Arquivo do mês: janeiro 2010

Avatar

Todos os seres estão interligados e quando a Natureza sofre, sofremos junto. Talvez, por dizer isso em 3D digitais, neste planeta doente, “Avatar” tenha tanto sucesso.

Por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

Como explicar o sucesso global do filme “Avatar” num planeta em transe como o de hoje? O gelo se estende dos países da Europa até à China, e no hemisfério Sul um país continental como o Brasil é castigado por calor, chuvas e enchentes

Entre os desastres do gelo de um lado e o calor do outro, um terremoto mata mais de 150 mil pessoas em Porto Príncipe.

Simultaneamente, milhões de pessoas fazem fila para ver o filme “Avatar”, o mais caro da história cinematográfica, o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos, neste momento em que os desastres se multiplicam e os terroristas suicidas ajudam a espalhar a morte e a angústia pelo planeta..

A explicação de que o sucesso se deve ao renascimento digital dos filmes em 3D, permitindo uma experiência muito melhor para o público, não parece suficiente.

Mark Zoradi, ex-presidente da Walt Disney Motion Pictures Group, tem uma explicação que nos parece melhor ao dizer que Avatar é um sucesso porque “dá aos cinéfilos algo que não se pode experimentar em casa;”

Aliás, já se escreveu que a diferença entre um filme no cinema, dos exibidos nas telas de TV, e computadores, é o ambiente da sala dos cinemas, que quando escurece e a imagem se projeta na grande tela, nos transporta para um sonho acordado.

É por isso que os cinemas de fato não morreram, apenas estão atualizando técnicas antigas – meninos, o cinema em 3D é do tempo de seus bisavós – para vencer a concorrência dos DVD´s e dos filmes pela TV, ainda que a cabo.

O filme Avatar é um sucesso quando diz ao espectador que todos os seres estão interligados, e que a Natureza somos nós e quando a Natureza sofre, sofremos juntos.

Não é um discurso conservacionista. É mais um despertar da consciência para o que os hindus acreditam há milênios: a existência de um espírito supremo cósmico.

O hinduísmo ajuda o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e realizar a verdadeira natureza de seu Ser. Para o hinduísmo os avatares são manifestações corporais da divindade suprema.

Nada diferente do que milênios depois o cristianismo pregaria quando diz que devemos amar amar a Deus sobre todas as coisas e nosso semelhante como a nós mesmos.

Um filme tem sucesso quando nos identificamos com os personagens ou neles reconhecemos os fantasmas e as feras interiores que nos assustam dos quais nos afastamos, pelo menos enquanto dura o filme.

No caso do avatar, milhões de espectadores parecem estar se identificando como tal. Entendendo que todos estamos interligados com tudo o que existe e isso nos ajuda a viver melhor e enfrentar os desafios da existência.

“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a Tua palavra… Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os Teus decretos” (Salmo 119:67,71).

(Nota da Redação : Os americanos não aprendem mesmo, ou aprenderam bem demais. Se nos filmes da época da guerra fria, o bandido sempre era russo, em Avatar, numa cena em que o “voluntário” compara a situação de um local horrendo para viver ele cita sem pestanejar : Venezuela ! Quááá. E acho que daqui a 20 anos Avatar vai ser uma peça de museu, porque os cientistas já conseguiram até dar nó em feixe de luz ! http://tinyurl.com/y897ykw )

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Governo brasileiro oficializa uso religioso da ayahuasca

A resolução, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira(28), veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos.

A norma coíbe o uso do chá com outras drogas e em eventos turísticos e  recomenda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas.

Em 1985, a bebida chegou a ser proibida no País, mas liberada dois anos depois, quando estudos demonstraram a importância de seu uso religioso.

No início dos anos 90 houve nova tentativa de proibir o chá, também refutada. Em 2002, mais uma vez houve denúncias de mau uso do chá, o que gerou os estudos mais recentes.

Durante a primeira gestão do Governo Lula, as religiões ayahuasqueiras do Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal (UDV) do Acre entregaram, através da Madrinha Peregrina Gomes Serra, dignitária do Centro de Iluminação Cristã Luz Universal – Alto Santo, centro daimista fundado por Irineu Raimundo Serra em Rio Branco /AC  um pedido ao então Ministro da Cultura, Gilberto Gil para que o Santo Daime fosse registrado como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira, o  que está sendo analisado pelo IPHAN.

