Arquivo do dia: 07/01/2010

Ainda virá a pior enchente…

Enchente do rio Madeira atingiu os galpões da Madeira-Mamoré num passado recente.

Por NELSON TOWNES, do NoticiaRo.com  (*)

As altas temperaturas e a alta umidade deixam o tempo abafado em Porto Velho. Esse tempo abafado favorece a formação de nuvens carregadas sobre a capital de Rondônia.

Podem ocorrer chuvas esparsas, mas que podem se transformar em temporais, mesmo sendo de curta duração – e o que chamamos de curta duração em Porto Velho são aguaceiros de 30 a 40 minutos – podem causar grandes prejuízos e transtornos.

O chão da cidade, de pouca ou nenhuma drenagem, está saturado de água. Mesmo que as autoridades tentem, não conseguirão resolver esse problema na atual temporada.

Ainda bem que a  temperatura está se mantendo em média em 30 graus. Mais calor, mais evaporação no rio Madeira, e mais chuva.

As informações, que valem para os próximos dias, são dos meteorologistas colaboradores do site “Climatempo”, com o aviso que parece ser ignorado por grande parte da população e por setores do serviço públicos que correm atrás dos prejuízos, ao invés de preveni-los: o perigo de novas chuvas fortes ainda não acabou.

Como disse há muitos anos em São Paulo, o então prefeito Olavo Setúbal, aos jornalistas que o acompanhavam numa vistoria a ruas arrasadas por uma inundação causada por uma chuva: “Ainda virá a pior enchente.”

Eu era um dos jornalistas que acompanhavam o prefeito por ruas cobertas de lama (na época morava na Capital paulista e era repórter da “Folha de S. Paulo”). Não dava para acreditar no prefeito: as águas tinham baixado deixando marcas de alagação que iam até o teto em algumas casas.

Como imaginar pior drama? Casas haviam desabado. Os bombeiros procuravam pessoas desaparecidas. Havia feridos hospitalizados.

Os sobreviventes nada podiam fazer além de olhar para a destruição de coisas que haviam comprado até com dificuldade: televisores, aparelhos de som, geladeiras, sofás, colchões, as roupas da família em guarda-roupas antes bem arrumados, tudo estava coberto por lama, lixo e podridão.

Aqui e ali se via um rato morto entre o amontoado de detritos em que tudo que havia nas casas tinha se transformado da noite para o dia. A enxurrada mal havia dado tempo para que salvassem a própria vida e a dos familiares.

A voz pausada e grave de Setúbal não significava auto-crítica ou tinha qualquer intenção política de culpar quem quer que fosse pelo desastre. Aliás, sequer poderia culpar inteiramente os paulistanos que também costumam, ou costumavam, atirar lixo nas ruas, nos córregos, bueiros e bocas-de-lobo – um costume que se espalha pelo país e existe em Porto Velho.

O prefeito Olavo Setúbal tinha razão. As enchentes são como um filme que se repete ao longo dos anos sem mudar o roteiro de sofrimentos e angústia de suas vítimas. Mas, aumenta o horror das cenas.

Atualmente, os fatores causadores de tragédias climáticas estão cada vez mais distantes dos locais onde elas ocorrem. As alterações são globais, planetárias. A poluição na China pode afetar o tempo no Ocidente. O desmatamento na Amazônia pode causar nevascas na Europa. Parece absurdo, mas não é.

De repente, descobrimos que a aldeia global em que vivemos não é a criada pela rede mundial de computadores, a Internet. Como espécie animal, somos muito poucos se comparados, por exemplo, com a população de formigas, trilhões de formigas, contra os nossos 5 ou 6 bilhões de humanos.

Mas, as formigas não poluem o meio ambiente, não agridem a natureza. Nosso planeta ficou pequeno demais para o lixo que produzimos. Nós o transformamos numa lixeira global. E a natureza está se vingando.

…………………..

(*) Transcrito de www.noticiaRo.com. Ampliação do texto publicado inicialmente pelo autor como editorial do jornal “O Estadão do Norte.”)

(*) Nelson Townes tem três Prêmios Sinjor de Jornalismo na categoria Meio Ambiente, em 2004, 2005 e 2007.

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Transposição Pec 60 – Veja o Decreto na íntegra

Senadora Fátima Cleide : A luta cada vez mais perto de um desfecho feliz

Atualização:24/11/2010

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou no final da tarde desta quarta-feira (19), em Brasília, emenda do Senado à Medida Provisória 472/09 que permite que todos os servidores dos antigos territórios de Rondônia, Roraima e Amapá optem pela inclusão no quadro de pessoal em extinção do governo federal.

Poderão fazer essa opção os policiais militares e os servidores municipais que estavam em exercício na data em que o ex-território foi transformado em estado, assim como todos os servidores admitidos até a posse do primeiro governador eleito (15 de março de 1987), além de aposentados e pensionistas.

A emenda proíbe o pagamento de diferenças remuneratórias a qualquer título, mas propõe como estrutura de remuneração dos policiais civis e militares e do corpo de bombeiros aquela aplicada aos policiais do Distrito Federal.

