-los até sua perda total .)

    A propósito, li notícias de que o xerife de Guajará-Mirim e inimigo nº 1 das organizações criminosas,  o popular “João Pomba” se aposentou.

    Quem irá lhe substituir ?

    "Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola..."

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    Vida Simples

    Por Letícia Bertagna

    ajudar na redução de peso; repor nutrientes, vitaminas e sais minerais; diminuir o apetite, sistema imunológico, funções intestinais, anemia, fraqueza, azia, gastrite, regeneração celular; normalizar a digestão e a função intestinal; estimular o crescimento e a recuperação dos tecidos; reduzir o envelhecimento precoce e a degeneração orgânica; fortalecer o sistema imunológico; proteger contra agentes poluentes e tóxicos; promover a desintoxicação orgânica, auxiliar no tratamento de doenças degenerativas e estados de desnutrição; auxilia no restabelecimento da saúde da pele e nos tratamentos contra a obesidade; desintoxicar o sangue e regular a glicose; distúrbios digestivos; distúrbios cardiovasculares; melhor e maior atividade cerebral; tratamento e prevenção de anemia; ajudar na hipertensão; úlceras do estômago, duodeno e gastrites crônicas, balancear a bioquímica do sangue.

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    Ao norte – 5

    Desfile de 7 de setembro, em Vila de Rondônia

    Ainda distrito de Porto Velho, Vila de Rondônia não tinha nenhuma rua pavimentada. Mas o desfile, para ficar mais charmoso, era feito em cima da ponte sobre o rio Machado.

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    Trash

    Trash, 5ª Mostra Goiana de Filmes Independentes

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    Encontros e despedidas

    Acyr Teixeira Gonçalves não é mais o Coordenador de Sustentabilidade da Santo Antônio Energia. Após todo o processo de  aprovação do licenciamento ambiental da UHE Santo Antônio, por motivos ainda desconhecidos, ele volta para o Rio de Janeiro,  ao seu trabalho em Furnas.  Em seu lugar, assume Euclides Ricardo Linhares.

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    Arquivado em Efêmeras Divagações

    Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 4

    Anthropologia e Ethnographia de Edgard Roquette-Pinto

    Edgard Roquette-Pinto: médico, sonhador, antropólogo, educador, radialista, escritor, cineasta bissexto, brasiliano.

    Num homem só, dos trópicos tórridos, único de sua época, raro em qualquer tempo. Criador do rádio educativo no Brasil. Grande impulsionador do cinema educativo. Médico e indigenista.

    Buscou mostrar o Brasil profundo para os de seu tempo.

    Talvez não seja exagero afirmar que Rondonia, possivelmente seu livro mais importante, foi um dos pontos de partida dessa linda, comovente e produtiva mistura!

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    Ao norte – 4

    Lago do Cuniã, um paraíso ecológico de Rondônia

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    Santo Antonio de los Baños para brasileiros

    O Processo Seletivo 2010/2013 da Escola  Internacional de Cinema e TV de Cuba para estudantes brasileiros  nascidos entre os anos de 1980 e 1988 vai até o dia 10 de março.

    As provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de março, em Belo Horizonte / MG, Recife / PE, Florianópolis / SC, Campo Grande / MS e Belém / PA.

    Serão oferecidas especializações em Produção, Direção, Roteiro, Fotografia, Som, Documentário e Edição e cada candidato deverá optar por uma especialização somente. Serão selecionados entre 4 a 6 brasileiros, que farão parte de um grupo de 40 estudantes.

    O curso tem duração de 3 anos, com início em setembro de 2010 e término em julho de 2013.

    Tá a fim de se inscrever fala com o Guigo , no celular (31) 9635 1026.

    Boa Sorte !

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    Missa na Candelária

    Missa no Cemitério da Candelária celebrou o Dia dedicado à Santa

    Uma cerimônia simples mas cheia de significado celebrou nesta quarta-feira (03) uma homenagem à Nossa Senhora da Candelária, que dá nome ao histórico cemitério onde estão enterrados milhares de trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia, no noroeste do Brasil.

    Participaram algumas pessoas da comunidades, historiadores, estudantes  e antigos ferroviários, que agora estão colaborando na conservação daquele bem tombado pelo patrimônio histórico.

    Luiz Nobre, um dos participantes disse que ” era um instante de profunda reflexão sobre a esperança e a fé em Cristo, bem como relembrar os pioneiros que ajudaram a construir nossa cidade “.

    A devoção sobre Nª Sª da Candelária, ou Nª Sª das Luzes tem duas origens. Uma baseia-se numa lenda das Ilhas Canárias, na Espanha e outra vem da devoção popular.

    Conta-se que por volta de 1440 , dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife, nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na caverna, apesar de seus esforços. Os pastores entraram então na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho no colo.
    Estranhando o ocorrido, foram relatar ao povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas velas sustentadas por seres invisíveis que, com seus cânticos, ensinavam a maneira de render culto a Deus e a Virgem Maria.
    Começaram os nativos a honrar aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol, casualmente, ali desembarcou nos fins do século XV e explicou-lhes o mistério.
    Pouco depois, foram as ilhas conquistadas pelos castelhanos e, quando os Padres Jesuítas chegaram, não tiveram trabalho em converter aquele povo já tão devoto de Maria, a quem deram o título de Candelária, por causa das candeias que iluminavam a imagem.
    No inicio do século XVII, Antônio Martins Palma, natural da Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, e sua mulher, navegando em direção às Índias Espanholas (América latina), foram surpreendidos por terrível tempestade que pôs em perigo o navio do qual ele era capitão, e a vida de todos os passageiros. Recorreram então, a Nossa Senhora da Candelária, venerada em sua pátria, e prometeram perpetuar a memória de sua proteção edificando-lhe um templo na primeira terra onde aportassem sãos e salvos. Esta terra foi o Rio de Janeiro, e os quase náufragos, ao desembarcarem, deram graças a Deus e à Virgem Maria.

    Devoção Popular

    Teve origem nos primórdios da era cristã para comemorar a purificação de Maria. Era preceito da lei mosaica que todo filho varão fosse apresentado no Templo, quarenta dias após seu nascimento. A mãe considerada impura após o parto, deveria ser purificada por uma cerimônia especial. Maria Santíssima, desejando submeter-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no Templo.
    Esta festividade, nos primórdios do cristianismo, era denominada “das Candeias”, porque comemorava-se o trajeto de Maria até o Templo, com uma procissão, na qual os acompanhantes levavam velas acesas na mão.
    A procissão dos luzeiros é proveniente de antigo costume dos romanos, pelo qual o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira no império dos mortos. Esta tradição estava tão arraigada que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Os primeiros Padres da Igreja tentaram eliminá-la, mas não conseguiram.
    Como aquela festa caía sempre no dia 2 de fevereiro, data em que os cristãos comemoravam a Purificação de Maria, o Papa Gelásio (492 – 496), resolveu instituir um solene cortejo noturno, em homenagem à Mãe Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora. Esta celebração propagou-se por toda a Igreja Romana e, em 542, Justiniano I instituiu-a no Império do Oriente, após ter cessado uma peste que grassava na região.

    Com informações do livro ” 112 Invocações da Virgem Maria no Brasil”,  de  Nilza Botelho Megale – 1986

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