O governo peruano também recentemente publicou no Diário Oficial do País, o El Peruano , através do Presidente do Instituto Nacional de Cultura, Javier Ugaz Villacorta o reconhecimento do ritual da ayahuasca como patrimônio cultural do Peru.

Ayahuasca é um nome indígena, de origem inca, usado para denominar uma das mais antigas bebidas sacramentais produzida a partir da fervura de duas plantas nativas da floresta amazônica: o cipó Banisteriopsis caapi (douradinho, jagube, mariri) e folhas do arbusto Psychotria viridis (chacrona).

Seu princípio ativo é o dimetiltriptamina (substância alucinógena) e seu uso se expandiu pela América do Sul e outras partes do mundo com o crescimento de movimentos religiosos organizados.

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Adazir & Edgley

Edgley(violão) & Adazir em ação. MPB em alta. Cortesia da foto : Silvio Pullig, ex-Nômades.

Pode até chover canivete, mas  os caras vão se encontrar de novo prá fazer uma MPB de primeira,  afinal eles estão juntos desde 1990.

Um sózinho já é o Adazir & Edgley.

Ora, o Kleiton não é o Kleiton. O Kleiton é o Kleiton & Kledir.

Mas é melhor ainda quando estão em dupla. Os mais novatos em PVH ainda não sabem direito qual é o Adazir e qual é o Edgley.  Matemos então a charada !

Adazir é fã de Caetano e Edgley se liga mais em João Bosco, talvez do tempo da parceria com Aldir Blanc.

Como nem tudo é perfeito , Adazir é flamenguista. Edgley, mais sensato, é vascaíno. De qualquer forma são democráticos e aceitaram colocar um adesivo do Exército Gremista na percussão multimídia do Adazir.

E topam tocar o que pedem os fãs, fazocas, semi-bêbados, semi-analfabetos, artistas frustrados, chatos de plantão, gente bacana, bonita e sincera e outras figuras da riquíssima fauna que frequenta as noites portovelhenses. Já tocaram junto com o Marão num projeto bem bacana que provou que baixo também pode entrar em música de barzinho. (Por falar nisto, cadê o Marão, um cara daquele tamanho é meio difícil de se esconder !).

Sábado eles alegram a nossa conversa fiada no Canteiros Bar, do Ruy que, enquanto isto, vai nos empurrando macaxeira frita (êpa!!) e Antárctica gelada goela abaixo.  A noite segue e eles desfiam um repertório prá lá de variado, de Zéca Baleiro até  Engenheiros do Haway, que certa vez disseram que primeiro resolveram fazer a banda e depois aprenderam a tocar. Mas bem, isto já é outra história.

Bom, quem quiser contratar este pessoal gente fina prá uma festa na empresa ou na sua casa, é só ligar no (69)9231 1811,  8467 7270 ou  9218 1796. Vai atender certamente o Adazir & Edgley, mas faça de conta que é uma pessoa só que tá no telefone e converse normalmente.

Tenho dito !

(Ops. Quem quiser me seguir no twitter :  http://twitter.com/betobertagna )

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Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 2

Livro do Ten.Cel Amilcar Botelho de Magalhães foi publicado pela Livraria do Globo, de Porto Alegre em 1930 e reúne artigos escritos para o Diário de Notícias (hoje extinto) e o Correio do Povo, comprado pelo Grupo Record, empresa de comunicação controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus

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Citação de Shakespeare que Holden Caulfield acharia 'cem por cento': 'nós só ficamos em ordem quando estamos fora de ordem'."

” Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse, e toda essa lenga-lenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso. Em primeiro lugar, esse negócio me chateia e, além disso, meus pais teriam um troço se eu contasse qualquer coisa íntima sobre eles. São um bocado sensíveis a esse tipo de coisa, principalmente meu pai. Não é que eles sejam ruins – não é isso que estou dizendo – mas são sensíveis pra burro.

O escritor J. D. Salinger, de 91 anos, autor do clássico O Apanhador no Campo de Centeio, morreu nesta quinta-feira de causas naturais em sua casa nos Estados Unidos onde vivia isolado há anos por vontade própria, informam os jornais The New York Times e The Washington Post.

O romance “O apanhador no campo de centeio”, com seu imortal protagonista – o rebelde Holden Caulfield -, foi lançado em 1951 durante o período da Guerra Fria. A história de alienação juvenil e perda da inocência foi adotada por adolescentes em todo o mundo e ainda vende cerca de 250 mil cópias por ano. No total, já são mais de 60 milhões de exemplares em diversas línguas.