O Plenário aprovou o parecer do relator Marcelo Ortiz (PV-SP), que recomendou a aprovação de 44 das 53 emendas dos senadores à MP.

A emenda também concede incentivos fiscais a diversos setores da economia, principalmente o petrolífero.

A matéria segue agora para o presidente da República, Lula da Silva, que poderá sancioná-la ou vetá-la.

No site do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia, SINSEPOL você encontra a relação dos servidores abrangidos pela Emenda Constitucional nº 60 , de 11 de novembro de 2009.

O endereço do site é www.sinsepol.org .

Leia a íntegra da minuta do decreto do Governo Federal que regulamenta a transposição

DECRETO NÚMERO , DE                DE                  DE 2010.

Regulamenta os arts. 85 a 102 da Lei número 12.249, de 11 de junho de 2010.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei número 12.249, de 11 de junho de 2010.

DECRETA

Art. 1º O ingresso de ex-servidores civis e militares do ex- Território de Rondônia e do Estado de Rondônia em quadro em extinção da administração federal, conforme previsto no art. 89 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e nos arts. 85 a 102 da Lei número 12.249, de 11 de junho de 2010, fica regulamentado por este Decreto.

Art. 2º Constituirão, mediante opção, quadro em extinção da administração federal, assegurados os direitos e vantagens a eles inerentes:

I – Os integrantes da Carreira Policial Militar e os servidores municipais do ex-território de Rondônia que, comprovadamente, se encontravam no exercício regular de suas funções, prestando serviço àquele ex-Território, na data em que foi transformado em Estado.

II – Os servidores admitidos regularmente nos quadros do Estado de Rondônia até a data de posse do primeiro governador eleito – 15 de março de 1987; e

III – Os servidores e os policiais militares alcançados pelos efeitos do artigo 36 da Lei Complementar número 41, de 22 de dezembro de 1981.

Parágrafo único – É vedado o pagamento, a qualquer título, de diferenças remuneratórias.
Art. 3º Apenas farão jus ao direito de opção de que trata o art. 2º deste Decreto os servidores admitidos regularmente pela administração do ex-Território Federal de Rondônia ou pelo Estado de Rondônia, conforme o caso.
Parágrafo 1º – Serão considerados admitidos regularmente:
I – Os servidores ocupantes de cargos efetivos admitidos por meio de concurso público; e

II – Os servidores ocupante de emprego público admitidos até a data de promulgação da Constituição de 1988 mediante de contrato de trabalho celebrado nos moldes da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei número 5.425, de 1º de maio de 1943, e devidamente registrado na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, excluídos os empregados de empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias.

Parágrafo 2º – Os servidores ocupantes de cargos efetivos deverão comprovar:

I – A primeira investidura mediante concurso público; e
II – A regularidade das ascensões funcionais ocorridas até a promulgação da Constituição de 1988, se for o caso.
Art. 4º Não farão jus a opção de que trata o artigo 2º deste Decreto:
I – Os contratados como prestadores de serviços;
II – Os terceirizados:
III – Os que laboravam informalmente e eram pagos mediante recibo;
IV – Os ocupantes de cargos, empregos e funções de confiança ou em comissão, ou que a lei declare de livre nomeação e exoneração;
V – Os empregados de empresas públicas, sociedades de economias mistas e suas subsidiárias;

VI – Os servidores cedidos ao Estado de Rondônia ou à administração do ex-Território Federal de Rondônia e de seus municípios, oriundos de órgãos ou entidades estranhos às suas estruturas orgânicas, ainda que, na data da criação do Estado ou em 15 de março de 1987, estiverem em exercício no Estado de Rondônia ou em seus municípios.
Art. 5º – Somente farão jus à opção de que trata o artigo 2º os servidores que, comprovadamente,
Encontravam-se, na data de 15 de março de 1987:
a) No exercício regular de suas funções no âmbito da administração do Estado de Rondônia ou de seus municípios;
b) Cedidos pelo Estado de Rondônia ou seus municípios , em conformidade com as disposições legais e regulamentares da época;
II – Mantiveram o mesmo vínculo funcional com o Estado de Rondônia até a data da publicação da Emenda Constitucional número 60, de 11 de novembro de 2009.

Art. 6º – O quadro em extinção a que se refere o artigo 2º será constituído por cargos ou empregos análogos aos ocupados pelos servidores na data da formalização do termo de Opção, assegurados os direitos e vantagens a eles inerentes, inclusive eventuais alterações remuneratórias decorrentes de decisões judiciais.

Parágrafo 1º – Os servidores civis e militares serão posicionados em cargos ou empregos de cargo em extinção com a mesma denominação, classe e remuneração percebida na esfera estadual ou municipal, considerada para este efeito a data de entrega do requerimento de opção previsto no artigo 9º deste Decreto.
Parágrafo 2º – Os cargos ou empregos a que se refere o inciso 1º serão extintos automaticamente após sua vacância;

Parágrafo 3º – O posicionamento de que trata o inciso 1º deverá :

I observar a escolaridade e a formação exigida para o cargo a ser ocupado;
II – Desconsiderar qualquer ascensão funcional ocorrida após a promulgação da Constituição de 1988;
Art. 7º – O posicionamento de que trata o artigo 6º observará as seguintes fases:
I – Entrega pelo interessado do requerimento de Opção acompanhado pela documentação exigida;
II – Análise técnica do cumprimento dos requisitos de enquadramento e respectiva documentação; e
III – Formalização do termo de Opção pelo servidor.

Art. 8º – O prazo para apresentação do requerimento de opção , acompanhado da documentação exigida, é de cento e oitenta dias, contados da publicação deste Decreto.
Art. 9º – O requerimento de opção deverá ser entregue devidamente preenchido e assinado pelo interessado, conforme o modelo constante do anexo 1, e instruído com:
I – Documentação pessoal:

a) documento oficial de identidade;
b) comprovante de residência;
c) comprovante de escolaridade.

II – Documentação comprobatória dos requisitos de enquadramento;
a) Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS;
b) Contrato de trabalho;
c) Comprovantes de rendimentos relativos aos seis meses anteriores à data da entrega da documentação;
d) Ato de nomeação ou posse no cargo efetivo , no caso daqueles aprovados por meio de concurso público;
e) Ficha funcional do servidor;
f) Declaração de que o servidor encontra-se no efetivo exercício , emitida pelo órgão ao qual estiver vinculado; e
g) Comprovantes de recolhimento de contribuições previdenciárias.

Parágrafo primeiro – Os documentos de que tratam os incisos I e II
Do caput deverão ser apresentados em original e cópia, para autenticação pelo servidor responsável, ou apenas mediante cópia autenticada.
Parágrafo 2º – O interessado poderá solicitar que as informações relativas às suas contribuições previdenciárias sejam providenciadas pela própria administração pública nos casos em que esta informação esteja disponível em órgão ou entidade da administração pública federal.
Artigo 10º – A análise técnica do cumprimento dos requisitos de enquadramento deverá ser finalizada em 12 meses após o encerramento do prazo para apresentação dos requerimentos de opção.

Parágrafo único. O Prazo de que trata o caput poderá ser prorrogado por ato do secretário-executivo do Ministério do Planejamento , Orçamento e Gestão.
Artigo 11 – Formalizada a opção, os servidores civis continuarão prestando serviços ao estado de Rondônia, na condição de cedidos , submetidos às disposições legais, podendo ser aproveitados em órgão ou entidade da administração federal direta, autárquica ou fundacional.

Parágrafo único. Os membros da Polícia e do Corpo de Bombeiro Militar continuarão prestando serviços ao estado de Rondônia, na condição de cedidos , submetidos às disposições legais e regulamentares a que estão sujeitas as corporações, observadas as atribuições de funções compatíveis com o grau hierárquico.

Artigo 12. O Termo de Opção produzirá efeitos a partir da publicação, em Diário Oficial da União, da relação dos servidores incluídos no quadro em extinção a que se refere o artigo 2º, quando será considerado ato irretratável.
Artigo 13. Fica constituída Comissão Interministerial para promover a análise técnica dos requerimentos de opção e da documentação apresentada pelos servidores, composta por dois representantes titulares e dois suplentes dos seguintes órgãos:
I – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que exercerá a Presidência da Comissão:
II – Casa Civil da Presidência da República;
III – Ministério da Fazenda;
IV – Advocacia Geral da União.
Parágrafo primeiro – Os integrantes da referida Comissão interministerial, inclusive seu presidente, serão designados por ato do secretário- executivo do Ministério do Planejamento, orçamento e Gestão, mediante indicação dos secretários –executivos ou autoridades equivalentes de cada órgão.
Parágrafo II – A Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, orçamento e Gestão prestará suporte técnico e operacional aos trabalhos da Comissão Interministerial.

Parágrafo 3º – Durante o período em que integrarem a Comissão Interministerial, os representantes de que tratam os incisos de I a IV do caput ficarão dispensados do exercício das atribuições inerentes aos respectivos cargos efetivos ou em comissão, dedicando-se integralmente às atividades a cargo da Comissão.
Artigo 14 – Fica instituída Comissão Externa de Acompanhamento, com a finalidade de observar os trabalhos da Comissão Interministerial, composta por:
I – Três representantes e três suplentes do Estado de Rondônia; e
II – Cinco representantes e cinco suplentes das entidades representativas dos servidores do Estado de Rondônia;
Parágrafo único. Os integrantes da Comissão de que trata o caput serão designados por ato do secretário –executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mediante indicação do governador do Estado de Rondônia e do dirigente máximo da entidade representativa dos servidores do Estado de Rondônia, conforme o caso.
Artigo 15 – Este Decreto em vigor na data da sua publicação.

Brasília,                   de                                    de 2010; 189º da Independência e 122º da República

3 Comentários

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A vida continua…

Com Leandro, Hugo e Borges. Sem Léo, Tcheco e Maxi Lopes…

A alma castelhana queria um time melhor mas não tem $$$ diz a diretoria

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