“Amo escrever”, disse Salinger em 1974, em uma de suas raras concessões ao jornal “The New York Times”. “Mas, só escrevo para mim mesmo e para o meu prazer”. Ele não publicou nenhum trabalho literário com sua assinatura desde o conto “Hapworth 16, 1924” em junho de 1965. E não concedia entrevistas desde 1980 quando aumentou a sua devoção pelo budismo zen.

É um assunto que dificilmente será discutido nas rodas intelectuais porto-velhenses, talvez porque seja carnaval, porque talvez poucos leram Salinger, porque talvez Rondônia não produza centeio ou talvez porque as vicissitudes do cotidiano e a guerra diuturna contra a boçalidade tenham endurecido nossa alma.  Com   informações do Correio do Povo e Twitter.

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Citação de Shakespeare que Holden Caulfield acharia ‘cem por cento’: ‘nós só ficamos em ordem quando estamos fora de ordem’.”

” Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse, e toda essa lenga-lenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso. Em primeiro lugar, esse negócio me chateia e, além disso, meus pais teriam um troço se eu contasse qualquer coisa íntima sobre eles. São um bocado sensíveis a esse tipo de coisa, principalmente meu pai. Não é que eles sejam ruins – não é isso que estou dizendo – mas são sensíveis pra burro.

O escritor J. D. Salinger, de 91 anos, autor do clássico O Apanhador no Campo de Centeio, morreu nesta quinta-feira de causas naturais em sua casa nos Estados Unidos onde vivia isolado há anos por vontade própria, informam os jornais The New York Times e The Washington Post.

O romance “O apanhador no campo de centeio”, com seu imortal protagonista – o rebelde Holden Caulfield -, foi lançado em 1951 durante o período da Guerra Fria. A história de alienação juvenil e perda da inocência foi adotada por adolescentes em todo o mundo e ainda vende cerca de 250 mil cópias por ano. No total, já são mais de 60 milhões de exemplares em diversas línguas.

“Amo escrever”, disse Salinger em 1974, em uma de suas raras concessões ao jornal “The New York Times”. “Mas, só escrevo para mim mesmo e para o meu prazer”. Ele não publicou nenhum trabalho literário com sua assinatura desde o conto “Hapworth 16, 1924” em junho de 1965. E não concedia entrevistas desde 1980 quando aumentou a sua devoção pelo budismo zen.

É um assunto que dificilmente será discutido nas rodas intelectuais porto-velhenses, talvez porque seja carnaval, porque talvez poucos leram Salinger, porque talvez Rondônia não produza centeio ou talvez porque as vicissitudes do cotidiano e a guerra diuturna contra a boçalidade tenham endurecido nossa alma.  Com   informações do Correio do Povo e Twitter.

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Umbandaime

Umbanda + Santo Daime : E agora, José ?

Uma leitora do site comentou  :  ” Cada um sabe onde aperta o seu calo, o encontro com o divino pode estar em qualquer lugar! |Por que não o sincretismo de várias facetas espirituais para acalmar a alma de quem busca paz?!”

O Templo Sagrado Jesus de Nazaré São João Batista continua o trabalho de Umbandaime, na linha  espiritual da Umbanda com a consagração do Santo Daime,  destinado a limpeza, desobsessão, cura física e espiritual.

A próxima sessão será neste domingo, dia 31 de janeiro, às 14:30 hs, com o hinário Ponto de Gira e a farda é roupa branca.  O templo fica na Rua Brazópolis, 200 no bairro Saúde, próximo ao metrô São Judas em São Paulo.

Em Porto Velho temos vários templos de umbanda, uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos  de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.

A Ayahuasca,a bebida sacramental produzida a partir da decocção do cipó jagube ou mariri ( Banisteriopsis caapi )com as folhas do arbusto chacrona (Psychotria viridis) , é utilizada em Porto Velho/RO por diversas entidades como a UDV – União do Vegetal ,  o CECLU – Centro Eclético de Correntes da Luz Universal – Santo Daime fundado nos anos 60, a Tribu´s Di Judha, o Elixir do Novo Milênio  e outras linhas independentes.  No Acre seguem o ritual da ayahuasca o Alto Santo, criado pelo mestre Raimundo Irineu Serra , o CEFLURIS, a Rainha do Mar e  a Barquinha e outras dissidências e convergências.

Agora, é esperar prá ver o posicionamento das  entidades ayahuasqueiras e umbandistas sobre o assunto.

Sincretismo na floresta e na metrópole

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